BRITEIROS: Dezembro 2005 <$BlogRSDUrl$>








sábado, dezembro 31, 2005

O ano de 2005

2005 foi um ano rico em ensinamentos sobre assuntos estratégicos: as desordens potenciais no Extremo-Oriente; duas crises nucleares no Irão e na Coreia do Norte, o enfraquecimento dos instrumentos de regulação internacional, com o falhanço da cimeira das Nações Unidas, que poderá ser o prenúncio do regresso da Sociedade das Nações e da sua impotência; um novo ataque terrorista em território europeu, usando pela primeira vez atentados suicidas. Na Europa que continua a ter a tendência para se considerar protegida. Na Europa em 2005 vítima da sua imensa letargia, misto de avaria institucional e de estreiteza da sua visão estratégica.
O ano de 2005 assistiu ao desenvolvimento de duas crises nucleares. No caso coreano, sinais contraditórios surgiram no início e nos finais do ano. Às declarações de Pyongyang sobre a existência de um arsenal nuclear e da retoma dos testes balísticos, sucedeu-se o texto dos seis países empenhados nas negociações, que pareceu indicar uma renúncia, mas que não parece ter mostrado a solidez suficiente para nos permitir dormir descansados.
Já o Irão, tem a ambição de se tornar a primeira potência do Médio Oriente, e a bomba serve, no seu entender, esse objectivo. As negociações com os europeus foram interrompidas pela segunda vez em 2005, com a decisão iraniana de retomar as suas actividades de conversão de urânio. A Europa agiu mal ao decidir não pôr em prática a ameaça tantas vezes repetida de transmitir o caso ao Conselho de Segurança da ONU. Ao não o fazer, permitiu o aumento da postura provocatória de Teerão.
Em 2005, a Rússia tornou-se ainda mais inquietante, não só para o mundo, mas também para os próprios russos, que se perguntam quem é que, ao certo, toma as grandes decisões em Moscovo e para onde vai o dinheiro em geral e o do petróleo em particular. A Rússia tem-se fechado e está cada vez mais “selvagem”. A esse “enselvajamento” não será estranha a experiência traumática feita pela jovem geração russa na Tchechénia, nos últimos anos. Uma vez regressados a casa, os soldados não sabem fazer mais nada a não ser roubar, pilhar ou matar. Tal como o nazismo foi a catástrofe salvadora da Alemanha, também a da Rússia terá que passar pelo fim dos seus ideais imperialistas.
Mas, se o fim dos sonhos de império é coisa que não parece estar à vista lá para os lados de Moscovo, também não estiveram à vista em 2005, nem o fim dos sonhos de hegemonia americanos, nem o fim dos sonhos de “terra prometida” israelitas.
Soljenitsyne dizia: “Se a lição global do século XX não servir de vacina, o imenso furacão poderá renovar-se na sua totalidade”. Essa lição é, em primeiro lugar, a possibilidade de que o imenso furacão se renove. Os sinais de alarme estão acesos. Mas, como o futuro não se escreve com antecedência, o curso da História poderá sempre ser inflectido. Nada nos obriga a continuarmos a alimentar o lado destruidor da psicologia humana.
Um feliz ano de 2006 para todos!

:: enviado por JAM :: 12/31/2005 12:05:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Ano do cão que não ladra… mas morde!


Segundo o calendário chinês, inicia-se em Janeiro de 2006 o ano do Cão!!!
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Será que posso dormir descansado?

:: enviado por ja :: 12/31/2005 10:59:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Espírito Europeu




Os autríacos são assim. Com as suas boas intenções para a Europa escandalizaram toda a gente.

Ser europeu é difícil.

Adenda:
Esta campanha insere-se no âmbito da presidência austríaca da União Europeia, que começa amanhã, e foi criada pelo grupo 25 peaces que encomendou a 75 artistas dos 25 Estados membros (pagos pelos fundos governamentais austríacos) uma série de obras sobre o tema da Europa. Estas fotos, são alguns dos resultados dessa encomenda e estão espalhadas, em diversos painéis publicitários, pelos arredores de Viena.
A igreja austríaca está furiosa e já exigiu a retirada imediata dos cartazes. Os eurófilos, terão ficado algo nostálgicos com as imagens, sobretudo pela tanga europeia da menina, inspirada no quadro de Gustave Courbet, A Origem do Mundo, de 1886, que tínhamos recentemente referido aqui.
Quanto aos media austríacos resumem assim a campanha: “A arte crítica no domínio público deve provocar, senão a sociedade não tem nenhuma hipótese de sobreviver”.
[JAM :: 11:51]

:: enviado por RC :: 12/30/2005 09:27:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

A oposição

Face ao cidadão Cavaco Silva perfilam-se cinco candidatos da esquerda:



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:: enviado por RC :: 12/30/2005 01:41:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

A campanha eleitoral de Ratzinger

Um dos cardeais brasileiros que participaram no conclave de Abril passado, revelou agora que o cardeal Ratzinger preparou uma verdadeira campanha eleitoral, à escala mundial, com a ajuda de grandes cardeais e da Opus Dei. O El País conta que os militantes pró-Ratzinger percorreram os cinco continentes para incitar os cardeais menos progressistas a votarem por ele. Para além disso, logo após o fecho das portas do conclave, a campanha prosseguiu discretamente durante as refeições. Vários bispos brasileiros interrogados sobre o assunto disseram-se pouco surpreendidos pela existência dessa campanha e lembraram que o cardeal alemão já havia afirmado em 1978 que “não é o Espírito Santo que dita aos cardeais a escolha do novo papa”, como nos faz crer a Igreja.

:: enviado por JAM :: 12/30/2005 11:05:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, dezembro 29, 2005

América Latina, esse grande laboratório político-social

Ao tornar-se, na semana passada, o primeiro presidente índio da América Latina, o boliviano Evo Morales acentuou a viragem à esquerda dos países latino-americanos iniciada com a eleição, em Outubro de 2002, de Lula da Silva, no Brasil. País pobre de oito milhões de habitantes, a Bolívia é um concentrado de História latino-americana. Cansada pelo seu número recorde de golpes de Estado (um por ano, em média, desde a independência em 1825!), a Bolívia tinha sido usada como laboratório das privatizações do continente desde os anos 80 e experimentou, antes dos seus vizinhos, o liberalismo dos anos 90, as chamadas medidas do “consenso de Washington”.
Para as populações latino-americanas, fartas do desemprego, da pobreza e da criminalidade, essas políticas liberais dos anos 90 tornaram-se na encarnação do mal. A ascensão de Evo Morales, tal como as de Hugo Chavez na Venezuela, de Lula no Brasil, de Nestor Kirchner na Argentina e do socialista Tabaré Vasquez no Uruguai, são outras tantas reacções viscerais e gritos de revolta. O movimento ainda não parou e poderá prosseguir em 2006, numa altura em que a América Latina prepara uma maratona democrática com uma dúzia de eleições. A socialista Michelle Bachelet poderá abrir o baile, no Chile, em 15 de Janeiro, na sequência duma campanha marcada pelo debate sobre a desigualdade. No Peru, Ollanta Humala, oriundo do Movimento Nacional Peruano, um partido indigenista, militarista e anti-ocidental, espera criar a surpresa ao jogar a carta da comparação com Evo Morales. Na Nicarágua, a História poderá repetir-se com o regresso ao poder do sandinista Daniel Ortega...
Após anos de apatia, os ventos são de provocação na América Latina. Chavez tornou-se o porta-estandarte desse movimento, acompanhado por Kirchner, que assenta a sua popularidade no alijamento do FMI. Face a esta grande onda de esquerda, a atitude que irão adoptar os Estados Unidos será a grande incógnita para 2006. Será que vão continuar a fazer frente a Chavez, Kirchner e Morales, como sempre fizeram com Fidel ou com os sandinistas? É que isso seria esquecer que de La Paz à cidade do México, de Caracas a Buenos Aires, o êxito desses homens é a expressão de uma revolta, uma resposta ao crescimento das desigualdades.

:: enviado por JAM :: 12/29/2005 10:15:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, dezembro 28, 2005

O triunfo do Pai Natal

O que é mágico com o Natal é o crescimento, a sua permanente expansão. Temos sempre a abençoada impressão de que festejamos o Natal em família. Nada de mais errado!... No momento em que nos sentamos à volta da árvore de Natal, quer ela seja verde ou esbranquiçada, em plástico ou natural, celebramos todos o mais universal dos ritos, em comunhão com outros seis biliões de seres humanos.
O Natal nem sempre foi o Natal. Durante os três primeiros séculos depois de Cristo, não existia Natal. Festejava-se então o solstício de Inverno, na esperança dum rápido final da estação fria, das noites mais curtas, dos dias mais longos, do regresso da claridade e dos brotos. Nesse alvorecer ainda indeciso do cristianismo, não se ligava ainda ao aspecto religioso e sagrado do Natal, simplesmente porque se sabia que Jesus tinha nascido na Primavera (provavelmente em 28 de Março) e que Primavera e Inverno não tinham lá muito a ver um com o outro. Só que, tudo isso passou...

Continue a ler: O triunfo do Pai Natal.

:: enviado por JAM :: 12/28/2005 10:49:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, dezembro 27, 2005

Era uma vez um país


(Clique sobre a imagem para aumentar)

Cavaco Silva negou hoje ter sugerido a criação de uma Secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal, dizendo que se limitou a contar histórias.

:: enviado por JAM :: 12/27/2005 10:41:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O sempre-em-pé

Os apoiantes incondicionais de Bush têm aqui o link para o seu discurso de fim de ano. Os outros têm aqui a versão revisitada pelo JibJab. Escolham à vontade. Eu por mim, gosto mais da frescura do segundo.
Quanto ao primeiro, foi um verdadeiro espectáculo de fogo de artifício concebido pelos pirotécnicos da Casa Branca: o quarto discurso no espaço de seis dias. Uma mistura de autocrítica (“não encontrámos as armas [de destruição maciça]”; a guerra foi “mais difícil do que nós prevíramos”), de auto-satisfação (o Iraque é agora “uma democracia constitucional no coração do Médio Oriente”), de abertura às críticas (“eu sei que esta guerra é controversa”), de auto-moralização (“estamos em vias de ganhar”) e de palavras extremamente ocas acerca do futuro. Nem uma só palavra sobre a necessidade de encontrar uma solução política para o Iraque: Bush continua a ver esta guerra apenas pelo prisma do terrorismo.
Em jeito de conclusão, dirigiu uma súplica aos seus concidadãos: “Não se deixem vencer pelo desespero, não abandonem agora este combate pela liberdade!”. Não chegou a dizer “Não me abandonem a mim a meio do caminho”, mas era precisamente esse o tom do discurso.
Depois, ao qualificar o Iraque como um “aliado”, Bush assumiu um enorme risco: deveria ter esperado pelos resultados das eleições da semana passada. Se, como tudo leva a crer, o escrutínio desembocar num governo islamita próximo do Irão, ou seja do eixo do mal, o termo “aliado” poderá vir a adquirir uma ressonância bizarra.

:: enviado por JAM :: 12/27/2005 01:04:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Uma Bin Laden sexy

Após o 11 de Setembro, o nome Bin Laden tornou-se radioactivo, quase um novo nome do diabo. Por isso, a sobrinha do bandido mais procurado do planeta mudou de nome e adoptou o nome de solteira da mãe.
Wafah DuFour tem 26 anos. Mas, se o nome DuFour lhe atenuou o pecado original, a mácula dos Bin Laden continua bem presente. Para esconjurar a maldição, aparece languidamente estendida em lençóis de cetim, na edição de Janeiro da revista masculina GQ Magazine. Um rosto sedutor (grandes olhos escuros, longos cílios, lábios carnudos, pele de caramelo), mas um ar sofrido. Se olharmos de perto, não esconde a parecença com o tio.
Não é fácil ser uma Bin Laden sexy!... Mas não há dúvida que dá uma grande ajuda na publicidade!

:: enviado por JAM :: 12/26/2005 11:51:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Aprender com as lições do tsunami

Faz hoje um ano que o maremoto de 26 de Dezembro de 2004, uma das piores catástrofes naturais dos últimos séculos, ceifou cerca de 300 mil vidas. As réplicas sísmicas que se produziram, três meses mais tarde, fizeram mais umas centenas de mortos. Milhares dessas pessoas teriam podido salvar-se, se previamente tivesse sido instalado um sistema de prevenção deste tipo de catástrofes.
O Guardian escrevia há dias que “as ajudas humanitárias são vitais para se poderem socorrer as vítimas das catástrofes naturais. No entanto, valeria muito mais utilizar esses fundos no reforço da prevenção, do que no fornecimento de ajudas de emergência quando o pior acontece”.
A nota positiva da catástrofe de há um ano foi a extraordinária onda de solidariedade à escala mundial, que só pecou por uma má coordenação das principais ONG na utilização dos fundos e na canalização eficaz das ajudas necessárias. Talvez por isso, a outra grande catástrofe natural, que foi o sismo de Cachemira, não desencadeou, nem de longe, o mesmo movimento de solidariedade e, em consequência, pessoas fragilizadas continuam a morrer de frio, por falta de um tecto. Isso, para não falar da fome no Níger que, também ela, sensibilizou muito poucos.
Em tempo de Natal, que ainda rima com solidariedade, seria útil que a comunidade internacional, talvez sob a égide da ONU, pudesse reflectir sobre a criação de mecanismos de gestão da solidariedade internacional que permitissem evitar que às profundas desigualdades já existentes se acrescente mais uma outra desigualdade: a da generosidade.

:: enviado por JAM :: 12/26/2005 12:09:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, dezembro 23, 2005

É lógico...

Agora que Mário Soares explicou tão bem porque razão não se deve votar em Cavaco, podemos todos ir votar em Alegre.

:: enviado por JAM :: 12/23/2005 06:02:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Mais um candidato


Quero aqui congratular Garcia Pereira por ter conseguido formalizar a sua candidatura a Belém. Mais um cidadão que vem desarrumar a casa. Afinal são seis os candidatos. A RTP terá forçosamente que promover uma outra série de debates, sob pena de não se cumprir o ideal republicano da igualdade.

:: enviado por RC :: 12/22/2005 09:25:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pensem nos vossos filhos

A declaração final de Cavaco Silva, dirigida aos portugueses “que ainda não pensaram votar em mim, quem sabe se por terem uma vida mais organizada”, é a expressão mais cabal de uma visão manhosa e refalsada da democracia. O homem que detesta a retórica — e a retórica é a obrigação de argumentar e persuadir pensando na posição dos outros — não consegue admitir a existência de diferentes posições na sociedade. O bom português é o que vota Cavaco. Aos outros, implora apenas que “pensem nos filhos, pensem no futuro dos filhos”. No mundo autista deste senhor, como se pode não votar nele mesmo? Só, caros portugueses, quem tem vida organizada e não gosta dos filhos.
Grande democrata!

Por Rui Tavares, via Super Mário.

:: enviado por JAM :: 12/22/2005 09:46:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Já era tempo

Já era tempo de alguém dizer algumas verdades básicas sobre Cavaco Silva. Mário Soares fê-lo ontem à noite e, quanto a mim, fê-lo bem. Pelo menos despertou-nos um pouco deste enorme bocejo em que se está a tornar a campanha presidencial.
Cavaco, claro, não gostou e só foi pena não ter dito o que faria se não se “contivesse”. Cavaco prefere coleccionar elogios e escutar criticas não é o seu forte.
As almas sensíveis acham que Soares foi indelicado. Não foi. Disse o que pensava de Cavaco mas disse-o na sua presença.
Quanto a saber se isso é suficiente para que vote nele, bom ... isso já é outra estória.

:: enviado por U18 Team :: 12/21/2005 05:01:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, dezembro 20, 2005

Baixa voltagem

O verdadeiro problema do PS não é que Soares perca, na primeira ou na segunda volta, com Cavaco. É, simplesmente, a necessidade de ele ser de forma conclusiva o mais importante candidato da esquerda. Aquele a quem o núcleo duro do PS deu o apoio. Perder a face seria a pior coisa que poderia acontecer a Sócrates neste momento. Por causa de Soares, o Governo de Sócrates está à espera do choque tecnológico numa cadeira eléctrica. Tudo começa por ser política pura. Tudo acaba por ser uma questão de poder.

:: enviado por JAM :: 12/20/2005 11:49:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

De uma só cavacada

«Farei o que puder, dentro do quadro das minhas responsabilidades também governativas, para fazer campanha pelo dr. Mário Soares, porque essa é a minha obrigação e a minha responsabilidade como líder do PS»

[Por obrigação.....]

«Sou o líder do PS e ao PS não lhe é indiferente esta campanha eleitoral. Pelo contrário, está muito empenhado na campanha do dr. Mário Soares, que acha que é o melhor candidato: um candidato perto do povo, que já exerceu bem o lugar de Presidente da República e com grande prestígio internacional, que pode ajudar Portugal neste momento», acrescentou Sócrates."

Há bem pouco tempo, um amigo dizia-me que nestas eleições Sócrates se via livre de dois opositores à sua deriva cada vez mais social democrata e autoritária... Será que vão dois empecilhos de uma só cavacada?

:: enviado por RC :: 12/20/2005 10:38:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Os bons samaritanos

O Presidente Jorge Sampaio pode dormir descansado. A condecoração por ele atribuída ao cantor irlandês Bono acaba de ser confirmada pela revista americana Time. Juntamente com o músico dos U2, foram igualmente eleitos personalidades do ano 2005 o casal Bill e Melinda Gates. O ilustre magazine de Nova Iorque, que no ano passado elegeu o revolucionário americano George W. Bush como personalidade de 2004, presta assim homenagem às três pessoas que mais se distinguiram em 2005 “pelas suas acções no domínio humanitário”.

:: enviado por JAM :: 12/20/2005 10:21:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

A morte lenta do liberalismo


Cimeira dos tubarões da OMC em Hong Kong
© desenho de Stephane Peray

O Financial Times resolveu chamar as coisas pelo nome. O ciclo de negociações de Doha ainda respira, mas mal. Os governos colocaram-no sob assistência respiratória em Hong Kong, à espera que os negociadores o ressuscitem no início do próximo ano. O FT acha que a abertura, sem barreiras, dos mercados dos países ricos é o mínimo que se poderá oferecer aos pequenos países pobres em desenvolvimento. Por isso, o jornal financeiro britânico lança um apelo à inteligência dos negociadores de boa vontade para que consigam entender-se, por forma a evitar “a morte lenta do liberalismo”.
É curioso que os jornalistas económicos coloquem a questão nestes termos, pois revela bem que o que está em jogo nestas negociações comerciais multilaterais da OMC não é tanto a sobrevivência dos países pobres, supostamente posta em causa pelas barreiras dos mercados dos países ricos, mas é sobretudo o bem-estar dos investidores que operam para lá das suas fronteiras nacionais e investem nos países pobres, em condições mais atraentes e lucrativas, muitas vezes à sombra das violações dos direitos humanos praticadas nesses países.

:: enviado por JAM :: 12/20/2005 09:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Ainda não ganharam e ...

Ribeiro e Castro entusiasma-se entre jovens PP

Para Ribeiro e Castro, «Males do Mundo e terrorismo são culpa da esquerda».
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É sempre bom não esquecer o passado:

Em 1933 Hitler chega a Chanceler. A 27 de Fevereiro do mesmo ano manda incendiar o Reichstag atribuindo a culpa aos comunistas.
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Será que posso dormir descansado?
Acho que NÃO!!!

:: enviado por ja :: 12/19/2005 06:21:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Adivinhem quem escreveu isto

Louçã igualmente bom, brilhante na maior parte dos casos, só é pena que seja do BE. Este homem, pela moderação tantas vezes demonstrada, e no seu registo sério, sem folclores, deveria ser de direita, ou pelo menos do centro.

Resposta: aqui...

:: enviado por JAM :: 12/19/2005 09:10:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

Blogs brasileiros

De vez em quando, faço uma visita a um ou outro blog irmão do outro lado do Atlântico, porque me agrada a maneira diferente, criativa e humorada como vêem as coisas e o talento com que só eles sabem fazer piada até da própria desgraça. Na nossa lista de blogs, aqui ao lado, acrescentámos há dias alguns blogs do país do futebol, não uma lista exaustiva, mas o mais variada possível, em jeito de porta de entrada no universo blogueiro do Brasil.
Vem este post a propósito da eleição dos quinze “deuses da blogosfera” que, na opinião das garotas da comissão julgadora, fizeram rir, chorar, salivar e babar os brasileiros no ano de 2005.
A visita dos Top 15 Blogueiros Sexy começa aqui.

:: enviado por JAM :: 12/19/2005 08:50:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

domingo, dezembro 18, 2005

Dalai Lama



Site pessoal


:: enviado por RC :: 12/18/2005 10:14:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A inversão

Agora é o juíz Rui Teixeira que diz que lhe custou mandar Carlos Cruz para a cadeia. Pelo andar da carruagem, não faltará muito para que os pobres miúdos tenham que pedir desculpa a quem os maltratou.
O tempo dirá...

:: enviado por RC :: 12/18/2005 08:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Jerónimo de Sousa acusa Soares e Alegre

Jerónimo de Sousa acusa Soares e Alegre de ajudarem candidatura de Cavaco
18.12.2005 - 16h54 Lusa, PUBLICO.PT


Jerónimo de Sousa acusou hoje os candidatos Mário Soares e Manuel Alegre de ajudarem Cavaco Silva na corrida à Presidência da República com as suas trocas de críticas, permitindo que a “candidatura de direita sorria e encha o saco à conta dessas confusões".

Durante um discurso dirigido a cerca de 230 apoiantes reunidos em Chaves num almoço, o candidato presidencial apoiado pelo PCP e por “Os Verdes” lançou as suas críticas ao PS e à candidatura da direita protagonizada por Cavaco Silva.

:: enviado por RC :: 12/18/2005 07:09:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Apenas uma meia boa notícia

O insuspeito Sarsfield Cabral disse-o ontem claramente no Telejornal. Helena Garrido repete-o hoje no DN, com igual clareza. Parece evidente, mas nunca é demais repeti-lo:
Neste momento festejam-se os milhões. Seria preferível pensar seriamente numa forma de os aplicar de forma mais eficaz que no passado, aprendendo com as razões que explicam a fraca capacidade de reprodução dos investimentos realizados.

:: enviado por JAM :: 12/18/2005 01:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O verdadeiro choque tecnológico

Millions of women have breast implants. They used to be based mainly on silicone until there was a health scare and they moved over to using bags of saline solution. More recently, the health scares seem to have gone away, and silicone is starting a comeback. So why not still use a combination of silicone and other plastics in the implant, but do something useful with them? One implant could house a range of gadgetry such as an MP3 player and the other store the woman’s entire music collection – we call this concept mammary memory!

Estas palavras provêm de um artigo de Ian Pearson, um futurólogo da empresa BT Laboratories, publicado no jornal sensacionalista britânico The Sun, que descreve o projecto de um implante em silicone, com MP3 integrado. Numa mama fica o leitor, na outra o dispositivo de memória (mamária!) que guarda a colecção das músicas.

Para os mais interessado(a)s fica aqui o artigo integral.


:: enviado por JAM :: 12/18/2005 11:04:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, dezembro 17, 2005

Areia para os olhos

Há demasiados ressentimentos e se, por hipótese, algum candidato desistir, quem ganhará com isso é a abstenção, logo Cavaco Silva. Estranha-se assim o apelo de vários dirigentes socialistas à desistência de Manuel Alegre. Mário Soares precisa de Manuel Alegre para poder passar à segunda volta, como Alegre precisa de Soares. Tal como ambos precisam que Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã cativem os seus eleitorados. O PS quererá dar um novo impulso a Mário Soares, talvez pela má consciência de pouco se ter mobilizado nesse sentido ou por recear o futuro de Manuel Alegre. Qualquer que seja a sua intenção, o PS parece continuar empenhado em vitimizar Alegre e concentrar atenções em “tricas”.

(António José Teixeira, Diário de Notícias)


:: enviado por JAM :: 12/17/2005 02:00:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

O Tio Patinhas da Europa

Tony Blair prometeu-nos a esperança no seu discurso de há seis meses no Parlamento europeu, em que seduziu os eurodeputados ao fazer soprar sobre esta Europa avariada uma brisa de dinamismo e de paixão. Muito firmemente, tinha apelado à modernização da União e a uma reflexão sobre o seu modelo social, dizendo-se atento às preocupações dos cidadãos europeus. As suas palavras agradaram. Deixaram a impressão de que seria desta que a Europa ronronante ganharia uma nova ambição à altura dos seus sonhos.
Todos aqueles que foram conquistados pelos cantos da sereia do primeiro ministro britânico estão hoje totalmente desiludidos. Em seis meses, nenhuma impulsão digna desse nome foi incutida pela presidência britânica, nenhuma iniciativa séria foi lançada, nenhuma ideia nova foi proposta.
O acordo sobre o orçamento, arrancado a ferros esta madrugada, foi apenas a excepção que confirmou a regra. Muita retórica, muito palavreado, mas nem Blair nem os seus ministros fizeram as tão necessárias mudanças que tanto nos prometeram em Junho.

:: enviado por JAM :: 12/17/2005 12:33:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O agricultor Alberto do Mónaco

Pode-se dizer o que se quiser sobre Chirac, o que não se pode dizer é que seja parvo. Ajudado por alguma inépcia inglesa, conseguiu pôr todos os países contra os ingleses (sobretudo os novos membros), fazer com que Blair aparecesse como o mau da fita e vai conseguir, provavelmente, diminuir o desconto britânico sem tocar na PAC.
Mais do que esta discussão de tostões – e, como se diz em português, casa onde não há pão ... – o que realmente se confronta são duas visões completamente distintas do que deve ser a UE. Ou melhor, uma visão e um olhar para o umbigo. A Inglaterra vê a UE como um grande mercado liberal baseado na tecnologia e nos serviços. É discutível mas é uma visão. A França oferece-nos a visão estratégica para a Europa de reduzir o IVA dos seus restaurantes para 5% e manter a PAC intocável. Convenhamos que é curto para encetar uma discussão.
Pondo agora de lado o IVA dos restaurantes que só diz respeito aos franceses – embora ainda não tenham conseguido explicar como é que vão compensar a perda de receitas par poder cumprir o Pacto de Estabilidade – será realmente razoável manter a PAC como está?
É verdade que a PAC contribuiu para manter uma produção agrícola na Europa e alguma beleza na paisagem, mas a que preço e em beneficio de quem?
Será realmente razoável que a PAC gaste 40% do orçamento europeu (80 biliões de euros) quando emprega 5% da população activa e representa 1,6% do produto interno da UE?. Será razoável que os grandes beneficiários sejam as empresas agro-alimentares e as grandes explorações? Alguém pode entender que uma política de subsídios cega permita que na lista de subsidiados apareça gente como o Príncipe Alberto do Mónaco (300000€ em 2004 porque possui terras no norte de França) ou a Rainha de Inglaterra (592000€)? E, finalmente, será normal que o Sr. Chirac, que tanto parece querer lutar pelo combate à fome nos países pobres, se agarre a uma PAC que coloca produtos agrícolas (subsidiados) em África mais baratos do que os produzidos localmente, impedindo qualquer produção local e obrigando as populações a emigrar?

:: enviado por U18 Team :: 12/17/2005 12:08:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Quo vadis Europa?

A União Europeia, cuja Constituição se desmoronou com os nãos franceses e holandeses, tem absoluta necessidade, para recuperar a confiança, de um acordo sobre a meta orçamental para 2007-2013. Não precisa ser um acordo em todas as frentes, basta um bom acordo que possa, no mínimo, responder às exigências das políticas comuns.
Apesar disso, é lamentável que, até agora, neste Conselho Europeu de Bruxelas, não tenha havido vontade de elevar o tecto dos gastos comunitários acima de 1,03% do PIB dos vinte cinco, longe da proposta da anterior presidência (1,06%) e da Comissão, que propunha 1,22%. Como resultado a proposta britânica corta 10% das ajudas previstas para os países membros do Leste.
Seria justo que o novo orçamento permitisse preservar as políticas de solidariedade e de coesão para com os novos países membros. Caso contrário, seria uma ironia demasiado cruel tê-los convidado para fazerem parte da União e não dispor do dinheiro suficiente para os ajudar suficientemente, como um dia se fez com a Irlanda, a Grécia, Espanha e Portugal.

:: enviado por JAM :: 12/16/2005 02:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, dezembro 15, 2005

O cheque britânico está careca

Em 1984, quando a Grã-Bretanha obteve o denominado cheque britânico, uma restituição de parte dos seus desembolsos, parecia lógico porque não possuía uma agricultura relevante que lhe fizesse beneficiar dos subsídios atribuídos aos agricultores europeus que, na altura, representavam dois terços do orçamento comunitário. Nesse primeiro ano, Londres recebeu 2.900 milhões de euros. No ano passado, a PAC representou menos de metade do orçamento europeu, mas os britânicos receberam 5.200 milhões de euros. É exactamente aí que reside o problema.
A Grã-Bretanha recebeu de Bruxelas um mínimo de 1.500 milhões de euros em 1995 e um máximo de 3.600 milhões em 1999. Mas em 2001 o cheque disparou para os 7.300 milhões; em 2002 alcançou os 4.900; em 2003 subiu para 5.100 e em 2004 voltou a subir, para 5.200. Entre 1984 e 2003, a Alemanha contribuiu com 167.800 milhões de euros líquidos, enquanto que a cota da Grã-Bretanha foi de 57.900, a da França 28.600, a da Holanda 25.900 e a da Itália 17.400. Suécia, Áustria e Finlândia pagaram entre 9.000 e 400 milhões de euros. Irlanda, Grécia, Espanha e Portugal foram beneficiários em termos líquidos.
É claro que todas essas contribuições não foram filantrópicas: foram uma contrapartida do desaparecimento das barreiras alfandegárias. Face ao preço pago, a Alemanha soube tirar partido da abertura dos mercados. A Grã-Bretanha não. Preferiu manter-se fora do Euro, o que lhe proporciona quase todos os benefícios e quase nenhum inconveniente. Por isso, não quer renunciar a um cheque que quebra o princípio de que cada um contribui em função dos seus recursos e recebe em função das suas necessidades.
Faz algum sentido que, quanto menor é a proporção dos gastos na política agrícola, maior é o valor do cheque britânico?

:: enviado por JAM :: 12/15/2005 05:18:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

A propósito de Quioto


A redução de emissões de gases de efeito de estufa talvez nem sempre seja assim tão complicada quanto parece. O que falta muitas vezes é a vontade política e coragem para contrariar os grupos de pressão da indústria petroleira.

Na Inglaterra, por exemplo, existe um projecto de complexo habitacional que se intitula BedZED (Beddington Zero Energy Development). Os ingleses dizem que é uma “carbon neutral communitity”.

Trata-se de um complexo que irá utilizar unicamente energias renováveis produzidas localmente e que serão utilizadas nas cerca de 100 casas e apartamentos e nos 1.600m² de espaço destinado a escritórios.

Este complexo constitui um exemplo de boas práticas no que diz respeito ao meio ambiente. Inclui, entre outras, as características seguintes:

- utilização de materiais de construção de origem natural, que sejam renováveis ou reciclados, e de proveniência local.
- uma unidade de produção que combina produção de electricidade e de aquecimento e que abastece a totalidade do empreendimento a partir de resíduos vegetais
- um design que permite economias de energia: todas as casas e apartamentos estão orientados a sul para permitir utilizar ao máximo o aquecimento solar e isto é combinado com uma excelente isolação dos mesmos
- instalações de economia de água que permitem reduzir o consumo de cerca de um terço e utilização da água da chuva e de água reciclada
- um plano de transportes verde que tem como objectivo reduzir ao máximo a utilização do carro (através de disponibilização no empreendimento da maior parte dos serviços de utilização regular – lojas, serviços administrativos, etc), assim como possibilidade de utilização colectiva de carros
- instalação de caixotes de lixo adaptados para a separação de lixo em todas as casas.

Como é fácil de ver, nada disto é muito complicado ou hiper-sofisticado. Basta um pouco de imaginação e vontade política.

O mais engraçado é que este tipo de habitações acaba por ficar mais barato que a construção tradicional, sobretudo tendo em conta as economias realizadas a longo prazo com a redução dos gastos mensais de energia.

Proponho que estas regras simples sejam tornadas condição obrigatória para a obtenção de uma licença de habitação em todos os países da União Europeia. Seria pelo menos um bom princípio se bem que não resolvesse o grande problema das emissões de gases de efeito de estufa maioritariamente provocadas pela indústria.

:: enviado por LGS :: 12/15/2005 09:33:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Polémicas francesas

Os franceses, à falta de ideias concretas para resolver os problemas que têm, adoram debates filosóficos. O último anda à volta do papel positivo ou negativo da colonização francesa. O Parlamento aprovou uma lei que ordena o ensino, nas escolas, do papel positivo da colonização francesa em terras que o azar do destino quis que fossem os originários do hexágono a levar a civilização ocidental. Lá como cá, passaram meses até que alguém desse por isso e a polémica estoirasse. A questão anda à volta de se a História deve ser feita por decreto. Evidentemente que não deve, embora haja quem pense que sim. Na discussão já estão historiadores, ministros, os habituais cujo-tetravô-foi-vitima, Presidente, jornalistas e tudo o mais que opina em França.
Suponho que faz parte da tendência actual exigir respostas simples a problemas complexos. É pena. Como sempre, a realidade é sempre mais complicada do que aquilo que gostaríamos. O esclavagismo, por exemplo (porque é a essência da polémica), não foi inventado pelos europeus, os europeus muito beneficiaram do seu comércio, mas também foram os europeus os primeiros abolicionistas. É o que devia ser ensinado nas escolas e, obviamente, que, hoje e no futuro, é totalmente inaceitável. E devia ainda ser ensinado que um país, uma civilização ou o que lhe queiram chamar, tanto é capaz de gerar o esclavagista mais cruel como o abolicionista mais convicto.
Decretar, por lei, que determinado acto de uma parte da Humanidade é positivo ou negativo é um insulto à História mas é, sobretudo, um insulto à inteligência. Julgar o passado pelo que sabemos e acreditamos agora é fácil mas é simplista e injusto. Melhor seria que aprendêssemos com a História em vez de a julgar.
Esta polémica francesa teve, todavia, o mérito de trazer para os jornais e revistas aspectos da História francesa que pouco eram abordados e fazer com que os franceses conheçam um pouco melhor o seu passado. E que têm, como todos, tanto de que se orgulhar como de corar de vergonha.

Entretanto, nós, portugueses, menos dados a estas discussões filosóficas preocupados que estamos com assuntos mais prosaicos da vida do dia a dia, nunca discutimos nada sobre a nossa colonização. O porquê, o como e o resultado. Talvez seja melhor assim. A ignorância é meio caminho andado para a felicidade ...

:: enviado por U18 Team :: 12/14/2005 10:56:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Assim vai Portugal

Quer dizer que se eu quiser contribuir para impedir a vitória de Cavaco, não posso votar em branco e tenho de votar noutro candidato, mesmo que nenhum me entusiasme e tenha dificuldade em optar?

:: enviado por JAM :: 12/14/2005 11:05:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

Terminator e a pena de morte

Vinte e quatro anos depois de ter sido condenado à morte, Stanley Tookie Williams foi ontem executado, depois de ter visto recusado o indulto do actor governador da Califórnia, o exterminador Schwarzenegger. Tookie tinha sido acusado de ter morto quatro pessoas em 1979, crime que sempre negou.
Um dos principais argumentos dos defensores da pena de morte é o direito das vítimas de castigarem quem lhes fez mal. Para os sectores religiosos ultraconservadores “a pena de morte vem decretada na Bíblia, que consagra a ideia de pecado e do seu castigo”. Mas, desde que os Estados Unidos reinstauraram a pena de morte em 1976, 1003 condenados foram executados e, no mesmo período, 121 inocentes foram libertados dos corredores da morte. Ou seja, por cada oito executados, liberta-se um que foi condenado por engano. É pois evidente que, dada a importância da margem de erros existente no seio de qualquer sistema judicial, uma sociedade civilizada deveria evitar matar para punir.
Schwarzenegger deixou, uma vez mais, bem claro que está contra a abolição da pena de morte. Por isso, 647 presos vão continuar à espera de vez nos corredores da morte californianos. O próximo vai ser Clarence Ray Allen, em 17 de Janeiro. Conta o Los Angeles Times que Allen tem 75 anos, é cego e desloca-se numa cadeira de rodas.

:: enviado por JAM :: 12/14/2005 09:25:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, dezembro 13, 2005

Diana Krall, Natal antes do Natal

Nos Estados Unidos, fazer um disco de canções de Natal é uma tradição fabulosa. Elvis gravou vários, tal como Frank Sinatra, Dean Martin, Nat King Cole, Louis Armstrong, os Beach Boys, Johnny Cash ou James Brown. Algumas dessas canções ficaram célebres e enriqueceram nitidamente o repertório natalício, para lá da monotonia de canções como a “Noite Feliz” ou o “É Natal” da nossa infância.
Diana Krall não fugiu à regra e, nas versões jazz lounge a que nos habituou, brinda-nos com um álbum de doze desses títulos, em sons quentes e de muito bom gosto.
Sem dúvida a prenda de Natal perfeita.


:: enviado por JAM :: 12/13/2005 09:15:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A correcção de um erro crasso de Cavaco



A opção pelo ferroviário: para ler aqui… e meditar.


:: enviado por JAM :: 12/13/2005 05:07:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Não brinquem com a agricultura

Será que em breve vamos ter que importar 80% da nossa alimentação pelo motivo que fica mais barato produzi-la nos países em vias de desenvolvimento, sabendo que (sejamos claros) as multinacionais exportadoras implantadas nesses países beneficiam de condições sociais e ambientais ao abrigo de toda a concorrência? Sabendo também que, em 2050, vamos ter o dobro de pessoas para alimentar, poderemos nós dar-nos ao luxo de pedir a certas partes do mundo que abandonem a produção agrícola, sob pretexto que fica mais cara que o preço mundial? Poderemos nós razoavelmente mandar vir do outro lado do planeta os géneros vitais que constituem a base do nosso regime alimentar, correndo riscos de afrontar crises sistémicas, sejam elas sanitárias, monetárias ou geopolíticas?

A conferência ministerial da OMC que hoje se inicia em Hong Kong não responderá certamente a todas estas questões, mas as escolhas que promoverá desenharão implicitamente o mundo de amanhã.

Continue a ler: Não brinquem com a agricultura.

:: enviado por JAM :: 12/13/2005 01:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Democracia directa?


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:: enviado por RC :: 12/13/2005 01:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Aprender com quem sabe

Por falar em Israel, o ministro do Interior israelita, Gideon Ezra, e o chefe da polícia, Moshe Karadi, encontraram-se ontem com os seus homólogos franceses numa reunião de alto nível relacionada com os recentes actos de violência urbana em França.
O Jerusalem Post salienta que “o savoir-faire da polícia israelita na luta contra o terrorismo e no controle dos tumultos é sobejamente conhecido em todo o mundo”. Desta feita, os responsáveis policiais israelitas vieram a Paris para transmitir aos seus homólogos franceses a sua experiência nessa matéria.

:: enviado por JAM :: 12/12/2005 11:32:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Israel prepara-se para atacar ao Irão?


(Clique sobre a imagem)

O Sunday Times afirma que Israel se prepara para bombardear o Irão, para o impedir de adquirir a arma nuclear. Citando fontes militares israelitas, o jornal britânico menciona que essa decisão militar foi tomada depois da descoberta de presumíveis sítios nucleares iranianos camuflados em infra-estruturas civis, graças às operações de espionagem levadas a cabo no interior do território iraniano e a partir das actividades de vigilância baseadas no Curdistão iraquiano.
Por seu lado, a imprensa israelita, nomeadamente o Jerusalem Post e o Haaretz, fazem eco dos desmentidos de Tel Aviv em relação a qualquer intenção de atacar o Irão, pelo menos enquanto não forem esgotadas todas as opções diplomáticas.
O Irão tem tido razões para cantar de galo. Os 150.000 soldados americanos estacionados em território iraquiano são por um lado alvos ao alcance dos aliados iranianos no Iraque e por outro lado uma garantia que os Estados Unidos tão cedo não terão capacidade para uma eventual invasão do Irão.
As fugas jornalísticas tenderiam assim a confirmar a existência de planos israelitas, aprovados pelos Estados Unidos, para atingir militarmente as instalações nucleares iranianas antes do final do programa, da mesma forma que foram destruídas em 1981 as instalações nucleares no Iraque. Mas, por outro lado, essas fugas poderão simplesmente destinar-se a exercer pressão sobre o Irão para que abandone o seu programa nuclear.

:: enviado por JAM :: 12/12/2005 10:34:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Da net

Quando a beleza nos entra pela caixa do correio:
http://home.fujifilm.com/alaska/index.html

:: enviado por RC :: 12/12/2005 09:12:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Entrevista premonitória

Há quem diga que a agressão de que foi vítima na Marinha Grande em 1986 foi o maior caso de marketing político em Portugal...

[...] O homem disse: 'Não pode avançar que eles matam-no!' E eu respondi: 'Qual matam, qual carapuça! Siga em frente!' Parei frente a eles e atravessei. Começaram a protestar e de repente começou a pancada. Uma pessoa atrás de mim levou uma cacetada na cabeça e eu levei nas costas. A política faz-se com coragem, não com cobardia.

Ou, como escrevia o DN, ainda a procissão ia no adro: a candidatura de Soares promete “marcar a agenda” e mesmo “criar factos políticos” que obriguem os outros candidatos, e em particular Cavaco, a seguirem atrás.

:: enviado por JAM :: 12/12/2005 04:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, dezembro 11, 2005

Califórnia da Europa


Se Cavaco Silva viesse a ser presidente, teríamos o exterminador como primeiro ministro?

:: enviado por RC :: 12/11/2005 09:25:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Sem peias

"Dois anos se passaram sem que as tão reivindicadas lagartas de pregos tivessem sido colocadas ao serviço dos profissionais da Polícia, com as quais estas duas mortes poderiam ter sido evitadas"

Defende ainda a revisão de toda a legislação que "concede alguns excessos de garantias aos protagonistas de acções criminais e desprotege os profissionais das forças policiais".

"Não nos podemos esquecer que, há cerca de dois anos, dois dos autores da morte do chefe Armando Lopes foram colocados em liberdade sem sequer terem sido acusados da morte do malogrado chefe de polícia, situação que também contribui para o sentimento de impunidade reinante nestes grupos de criminosos altamente perigosos", afirma o SPP.

É impossível compreender como pode levar tanto tempo a dotar as forças policiais de meios para barrar o passo a criminosos.

:: enviado por RC :: 12/11/2005 09:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (16)

"Portugal poderá vir a ser a Califórnia da Europa"

Será porque ambos poderão vir a ter sismos de grandes dimensões?

:: enviado por U18 Team :: 12/11/2005 07:31:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Quioto pode avançar


(Clique sobre a imagem para aumentar)

A conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas, que reuniu representantes de 190 países, em Montreal, conseguiu alcançar um acordo que poderá ser histórico. As metas iniciais de redução de emissões assinadas em Quioto, em 1997, poderão agora evoluir para novos compromissos de maior alcance e ambição.
Os países desenvolvidos sabem que, no futuro, os aguarda uma tarefa ainda mais árdua que a realizada até agora. A União Europeia pretende reduzir as emissões de gases de efeito de estufa entre 15 e 30% até 2020 e de 60 a 80% até 2050. Outro desafio importante consiste em conseguir que os países em vias de desenvolvimento assumam também compromissos para controlar as suas emissões, mesmo que numa primeira fase com caracter voluntário. Em troca, os países mais afectados podem pedir ajuda, sob a forma de transferência tecnológica e financeira.
Portugal reiterou a sua decisão de cumprir os seus compromissos, mesmo que para isso tenha que instaurar mais um imposto em 2006. Mas deverá para além disso fazer um enorme esforço, por ter demorado tanto tempo a aplicar medidas correctoras. No cenário mais optimista, Portugal aumentará em 42,2% as suas emissões de dióxido de carbono até 2012 (em relação a 1990), o pior desempenho da Europa dos 25.
Portugal não pode ultrapassar em mais de 27 por cento as emissões de gases de efeito de estufa entre 2008 e 2012. Caso não cumpra os limites, poderá ter de pagar 700 milhões de euros, até ao final, em licenças de emissão. Nesse cenário, é extremamente preocupante a falta de medidas concretas no plano nacional de alterações climáticas, que ponham a trabalhar em conjunto os diferentes ministérios implicados, as comissões coordenadoras das regiões e as autarquias.

:: enviado por JAM :: 12/11/2005 11:26:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, dezembro 10, 2005

57 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

No dia 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal que introduziu uma concepção ampla de Direitos Humanos, ao considerar todas as pessoas titulares de direitos, independentemente da sua condição social, sexo, credo político ou religioso, raça ou cor da pele. Essa Declaração resultou da experiência totalitária dos campos de concentração, do flagelo da Segunda Guerra Mundial, das bombas nucleares de Hiroshima e Nagasaki, factos que, pela primeira vez na história da humanidade, levantaram a possibilidade do aniquilamento do planeta.
Mas a população mundial, que hoje comemora o 57° aniversário da Declaração, continua a viver rodeada de violência, tortura, miséria, discriminação e preconceito, o que prova que é ainda longo o caminho a percorrer para garantir o respeito igualitário dos direitos do Homem. De acordo com a ONU, é alarmante que países tradicionalmente líderes na defesa dos direitos humanos e modelos para o mundo estejam agora a violar obrigações fundamentais.
Cada um de nós tem uma responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa, na valorização dos direitos fundamentais da pessoa humana, na sensibilidade pelas situações de miséria e no clamor contra as várias formas de injustiça. A principal característica da dignidade da pessoa humana é a aceitação de que cada indivíduo é diferente de outro, o que implica que o homem não pode ser tratado como um animal qualquer.
A dignidade é um valor supremo e a única coisa capaz de a garantir é a justiça.

:: enviado por JAM :: 12/10/2005 05:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Os candidatos e os apoiantes

Olhando para as listas de apoiantes, “o país” que está à roda de Soares não é muito diverso daquele que está à volta de Cavaco Silva. Banqueiros, empresários, intelectuais, artistas, “opinion makers”, ajudam a não ver bem claras as diferenças. Reconheçamos que os mais convictos na política e pela ideologia política estão com Louçã, Jerónimo, Alegre, Garcia Pereira e outros que o sistema mediático nem lhes dá luz.

:: enviado por JAM :: 12/10/2005 12:00:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quer mesmo que esta realidade volte?

Para o eleitorado sintonizado com a realidade o que importa é escolher um Presidente sintonizado com essa realidade e não amarrado a preconceitos ideológicos ultrapassados.

Por isso, na hora de decidir, o lado racional de Proença de Carvalho já sabe onde vai colocar a cruzinha...
Mas que grande surpresa!


:: enviado por JAM :: 12/10/2005 08:01:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, dezembro 08, 2005

O Mundo é um lugar (cada vez mais) perigoso

“Alguns países europeus insistem em dizer que Hitler matou milhões de judeus inocentes e insistem de tal maneira que se alguém provar algo em contrário essa pessoa é condenada e atirada para uma prisão. Embora não concordemos, supondo que é verdade [...] os países europeus deviam dar uma parte dos seus territórios para que os Sionistas pudessem criar o seu Estado na Europa”.
Le Pen? David Irving, Robert Faurisson ou outro parecido? Jorg Haider?
Não.
Chama-se Mahmoud Ahmadinejad e é presidente do Irão.
O tal que quer uma bomba atómica.

:: enviado por U18 Team :: 12/08/2005 10:22:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1980, 10h52 da noite

John sai da limousine carregado de cassetes com as gravações do dia. Num serão invulgarmente ameno, a rua está quase deserta. John passa já sob o arco da entrada quando uma figura sai da sombra e o chama. Aponta a pistola e dispara cinco tiros, os dois primeiros dos quais o apanham nas costas e o fazem dar uma pirueta. As cassetes voam pelo ar. A sangrar, John sobe os seis degraus para a casa do porteiro, que o tapa com o casaco, aconchega. Um taxista, que passa, chama a polícia. Yoko segura a sua cabeça nos braços e grita.
Uma hora depois, a notícia já correu mundo e uma multidão de cinco mil pessoas cerca o Dakota. Yoko entra pelas traseiras, fecha-se num quarto mas não é poupada aos sons que chegam da rua. Canta-se Imagine e Give Peace a Chance.
Pela noite fora.


:: enviado por JAM :: 12/08/2005 10:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Futebolês

Acusam-se muitas vezes os futebolistas de serem pouco dotados para a oratória e de nem sequer serem capazes de formular duas frases com sentido (como se fosse para falar que lhes pagam). Mas serão os futebolistas os únicos culpados?
Alguns exemplos escutados na última jornada europeia:
(pergunta de jornalista a Adriaanse, após o Artmedia-Porto) – Ficou frustado com o resultado?
(mesmo jornalista para Quaresma) – Está triste com o resultado?
(pergunta para Koeman, após o Benfica-M.United) – Ficou satisfeito com a exibição da equipa?
(pergunta para Léo, também a seguir ao jogo) – Agora que adversário prefere?
Convenhamos que só um sábio seria capaz de responder a perguntas deste estilo com algo mais do que um monossílabo.
Ou um palavrão ...

:: enviado por U18 Team :: 12/08/2005 09:40:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, dezembro 07, 2005

O « .eu » entra na Internet

Começou esta manhã, às 10h TMG, o registo de sites « .eu » apenas para empresas. Quinze minutos depois, mais de quarenta mil nomes tinham sido recebidos, a um ritmo superior a quarenta por segundo. Nas primeiras três horas, 95.370 pedidos tinham sido registados. Um verdadeiro sucesso.
O registo será aberto aos particulares a partir de Abril de 2006.

:: enviado por JAM :: 12/07/2005 11:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O tranquilizante


© desenho de Petar Pismestrovic

Ficámos ontem a saber, pela voz da senhora Rice, que a Administração americana não tem nenhum motivo para se arrepender das transferências em voos secretos para prisões igualmente secretas, porque “essas práticas também permitiram salvar vidas europeias”.
Não foram poucos os jornais que criticaram essas palavras. Para o Washington Post, o jornal que, há cerca de um mês, revelou a existência das prisões clandestinas, “Foi uma má defesa. A única coisa que pode reparar esse erro é uma mudança de política”. O jornal americano não parece disposto a ceder na sua pressão sobre a Casa Branca nessa matéria.
“Lutar contra o terrorismo não é fácil. Mas há que fazê-lo com moralidade e dentro da legalidade. A senhora Rice deveria ter isso em conta e dizer a verdade. O mesmo deveria fazer o Governo de Londres”, foi o que escreveu o Guardian. Mas, como ninguém os pode obrigar, parece difícil que isso venha um dia a acontecer.

:: enviado por JAM :: 12/07/2005 02:39:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Mudar de rosto

Em 1997, o filme “A Outra Face” alcançou um êxito considerável. Nele, um agente especial do FBI trocou o seu rosto pelo de um perigoso terrorista com o objectivo de se infiltrar numa prisão de alta segurança e tentar encontrar pistas que lhe permitissem desactivar um dispositivo explosivo que um criminoso tinha colocado algures em Los Angeles. Ao sair do coma, o terrorista fugiu, com o rosto do agente, o que o obrigou a ter que viver sob uma nova identidade insuportável.
Imaginemos agora uma situação real: uma dentada de um cão arranca-nos o nariz, os lábios, o queixo. Um rosto assustador transparece sob os nossos olhos, a nossa cara doravante desfigurada, irreconhecível, força-nos a usar uma máscara. É então que uma equipa de cirurgiões consegue o feito extraordinário: praticar um transplante que faz com que o que parecia irreparável pareça reparado. Chovem agradecimentos. Gritam-se bravos!
Só que, para além dos subsequentes problemas da possível rejeição, do uso perpétuo de imunosupressores e da falta de garantias de mobilidade e sensibilidade da cara, a paciente vai ter que acrescentar o choque psicológico provocado pelo facto de ter que viver com uma identidade estranha. Assim, após o êxito médico, surge a polémica. Com que direito se fez o transplante? Ter-se-ão medido previamente todos os riscos?
É certo que há muito mais do que técnica e ética associados a esse tipo de operações. Que se passa quando a rejeição psicológica se gera num rosto?

A Leila Couceiro conta mais detalhes desse impressionante transplante de rosto, realizado num hospital francês.
Leia também o filme da operação.

:: enviado por JAM :: 12/07/2005 08:39:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

terça-feira, dezembro 06, 2005

Civilidade e racionalidade

No essencial, Manuel Alegre ganhou mais do que Cavaco com este debate. Para o universo eleitoral do centro-esquerda que o pode eleger, Manuel Alegre apresentou-se com um discurso moderado mas sem prescindir de afirmar algumas das suas convicções. Procurou, sobretudo, não hostilizar um candidato com quem conta disputar o eleitorado do centro sem alienar o espaço da esquerda.
Alegre bateu-se pela ideia de que a sua candidatura não se reduz ao discurso económico – e conseguiu – que é suprapartidária e a que, à esquerda, abrange um espectro mais transversal de eleitorado do que a de Mário Soares.

:: enviado por JAM :: 12/06/2005 10:31:00 da manhã :: 4 comentário(s) início ::

Os poetas são a consciência nacional

Há países onde a função de refúgio é preenchida pela religião e pelo clero. Há países onde o povo contempla a sua imagem e o seu destino na catarse dos dramas teatrais onde ouve a palavra dos seus lideres políticos. Há países e nações que encontram as suas questões e as suas respostas por intermédio dos seus pensadores mais sensatos. Por vezes os jornalistas e os media desempenham esse papel. Mas nós, e isso deve-se ao nosso espírito nacional, para encontrarmos o nosso preenchimento escolhemos os poetas e fazemos deles os nossos porta-vozes. Os poetas modelam liricamente a nossa consciência nacional e dão uma expressão às nossas aspirações nacionais do passado e continuam a modelar a nossa consciência em cada dia presente. As pessoas habituaram-se a compreender as coisas tal como elas lhes são apresentadas pelos poetas.

Palavras de Jaroslav Seifert, ditas no momento em que recebia o prémio Nobel de literatura em 1984. Poeta verdadeiramente nacional, que encarnou perfeitamente a alma checa, Seifert soube maravilhosamente exprimir os sentimentos mais íntimos, a fuga do tempo, o amor, a ligação à mãe, a Praga, ao seu país...

Vaclav Havel, também ele poeta e dramaturgo que chegou a presidente da República Checa dizia a propósito de Seifert, em 25 de Fevereiro de 1993, numa entrevista ao jornal francês L’Express: “Os nossos escritores foram os portadores da nossa identidade”.

:: enviado por JAM :: 12/06/2005 09:03:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Sabática parcial...

Aos leitores do Briteiros não será estranho o meu apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre. Quem tiver interesse por esta candidatura poderá consultar Manuel Alegre - Ílhavo.

:: enviado por RC :: 12/05/2005 04:23:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Homenagem ao matemático-investigador que lutou pela democracia

Faz hoje cem anos que Ruy Luís Gomes nasceu no Porto, onde viveu a infância e a adolescência. Deixou a cidade quando o pai assumiu funções de reitor da Universidade de Coimbra. Já doutorado em Ciências Matemáticas pela mesma universidade, o jovem portuense regressou à cidade natal, em 1928, iniciando, no ano seguinte, carreira docente na Universidade do Porto. Em 1947, este percurso académico foi-lhe interrompido pelo ministro da Educação, Fernando Pires de Lima, que o afastou compulsivamente do ensino, por razões de natureza política.
(Jornal de Notícias)

Para saber tudo sobre o cientista revolucionário, que foi genuíno exemplo de cidadão, recomendamos uma visita ao blog do centenário do nascimento de Ruy Luís Gomes.

:: enviado por JAM :: 12/05/2005 11:19:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, dezembro 04, 2005

O calendário erótico da Bíblia

Um grupo de jovens protestantes alemães decidiram posar para um calendário representando 12 cenas da Bíblia, ligeiramente mais despidas do que seria de imaginar. Cenas como as da Eva, vestida com a tradicional parra, oferecendo a maçã ao Adão, ou da Dalila, de seios nus, cortando o cabelo do Sansão, são justificadas pelo autor das fotos, Stefan Wiest, que afirma que a Bíblia está repleta de cenas cheias de erotismo.
Para Bernd Grasser, o pastor da igreja de Nuremberg, onde o calendário será vendido, não há nada de mal: “É formidável ver os adolescentes tão empenhados de corpo e alma na Bíblia”.
Uma verdadeira lufada de ar fresco na crescente radicalização dos tabus religiosos que tem surgido nos últimos tempos.

:: enviado por JAM :: 12/04/2005 10:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, dezembro 03, 2005

Bandeirinhas

Madeira gasta 230 mil euros em bandeiras.

Compradas na China?

:: enviado por RC :: 12/03/2005 05:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

From the horse's mouth

Da boca do próprio melhor se conhecem as realidades. O monopólio da in e desinformação acabou. Jornais e rádios e televisões terão que reequacionar os seus papéis porque há um novo “pistoleiro” na cidade...

Mesmo os grupos que se consideravam acima de qualquer “suspeita” se vêem hoje na necessidade de comunicar directamente com o povo, com os outros. Nunca a comunicação com o outro foi tão imperativamente necessária. Juízes e outros digníssimos titulares de poderes reais acabam por sentir a necessidade de comunicar directamente com aqueles que à sua autoridade estão sujeitos.

Exemplos:
Informática do Direito
Verbo Jurídico Blog
Vexata Quaestio

Infelizmente o nome pgr.blogspot.com já está ocupado!

:: enviado por RC :: 12/03/2005 11:48:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

A blogueira de Bagdade

Bagdade, Sexta-feira, 25 de Novembro:
Odeio os kamikazes. Odeio a maneira como o meu coração desata a bater caoticamente sempre que passo ao lado de um carro que parece suspeito e, nos últimos dias, todos os carros são suspeitos... Odeio a visão desses corpos empilhados nos hospitais, desses homens e mulheres em prantos.
Mas compreendo perfeitamente como é que as pessoas puderam chegar a esse ponto.


Ela não tem rosto, não tem nome. Chama-se simplesmente Riberbend. Há dois anos que mantém um blog baptizado Badhdad Burning, redigido num inglês perfeito: A little bit about myself: I'm female, Iraqi and 24. I survived the war. That's all you need to know. It's all that matters these days anyway. Desde que assim se apresentou em 17 de Agosto de 2003, nada mais se saberá sobre essa mulher, nem sobre a sua família, a sua morada, as suas origens. Demasiado perigoso...

Os comentários recebidos no seu e-mail provêm maioritariamente dos Estados Unidos e são do estilo: Tudo isso é mentira. Tu não és iraquiana. Porque os iraquianos não têm Internet. Porque os iraquianos nem sequer sabem o que é um computador. Porque os iraquianos não sabem falar inglês...
Tal como o livro a que deu origem, vencedor do 3° prémio para a Arte da Reportagem 2005, instituído pela Lettre Ulysses Award, o Girl Blog from Iraq continua a oferecer breves centelhas do dia a dia iraquiano, numa perspectiva muitas vezes ignorada, mal vista ou censurada pelos outros media.

:: enviado por JAM :: 12/03/2005 11:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Foram mais de trezentos


© desenho de Petar Pismestrovic

Mais de 300 voos, operados pela CIA, aterraram em aeroportos europeus.


:: enviado por JAM :: 12/02/2005 03:06:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, dezembro 01, 2005

O Sr. Trichet terá problemas de audição?

Aprendi, já lá vão alguns anos, que a Economia só é uma ciência exacta quando se trata de prever o passado. Em consequência, é difícil antecipar que implicações terá nas nossas vidas o aumento das taxas de juro decidido hoje pelo Banco Central Europeu.
Seja como for, a necessidade de um aumento das taxas de juro neste momento é, no mínimo, duvidoso. Numa altura em que as economias dos países da zona euro apresentam taxas de crescimento ridículas e níveis de desemprego obscenos, aumentar as taxas de juro pode ser mais um entrave à tímida recuperação económica que se anuncia.
Pondo de parte a explicação oficial de que se quer combater uma hipotética escalada inflacionista que só os doutos membros do Conselho do Banco conseguem antever, restam duas pistas mais banais e mais humanas para compreender a decisão. A primeira tem que ver com o papel do BCE e as suas atribuições: de todas – política monetária, condução das operações cambiais, gestão das reservas, funcionamento do sistema de pagamentos – a mexida nas taxas de juro é aquela que tem maior visibilidade pública. Ora, havendo algumas criticas de imobilismo em relação ao BCE, nada melhor que uma mexida nas taxas de juro para mostrar que se existe e que se fazem coisas. A segunda liga-se com a independência e ausência de controle político de que beneficia o BCE por via do Tratado da União Europeia (e que a Constituição Europeia queria eternizar, lembram-se?). Numa altura em que grande parte dos economistas, instituições internacionais e Ministros dos 25 pediam que não se tocasse nas taxas de juro, nada melhor do que fazer o contrário para se mostrar que se é independente.
Mas, porventura, a verdadeira explicação está nas declarações do Presidente do BCE na conferência de imprensa desta tarde e que, curiosamente, passou despercebida a quase todos os orgãos de comunicação social. Disse o Sr. Trichet: “311 milhões de pessoas esperam que asseguremos a estabilidade dos preços. A sua mensagem é clara.”.
Não sei que jornais lê o Sr. Trichet, que locais visita, com quem fala, mas uma coisa lhe posso garantir: a estabilidade de preços é, neste momento, uma das minhas (e das pessoa que conheço) ultimas preocupações. O Sr. Trichet estará a brincar ou tem problemas de audição?

:: enviado por U18 Team :: 12/01/2005 09:55:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Saco de gatos... na casa da Carlota Joaquina!!!



PS retira confiança política a Carrilho

Em causa assinatura de documento do PCP "à revelia" do partido



Contra ausência de Alegre

Deputados do PS desafiam candidato presidencial a suspender mandato


O "verdadeiro" "centralismo democrático"... a funcionar!!!


:: enviado por ja :: 12/01/2005 08:44:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Dia Mundial da sida

Apesar da iniciativa 3x5 (tratar três milhões de pessoas até ao final de 2005), que permitiu alguns progressos no acesso aos tratamentos nos países mais pobres (nomeadamente na África subsariana) o objectivo não será atingido. Os números anuais da epidemia, publicados na semana passada pela ONUSIDA, mostram que a quantidade de novas contaminações atingiu mais um record: mais de cinco milhões de pessoas terão contraído o vírus este ano. Com a agravante que, em muitos países, se desconhecem ainda os meios para prevenir a exposição à doença.
Assistimos nos últimos anos ao abaixamento radical do custo das triterapias, que passaram de mais de dez mil dólares anuais por paciente, para 150 dólares, mas o certo é que cada vez mais ONGs se inquietam com o preço extremamente elevado dos medicamentos mais modernos. Na ausência de economias de escala previsíveis, os industriais dos genéricos não fizeram quaisquer investimentos para copiar os tratamentos de segunda linha. Vários países africanos solicitaram uma suavização das regras antes da sua ratificação definitiva, mas por enquanto nem os Estados Unidos nem a Europa pretendem ceder.
Para que a prevenção seja efectiva, é necessário um esforço económico dos governos, proporcional ao que é feito pela investigação biomédica com os tratamentos disponíveis. O mesmo rigor utilizado em relação aos avanços da medicina deveria utilizar-se na prevenção. Para que não caia em saco roto a estimativa de que, se forem aplicadas correctamente todas as medidas preventivas recomendadas, se poderiam evitar 28 milhões de infecções, nos próximos dez anos. Sem prejuízo das estratégias para universalizar o acesso aos antiretrovirais, o ditado mais vale prevenir que remediar continua a fazer todo o sentido.

:: enviado por JAM :: 12/01/2005 03:13:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Não é aceitável

"Um milhão de toneladas de lixo permanece acumulado nas ruas do Porto devido à greve de quatro dias que hoje termina no serviço municipal de Higiene Limpeza, segundo dados sindicais já confirmados pela autarquia.
[...]
A suspensão do prémio nocturno, que teve efeitos já em Novembro e determinou estas paralisações de protesto, implica que os 600 trabalhadores da recolha de lixo de lixo do Porto vejam o seu rendimento mensal reduzido em 115 euros mensais, cerca de 20 por cento do que auferem."


Um óbvio direito de que estes trabalhadores se vêem espoliados. E só hoje, trinta anos depois, é que alguém descobre que o subsídio é ilegal? Quem vai reembolsar o estado por trinta anos de subsídios indevidamente pagos?

Seguramente não são os trabalhadores que têm sempre que pagar, ou são?

:: enviado por RC :: 12/01/2005 02:49:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende!!!


:: enviado por ja :: 12/01/2005 02:46:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::