BRITEIROS: Outubro 2005 <$BlogRSDUrl$>








segunda-feira, outubro 31, 2005

Os pássaros

O filme de Hitchcock “Os pássaros” não tinha no final a expressão "The End".
O terror não acaba... e, pior do que isso, vem de onde menos se espera... As criaturas aladas tornaram-se demoníacas... reeditando a história do anjo caído.

Numa abordagem menos halloweenesca e mais policial, teríamos de procurar o móbil do crime, por outras palavras: quem ganha com isto da “gripe das aves”? Para já, estão a ganhar os accionistas da Roche. Só o nosso governo já gastou 22,5 milhões de euros no Oseltamivir (dados do suplemento de economia do Público de hoje), o fármaco que a Roche produz e comercializa e que parece que pode atenuar a tragédia anunciada.
E, já agora, para os produtores de carne bovina, prejudicados há tempos atrás pela doença das vacas loucas, aí está a grande oportunidade de se vingarem, de tirarem a desforra, quem ri por último, ri melhor... Só que, neste caso, nunca se sabe quem é o último a rir...

:: enviado por Manolo :: 10/31/2005 09:36:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Dia das Bruxas

“Por muitas eras houve bruxas. A Bíblia assim o diz. A Bíblia ordenou que deveriam ser mortas. Depois de cumprir com o seu dever de forma indolente e preguiçosa durante uns 800 anos, a Igreja tomou os seus instrumentos de tortura e partiu para o seu trabalho santo com disposição renovada. Trabalhou duro dia e noite durante nove séculos e prendeu, torturou, enforcou e queimou hordas e batalhões de bruxas e limpou o mundo cristão do seu sangue imundo. Foi então que se descobriu que não existem bruxas e que nunca existiram.”
(Mark Twain, “Europe and Elsewhere”, 1923)

:: enviado por JAM :: 10/31/2005 02:10:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Resposta Rápida

Os militares espanhóis enviados para o Paquistão, sob bandeira da OTAN, para ajudar as vítimas do terramoto em Caxemira, passaram a noite no aeroporto de Lahore, à espera de autorização para empreenderem a missão de assistência que lhes foi confiada.
É mais uma prova de que o mundo não aprendeu nada com a lição do tsunami e que nem mesmo a organização militar mais prestigiada do mundo consegue esconder, em situações de catástrofe, uma falta de capacidade de resposta atroz. Amarga ironia deste mundo de loucos em que vivemos, o contingente em questão integra-se na denominada Força de Resposta Rápida da NATO.

:: enviado por JAM :: 10/31/2005 11:07:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, outubro 30, 2005

Ainda a greve da Justiça

Resposta ao João Pedro Delgado que fez o favor de comentar este meu post sobre a justiça portuguesa.
Caro João Pedro: Numa coisa, pelo menos, estamos de acordo: esta questão da justiça é, como todas as questões ligadas à organização e funcionamento da polis, uma questão política.
E, dado isto como assente, a nossa primeira reacção é de imediato atirar as culpas de tudo para cima dos políticos. Mas, meu caro, os políticos, efectivamente responsáveis pelo estado actual da polis, foram eleitos... por nós todos (incluindo os operadores de justiça). E se desde há 30 anos elegemos e voltamos a eleger sempre políticos da mesma cor (quando não é a mesma, é tão semelhante que nem se nota a diferença) só pode ser porque, lá no fundo, estamos satisfeitos com a actuação deles (podemos ser enganados de vez em quando, mas seremos assim tão idiotas que nos enganem sempre?...) ou, pelo menos, nos vamos acomodando à situação e tirando partido dela...
Obviamente que não sei qual tem sido o sentido do voto dos operadores judiciários, mas, e era aqui que eu queria chegar, insisto que não tenho noticia de que eles alguma vez se tenham rebelado e lutado (nomeadamente através de greves) para tentar modificar o estado calamitoso a que chegou a justiça portuguesa – incluindo aqui as condições de trabalho que afectam muitos deles e, no caso dos magistrados, as condições em que é aplicado o Direito, as quais afectam os utentes, que somos potencialmente todos nós.

Leia também Independência.

:: enviado por Manolo :: 10/30/2005 09:53:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Notícias do PREC (2)

Sócrates 1 - Tony Blair 0

Aos nossos "sindicalistas" e aos homens do PREC recomendamos a leitura deste artigo, e deste na BBC News.

Na quadratura do círculo da passada quarta-feira ficámos a saber da grande coragem do nosso primeiro. Sócrates está a conseguir fazer aos FPs portugueses o que nem o homem da terceira via consegue. Amarfanhar completamente as mãos e os braços do Estado.

"Also, retirement at 60 will still be an option if future staff wish to fund retirement at that age by making higher contributions."

Ou seja, os trabalhadores não são uns trapos. Podem também contribuir para as soluções que sejam do seu agrado desde que para tal estejam dispostos a contribuir. Por cá, o velho paternalismo do Quero, Posso e Mando, que ciclicamente levanta uma cabeça como a Hidra não contempla tais tibiezas. É como eu mando e mais nada....

Enquanto por toda a Europa se ouvem bem alto as pessoas nas ruas, aqui é falem que eu assobio para o ar.

Vamos assistindo paulatinamente a uma revolução de cultura, uma revolução cultural.

Do Petit Livre Rouge ao Petit Livre Rose... Notícias do PREC vai mantê-lo a par... Vamos combater aqui todos os privilégios... Viva o fato-de-macaco...

:: enviado por RC :: 10/30/2005 09:52:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

Notícias do PREC (Processo de REformas em Curso)

1. Tranquilize-se o POVO

Segundo Pedro Silva Pereira os juízes não sabem do que estão a falar.

É de facto tranquilizador saber. A justiça aplicada por quem não sabe do que fala é tanto mais emocionante. Para uns toda a moral e para outros toda a tolice...

Maniqueísta, mas nosso?

:: enviado por RC :: 10/30/2005 09:51:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Quarenta anos do assassinato de Ben Barka

Em 29 de Outubro de 1965, Mehdi Ben Barka, opositor marroquino ao regime de Hassan II e figura intelectual e política do anti-colonialismo, foi preso em pleno boulevard Saint-Germain em Paris, pelos serviços secretos marroquinos, com a ajuda de agentes franceses. Conduzido para casa de um bandido conhecido, nos arredores da capital francesa, com a conivência e o apoio logístico de outros serviços secretos, entre os quais a CIA e o Mossad israelita, o corpo do líder marroquino nunca foi encontrado.
O segredo de Defesa, invocado como instrumento jurídico no tribunal, nunca permitiu que se soubesse a que nível chegou a responsabilidade do aparelho de Estado francês. Mas a personalidade da vítima e a amplitude do escândalo suscitaram a indignação da opinião pública e tornaram o caso Ben Barka um pesado fardo que ainda hoje subsiste para os Estados marroquino e francês.
Entre a guerra da Argélia e o Maio de 68, toda uma geração foi longamente marcada pelo assassinato de Ben Barka, que permitiu revelar que o combate revolucionário internacionalista era muito mais do que a épica guerrilha guevarista das montanhas bolivianas, e podia igualmente tomar a forma sinistra de uma guerra subterrânea, implicando dirigentes políticos responsáveis, em pleno coração intelectual e artístico de Paris.
Paris que é cenário este fim de semana de uma homenagem a Ben Barka, com um colóquio no Senado, o descerramento no local do rapto de uma placa toponímica pelo presidente da câmara, Delanoë, e um filme de Serge le Péron, ”J’ai vu tuer Ben Barka”, que recoloca no centro do caso a armadilha cinematográfica que cegou o opositor marroquino, atraído como uma “starlette” pelos nomes com que lhe acenavam: a realização de Georges Franju e Marguerite Duras na encenação. Um pretenso filme sobre a descolonização, no qual Ben Barka seria o conselheiro técnico.
O filme de Serge le Péron, que estreará esta semana nas salas francesas, põe por isso em evidência esse paradoxo cruel e doloroso do cinema, e da arte em geral, que sendo armas de libertação podem igualmente ser utilizados como instrumentos de manipulação.

:: enviado por JAM :: 10/30/2005 09:08:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

O aborto

Da decisão do Tribunal Constitucional àcerca do referendo sobre o aborto disse Rebecca Gomperts, das Women on Waves: “Interessante que um tribunal considere inconstitucional fazer um referendo mas não violar o direito constitucional das mulheres à saúde e à privacidade.” Eu cá subscrevo a afirmação.
Já sei que alguém há-de contrapor que formalmente está tudo certo, que os senhores juízes decidiram de acordo com as regras, que até só decidiram sobre o timing do referendo, que a decisão, ainda por cima, venceu só por um voto, etc, etc.
E também podem acrescentar que, neste caso, a responsabilidade é mais dos políticos do que do T.C., que eu até concordo.
Mas haja pachorra: andam todos a sacudir a água do capote, a empurrar a decisão de uns para os outros, ninguém assume nada, todos querem ficar bem na fotografia e, ao mesmo tempo, não afrontar a Igreja (e, já agora, o negócio das parteiras clandestinas...).
Infelizmente é típico do "portuga" este querer dar-se bem com Deus e com o Diabo, somos todos uns gajos porreiros, porque é que havemos de estragar o arranjinho de alguém, quem nunca pecou que atire a primeira pedra, até parece que todos temos telhados de vidro, enfim, ainda um dia havemos de dar razão ao outro que se refugiou num alto cargo do exterior escapando àquilo a que chamou de pântano (o Eça de Queiroz, no seu tempo, chamava-lhe choldra)... Pois se agora até o Manuel Alegre declara que não se vai candidatar contra ninguém...

:: enviado por Manolo :: 10/30/2005 12:32:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

sábado, outubro 29, 2005

Em queda livre

Ao inculpar Lewis Scooter Libby, a justiça federal americana acaba de dar o pontapé de saída dum processo que poderá afligir a Administração Bush durante muito tempo. A muralha de mentiras sobre a guerra do Iraque começa a desmoronar-se, ameaçando destruir na sua queda todos aqueles que a construíram.
Dick Cheney, que com Rumsfeld e os outros neocons que sequestraram a política externa dos Estados Unidos desde o 11 de Setembro, está agora na primeira linha e não vai livrar-se de testemunhar no processo. Na berlinda está também Karl Rove, a eminência parda de Bush, que só não foi ainda inculpado porque continua a ser protegido pelo virtuoso silêncio da jornalista do New York Times na origem do escândalo.
Em causa está toda uma forma de fazer política baseada na mentira e no engano permanentes. Mas ao mesmo tempo é um exemplo da grandeza do sistema americano, no qual a democracia e o Estado de direito acabam por prevalecer.
Para bem da queda livre de Bush.

:: enviado por JAM :: 10/29/2005 10:47:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

O professor recomenda


clique sobre a imagem... e divirta-se!


:: enviado por JAM :: 10/29/2005 08:26:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 28, 2005

Cheque ao liberalismo

Os ventos que, nos últimos anos, sopraram os ideais liberais numa Europa dominada pelo anticiclone da globalização, parecem estar a mudar. As eleições legislativas polacas de Setembro, seguidas das presidenciais de domingo passado, confirmaram essa tendência, apesar das sondagens terem prognosticado, nas duas eleições, a vitória do partido liberal.
Nas eleições alemãs, a curta vitória de Angela Merkel espelhou a condenação dos seus projectos de reforma e obrigou a nova chanceler a governar com os sociais-democratas, afastando os liberais da equipa governamental. Na Grã-Bretanha, a provável eleição de David Cameron, um activo defensor dos serviços públicos, para a chefia do partido conservador contra o seu rival, David Davis, afigura-se como uma derrota da facção liberal do partido.
Até mesmo a Comissão Europeia, cujas orientações são nitidamente liberais, tem vindo a ajustar o discurso, ao ponto de citar a importância do sector público e a qualidade dos serviços de interesse geral como um dos principais valores comuns dos vinte cinco.
Todos estes cheques ao liberalismo, na sequência dos debates suscitados pelo famoso Tratado Constitucional, estimulam uma certa reabilitação do Estado na gestão da economia e certificam que há um elevado número de cidadãos europeus que se recusam a aceitar as leis do mercado em detrimento das exigências da solidariedade.
Mas, paradoxalmente, não é a esquerda que tem tirado vantagem desta lufada de ar fresco, mas sim uma direita conservadora, bastante crítica em relação às instituições europeias, por vezes mesmo eurocéptica. Cabe pois à Europa provar que é capaz de responder a esse desafio e defender, mais em actos do que em palavras, face à globalização, o modelo social a que se diz ligada.

Também a Bélgica fez hoje greve geral – pela segunda vez em três semanas – para protestar contra o projecto do governo de Verhofstadt de aumentar progressivamente a idade da pré-reforma dos 58 para os 60 anos. Cem mil pessoas manifestaram-se nas ruas de Bruxelas.

:: enviado por JAM :: 10/28/2005 11:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

TU...cá e lá!!!

Função Pública britânica
Sindicatos obrigam Blair a recuar
Pressionado pelos sindicatos, o governo de Tony Blair desistiu da intenção de aumentar a idade de reforma no sector público dos 60 para os 65 anos. No final das negociações entre os sindicatos e o ministro do Comércio e Indústria, Alan Johnson, terça-feira, dia 18, o governo trabalhista anunciou que os actuais funcionários da administração, da saúde pública e da educação mantêm o direito à reforma aos 60 anos, continuando no activo apenas se o desejarem.
....................................................
Maldito Canal da Mancha!!! Malditos Pirinéus!!!

:: enviado por ja :: 10/28/2005 10:12:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pequena correcção

Nos blogs As [Minhas] Leituras e Passeio Alegre este nosso Briteiros aparece referido como sendo um blog que apoia Manuel Alegre à presidência. Não sei donde lhes veio tal ideia. Este blog é construído quotidianamente por gente livre e igual. Portanto que fique claro, por respeito pelos que aqui escrevem e pelos que um dia aqui partilharão as suas ideias, que o Briteiros apoia a liberdade de expressão, uma sociedade inteira de gente inteira e, como as pedras que lhe inspiraram o nome, nisso não vai mudar. O Briteiros à presidência, nunca se sabe...

No entanto, eu apoio Manuel Alegre.


Para apoiar Manuel Alegre visite o seu site de campanha, descarregue e preencha os formulários.


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"Que importa? Sonho ou não, eles aí estão, tenho de defender o meu quadrado, não há outro sentido senão este, lutar até ao fim, um homem não se rende, não seria bonito, seria, aliás, se me permitem, uma falta de educação, uma grande falta de educação."

"Desleixo, incompetência, negocismo, incivismo, corrupção, sobreposição de interesses particulares, muitas vezes ilegítimos, ao interesse geral. Este é o problema número um em Portugal. Não há uma crise de identidade, há uma crise do Estado. "

"É preciso um novo espaço para a cidadania. Há mais vida para além dos aparelhos. A democracia não pode continuar a ser atrofiada e asfixiada por eles. Para vencer a crise de confiança, é preciso coragem para abrir novos caminhos."

"As autarquias são a primeira escola da democracia. Devem ser também a primeira escola de ética de serviço público e combate aos interesses ilegítimos. Em hora de globalização, as autarquias são a base a partir da qual se pode afirmar a singularidade, o sentimento de pertença e o orgulho local."

"Eu não me apresento contra ninguém, apresento-me com um projecto próprio. Tenho, não só o direito constitucional, mas também um direito legítimo, como cidadão e também pela minha vida, de me apresentar. Conto dar o meu contributo ao debate sobre aquilo que eu acho que é a crise do Estado, a crise da sociedade, a crise dos valores."


:: enviado por RC :: 10/28/2005 09:09:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Luta sem "cartel"?

É preciso incrementar a competitividade, melhorar performances, criar um espírito ganhador. Importa vencer.

Num tal clima não basta jogar para o empate, é preciso atacar, atacar, atacar sem "cartel". Ou será? Um destes dias passou-me pela cabeça entrar para o clube da mobilidade de acesso à internet. Um dos três operadores portugueses tem um famoso canguru televisivo...

Passei ao ataque e, como consumidor que quer estar esclarecido antes de tomar decisões, informei-me. A placa para o portátil, um pc-card, custa a módica quantia de 150€. Sem limite de tempo temos direito a 10gb de uploads e downloads. Uma caixa de correio com 1 gb. Tudo isto pela módica mensalidade de 30€.

Animado pelas recentes e estrondosas vitórias da Autoridade para a Concorrência sobre o cartel da farinha, fui ver se os outros vigorosos concorrentes tinham melhores condições. Espanto dos espantos, todas as valorosas companhias de telecomunicações móveis de Portugal praticam os mesmos preços...

Será que andaran todos na tropa? No mesmo "cartel"?

:: enviado por RC :: 10/28/2005 08:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, outubro 27, 2005

Está tudo explicado.


Foi assim que tudo começou...

:: enviado por Manolo :: 10/27/2005 10:30:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

penas e asas


Enquanto os governos do mundo não decretam o extermínio de todos os seres vivos que dispõem de asas, o que seria (será?) uma pena, aproveitemos para utilizar as nossas (quem as tem) e sonhar… alto…

:: enviado por Manolo :: 10/27/2005 10:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A História repete-se

O presidente do Irão passou-se! Ao declarar abertamente que o Estado de Israel deveria ser “riscado do mapa”, Ahmadinejad provocou a reprovação generalizada e reacendeu as apreensões sobre a forma como o seu país poderá vir a usar a arma atómica.
Como é que o Irão pretende justificar a sua posição de mais papista que o papa, de mais radical que os palestinianos, de porta-voz do mundo muçulmano, de mensageiro das massas deserdadas, humilhadas e indignadas? Que pretende Ahmadinejad, ao exprimir-se como um pregador dos mais extremistas, para encorajar a multidão de fieis a revoltar-se contra o vexame de Israel e dos Estados Unidos, e prometer aos dirigentes árabes que caíram na tentação de reconhecer o Estado israelita, que os queimará “com o fogo da fúria da comunidade dos crentes” ?
O discurso de ódio do presidente iraniano aparece como pano de fundo do endurecimento político. Em vez de devolver a esperança ao seu povo – 15% de desempregados – ou de prometer repartir melhor o filão do petróleo, o regime concentra a sua atenção em louvar os reflexos mais conservadores e dogmáticos.
As mulheres iranianas, que nos últimos anos tinham podido beneficiar de algumas (muito tímidas) vantagens, voltam de novo à condição de tolerância zero no que toca à forma como devem vestir-se. O mundo da cultura está sob vigilância apertada: o Conselho Superior da Revolução acaba de proibir a distribuição e a projecção de “filmes estrangeiros que fazem propaganda de ideais laicos, feministas, liberais, ...”. Os sites Internet são filtrados ou interditados...
A brutalidade deste retrocesso é mais do que um mau sinal. É matéria para alarme sério, no momento em que a ambição nuclear iraniana se patenteia teimosamente. Nesta altura do campeonato, já ninguém acredita na fábula da potência petrolífera à procura de um programa nuclear civil. A comunidade internacional tem, mais do que nunca, razões para se preocupar com o uso que o Irão poderá dar à sua Bomba.

:: enviado por JAM :: 10/27/2005 09:38:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (15)

Não deviam estar de quarentena?

:: enviado por U18 Team :: 10/27/2005 09:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Algumas (des)considerações sobre a greve dos operadores de justiça


Antes de mais, um aviso à navegação: o meu voto não contribuiu para a actual maioria absoluta (nem para esta nem para as anteriores).
Posto isto, começo por lembrar que, em 1993, os juízes e os magistrados do Ministério Público fizeram uma greve pelo descongelamento dos seus salários, imposto 2 anos antes pelo governo de Cavaco Silva.
Hoje, constato, fazem greve contra o congelamento temporário da progressão nas carreiras e a reestruturação dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça, medidas impostas pelo governo de José Sócrates.
Longe de mim contestar o direito que uns e outros têm de fazer greve contra o que acham injusto.
Mas gostaria de, pelo menos uma vez na vida, vê-los lutar por melhorar o estado a que chegou a nossa (salvo seja) Justiça, que está, notóriamente, cada vez mais cara, mais lenta, mais ineficaz, cada vez mais de classe.
Por outro lado, do ponto de vista dos utentes em geral, actualmente uma greve na Justiça portuguesa, não digo que faça rir, mas, pelo menos, não aquece nem arrefece: quem esperou/espera meses e anos por uma decisão dos tribunais, pode bem, nas calmas, aguardar mais um dia, dois ou três.

:: enviado por Manolo :: 10/27/2005 07:42:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 26, 2005

Certezas incertas!!!



Portugal preparado para eventual ataque terrorista
Na Fundação Calouste Gulbenkian prossegue, esta quarta-feira, a conferência sobre terrorismo. Rui Pereira, ex-director do SIS e actual director do Observatório de Segurança, diz que Portugal está preparado para um eventual atentado terrorista.
( 10:15 / 26 de Outubro 05 )
................................................
Deixem-me rir!!!!

:: enviado por ja :: 10/26/2005 10:26:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

E bengaladas, não há?

"Para além dos juízes, também fazem greve os funcionários judiciais, os funcionários da Polícia Judiciária, os magistrados do Ministérios Público, bem como os trabalhadores dos Registos e Notariados e dos Serviços Prisionais.

Há também outros seis sindicatos da Função Pública, envolvendo trabalhadores do Ministério da Justiça, que também apresentaram pré-avisos de greve para esta quarta-feira."


O senhor ministro, muito amado em encarnação anterior pelos profissionais da polícia, soma e segue: juízes e outros profissionais da justiça fazem afirmações ridículas e têm até a ousadia de organizar a greve para máximo efeito.

Deveria haver limites para tudo. A lógica dos procedimentos do governo peca por transformar objectivos, muitos deles legítimos e racionais, em questões de moralidade. Um partido que tinha uma abordagem laica da vida começa a adoptar argumentações evangélicas. O outro faria a "revolução contra tudo e contra todos", estes que agora cavalgam o poder parece que querem fazer o mesmo.

Vamos assistir, mas acima de tudo participemos. Nenhum português é demais na luta pelo futuro.


:: enviado por RC :: 10/26/2005 12:45:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

A coragem de Rosa

É espantoso como uma simples decisão individual pode por vezes mudar o curso da História. Tomemos por exemplo Rosa Parks, no dia 1 de Dezembro de 1955, em Montgomery, Alabama. É uma banal costureira que regressa do trabalho, de autocarro. Vai extremamente cansada. Senta-se na parte de trás do autocarro, a parte reservada aos negros.
A parte da frente está cheia de brancos.
O condutor pede então a Rosa e a outros três passageiros da fila onde ela está sentada que se levantem para dar lugar a um homem branco.
Os três passageiros obtemperam. Mas Rosa Parks não está bem disposta nesse dia. E recusa.
Depois é presa e o resto da história toda a gente conhece. O boicote dos autocarros de Montgomery, a ascenção de Martin Luther King, o formidável movimento dos direitos cívicos...
Rosa Parks morreu anteontem, aos 92 anos.
Que se teria passado se ela tivesse feito como os outros três passageiros?

:: enviado por JAM :: 10/26/2005 11:37:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, outubro 25, 2005

...o Estado...a que isto chegou...

Por falar em Estado, segundo o Jornal Económico de 12 deste mês, o “nosso” (salvo seja) deixou prescrever mais de 219 milhões de euros de impostos em 2004, um crescimento de 38% face às prescrições registadas em 2003.
O prazo de prescrição das dívidas ao Fisco, determinado pela Lei Geral Tributária no seu art.º 48, é de 8 (oito!!!) anos …

:: enviado por Manolo :: 10/25/2005 10:27:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

L' État ce n'est pas moi...

No Brasil, país que ocupa um dos lugares cimeiros na morte por arma de fogo – uma autêntica guerra civil não declarada –, os partidários da venda livre de armas e munições ganharam o referendo.
Entre os partidários do não à proibição, contavam-se fabricantes e vendedores de armas e grandes proprietários de terras, mas também associações de vítimas de violência com armas de fogo.
O principal argumento do “não” (talvez o argumento determinante) foi o facto indesmentível de que o Estado se tem mostrado incapaz de assegurar por si só a segurança do cidadão.
O Estado, sempre o Estado...
Já Vladimir Illich Ulianov dizia que a questão central era o Estado, a questão do Estado.
Que fazer?

:: enviado por Manolo :: 10/25/2005 09:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O show da liberdade

Em Itália só se fala do programa Rockpolitik, uma emissão da RAI Uno, mistura de variedades e de sátira política, que escapa à censura e ao politicamente correcto e que está a trazer de volta aos telespectadores um raro sentimento de liberdade, desaparecido desde que Berlusconi instaurou o controlo cerrado das televisões, dos jornalistas e dos artistas cómicos.


Sabina Guzzanti, de 42 anos, foi uma dessas artistas despedidas da RAI na sequência das pressões berlusconianas. Guzzanti fez da sua história e de um modo geral da falta de liberdade de expressão na Itália contemporânea, a matéria de um sulfuroso documentário, com o título Viva Zapatero!, ovacionado efusivamente pelos espectadores de pé, durante vinte minutos, no último Festival de Cinema de Veneza.

:: enviado por JAM :: 10/25/2005 08:44:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Estado de medo

No seu célebre e provocador thriller “State of Fear”, Michael Crichton desenvolve a tese do falso medo como técnica de dominação dos cidadãos ou, no caso actual, dos consumidores, constantemente hipnotizados por toneladas de informações alarmantes. A metáfora de Crichton critica os propósitos dos agoireiros apocalípticos que pretendem impor-nos um estado de medo permanente que acaba por instalar no mundo a cultura do pânico. Antrax, ameaças de bomba, armas de destruição maciça, vacas loucas, frangos com dioxinas, vírus do Nilo, desastres naturais, acidentes trágicos, incêndios devoradores, inundações terríveis, doenças que julgávamos extintas...
Agora é a gripe das aves que, no pior dos seus cenários, se poderia transformar numa pandemia capaz de matar milhares de pessoas num simples golpe de ar. Segundo Crichton, quando não encontramos um inimigo à nossa altura, acabamos por imaginá-lo e criá-lo à nossa imagem e semelhança, por forma a que o pânico acabe por dominar-nos a alma muito para além do sentido racional que temos das coisas.
Há que saber fazer a distinção entre o alarme que se deve pedir a uma população, perante um determinado perigo, e a propagação do pânico gratuito que desenvolveria a histeria colectiva irracional e instalaria a patologia do pânico, que do medo faz novos medos, os mesmos temores que acabam por limitar-nos e levar-nos à beira da destruição.
Esse Estado de Medo que descreve Crichton não pertence apenas ao mundo da ficção. Sofrem-no milhões de seres humanos em todo o mundo. Sabem-no os neurologistas, os cardiologistas, os psicólogos e os psiquiatras. E, de uma maneira geral, todos aqueles que sofreram alguma vez do contacto com o vírus do pânico.

:: enviado por JAM :: 10/25/2005 11:18:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 24, 2005

As galinhas também se abatem

Difícil descortinar alguma informação quando a histeria já entrou na capoeira.
Bastam uns quantos patos mortos aqui e ali para ver anunciadas mortes humanas aos milhares, compras de medicamentos em quantidades alucinantes, laboratórios a anunciar vacinas para vírus que não existem e todo um povo na expectativa de ver cair o primeiro pássaro vitimado pela gripe.
Difícil, no meio deste ruído (como agora se diz), escutar as poucas vozes que nos vão dizendo que corremos mais riscos ao entrar para um carro do que ao comer um frango assado ou até ao dar uma mãozada de milho às galinhas dos avós (que até tem o mérito de mostrar aos mais novos que as galinhas não nascem sem penas).
Difícil escutar, e sobretudo acreditar, em alguém que nos diz que muito pouco há a fazer para prevenir uma pandemia que não se sabe se e quando acontecerá e ainda menos que vírus a provocará.
Nós, os humanos, temos destas coisas: gostamos mais de nos proteger contra ameaças futuras imaginárias do que encontrar soluções para as ameaças reais do presente.
Entretanto alguém lucra alguma coisa com isto tudo. Sendo o medicamento um produto marketing complicado – difícil vender um medicamento contra a diabetes a quem não é diabético – nada melhor do que uma boa ameaça de pandemia para escoar armazéns de antivirais e fabricar vacinas contra vírus desconhecidos. Que pagaremos todos quer sejam necessários ou não.
O melhor desta estória é que, mesmo que não haja pandemia nenhuma, nunca se conseguirá provar se a ameaça nunca existiu ou se foi evitada.
O que vale é que as galinhas também se abatem e tenho uma à minha espera para aconchegar o estômago.

:: enviado por U18 Team :: 10/24/2005 10:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Confiar mais nas armas do que no Governo

A mensagem passou: “não acredite no governo, na polícia, não espere ajuda de ninguém. Você precisa se armar para se proteger, só pode contar com você mesmo”. Visão anti-política, que enxerga a sociedade como um aglomerado de indivíduos trancados em bunkers, com medo uns dos outros...
Assim vai o Brasil. Como os Estados Unidos. Nação de loucos por armas ou somente de loucos?

:: enviado por JAM :: 10/24/2005 09:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Tragédias conhecidas – Solidariedade escondida

O mundo em que vivemos foi sujeito, nestes últimos dias, a desastres naturais de grande envergadura. Os orgãos de comunicação social portugueses não se pouparam a esforços para nos mostrar a tragédia que se abateu sobre a Guatemala – furacão Stan – e sobre o Paquistão – violento terramoto. Vimos repetidas imagens de destruição e dor nestes povos martirizados.
Sabemos da solidariedade de alguns países e organizações para com as vítimas destes fenómenos naturais.
Propositadamente ou não, tem-se escondido – é o termo!!! – o envio de 400 médicos, pelo Governo cubano, para a Guatemala com as suas mochilas de primeiros socorros. Propositadamente ou não, cala-se o envio, – é o termo!!! –de duas brigadas do contingente Henry Reeve – outros 400 médicos!!! – para o Paquistão onde, em condições extremamente difíceis, realizam uma missão heróica na luta pela salvação de vidas humanas.
Prepositadamente ou não, esconde-se o fervor solidário de um Povo que, mesmo vivendo em dificuldades extremas devido a um bloqueio de 40 e tal anos, não vira as costas a quem precisa de ajuda.
É assim a (des)informação que temos!!!

:: enviado por ja :: 10/24/2005 05:47:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

O Roteiro de Washington

O Presidente dos Estados Unidos recusou comprometer-se com a criação de um Estado Palestiniano, antes do final do seu mandato em 2009. Em visita a Washington, pela primeira vez na qualidade de presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas apelou à aplicação imediata plano de paz para o Médio Oriente, conhecido como “Roteiro” ou “Mapa”.
Este jogo diplomático tornou-se um esgotado déjà vu. Já ninguém acredita. Abbas conseguiu persuadir as organizações terroristas a dar uma trégua de oito meses, mesmo que pontuada por alguns atentados graves mas esporádicos. Por sua vez, Sharon exige a erradicação total do terror, ao mesmo tempo que proclama descaradamente que vai continuar a construir colonatos e a alargar os territórios ocupados. Ambos afirmam que estão dispostos a cumprir o “Roteiro para a Paz”.
Só que, é muito difícil supor que um Bush esgotado pela guerra no Iraque tenha a serenidade de espírito necessária para pressionar Sharon a levar a sério o documento e aceitar negociar. Por isso, neste momento, o caminho de Washington é um Roteiro que não indica nenhuma direcção que possa conduzir à Paz.

:: enviado por JAM :: 10/24/2005 03:09:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A Polónia inventa a gemeocracia

Aos 12 anos, Jaroslaw e Lech Kaczynski foram os heróis de um filme para crianças intitulado “Os dois sacaninhas que queriam roubar a Lua”. Agora, a ficção tornou-se realidade. A partir de hoje, os dois sacaninhas detêm as rédeas do poder polaco. Lech como presidente da República e Jaroslaw como líder do partido mais votado nas eleições legislativas de Setembro.
Para evitar acusações de nepotismo, os dois gémeos decidiram confiar a chefia do governo a um fiel colaborador, o especialista em assuntos económicos do partido, Kazimierz Marcinkiewicz.
“Leszek (Lech) presidente e Jarek (Jaroslaw) primeiro ministro! Oh não, isso seria ridículo. Toda a gente gozaria com a Polónia!” – é o que pensa a vaidosa mamã dos dois gémeos, Jadwiga Kaczynska, de 78 anos.

:: enviado por JAM :: 10/24/2005 09:14:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, outubro 23, 2005

Perguntar não ofende (14)

A propósito da “Operação Furacão” da Policia Judiciária e sendo Teixeira Pinto um membro assumido da Opus Dei, uma dúvida teológica me assalta neste dia do Senhor:
Será pecado fugir aos impostos?

:: enviado por U18 Team :: 10/23/2005 07:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Cavaco agradece

As eleições presidenciais sempre tiveram dois tipos de candidatos: os candidatos partidários e os candidatos de dimensão nacional. Cavaco Silva, que se revê na segunda categoria, foge do PSD como o diabo da cruz e reza para que o CDS não tenha a infeliz ideia de apresentar o seu próprio candidato que lhe poderia vir a tirar boa parte dos votos – pelo menos na primeira volta – e estragaria certamente o esperado passeio pela avenida da Liberdade.
Por seu lado, Manuel Alegre parece estar a desfrutar da exasperação dos dirigentes do PS, que levou mesmo à entrada em cena do primeiro ministro ameaçando aos quatro ventos que a disciplina de voto no candidato do partido é de rigor. Mário Soares, ao não se demarcar de toda essa crispação cor de rosa, vai perdendo de dia para dia a sua dimensão nacional e, à semelhança de Louçã e Jerónimo – que não passam de candidatos partidários aspirantes ao precioso tempo de antena – corre o risco de ver reduzida a sua candidatura a um simples instrumento da propaganda partidária do PS.
Mas a vitimização nem sempre dá frutos e se Manuel Alegre teimar em restringir igualmente a sua luta ao vestíbulo do partido socialista, a sua candidatura deixará também ela de ter dimensão nacional e, afastada de um enquadramento partidário próprio, acabará por perder a substância e tornar-se, para o eleitorado, num mero exercício de ajuste de contas, sem mensagem, nem objectivos.

:: enviado por JAM :: 10/23/2005 05:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Refrescar a memória

De vez em quando é bom refrescar a memória. Visite o http://www.uc.pt/cd25a/

:: enviado por RC :: 10/23/2005 02:55:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Conhecer o adversário...

"[...] torna evidente que o que está em causa para alguns dirigentes não é derrotar Cavaco Silva, mas sim combater Manuel Alegre. De facto, não se ouviu uma palavra do Secretário Geral do PS a criticar a apresentação da candidatura do ex-primeiro ministro e a sua total ausência de propostas para a saída da crise nacional."

Leia mais em http://www.manuelalegre.com/

:: enviado por RC :: 10/23/2005 11:05:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Pactos de vergonha

Muito se tem falado e escrito sobre a vergonhosa atitude da Yahoo! que anuiu a cooperar com o regime chinês na instalação de dispositivos que limitam a liberdade de expressão na Internet. Sobretudo porque a façanha do portal americano, ao colaborar com a censura de Pequim, forneceu informações que permitiram a prisão do jornalista local independente, Shi Tao, pelas autoridades chinesas.
A posição da Yahoo! é defendida por alguns observadores, para quem as empresas não só não podem desafiar o governo chinês, mas também porque as suas operações favorecem uma maior abertura e melhoram a vida dos chineses em geral.
Mas o facto é que empresas como a Yahoo! estão suficientemente bem implantadas no mercado para não precisarem de lamber as botas das autoridades. Essas grandes empresas internacionais têm tendência a descurar os direitos humanos ante as perspectivas de mais lucros. Pequim não aceita a presença dessas grandes empresas, a não ser que elas aceitem colaborar no controlo da rede. Google, por exemplo, excluiu do seu serviço de informações chinês os sites bloqueados por Pequim e MSN da Microsoft eliminou os termos “liberdade” e “democracia” de certas partes do seu novo site Internet na China.

:: enviado por JAM :: 10/23/2005 10:33:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

Não há fronteiras...































"Recent events make it likely that some migratory birds are now directly spreading the H5N1 virus in its highly pathogenic form. Further spread to new areas is expected."

A Grécia confirma o primeiro caso de gripe das aves.

Agora é na terra das vacas loucas... Parece que a primeira vítima foi um papagaio.
Os nossos políticos que se cuidem.

Ler:

http://www.cdc.gov/flu/avian/

Gripe das aves: testes confirmam vírus na Suécia

:: enviado por RC :: 10/23/2005 01:00:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Cavaco e o declínio económico

Cavaco Silva tentou, à boleia dos dados económicos erigir-se num elemento redentor perante o declínio intemporal da pátria. Mas o Cavaco economista sabe que o Cavaco candidato estava a fazer um exercício de manipulação dos dados.
O Paulo Pedroso explica porquê.

:: enviado por JAM :: 10/23/2005 12:08:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, outubro 22, 2005

Sua Excelência

Sua Excelência, o ex-Presidente do Conselho de Ministros, sente-se já o Supremo Magistrado da Nação...


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Às armas, às armas...

:: enviado por RC :: 10/22/2005 01:58:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Cavacombadão


Por detrás de um professor
Há sempre um lobo contente
Toca cavaco meu povo
Dança, dança minha gente!

Vai de roda, vira vira
Lá vem Dom Sebastião
Vem vestido à Salazar
É o Cavacombadão

VS


Obrigado VS

:: enviado por RC :: 10/22/2005 11:42:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

A nova cozinha inglesa

Ainda a propósito de cozinha, os ingleses, antes de começarem a reformar a União, prometem reformar a sua gastronomia e torná-la, tal como a arte, a música e os desportos britânicos, a melhor da Europa. Tarefa difícil, é certo, mas é pelo menos o que relatava anteontem The Times. A edição 2006 do “Good Food Guide” – que recenseia todos os anos os melhores restaurantes da Grã-Bretanha – oficializa a coisa e garante que os melhores cozinheiros do país estão em vias de reinventar a cozinha inglesa, dando especial relevo à gastronomia tradicional local.
Já imaginaram a irritação dos franceses quando virem que o bife Wellington ou o hotpot de Lancashire não se contentam em ganhar os prémios culinários na Grã-Bretanha, mas são igualmente premiados em Paris? Jamais o maître d’hotel do Maxim’s vai poder fazer uma careta desdenhosa a propósito da cozinha inglesa. Jamais os franceses vão poder contrapor a sua sofisticação ao grosseiro paladar dos rosbifes...
Quanto a mim... confesso que continuo a preferir o bacalhau à lagareiro e a caldeirada de cabrito!

:: enviado por JAM :: 10/22/2005 11:18:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 21, 2005

Na cozinha da mãe Natureza


© desenho de Sandy Huffaker

Inundações, furacões, tremores de terra, gripe das aves? Inútil tentar procurar mais longe. É ela, a mãe Natureza, que às vezes apresenta sinais de uma verdadeira megera e nos complica a vida, a nós pobres humanos irresponsáveis...

:: enviado por JAM :: 10/21/2005 11:27:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Deixa jogar o Cristiano !

A estória cheira a esturro: Rapaz famoso encontra rapariga desconhecida. Rapaz e rapariga bebem uns copos. Rapaz famoso convida rapariga nada famosa para o quarto (há quem diga que nem isso). Rapariga pouco famosa acusa rapaz de violação, tenta vender a estória aos jornais e vai à policia. Rapaz famoso nega.
A rapariga é francesa e o rapaz é português e joga (bem) à bola.
É natural que os franceses tenham medo de jogar contra o rapaz. Escusavam era de dar estes golpes baixos.
Deixa jogar o Cristiano, porra!
Nem um discurso do Cavaco nos faz esquecer esta depressão tão bem como o Cristiano o faz quando tem uma bola nos pés.

:: enviado por U18 Team :: 10/21/2005 11:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A imaginação é o limite

Depois da exaltação criativa do Super-Mário, não poderia haver imaginação mais transbordante do que o recém-criado Super-Cavaco, um blogue à imagem e semelhança daquele que se propõe apoiar não-oficialmente. Ao percorrê-lo, não fui capaz de encontrar melhores atributos do que aqueles que permanecem na memória das minhas leituras de infância, das famosas expressões da catatua Didi nos velhos livros de Enid Blyton: bafiento, bolorento, poeirento...

:: enviado por JAM :: 10/21/2005 02:54:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Trafalgar II

O jornal The Times saúda a “notável vitória” no Luxemburgo do comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson:
“Numa altura em que se comemora o bicentenário da Batalha de Trafalgar, o nosso homem fez frente aos franceses e venceu-os, ainda que esse combate se tenha dado à volta de uma mesa de conferências no Luxemburgo. O tema da discussão era vital. Se nós quisermos um dia permitir que os países em vias de desenvolvimento se desenvolvam, as paralisantes injustiças comerciais, às quais estão submetidos, devem acabar. Se houver uma única esperança de progresso, ela pressupõe que os excessos da PAC deverão ser diluídos no comércio mundial. O nosso homem foi genial. Mais louvável ainda, ele fez da Comissão Europeia um órgão construtivo, esclarecido e pertinente. Coisa que merece todo o nosso apreço.”

De facto, as tensões entre Paris e Londres atingem o seu paroxismo num momento em que a Europa sofre de uma grave avaria, paralisada pelo falhanço do projecto da Constituição e pelo bloqueio das negociações sobre o orçamento. Chirac poderá ter muitos argumentos para defender o seu plano agrícola, no meio dum amplo regateio lançado sob a égide da OMC. Mas é evidente que a França está sozinha neste combate. Ao contrário do optimismo do Times, os franceses gritaram vitória, embora não tenham conseguido encostar à parede Mr Mandelson. É que, à medida que aumentam os ataques de Paris à Comissão Europeia, a sua força de persuasão diminui. E não é com a sua obstinada táctica defensiva, largamente inspirada pelos reflexos da política interna pós-referendo, que a França vai conseguir encontrar de novo a sua função motora na Europa.

:: enviado por JAM :: 10/21/2005 08:25:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, outubro 20, 2005

Perguntar não ofende (13)

Inteligência Artificial?


:: enviado por U18 Team :: 10/20/2005 09:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O velho senhor

As câmaras de televisão estão colocadas de forma a que não se possa ver o conjunto do dispositivo militar e judicial. O presidente do tribunal, visivelmente satisfeito com a sua cadeira rotativa que ele não pára de girar, pede ao réu que se identifique. O velho senhor, barbudo e emagrecido, recusa:
“Não te reconheço, nem a ti, nem ao tribunal a que presides. Também não reconheço a agressão contra o Iraque e conservo o meu direito constitucional, como presidente do Iraque, a não responder às tuas perguntas, pois o que é construído sobre o vazio é vazio”. O presidente insiste: “Senhor Saddam, por enquanto nós só pretendemos que se identifique”.
Contrariamente ao presidente, o velho senhor não parece nada satisfeito. Tem mesmo um ar obstinado. Não quer dizer, nem como se chama, nem qual é a sua profissão.
– “Estou aqui, neste edifício militar, desde as duas e meia da manhã”, diz ele.
O presidente, contrariado, propõe-lhe que se sente. O que o velho senhor igualmente recusa:
– “Não se trata de fadiga. Tu és iraquiano. Tu conheces-me. Eu tenho muita paciência. E os iraquianos sabem que eu sou infatigável”.
É verdade. Ele era infatigável. Implacável, carrasco mesmo. Tu cá tu lá com a tortura e os gases tóxicos. O pelotão de execução era a sua especialidade. De preferência sem julgamento...

Para os mais distraídos, o velho senhor é Saddam Hussein. O presidente é um curdo, escolhido pela CIA e, embora não pareça, estamos perante um julgamento. A pena prevista para os crimes do antigo “rahis” é a pena de morte. Tal como para os outros sete acusados. O “tribunal” reúne-se em Bagdade, num enclave americano, protegido pelo exército americano, com juizes seleccionados pela agência central de informações americana. É, de facto, um tribunal muito “especial”. Tirando isso, os juizes são admiráveis, íntegros e dedicados. Já o eram em relação a Saddam. Continuam a sê-lo, agora em relação aos novos mestres. Alguns foram reeducados à pressa em Inglaterra. Outros não. Mas, no fundo, estamo-nos nas tintas. Tanto faz. Não é isso que interessa.
A mesma cena passava em todas as televisões do mundo. Os militares americanos não se contentavam em censurar as imagens, transmitindo, com um ligeiro atraso de 20 ou 30 minutos, o que lhes convinha. Mais do que isso, os militares americanos produziam e realizavam uma super emissão única no seu género. O processo, em mundovisão, de um ditador sanguinário e dos seus antigos altos funcionários. Todos eles iraquianos. Mas o processo é dos militares americanos.
Pobres militares! Não estão preparados para isto. Para a censura, quanto muito. Mas para toda esta super produção?... O velho senhor vai conseguir dar-lhes cabo do juízo!
(A ver vamos, em 28 de Novembro...)

:: enviado por JAM :: 10/20/2005 09:43:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Puxão de orelhas

Vital Moreira meteu na ordem os seus novos camaradas de blogue.
Fez bem!
Começa a tornar-se demasiado psicopatológica a obsessão dos notáveis do PS, e dos seus acólitos, contra Manuel Alegre. A continuarem assim, ainda se arriscam a dar a vitória a Cavaco, logo na primeira volta.

:: enviado por JAM :: 10/20/2005 07:25:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 19, 2005

País dos Reformados

O texto circula pela Net e muitos de vós já o terão provavelmente recebido nas vossas caixas de correio electrónico. Porém, atendendo à dose de optimismo que transmite, contrastando com o pessimismo reinante, não resisti a transcrevê-lo aqui.

Sempre ouvi dizer que um dos problemas deste país era não dar importância aos seus velhos, que não cuidava deles, que eram excluídos, etc...

Agora leiam isto...

“País dos Reformados”

Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou a Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados. Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!

Ora veja-se:
o nosso Presidente da República é um reformado;
o nosso mais “mortinho por ser” candidato a Presidente da República é um reformado;
o nosso ministro das Finanças é um reformado;
o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
o ministro das Obras Públicas é um reformado;
gestores ilustres e activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?...) são reformados;
o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
entre os autarcas, garantiu-o o presidente da ANMP, há “centenas, se não milhares” de reformados;
o presidente do Governo Regional da Madeira é, entre muitas outras coisas que a decência não me permite escrever aqui, um reformado; e assim por diante...

Digam-me lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados, que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita, que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos? Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós. Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso “Estado social”...

:: enviado por JAM :: 10/19/2005 02:41:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Super Mário

A ala direita do Barnabé lançou hoje um blogue de apoio à candidatura de Mário Soares.

:: enviado por JAM :: 10/19/2005 10:53:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

O lobo vestido de cordeiro

[...] Dez anos volvidos de muito silêncio e isolacionismo, este “académico” vai buscar a sua característica mais conhecida – o silêncio – para se “mostrar” novamente aos portugueses. De mansinho, sem fazer ondas, vai-se instalando, sem que ninguém saiba o que sente ou pensa dos múltiplos problemas concretos que Portugal atravessa.
A última vez que em Portugal alguém apareceu assim, também chegou de mansinho, igualmente com uma imagem de grande profissional e académico (mas sem uma única exteriorização pública de posição alguma) e, quando demos por ele, ficou a “reinar” até cair da cadeira.

:: enviado por JAM :: 10/19/2005 10:27:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

Ouvir os outros...

Li no Causa Nossa:

"O mais poderoso grupo de interesses?
O lado bom da notícia é que o Governo decidiu, finalmente, pôr fim às restrições à liberdade de estabelecimento de farmácias (fim da distância mínima entre elas e da capitação populacional mínima). O lado mau é que se mantém o monopólio profissional dos farmacêuticos, a quem continua reservado o direito exclusivo de estabelecimento.
Depois de ter levado de vencida, com coragem e determinação, todos os grupos profissionais que lhe apareceram pela frente (professores, militares, polícias, juízes e demais profissões judiciárias), Sócrates resolve claudicar perante os farmacêuticos.
O que é que têm essa corporação, que é diferente das outras?"

Como já vem sendo hábito, Vital Moreira esqueceu a CORPORAÇÃO mais poderosa. Os que falam de barriga cheia. Aliás falta ainda a corporação mais poderosa de todas: Alguns Professores Universitários que, do alto das suas seis horitas de aulas semanais, a que se devem retirar os vários quartos de horas académicos, se passeiam pelos nossos media, com as suas múltiplas reformas e acumulações, pregando do alto do seu direito divino, para todos os outros aquilo a que estão imunes, porque de estirpe outra que não a de comuns mortais. Mas como depois do governo sempre dá jeito e estatuto dizer-se que se é professor, universitário claro, para que não haja confusões...

A este propósito sugiro a consulta de http://www.rebides.oces.mces.pt/

Aliás, é curioso como, trinta anos depois, voltaram os guardas vermelhos... livrinho na mão e amen, amen, amen....



:: enviado por RC :: 10/19/2005 01:07:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

terça-feira, outubro 18, 2005

Recados de Sampaio

Jorge Sampaio iniciou hoje uma visita oficial de três dias à Bélgica. Em entrevista ao vespertino Le Soir (link a pagar), Sampaio avançou a ideia de um imposto europeu:
“Não podemos continuar a viver com um Tratado Constitucional e um orçamento bloqueados. É preciso injectar mais recursos. E é estranho pretender alargar a União a vinte cinco e mais e, ao mesmo tempo, tentar reduzir o orçamento. A criação de um espaço público europeu para o século XXI passa por um grande debate sobre o orçamento – e porque não por um imposto comum.”

E, sobre a classe política portuguesa:
“Quant au manque de confiance des citoyens dans la politique, c’est notre classe politique, nos partis qui doivent changer de style, se moderniser, rajeunir.”

:: enviado por JAM :: 10/18/2005 09:27:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Basta saber...

O tolo calado passa por avisado.

O tolo calado passa por sabido.

O tolo, se é calado, por sábio é reputado.

O tolo, se é calado, por sisudo é reputado.

:: enviado por RC :: 10/18/2005 09:19:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Manuel Alegre apoiado por 50 personalidades da cultura

"Mais de 50 personalidades ligadas à cultura subscrevem um manifesto de apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre,[...] é assinado, entre outros, pelos escritores Eduardo Prado Coelho, Inês Pedrosa, Rui Zink, Nuno Júdice, Mário de Carvalho, Jacinto Lucas Pires, Mafalda Ivo Cruz, José Jorge Letria, Mário Zambujal e Hélia Correia, [...] Jorge Palma, Fausto, Paulo de Carvalho, Xana e Flak, o renovador comunista Carlos Brito e o actor Diogo Dória fazem também parte subscritores do documento, [...]
«Na candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República encontramos o espírito de renovação da democracia e a abertura à cidadania de que Portugal neste momento tanto necessita», refere o manifesto, que será divulgado na página oficial do candidato na Internet (www.manuelalegre.com). Manuel Alegre é «uma figura prestigiada e internacionalmente reconhecida» que poderá «transmitir à Europa e ao Mundo a imagem de um Portugal de futuro, solidário, eficiente, pujante e criativo» e «um homem de valores e de valor no qual as portuguesas e portugueses podem, para lá de todas as diferenças, rever-se», conclui o manifesto."


Silencioso, reformado (dizem), Cavaco Silva aplica muita da sabedoria acumulada em séculos de existência lusitana.


:: enviado por RC :: 10/18/2005 07:47:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Avançar em conjunto, como os pássaros

Ainda a propósito do pânico colectivo causado pela rápida propagação da gripe das aves, o jornal suíço Le Temps insiste na absoluta necessidade de uma resposta planetária face ao vírus que já passou a fronteira da União Europeia.
Os virólogos – que não são bruxos – ainda não sabem como é que o vírus se comportará logo que seja capaz de se transmitir de homem para homem. Mas é preciso deixá-los investigar em paz. A ignorância não deverá dar lugar ao pavor súbito.
É indispensável criar, antes que seja tarde, a estrutura supranacional que muita gente tem apregoado. Uma entidade parecida com o movimento internacional contra a sida, independente das organizações internacionais, com a responsabilidade de fundar a arquitectura logística necessária à distribuição de medicamentos anti-gripe e vacinas.
Chegou, sem dúvida, a altura de tomar medidas à mesma escala em que se processa o desenvolvimento desta epidemia: a escala mundial.

:: enviado por JAM :: 10/18/2005 12:28:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 17, 2005

“O World Trade Center foi concebido em tempo de transformações radicais na construção de edifícios altos e o seu proprietário, A Administração Portuária da cidade, serviu-se das transformações de uma forma excessiva. Os novos regulamentos permitiram construir mais alto e mais barato, com as torres gémeas a serem os primeiros arranha-céus erigidos quase sem recurso à construção em alvenaria de tijolo. As alterações dessa altura também permitiram que a Administração Portuária tornasse a área coberta das torres mais rentável – à custa de equipamentos de segurança e de funcionamento como escadas e elevadores – do que em outros arranha-céus. Aquando dos atentados do 11 de Setembro algumas daquelas modificações também tornaram impossível a fuga das pessoas que estavam nos andares mais altos das torres.” Esta (a fls. 124) e outras revelações no livro “102 minutos – a história desconhecida da luta pela sobrevivência no interior das Torres Gémeas” dos jornalistas americanos Jim Dwyer e Kevin Flyner. Lendo o livro, fica-se também a saber das falhas de comunicação, coordenação e comando entre as equipas de salvamento, bombeiros, autoridades portuárias e policias, no mesmo 11 de Setembro.
O país da liberdade é também o país da maximização do lucro a todo o custo e da falta de organização e planeamento quando o que está em causa são as pessoas.

:: enviado por Manolo :: 10/17/2005 11:37:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, outubro 16, 2005

Prémio Nobel da literatura 2005

“O facto é que o Sr. Bush e o seu gang sabem o que estão a fazer, e Blair, a não ser que seja o idiota iludido que frequentemente parece ser, também sabe o que eles estão a fazer: Bush e companhia estão determinados muito simplesmente a controlar o mundo e os recursos do mundo. E estão-se nas tintas para o número de pessoas que matam pelo caminho.”
- Harold Pinter

:: enviado por Manolo :: 10/16/2005 01:29:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

O pragmatismo do Sr. Scolari

Antes do jogo contra o Liechtenstein, o Sr. Scolari declarou que o importante, nesse jogo, seria empatar, bastava empatar, não era preciso mais do que empatar. Bem, por pouco não perdíamos…
Para mim, como espectador (e só nessa qualidade me interessa o próximo Mundial), o importante é ver jogar bom futebol (o futebol é um espectáculo e eu gosto de ver bons espectáculos), e, como português, ver a equipa portuguesa jogar bom futebol.
Isso implica que a “nossa selecção” (salvo seja) efectivamente jogue e não que seja calculista e/ou que esteja à espera de milagres. Ou seja, o importante não é ganhar a qualquer preço, é jogar bem, e, se jogar bem e ganhar, melhor.
Eu gosto de quem, tendo unhas para a coisa, ouse ser artista. Por isso mesmo, sempre preferi o Ayrton Senna ao Nikki Lauda, a selecção de futebol brasileira à alemã, os ciclistas do Tavira que fugiam ao pelotão durante tempos infindos, deixando este a léguas de distância.
O vencedor nem sempre é o melhor.

:: enviado por Manolo :: 10/16/2005 01:26:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sábado, outubro 15, 2005

As variantes do suicídio

A morte do ministro do Interior sírio, Ghazi Kanaan, levanta uma multitude de questões: se de facto se tratou de um suicídio, como reza a versão oficial, qual poderá ter sido a motivação? Kanaan foi, durante vinte anos, o todo-poderoso responsável pela segurança e pelos serviços de informação no Líbano, enquanto este esteve sob tutela síria. O seu suicídio está logicamente ligado ao assassinato do ex-primeiro ministro libanês Rafik Hariri. Será que foi por ter revelado segredos à comissão de inquérito e ter traído os seus pares? Pode ser, mas é muito difícil imaginar esse artesão do terror no Líbano, ser subitamente assaltado pela angústia dos remorsos.
Conta o Estadão que Ali Sadruddin el Beyanuni, importante opositor sírio exilado em Londres e dirigente do ilegal Irmãos Muçulmanos, disse à televisão Al Jazira que as declarações de Kanaan à rádio libanesa “indicavam que ele se sentia em perigo”.
Terá o ministro sírio “sido suicidado” para assim levar consigo para o túmulo os mais tortuosos segredos do regime decadente de Damasco e do período em que a Síria exerceu pela força o seu controlo sobre o Líbano?

:: enviado por JAM :: 10/15/2005 02:41:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Gripe das aves ou pânico na capoeira?


© Ideia original de Herrmann – La Tribune de Genève

A confirmação de casos de gripe das aves na Turquia e na Roménia fez aumentar o sobressalto em toda a Europa e mesmo nos Estados Unidos, onde os relatórios dos ministérios da Saúde se têm sucedido dando conta da falta de preparação dos respectivos países em caso de epidemia generalizada nos seres humanos.
O vírus em questão, que dá pelo nome de H5N1, como se de um valoroso agente secreto se tratasse, é altamente patogénico, mas não tem nada de secreto desde os finais de 2003, quando foi detectado em pessoas no Sudeste asiático, das quais morreram cerca de 60, provocando em seguida o abate de mais de 100 milhões de aves de capoeira.
Nessa altura (já lá vão dois anos), os países ricos deveriam ter reagido imediatamente e teria sido fácil resolver o problema. Apesar de se tratar de um vírus altamente mutável, a vacina para imunizar as aves existe. Teriam bastado, segundo os dados da FAO, uns 100 milhões de dólares de investimentos para jugular a epidemia na sua origem. Em vez disso, foram prometidos uns escassos 20 milhões, manifestamente insuficientes. Agora, diz o Financial Times, os Estados Unidos preparam-se para fazer uma super encomenda de um medicamento antiviral, por mais de um bilião de dólares.
O que, à partida, parecia localizado e circunscrito, começa assim a alastrar e a globalizar-se. Em Agosto chegou à Rússia e ao Kasaquistão. Agora chegou à Turquia e à Roménia. A Comissão Europeia, que parecia distraidamente atenta, tornou-se activamente mobilizada e o pânico instalou-se. Na Europa, tal como na Ásia, também o H5N1 poderá vir a afectar os seres humanos.
Só que o pânico é mau conselheiro. O que todos nós esperamos, da Comissão e dos nossos Governos, é simplesmente que ponham em prática políticas sanitárias sérias e que nos garantam que não serão descuradas as necessárias medidas de higiene.

:: enviado por JAM :: 10/15/2005 09:46:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 14, 2005

Docas

Depois de muita controvérsia, Rachel Whiteread abriu ao público o seu embankment, na Turbine Hall da Tate Modern em Londres: 14 mil caixas em polietileno empilhadas, criando uma espécie de labirinto, num enorme espaço de 155 metros de comprimento por 35 de altura. A difícil aposta parece ter agradado à crítica de arte Adrian Searle que a considera uma obra espectacular e, ao mesmo tempo, rica e subtil. Whiteread já era considerada uma das mais famosas artistas plásticas britânicas. A presente obra torna ainda mais profundo o seu estilo.
O Estadão lembra que a artista despontou nas artes britânicas nos anos 80, tendo ganho o prémio Turner, considerado o mais importante da arte britânica, em 1993, pela sua escultura House – uma réplica em tamanho natural de uma casa em ruínas na região leste de Londres.
Para o ABC, as caixas têm a ver com a ausência e particularmente com a memória que lhe está associada. Aqueles que, por razões profissionais, ou outras, são obrigados a viajar frequentemente, mudando de casa em casa, conseguem extrair deste ambiente de caixotes um reflexo da sua própria experiência.

:: enviado por JAM :: 10/14/2005 10:40:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Aviso à navegação

Entregue a acasos e improvisos vários, entre tortuosos jogos do aparelho e exorbitantes vedetismos pessoais, a selecção de candidatos para as autárquicas redundou em previsíveis erros de casting (de Lisboa ao Porto e Coimbra, passando por Sintra ou Cascais).
As tradicionais habilidades de Jorge Coelho deixaram de funcionar e já não disfarçam a evidência: o PS parece um corpo exausto e esclerosado. Não surpreende, por isso, que corra o risco de ver um candidato rebelde ultrapassar o candidato oficial nas próximas presidenciais.

:: enviado por JAM :: 10/14/2005 10:34:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

O círculo vicioso da seca na Amazónia

Há mais de quarenta anos que não se via na Amazónia uma seca tamanha. A situação é tão grave que, em muitas regiões, foi já decretado o estado de emergência, na esperança que o governo federal possa enviar algumas ajudas. A revista Nature dá conta que cientistas da estação de vigilância da floresta amazónica, instalada em Santarém, chegaram à conclusão que o nível do rio baixou cerca de quinze metros em relação aos níveis habituais.
Os investigadores chamam a atenção para o aquecimento anormal das águas de superfície, no Atlântico. Estas elevações da temperatura originam a formação de ciclones devastadores que sobem em direcção aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, isso provoca a instalação de zonas de altas pressões nas regiões situadas mais a Sul. E quando as pressões são mais altas, há menos chuva.
Na Amazónia, a estação das chuvas começa normalmente depois de Dezembro. Daqui até lá, as populações locais temem que a falta de água possa restringir a prática da pesca e aumentar os riscos de doenças. A seca poderá ainda atrasar o crescimento das árvores e provocar incêndios mais frequentes que, por sua vez, irão reflectir-se no aquecimento global.

:: enviado por JAM :: 10/14/2005 06:35:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, outubro 13, 2005

O ' Neill outra vez

POIS

O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do mini
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.


(Entre a cortina e a vidraça - 1972)

:: enviado por Manolo :: 10/13/2005 10:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Homens de pouca fé...

No dia 4 começou, para os judeus, o Ano Novo (o ano 5766 da criação do Homem) e, para os muçulmanos, o Ramadão. Para aqueles começou nesse dia um período de 10 em que os crentes foram convidados à reflexão sobre a sua vida – no 10º dia, o do Yom Kipur, Grande Perdão, cada um deve ter pedido perdão a Deus e ao próximo pelos seus erros. O Ramadão, pelo seu lado, deve levar o crente a aproximar-se mais profundamente do Criador, ficando grato para com o seu Deus e relembrando as pessoas que não têm fé. Já agora, entre esse mesmo dia 4 e o dia 12, os hindus celebraram a Navaratri Utsav ou Festa das Colheitas.
Apesar de ser baptizado, neste momento não me ocorre nada, mas, com certeza, a Igreja Católica também deve estar a comemorar qualquer coisa, por esta altura (como, aliás, em todas as outras alturas do ano), algo que supostamente servirá para convidar mais uma vez os católicos a amarem o seu próximo acima de si mesmos.
E no entanto...

:: enviado por Manolo :: 10/13/2005 08:28:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

"Brasileira de 80 anos filma e acaba com rede de droga"

Há dias atrás, informaram-nos os “media” que D. Vitória, senhora brasileira com mais de 80 anos de idade, indignada com o movimento diário de vendedores e consumidores de droga na favela vizinha, a Ladeira dos Tabajaras, comprou uma máquina de filmar a prestações e filmou o tráfico em 22 cassetes que, depois, entregou à Policia. Resultado: foram detidos mais de 20 traficantes, incluindo policias corruptos, e... a senhora acabou por ter de “desaparecer do mapa”, ao abrigo do programa de protecção às testemunhas, abandonando o apartamento onde vivia havia mais de 38 anos.
Moral da história: Se os velhos, que, por terem já poucos anos de vida à sua frente, não têm tanto a perder como os mais novos, um belo dia resolverem fazer uma revolução, cuidado com eles!
Velhos de todo o mundo, uni-vos?...

:: enviado por Manolo :: 10/13/2005 08:01:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 12, 2005

Da Net


:: enviado por RC :: 10/12/2005 06:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Teste o seu posicionamento político

Resolvi fazer este teste político, que talvez seja um bocado idiota, mas que se aceita se soubermos que foi feito do outro lado do Atlântico, num país onde normalmente só há republicanos e democratas. No meu caso, deu socialista, o que significa que o teste afinal parece não ser assim tão estúpido.
É bem provável que a grande maioria dos portugueses que respondam ao teste se situem no quadrante inferior direito, que é sinal de que são ou socialistas ou, pelo menos, democratas.
Mas o melhor é experimentarem.

:: enviado por JAM :: 10/12/2005 06:51:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, outubro 11, 2005

Maus pagadores

O senado americano pronunciou-se na semana passada pelo não pagamento da dívida dos Estados Unidos ao Uzbequistão, correspondente ao aluguer da base militar de Karshi-Khanabad, usada por Washington na guerra contra o terrorismo no Afeganistão.
A iniciativa partiu de um grupo de senadores republicanos e democráticos, que alegam que se deve esperar, pelo menos um ano, antes de pagar os 23 milhões de dólares das rendas de Janeiro de 2003 a Março de 2005. As razões apontadas para o não pagamento têm a ver com a falta de ética que significariam as transferências de dinheiro para os cofres do regime autoritário e sangrento de Tashkent (massacre de civis a pretexto da luta antiterrorista) e com o facto de o presidente Karimov ter dado ordens para que os soldados americanos abandonassem a base militar, rompendo a cooperação com os Estados Unidos e substituindo-a por acções de propaganda anti-americana.
O Uzbequistão tem sido mais um exemplo da hipocrisia americana e da falta de coerência da teoria de Bush sobre a democratização das ditaduras. Bush nunca criticou publicamente o cerceamento da liberdade dos cidadãos uzbeques. Aqui sim, não se perdia nada com uma invasão americana para exportar umas boas toneladas de democracia.

:: enviado por JAM :: 10/11/2005 09:30:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::