BRITEIROS: Setembro 2006 <$BlogRSDUrl$>








sábado, setembro 30, 2006

O alargamento terá sido um erro?

As portas da União Europeia abriram-se para a Roménia e a Bulgária, mas fecharam-se para todos os demais candidatos à adesão. Política e psicologicamente, a liga está completa. Aparentemente já o estava há muito tempo, excepto para algumas comissões e governos que, após o colapso do comunismo, decidiram que a UE deveria, não só tirar os antigos membros do Pacto de Varsóvia da miséria comunista, mas também marcar o destino e a missão da União através do seu alargamento. Isso converteu-se numa ortodoxia bem intencionada, mas impossível de pôr em prática. [...] A Europa tinha consolidado o seu optimismo e a sua confiança antes dos ataques do 11 de Setembro e a subsequente histeria da guerra contra o terror. E também, antes dos europeus terem descoberto as dimensões das suas próprias crises.
[...] Agora, a pergunta que se faz, tanto na velha Europa, como nos novos membros, é se o alargamento não terá sido um erro. [...] Muitos, nos novos países membros, temem que os velhos europeus estejam preocupados com o êxito do populismo na Polónia, na Eslováquia e na Hungria, e com o cinismo e o oportunismo de alguns dos novos líderes da região. A resposta é sim.
[William Pfaff, International Herald Tribune]

O dilema é que ninguém vai ter a coragem necessária, nem para fechar as portas aos futuros membros ― sobretudo àqueles que cumprem os critérios de Copenhaga ― nem para pôr em execução iniciativas audaciosas para renovar as instituições. O alargamento é hoje encarado como uma fatalidade, porque os dirigentes europeus são impotentes para resolver esse dilema.

:: enviado por JAM :: 9/30/2006 07:48:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, setembro 29, 2006

Pobres e humilhados ? Antes fosse

Há dois assuntos em que só toco com pinças, luvas e uma máscara. Um é o Sr. Pinto da Costa, o outro é a religião (embora se possa argumentar que falar do Sr. Pinto da Costa é falar de religião).
Sendo um tremendo cobarde por natureza, recuso-me a falar do Sr. Pinto da Costa e do seu papel no futebol português e se vou tocar na religião é porque toda a gente me pergunta o que penso das declarações do Papa e a cobardia também tem limites. [continua aqui ...]

:: enviado por U18 Team :: 9/29/2006 11:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Amigo de... Quem?

Polícia detém velho amigo de Portugal
"O empresário estrangeiro suspeito de corrupção em negócios com a Marinha de Guerra, que na última quarta-feira foi detido pela Polícia Judiciária, é o norte-americano W.H. B. – sócio-gerente da Cinave, uma empresa constituída em Portugal em Julho de 1969 e que desde então vende equipamentos aos três ramos das Forças Armadas".
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"W.H.B., à beira dos 70 anos, é um velho amigo de Portugal. Nos finais dos anos 60, quando chegou a Lisboa, ajudou o Governo de Marcelo Caetano a contornar a proibição do fornecimento de armas às Forças Armadas portuguesas – embargo decidido pela ONU para forçar o fim da guerra colonial em Angola, Moçambique e Guiné. Nos meses de brasa que se seguiram a Abril de 1974, o sócio-gerente da Cinave conspirava em Lisboa com os partidos moderados – e desdobrava-se em contactos com o embaixador americano, Frank Carlucci, ex-director da CIA. Hoje, W.H.B. vive em Oeiras".
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Velho amigo de Portugal... uma fava!!!
Quanto muito... velho amigo da ditadura e... dos partidos da contra-revolução!!!
Que fracas companhias teve o PS, naquela altura!!!

:: enviado por ja :: 9/29/2006 03:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O presidente e a primeira-dama foram ao cinema

Estava decidido: desta vez iriam ao cinema. Já estavam fartos de calcorrear as salas do novíssimo museu do Quai Branly. Era tempo de mudarem de programa e, por isso, desta vez, decidiram ir ao cinema. Calhava mesmo bem: tinham acabado de receber um convite para a antestreia do filme Indigènes. O presidente teria preferido ver Hard Candy, na sala mesmo ali ao lado, mas pensou duas vezes, não fosse a primeira-dama preparar-lhe mais uma das suas amargas vinganças.
Mal se sentaram, um “indígena” sorridente tomou assento à esquerda da primeira-dama. Falava-lhe num francês quase correcto. A última coisa que o presidente queria, era que a sua dama se sentisse assustada com essa brusca promiscuidade. Preparava-se mesmo para chamar os seguranças, mas desistiu de imediato, quando a viu a soltar gargalhadas ao ritmo das palermices do intruso. Há muito tempo que não a via tão contente.
A última vez que tinham ido ao cinema, era ele ainda Presidente da Câmara. Nessa altura, tinham assistido à projecção do filme Bernadette. Não tinha percebido lá muito bem o filme, mas, à vista do estado da primeira-dama durante as semanas que se seguiram, chegou à conclusão que foi seguramente um bom filme. Desde esse dia, embora também não percebesse bem o que isso significava, a sua encantadora esposa não deixava de evocar, antes de cada refeição, a “graça que tinham recebido”.
O filme preferido do presidente é Chuva de milhões. Sempre se reviu no papel desse herói, a quem foi prometida uma fortuna se conseguisse gastar 30 milhões de dólares em 30 dias, sem nada adquirir. O presidente, no seu âmago, sonha que é capaz de fazer muito melhor...
Algumas horas mais tarde, já no quarto, quando o presidente se preparava para desligar o candeeiro da mesa-de-cabeceira, a primeira-dama deu-lhe um murro no braço. “Jacques”, suspirou ela, “Temos que fazer alguma coisa por esses indígenas”.
― “Foi exactamente isso que tu me disseste quando vimos o Germinal”, respondeu-lhe o presidente, que tinha intenções de ressonar o mais depressa possível. “E tu lembras-te no que é que isso deu...”
― “Não. Desta vez, vamos mesmo fazer qualquer coisa. Acorda já o teu primeiro-ministro. É preciso que, amanhã cedinho, o povo saiba do que nós somos capazes!”.
E foi assim que todas as trombetas soaram ao raiar do dia. Daqui para o futuro, os “indígenas” serão Homens com “H” grande. Tudo isso, porque o presidente e a primeira-dama foram ao cinema.

:: enviado por JAM :: 9/29/2006 12:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, setembro 27, 2006

Tortura e democracia

Será que uma democracia que promove um debate sobre a tortura continua, ainda assim, a ser uma democracia? É esta a questão que se coloca ao ler este artigo do Washington Post.
De tal modo que, como se lê, a questão nem sequer tem a ver com as ramificações legais e morais da tortura, mas sim com a sua eficácia: Será que funciona? A Casa Branca afirma que sim. Que a privação do sono e as outras “técnicas alternativas”, usadas pela CIA, permitiram desactivar muitos atentados.
Até agora, antes dos Estados Unidos, só uma democracia se tinha aproveitado intencionalmente dos sofrimentos provocados no seguimento de interrogatórios: Israel. Nos anos 1990, Israel mediu longamente os prós e os contras, no âmbito do tratamento dos presos palestinianos. Uma comissão, dirigida pelo presidente do Supremo, autorizou a “pressão física moderada” em 1987. As conclusões foram aprovadas pelo governo. Só em 1999, o mesmo Supremo decidiu opor-se formalmente a todas as formas de pressão física nos interrogatórios.
O debate israelita, tal como o americano de agora, desenvolve-se no contexto do chamado efeito “bomba de relógio”: um suspeito tem conhecimento de um atentado iminente; fazê-lo confessar poderia salvar centenas de vidas... Um contexto que, na maior parte das vezes, está longe de se produzir nesses termos tão simplistas.
O relatório do Human Rights Watch sobre a experiência israelita demonstra que não se pode, de maneira nenhuma, legitimar a tortura, nem mesmo nos casos excepcionais, como os do tipo “bomba de relógio”, sem desencadear o contágio a todo o restante sistema de detenção e a consequente banalização dos maus tratos.

:: enviado por JAM :: 9/27/2006 01:23:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, setembro 26, 2006

Perros locos, turistas y fumadores

Uma parte das férias foi passada na Espanha profunda, país que, como sabemos, aderiu recentemente à cruzada anti-tabaco (não sou menos que um Iman e também tenho direito a utilizar a palavra cruzada). No comments. Cada um decide as leis que lhe aprouverem e não sou eu, fumador moralmente desprezível e potencial assassino passivo, quem vai criticar as leis de um país soberano e de quem nem sequer sou súbdito.
Graças a esta nova lei espanhola, acabei por passar uma boa parte do meu tempo à porta de hotéis e restaurantes. Não deixando de ser agradável do ponto de vista do convívio social, torna-se um pouco menos interessante quando estão 45 graus à sombra e as portas dos ditos estabelecimentos tenham tendência para estarem viradas para o sol.
Atenção! Nada de confusões, não me estou a queixar. Sendo, repito, um ser desprezível de quem nem sequer o Serviço Nacional de Saúde se deveria ocupar, só tive o que merecia e até tinha alternativas.
Há agora em Espanha dois tipos de restaurantes: uns, a que vou chamar normais à falta de melhor definição, a quem a lei exige salas separadas para fumadores e não fumadores com duas (!?) portas de separação, ventilação, consentimento dos empregados e do cão, cartazes a desencorajar o fumo e não sei que mais. Claro que em todos é proibido fumar. E existem os outros que ostentam um belo cartaz, geralmente escrito à mão, com os dizeres “aquí se permite fumar”. Convencidos de que se encontrou um oásis de tolerância, olha-se para dentro percebe-se porque é que o legislador não os abrangeu: a julgar pelo aspecto geral da casa e dos frequentadores, não creio que seja o tabaco que os vai matar. Preferi os 45 graus à sombra. Mal por mal, antes ir morrendo devagarinho com o cigarro que morrer de imediato com um granizado feito à base de óleo para tractores.
Já me alonguei demais sobre as mágoas de um fumador. Na verdade, só queria chamar a atenção para uma nova realidade espanhola que pode confundir os mais desprevenidos: quando aí pelas 4 da tarde (que é quando os espanhóis acabam de almoçar) virem sair metade dos clientes do restaurante, não pensem que estão a tentar não pagar a conta. Podem encontrá-los à porta com uma mão no cigarro e outra a proteger os olhos.
E quando vos perguntarem quem anda pelas ruas de Espanha quando a temperatura ronda os 45 graus à sombra, poderão responder: “perros locos, turistas y fumadores”.

:: enviado por U18 Team :: 9/26/2006 10:36:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Bill Clinton no seu melhor

Inesperadamente, Bill Clinton reapareceu na cena política, em reforço contra os republicanos. Aproveitando o seu novo perfil consensual, acima das mesquinharias, o ex-presidente contou, na semana passada, com a presença da mulher de Bush na sua mini-cimeira anual, a Global Initiative.
Neste domingo, foi entrevistado pelo canal conservador Fox News, para falar dos 7,3 biliões de dólares de promessas de donativos, contraídas graças à conferência, para lutar contra a pobreza e desenvolver as energias renováveis.
A certa altura da entrevista os ânimos exaltaram-se. O jornalista da Fox começou por espicaçá-lo por causa da falta de entusiasmo com que conduziu, quando era presidente, a caça a Bin Laden. Clinton contra-atacou violentamente, respondendo que tinha feito bem mais que todos os “homens de direita que agora o atacam”.
No meio da apatia em que tem caído a discussão política no seio dos democratas americanos, deu gosto assistir, mesmo que por poucos minutos, ao regresso de Clinton aos debates televisivos. Serviu para desacreditar ainda mais a Administração Bush, principalmente quando insistiu no facto de a guerra no Iraque ter desviado os meios da luta contra a Al-Qaeda. Uma constatação que reitera a do relatório das secretas americanas, divulgado este fim de semana, que demonstra que, ao contrário do que Bush afirma, a invasão do Iraque teve como consequência o reforço do terrorismo internacional.


:: enviado por JAM :: 9/26/2006 09:50:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Tiro o meu chapéu a

Aqui e agora, apetece-me tirar o chapéu :

- a Vanessa Fernandes, que venceu a 12ª prova consecutiva na Taça do Mundo de Triatlo, em Pequim, e que não tem, nem de longe nem de perto, a projecção mediática dos "nossos heróis" do futebol nem, muito menos, os seus rendimentos;

- ao presidente Hugo Chavez por aquele discurso na ONU em que começou por dizer que no lugar em que se encontrava ainda cheirava a enxofre... pela presença ali, no dia anterior, do WC Bush. É verdade: os norte-americanos, hoje em dia, cavalgam com "God in their side" e com o Diabo à sua frente;

- à juíza de Detroit Anna Diggs Taylor que exigiu a suspensão, por inconstitucionalidade, das escutas no âmbito da chamada luta anti-terrorista; a Administração Bush recorreu da sentença (li isto no Diário de Noticias de 19 de Agosto e nunca mais soube nada sobre o desfecho do assunto);

- a Natasha Kampusch, a rapariga austríaca que passou 8 anos, desde os 10, sequestrada num porão sob uma garagem, e que, pelos vistos, agora em liberdade, tem mostrado que sabe o que quer e o que não quer, ao ponto de certa imprensa já a qualificar de manipuladora e bloco de gelo, ela a quem foram impune e irremediávelmente roubados 8 anos de vida;

- ao tribunal turco que mandou em paz, em 3 minutos, a romancista, também turca, Elif Shafak, acusada por um grupo de nacionalistas de insultos à Turquia no seu mais recente romance, “O pai e o bastardo”;

- a Zidane, pela cabeçada no Materazzi durante o França-Itália do último Mundial. (Já passou algum tempo sobre o assunto, mas mais vale tarde do que nunca). Quem não se sente, não é filho de boa gente.

:: enviado por Manolo :: 9/26/2006 12:53:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, setembro 23, 2006

Regresso de férias II

Um ser humano vai de férias com a ideia de carregar baterias, na expectativa de que o trabalho deixado por fazer seja feito por outro e com a secreta esperança de que o Mundo esteja um pouco melhor.(…) Acreditem em mim, estava muito melhor de férias.” JR dixit.
Ao contrário de JR, eu já não tenho dessas ilusões: Sei, à partida, quando vou de férias, que, quando regressar, encontrarei o trabalho que deixei por fazer e outro que entretanto apareceu, e que o mundo vai estar na mesma ou, muito provavelmente, pior do que antes. Quanto ao recarregar baterias, isso sim, mesmo que regresse cansado, é sempre um cansaço bom, porque o cansaço das férias é daqueles que valem a pena…
A propósito de robalos, desta vez comi, no Algarve, um robalo excelente (se houver interessados, posso dizer onde). O Algarve, tão maltratado por autarcas, construtores civis e outros pategos fazedores de fortunas rápidas, ainda tem atractivos. Um deles será a ainda preservada e bonita cidade de Lagos, com a marginal junto à marina, onde volta e meia passam traineiras e veleiros, a doca da pesca, a polémica estátua (que eu, pessoalmente, acho uma maravilha) de D. Sebastião (de João Cutileiro), a Adega da Marina, um restaurante popular com peixe fresco e preços aceitáveis, o jazz-and-blues-bar Stevie Ray’s (bar que, mesmo quando não tem música ao vivo, tem música gravada com um som perfeito), um mercado bonito, restaurado e não descaracterizado e, evidentemente, a fantástica Meia-Praia.
Para quem queira dar um passeio até Espanha, mais concretamente até Ayamonte, existe nessa cidade um restaurante, junto à marina, que serve uns chocos espectaculares, o Don Choco (já agora, de postre, naranjas con miel…de chupar los diedos).
Como se imagina pelo que ficou dito, também eu estava melhor de férias…

:: enviado por Manolo :: 9/23/2006 10:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

C


:: enviado por RC :: 9/23/2006 12:08:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

O grito

“O grito” do pintor norueguês Edward Munch, pintado em 1893, é considerado por muitos como um ícone da angústia existencial da geração que, utilizando Freud para esse efeito, matou não só o pai mas também Deus. Há também quem sustente, com base numa biografia de Munch, que o quadro foi inspirado por uma acontecimento natural que ocorreu 10 anos antes: o terramoto que apagou do mapa a ilha vulcânica de Krakatoa, na Indonésia. Especulações à parte, o quadro, que foi roubado há 2 anos do museu onde se encontrava, regressou agora ao seu paradeiro habitual. Na "clandestinidade", onde permaneceu durante estes 2 últimos anos, que terá acontecido? Será que o quadro deu a volta ao mundo e parou para exercer o seu mester (gritar, pois então!) nos muitos locais do planeta em que seres humanos (para já não falar nos animais) são impunemente maltratados (humilhados e ofendidos)? E que voltou ao museu, resignado ao convívio com os amantes da arte e com os turistas, por ter constatado que, por via de regra, quem assiste (vemos, ouvimos e lemos...) a essas ofensas e humilhações, limita-se a fazer de conta que não ouve o grito e a continuar na sua vidinha como se nada fosse?
(Agradeço ao Homer Jay Simpson a colaboração graciosa. Seria com toda a certeza mais "politicamente correcto" da minha parte utilizar a filha do Homer, Lisa, ou a mãe, Mona Jay, ambas "pessoas" sensíveis e igualmente disponíveis para o efeito, mas preferi o Homer para sugerir que até um alienado patético pode, num dia menos infeliz, sentir-se mal com a merda do mundo onde lhe foi concedido viver.)

:: enviado por Manolo :: 9/23/2006 02:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, setembro 22, 2006

Turner


Mais um Turner que voa?

:: enviado por RC :: 9/22/2006 08:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pacheco Guarda Suiço

Não posso deixar de sentir alguma simpatia por Pacheco Pereira. O seu combate contra a "bolofilia" que faz os portugueses trocar toda e qualquer discussão racional sobre o futuro da pátria por uma boa altercação futebolística sobre tudo menos o jogo, muito sobre o apito e pouco sobre a bola. Como dedicado "operário da intelectualidade" que foi, e intelectual opinante que é hoje, Pacheco Pereira escreve, de alabarda na mão e chapelinho a tapar a cabeleira, um longo post em defesa de Bento, sucessor de Pedro, infalível pastor da cristandade católica. Bento XVI deve já ter sido informado.

- Santidade, Santidade, sabeis que Pacheco Pereira fala italiano e saiu a terreiro em vossa defesa?
- Was? Que? Vero?
- Explicou a todos os lusos ignorantes a verdadeira mensagem, o segredo escondido in vostro messagio...
- Te deum laudamus, Roma está salva....

(obrigado ao Abrupto pelo link para o interessante texto original)

"L'occidente, da molto tempo, è minacciato da questa avversione contro gli interrogativi fondamentali della sua ragione, e così potrebbe subire solo un grande danno. Il coraggio di aprirsi all'ampiezza della ragione, non il rifiuto della sua grandezza – è questo il programma con cui una teologia impegnata nella riflessione sulla fede biblica, entra nella disputa del tempo presente. "Non agire secondo ragione, non agire con il logos, è contrario alla natura di Dio", ha detto Manuele II, partendo dalla sua immagine cristiana di Dio, all'interlocutore persiano. È a questo grande logos, a questa vastità della ragione, che invitiamo nel dialogo delle culture i nostri interlocutori. Ritrovarla noi stessi sempre di nuovo, è il grande compito dell'università."

:: enviado por RC :: 9/22/2006 08:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O absoluto desprezo...

PS recusa pedido do BE para ouvir PGR

O vice-presidente da bancada socialista, Ricardo Rodrigues, já explicou aos jornalistas, os motivos desta posição.
«Acho que os portugueses e a Assembleia da República em geral já perceberam como decorreu o mandato do Procurador-Geral da República, Souto Moura. Deixemo-lo ir em paz», afirmou.

:: enviado por RC :: 9/22/2006 02:45:00 da tarde :: 4 comentário(s) início ::

quinta-feira, setembro 21, 2006

Antes de fazer uma promessa... pense duas vezes

Gary Weddle, um professor americano que vive numa pequena cidade perto de Seattle, teve a infeliz ideia de prometer que não voltaria a fazer a barba enquanto Bin Laden não fosse capturado. Como as promessas são para se cumprir, eis o resultado:


:: enviado por JAM :: 9/21/2006 04:07:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (28)

Para provar que o Islão não é violento, será assim muito inteligente ameaçar de morte aqueles que afirmam que o é?

:: enviado por U18 Team :: 9/21/2006 03:56:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Regresso de férias

Um ser humano vai de férias com a ideia de carregar baterias, na expectativa de que o trabalho deixado por fazer seja feito por outro e com a secreta esperança de que o Mundo esteja um pouco melhor.
Na volta encontra a depressão do pós-férias, o trabalho deixado mais o que se acumulou e o Mundo na mesma.
Propositadamente, pus de lado jornais, televisão, Internet e desliguei. Tirando o caso Mateus de que foi impossível escapar, passei as férias longe do Líbano, do Irão, do Iraque e perto dos robalos, do mar e dos amigos.

No regresso li todos os jornais e O Sol. Para quê? Para ficar a saber que Israel e o Hezbolah empataram a guerra mas, como no futebol, fica-se com a impressão que o mais fraco é que ganhou; que a França fez declarações pomposas e preparava-se para não fazer nada até que a vergonha os demoveu; que Fidel adoeceu e prepara uma sucessão dinástica; que a ONU continua a impor prazos ao Irão que este ignora alegremente enquanto a UE fala de diálogo; que este ano não houve incêndios em Portugal porque a RTP decidiu que não havia; que cada vez é mais complicado andar de avião porque o creme de barbear misturado com o Ipod e com o desodorizante podem matar; que o povo muçulmano está indignado porque sim; que o Islão continua a ser utilizado para diminuir o número de habitantes na Índia, país que, como toda a gente sabe, faz parte da cruzada cristã; que a economia portuguesa vai crescer muito mais do que se esperava mas como não se esperava muito ...; que o caso Mateus continua por resolver.
Acreditem em mim, estava muito melhor de férias.

:: enviado por U18 Team :: 9/21/2006 03:39:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, setembro 19, 2006

Contra as cruzadas

Ao mesmo tempo que, entre nós, se assistia ao desenrolar da polémica encetada com a deslumbrante visita do Tugir à Quinta da Atalaia e que deu origem a uma onda de indignação pela presença dos “terroristas” das FARC na festa do Avante, estrondeava na Colômbia o escândalo das revelações feitas pelo diário El Tiempo, sobre a série de ataques com carros bomba ― um dos quais provocou a morte de um civil e feriu 19 soldados ― organizados, este Verão, pelos serviços secretos militares colombianos.
Esses atentados foram na altura atribuídos a uma campanha de terror das FARC, em vésperas da investidura do presidente Álvaro Uribe, que tomou posse em 7 de Agosto. Mas a investigação do diário colombiano pôs a nu as escutas telefónicas que demonstraram que afinal eram oficiais do exército colombiano que faziam expedir os carregamentos de explosivos para Bogotá, que o próprio exército interceptava facilmente, para depois os apresentar diante das câmaras como tentativas de atentados desmanteladas. Uma encenação cheia de intrigas, espionagem e, segundo as más línguas, com um toque sexual à mistura, protagonizado pela “Mata-Hari” Jessica. A única explosão mortal ter-se-á devido a um erro de coordenação.
Apanhado pelas revelações, o presidente Uribe limitou-se a reunir ministros, juízes e generais e a falar ao país para defender o exército e clamar contra uma fuga “ilegal” que estaria na origem das notícias do jornal.
Já em Abril de 2002, Uribe, então candidato presidencial, tinha saído reforçado de um atentado, em que morreu um pedinte, na passagem do seu carro blindado. O golpe, soube-se três anos mais tarde, foi igualmente montado pelos serviços secretos.
A própria ONU denunciou vários escândalos que relacionam os militares colombianos com assassínios mafiosos. Num deles, em plena campanha eleitoral de 2006, o exército assassinou camponeses desarmados para os apresentar como guerrilheiros mortos em combate...
Mas que importa: segundo as sondagens, o exército continua a ser uma das instituições em quem os colombianos mais confiam. E o Tugir?

:: enviado por JAM :: 9/19/2006 10:44:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, setembro 18, 2006

Modelos de saúde

A iniciativa da Pasarela Cibeles, fixada pelos novos parâmetros da Comunidad de Madrid, está a ter repercussão mundial e, com o tempo, vai acabar por se impor como norma nos desfiles de moda. A prová-lo está o facto de os organizadores da Semana da Moda de Londres, que também começou hoje, terem sido alvo de fortes críticas por não terem seguido o exemplo do certame madrileno.
É, de facto, a primeira vez que este mundo se sente directamente implicado num tema tão dramático como é o da generalização do cânone da magreza igual a beleza que, levado ao limite, ocasiona a anorexia. Por detrás da decisão de Madrid está a capacidade de todo um sistema de valores da sociedade para inculcar nas mulheres que não devem servir só para agradar visualmente aos outros e que não devem ficar à mercê de modas que condicionam tão decisivamente os seus gostos e a sua maneira de vestir.
Muitas coisas estão em jogo na decisão de Madrid. Que o digam os que sofrem de anorexia ou de bulimia e os milhares de famílias que carregam o fardo de conviverem com adolescentes que perpetuamente se vêem gordas e que temem o pior.
Seria interessante fazer uma profunda reflexão sobre o assunto e sobre o facto de ter sido preciso chegar ao ponto de proibir, mas um dado é já adquirido: a insustentabilidade do modelo da mulher ideal que nos tenta impingir o mundo da moda e da publicidade.


:: enviado por JAM :: 9/18/2006 11:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A Autoridade

Temos um Estado padrasto que não protege as mãos que exercem a sua autoridade. Há um agente da PSP em perigo de vida por ter sido atropelado intencionalmente por um cidadão desobediente. O criminoso está na rua e o polícia no hospital. Vamos bem...

:: enviado por RC :: 9/18/2006 09:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Homenagem a Delors

O antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, vai ter direito a um edifício europeu baptizado com o seu nome. Uma honra que já havia sido concedida aos “pais fundadores” da Europa, Jean Monnet, Robert Schuman, Paul-Henri Spaak ou ainda Konrad Adenauer.
A cerimónia oficial decorrerá hoje em Bruxelas e o edifício escolhido é a sede do Comité Económico e Social e do Comité das Regiões, na rue Belliard, a dois passos do Parlamento Europeu. É lógico, já que foi ele ― o sindicalista Delors ― o fundador do diálogo social europeu e o criador, em 1988, dos fundos estruturais distribuídos às regiões (e não aos Estados) mais pobres.
A União Europeia entende assim homenagear a “segunda geração de pais fundadores europeus”.
O pior é que, nos tempos que correm, ainda andamos à procura da terceira geração.

:: enviado por JAM :: 9/18/2006 12:57:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, setembro 17, 2006

O Chapelinho Vermelho!!!

"O "escândalo" de Ratisbona não passa disto. Bento XVI, querendo explicar a irracionalidade da conversão pela violência, citou o imperador Manuel II Paleólogo. Num diálogo com um persa, Paleólogo dissera: "Mostra-me então o que Maomé trouxe de novo. Não encontrarás senão coisas demoníacas e desumanas, tal como o mandamento de defender pela espada a fé que ele pregava"."
Vasco Pulido Valente, PÚBLICO, 17-09-2
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Com todo o respeito por V.P.V. pergunto: porque raio é que o Pastor alemão, chefe de uma Igreja que tem no seu historial actos vergonhosos como as Cruzadas e a Inquisição, teve necessidade de "vir à baila" com este diálogo? Não teria, por ventura, exemplos de sobra, dentro de portas, para explicar essa irracionalidade? Ou será que entre a espada e a fogueira , a diferença é significativa?
Moral da história:
Usando um "chapelinho vermelho" ou um " turbante" qualquer ... o lobo não deixa de ser lobo!!! Cuidemo-nos!!!

:: enviado por ja :: 9/17/2006 09:35:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

INCÊNDIO do REICHSTAG - parte II


O diário australiano The Age revela, na sua edição de ontem, o alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do primeiro-ministro Mari Alkatiri. Para o efeito, o jornal cita declarações de um antigo responsável da polícia timorense, detido em Díli.
"Alegação de que Gusmão ordenou os dias de raiva em Díli" é o título do artigo, cuja base são as declarações de Abílio Mesquita "Mausoko", antigo vice-comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no distrito de Díli. Segundo "Mausoko", Xanana ter-lhe-á ordenado o ataque à casa de Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses. O diário, citado pela agência Lusa, acusa Xanana de ter instigado a violência de Maio que contribuiu para a resignação, um mês depois, de Alkatiri. Detido, por posse de armas automáticas, a 19 de Junho por militares australianos,"Mausoko" registou as suas declarações por escrito, as quais fez entregar na embaixada dos EUA em Díli.É nesse texto, segundo The Age, que "Mausoko" revela ter sido Xanna quem deu o comando e as ordens para o tiroteio "durante o confronto entre a PNTL e as F-FDTL (forças armadas)" e o ataque à casa de Matan Ruak."Mausoko" diz também que, antes da operação, informou Matan Ruak e quatro comandantes das forças armadas.
The Age, ainda a citar "Mausoko", revela a realização de uma reunião, em Março, no gabinete de Xanana, durante a qual este "debateu a necessidade de se livrar do governo do senhor Alakatiri devido às suas consideradas simpatias comunistas". Presentes no encontro terão estado o comandante-geral da PNTL, Paulo Martins, Ramos-Horta, e o bispo de Baucau, D. Basílio do Nascimento. Reunião confirmada por outras fontes, segundo o diário.( in DN de 17/09)
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Assim se vai fazendo a História!!!
Com estas companhias e muita "coisa" nunca devidamente explicada.... assim caminha Xanana!!! Até à derrota final!!!


:: enviado por ja :: 9/17/2006 08:55:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Boinas azuis pelo Darfur

Na Europa, pergunta-se muitas vezes: porque é que os americanos se interessam tanto pelo Darfur? Chega a dar para desconfiar. Os americanos não costumam dar nenhum ponto sem nó... Mas, a pergunta que todos nós deveríamos fazer é outra: porque é que os europeus se interessam tão pouco pelo Darfur?
Nos States, o Darfur aparece todos os dias nos jornais e nas televisões. As associações estudantis interessam-se pelo Darfur. George Clooney interessa-se pelo Darfur. Elie Wiesel interessa-se pelo Darfur. O Museu do Holocausto lança uma Genocide Emergency ― Darfur. Universidades e outras instituições desinvestem nas empresas que tenham negócios ou que estejam ligadas ao governo do Sudão...
O Darfur é um lugar de sofrimento em grande escala. É um matadouro. É um desses pontos de absoluta negrura em que preferimos nem sequer pensar. É também um lugar de rivalidade sino-americana. É a morte do direito de ingerência.
Uma manifestação internacional está marcada para este Domingo ― o Global Day for Darfur. Os participantes são aconselhados a levar uma boina azul. Sinal da urgente necessidade de enviar Capacetes Azuis para o Darfur. Por enquanto, o Sudão não está de acordo mas, se estivesse, não é certo que a ONU enviaria para lá os seus soldados. É que o nosso planeta tem vindo a consumir demasiadas boinas azuis.

:: enviado por JAM :: 9/17/2006 12:13:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, setembro 16, 2006

Mais sapo menos SAP

Também quem é que se ia lembrar de nome tão feio. Como diz Correia de Campos:
-Sap? Que é isso? A mim nem morto...


Depois que há as falsas urgências....

:: enviado por RC :: 9/16/2006 08:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, setembro 15, 2006

Aldeia fantasma?


Lembram-se da Aldeia da Luz. Abate-se hoje sobre ela a escuridão do abandono.

[...esgotos entupidos que provocam mau cheiro nas desertas ruas da vila, manutenção por fazer nos equipamentos colectivos ou jardins e ruas ensombrados pela falta de árvores. ]

É a vida...

:: enviado por RC :: 9/15/2006 02:46:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, setembro 14, 2006

A ONU, a NATO e o ÓPIO

A notícia foi ontem superdivulgada por quase todos os jornais do mundo ocidental: A NATO viu prolongado o mandato das suas forças no Afeganistão, após um voto unânime do Conselho de Segurança da ONU nesse sentido.
Assim, o Afeganistão volta bruscamente à actualidade e a trazer-nos à memória que esse país montanhoso e atrasado, que os grandes impérios nunca antes conseguiram conquistar, vive de facto, desde os atentados do 11 de Setembro, sob mandato da ONU, sendo a sua segurança garantida ― embora cada vez menos eficazmente ― pela NATO.
O que talvez não nos venha tão facilmente à memória é que a Agência das Nações Unidas contra a Droga e o Crime ― a ONUDC ― revelou recentemente que o Afeganistão assegura só por si o essencial da produção mundial de ópio. Entre 2005 e 2006, a superfície das terras afegãs consagradas ao cultivo da papoila aumentou 59%, tendo a produção aumentado 49% e atingido o recorde absoluto de 6.100 toneladas.
Isto é, para quem ainda não percebeu bem o alcance de tão grande aberração: Um país gerido pela comunidade internacional, designadamente pela NATO e pela ONU, é hoje o principal fornecedor mundial de um tráfico mortífero contra o qual se mobilizam todos os governos do mundo.
Como foi possível ter-se chegado a tão aberrante situação?

Continue a ler A ONU, a NATO e o ÓPIO

:: enviado por JAM :: 9/14/2006 05:06:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

terça-feira, setembro 12, 2006

O terceiro 11 de Setembro

Para além das duas celebrações do 11 de Setembro que já aqui referimos, celebrou-se também ontem o centésimo aniversário do Satyagraha. Foi nessa data que, no ano de 1906, Gandhi começou a convencer os indianos residentes na África do Sul a usarem a resistência pacífica e a desobediência civil contra o terror governamental da ocupação inglesa. A estratégia do activismo da não-violência foi então resumida por Gandhi numa frase: “First they ignore you, then they laugh at you, then they fight you, then you win”.
Dos três 11-S, só este contribuiu efectivamente para mudar o mundo para melhor.
A propósito deste e dos dois outros 11-S, o jornal The Hindu recordava ontem o velho sábio que dizia: “à força de tanto aplicar o princípio do ‘olho por olho’, o mundo inteiro está a ficar cego”. Dá para pensar!...

:: enviado por JAM :: 9/12/2006 07:55:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, setembro 11, 2006

11-S cinco anos depois

Já passaram cinco anos!... O mais destruidor ataque terrorista alguma vez realizado sobre o solo americano afectou profundamente o mundo inteiro. Pelo vasto número de vítimas (perto de 3.000), pelo carácter espectacular e pelo impacto mediático, os atentados do 11 de Setembro de 2001 marcaram longamente os espíritos. A guerra contra o terrorismo foi elevada ao grau de prioridade máxima, não só nos Estados Unidos, mas também nos negócios estrangeiros. O mundo uniu-se contra a Al-Qaeda, a rede terrorista dirigida pelo temível Osama Bin Laden...
Ao mesmo tempo, proliferaram as mais variadas teorias conspiracionistas acerca do 11-S. A longa página que lhes é consagrada na Wikipedia é reveladora da sua variedade e da imaginação dos seus autores. Muitos deles são ilustres cientistas e professores, como testemunha esta notícia divulgada pela Associated Press. Face a este fenómeno, duas atitudes são possíveis: ignorá-lo ou tentar responder-lhe. É porém muito difícil argumentar sobre o assunto, seja porque estamos perante o irracional, seja porque o excesso de racionalidade acaba por pôr tudo em questão.
Uma coisa é certa, o 11-S mudou o curso da História do Médio-Oriente, ocasionando o naufrágio do Afeganistão, do Iraque, dos Territórios Palestinianos e agora do Líbano, e ainda o despertar do programa nuclear iraniano e a desonra do império americano, que se tornou impotente e desacreditado.
Um dos muitos jornalistas de investigação que contribuíram para a enorme lista de testemunhos perturbantes sobre o 11-S foi Éric Laurent, escritor e jornalista da Radio-France e do Figaro, autor do livro La face cachée du 11 septembre. Convido-vos a assistir à visita que Éric Laurent fez, em Outubro de 2004, ao programa de Tierry Ardisson, Tout le monde en parle:


:: enviado por JAM :: 9/11/2006 07:15:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

domingo, setembro 10, 2006

CHILE - 11 de Setembro

(Victor Jara, Estadio Chile, Septiembre 1973)

Somos cinco mil
en esta pequeña parte de la ciudad.
Somos cinco mil
Cuántos seremos en total
en las ciudades y en todo el país ?
Solo aqui diez mil manos siembran
y hacen andar las fabricas.
Cuánta humanidad
con hambre, frio, pánico, dolor,
presión moral, terror y locura!
Seis de los nuestros se perdieron
en el espacio de las estrellas.
Un muerto, un golpeado como jamas creí
se podria golpear a un ser humano.
Los otros cuatro quisieron quitarse todos los temores
uno saltó al vacio,
otro golpeandose la cabeza contra el muro,
pero todos con la mirada fija de la muerte.
Qué espanto causa el rostro del fascismo !
Llevan a cabo sus planes con precisión artera
Sin importarles nada.
La sangre para ellos son medallas.
La matanza es acto de heroismo?
Es este el mundo que creaste, dios mio ?
Para esto tus siete dias de asombro y trabajo ?
en estas cuatro murallas solo existe un numero
que no progresa,
que lentamente querrá más muerte.
Pero de pronto me golpea la conciencia
y veo esta marea sin latido,
pero con el pulso de las máquinas
y los militares mostrando su rostro de matrona
llena de dulzura.
Y Mexico, Cuba y el mundo ?
Que griten esta ignominia !
Somos diez mil manos menos
que no producen.
Cuántos somos en toda la Patria?
La sangre del companero Presidente
golpea más fuerte que bombas y metrallas
Asi golpeará nuestro puño nuevamente
Canto que mal me sales
Cuando tengo que cantar espanto!
Espanto como el que vivo
como el que muero, espanto.
De verme entre tanto y tantos
momentos del infinito
en que el silencio y el grito
son las metas de este canto.
Lo que veo nunca vi,
lo que he sentido y que siento
hara brotar el momento...
......................................................
Último poema escrito por Victor Jara , quando se encontrava preso às ordens de Pinochet e CIA!!!
Para que o Mundo não esqueça o 11 de Setembro!!!

:: enviado por ja :: 9/10/2006 09:02:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

sábado, setembro 09, 2006

Destituídos

Para quem se interessar pelo futuro da profissão docente, há uma leitura interessante a fazer. Podemos encontrar aqui a segunda versão das propostas do Governo para a revisão (leia-se demolição) do estatuto da carreira docente.

O Governo marcou meia dúzia de reuniões de negociação que não passam de mera formalidade. Só assim se explica que a segunda versão das propostas seja ainda mais negativa que a primeira.

É o estilo do Belmiro a negociar com as caixas do Continente com contrato a seis meses.

Para aqueles que tinham saudades do estilo da outra senhora é uma agradável surpresa que o Senhor Engenheiro queira dar rumo a isto e meter o pessoal na ordem. Recalcamentos de algum professor mais ríspido?

Boas palavras de ordem para um Socialista. Principalmente o meter na ordem, dá um ar de macho latino, é de homem:



:: enviado por RC :: 9/09/2006 08:35:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

11 de Setembro

Quando o calendário se aproxima do tão fatídico dia, é bom não esquecer o criminoso golpe de estado levado a cabo no Chile, nesse dia de 1973.
Um Presidente democraticamente eleito é barbaramente deposto pela camarilha fascista de Pinochet, com o apoio declarado dos E.U.A.
A imagem do Palácio de La Moneda, em chamas, é bem o retrato do monstruoso crime cometido.
Hoje, quando os escrivas de serviço do capitalismo se preparam para somente trazerem à "tona de água" o outro, é bom gritar-lhes:
Nós temos memória e não esquecemos!!!
E, com ARY dos SANTOS, dizer-lhes:
..........
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
.........
Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança
.......
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no Povo jamais vencido
– o Povo nunca se rende
mesmo quando morre unido.
........
Alguns traziam no rosto
um ricto de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
Uma vida à beira-mágoa.
..........
Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.
........
Viva ALLENDE!!!
Viva o heróico Povo Chileno!!!

:: enviado por ja :: 9/09/2006 03:08:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Detroit em Portugal?



Os professores de Detroit entraram em greve por tempo indeterminado. Há piquetes de greve (proibidos no nosso Portugal de Abril) e uma adesão de práticamente todos. E porquê? As autoridades locais propuseram um corte de 5,55% no vencimento dos professores.

Em Portugal, a proposta do governo para o Estatuto da Carreira Docente determina que na prática os professores portugueses percam até 50% no cômputo global da carreira.

Será justo? Vamos ficar calados?

Quando pensamos no que mudou no Partido Socialista, teremos que nos interrogar se Sócrates tem algo em comum com Guterres, se Marçal Grilo tem algo em comum com Maria de Lurdes Rodrigues, se a escola-sucursal tem alguma coisa a ver com a escola pública republicana...

Admirável mundo novo...

:: enviado por RC :: 9/09/2006 12:09:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Privacidade

Sobre navegação na net, anonimato e privacidade, recomendo a leitura deste artigo do NYT (em inglês).

:: enviado por RC :: 9/09/2006 11:52:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

808962006

Na próxima segunda feira arranca a linha para professores vítimas de violência. É uma iniciativa da Associação Nacional de Professores.

É o estado a que chegámos. De qualquer modo, não esqueça: 808962006 entre as 11:00 e as 12:30 e entre as 18:30 e as 20:00.

Se a cada momento o governo viola e violenta os professores, por que não os pais e alunos? E quando já se tiverem esgotado os bodes expiatórios?

Abriu a caça. Vae victis.

:: enviado por RC :: 9/09/2006 11:32:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Os Estados Unidos financiam jornalistas anticastristas

Pelo menos dez jornalistas do Estado da Flórida receberam pagamentos regulares do governo americano para fazerem reportagens contra o regime cubano de Fidel Castro, publicou ontem o jornal Miami Herald.
Os pagamentos, feitos desde 2001 pelo U.S. Office of Cuba Broadcasting ― que administra a rádio e a TV Martí, emissoras do governo americano que têm por alvo o público de Cuba ― variaram entre 1.550 e 174.753 dólares por jornalista. Dois dos jornalistas trabalhavam para o El Nuevo Herald, o serviço em espanhol do Miami Herald, e um terceiro era freelancer para o mesmo jornal. Os três foram demitidos após a divulgação dos pagamentos.

:: enviado por JAM :: 9/09/2006 10:13:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

Assim é... Cuba!!!


Regressou da Indonésia brigada médica cubana
A brigada médica cubana que ofereceu ajuda solidária durante três meses na Indonésia depois do terremoto que assolou essa nação asiática, regressou à Pátria. Foi recebida pelo ministro da Saúde Pública, José Ramón Balaguer. Membro do Bureau Político do Partido Comunista de Cuba, Balaguer e outros dirigentes do Partido e do Estado, deram as boas-vindas no aeroporto internacional José Martí aos 135 profissionais de saúde, integrantes do Contingente Internacional de Médicos Especialistas em Situações de Catástrofes e de Graves Epidemias Henry Reeve.
"Apreço e carinho são os sentimentos que vocês são capazes de gerar; vocês são um arco de triunfo, um exército de homens e mulheres éticos, de profunda moral, que resgatam e salvam vidas, disse o titular da Saúde e se questionou como seria o mundo se todos os seres humanos fossem e actuassem como eles.
Balaguer exaltou o exemplo deste ‘exército de batas brancas’, destacando que o trabalho que desenvolvem constitui um alento de vida e de recuperação do presidente Fidel Castro, criador do Contingente Henry Reeve, formado em agosto de 2005, cuja primeira missão foi no Paquistão.
Transmitiu o orgulho do governo do país diante da opinião das autoridades dessa nação asiática sobre a louvável tarefa humanitária e altruísta realizada por esse contingente de médicos – clínicos gerais, ortopedistas, cirurgiões, especialistas em cuidados intensivos, anestesistas, radiologistas, pediatras, obstetras – e mais o pessoal de enfermagem, técnicos, etc.
O doutor Luis Oliveros – chefe da brigada que trabalhou em dois hospitais integrais de campanha doados por Cuba – explicou que nos três meses deram consulta a 103 mil pacientes, realizaram 773 grandes cirurgias, 2 436 pequenas cirurgias, fizeram 34 partos com zero mortalidade infantil e vacinaram mais de 10 mil pessoas contra o tétano.
Dos 135 integrantes da brigada, 96 cumpriram missão no Paquistão, informou Oliveros, que manifestou em nome do grupo o desejo da pronta recuperação de Fidel e a disposição de partir para qualquer país onde for necessário. ( jornal Granma de 7 de Setembro de 2006)
..........................................................................................................
Num tempo e num mundo em que valores, como a Solidariedade, se encontram pelas ruas da amargura, sabe bem saber( mais uma vez!!!) que aquela pequena/grande Ilha continua a ser o ... Farol do Homem Novo!!!
Nós por cá ... à deriva continuamos!!!

:: enviado por ja :: 9/09/2006 09:52:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, setembro 08, 2006

Gaza : a maior prisão do mundo

“Gaza é uma prisão... Ninguém está autorizado a sair... Estamos todos a morrer de fome”...
É este o título que hoje retém a atenção nas primeiras páginas do diário britânico The Independent... O correspondente do jornal na faixa de Gaza explica que esse território está a morrer... “O cerco israelita é de tal modo apertado que a população não suporta mais a fome... Aqui, nas margens do Mediterrâneo, está a acontecer uma verdadeira tragédia que está a ser ignorada porque o mundo desviou a sua atenção para as guerras no Líbano e no Iraque.
É toda uma sociedade que está a ser destruída. Um milhão e meio de palestinianos feitos prisioneiros na região mais fortemente povoada do mundo. Israel suspendeu todo o comércio. Chegou ao ponto de proibir os pescadores de saírem da praia, o que faz com que eles tentem apanhar algum peixe lançando as redes a partir de terra”...
Vale a pena ler o resto do artigo de Patrick Cockburn que intima o mundo a não ignorar por mais tempo os crimes de Israel contra a população de Gaza.

:: enviado por JAM :: 9/08/2006 11:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Lider comunista assassinado na... Colômbia


Edgar Emiro Fajardo Marulanda, de 48 anos, professor universitário, dirigente do Partido Comunista Colombiano e activista do Polo Democrático Alternativo, foi assassinado no último dia 1 de Setembro, em Bogotá.
O comunista foi alvejado por diversos tiros à entrada do conjunto residencial onde vivia.
Edgar era irmão de Nelson Fajardo, membro do Comitê Central do Partido Comunista Colombiano e também professor em diversas universidades do país.
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Haverá por aí alguém que se indigne?!!!

:: enviado por ja :: 9/08/2006 03:26:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

As FARC, a Colômbia e Ingrid Betancourt

Numa entrevista realizada no dia 18 de Agosto na selva colombiana e publicada no jornal francês Le Figaro em 23 de Agosto, Raul Reyes, o número dois das FARC, afirma que Ingrid Betancourt “está bem, tendo em conta as condições em que se encontra: na selva, com a humidade, os mosquitos e na total impossibilidade de comunicar com a família...”.
Foi pena que ninguém tenha aproveitado a passagem dos representantes das FARC pela Festa do Avante ― Jerónimo de Sousa, por exemplo ― para saber se Ingrid Betancourt e os outros reféns civis sequestrados pela guerrilha comunista vão ser ou não libertados num futuro próximo.
É que as FARC persistem em ligar a sorte dos reféns à dos seus combatentes detidos nas prisões colombianas: “Há vinte anos que existem guerrilheiros presos na Colômbia. Se os guerrilheiros podem passar vinte anos na prisão, os outros também podem”. [sic]
Oficialmente, as FARC declaram-se dispostas a soltar as personalidades detidas, em troca da libertação dos seus combatentes: é o que se designa na Colômbia uma “troca humanitária”. Ora, ainda segundo as declarações de Raul Reyes, “o projecto de troca humanitária está em ponto morto”. As FARC declaram não ter nenhum contacto com o governo do presidente Uribe, que acaba de ser reeleito por mais quatro anos. Por isso, continuam a reclamar a retirada das forças governamentais de dois distritos do Sudoeste da Colômbia, numa superfície de 785 km², para aí se proceder à troca de prisioneiros, exigência em relação à qual Álvaro Uribe sempre se declarou hostil.
É essa a lógica da guerrilha comunista, fruto de duas gerações de suspeição e de guerra, que agora está na origem da onda de indignação lançada pelo Tugir: a lógica das FARC, que põe no mesmo plano os civis que detêm e os seus combatentes presos.

:: enviado por JAM :: 9/08/2006 12:07:00 da manhã :: 5 comentário(s) início ::

quinta-feira, setembro 07, 2006

Um outro olhar da imigração africana

Um site encontrado por acaso nos meus surfs pela Internet.
Apesar da tonalidade burlesca, estilo “negro do rádio de pilhas”, o conteúdo ― um verdadeiro guia da “emigração à la carte” ― dá para reflectir no modo como muitos africanos vêem os europeus e as respectivas políticas de imigração.

:: enviado por JAM :: 9/07/2006 04:13:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, setembro 06, 2006

Espanha: a esperança para escapar à miséria

Quase 900 imigrantes ilegais provenientes de África chegaram terça-feira ao arquipélago espanhol das Canárias: o maior número de chegadas até agora registado em apenas um dia.
É irreal pretender, como tem feito a direita europeia e, com especial veemência, Nicolas Sarkozy, em França, que os fluxos migratórios se podem manter sob um rigoroso controlo estatístico, como se tratasse de contabilizar os turistas ou o número de veículos que atravessam um posto fronteiriço. As características da imigração africana ― massiva, irregular e, em grande parte, controlada por máfias ― impedem qualquer tipo de controlo. E, a isso, há que acrescentar a incapacidade dos países de origem para fazerem face ao problema e o aproveitamento que dele fazem alguns governos para obterem acordos vantajosos com a União Europeia.
Perante a situação alarmante, o presidente do Governo das Canárias pergunta: Quantas vítimas mais serão necessárias, quantas fotos de corpos exaustos faltam, para que a Espanha e a Europa se convençam de que este é um problema que nos afecta a todos e para o qual temos de encontrar uma solução?
A África, sobre a qual caíram os tiranos mais selvagens ― Idi Amin, Mobutu, Bokassa ― os colonialistas mais predadores, os traficantes de escravos, a fina flor da corrupção... essa África, explorada até ao tutano, está agora a dizer à Europa que não pode mais, como há muito tempo vêm alertando as ONGs.
Só que, dar trabalho a tão desmedida quantidade de pessoas é uma utopia. Em vez disso, chegou a altura da União Europeia intervir, implicando-se a fundo, para fazer com que os seus empresários recebam mais incentivos para investir em África, onde as desigualdades, em comparação com o mundo desenvolvido, são vergonhosas.

:: enviado por JAM :: 9/06/2006 11:43:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, setembro 05, 2006

Descascar a cebola


O facto de Gunter Grass ter agora revelado que integrou as Waffen-SS no final da II Guerra Mundial tem levantado muita controvérsia. Como se não fosse preferível mudar para melhor do que mudar para pior, ou, na expressão popular, andar de burro para cavalo em vez de andar de cavalo para burro.
Aqui em Portugal, então... Aconteceu o 25 de Abril e toda a gente passou a ser democrata dos 4 costados, mesmo grande parte dos que tinham comido e calado à mesa da Velha Senhora. Começou a falar-se em socialismo e toda a gente queria ser mais socialista do que o vizinho ― apareceram dúzias de partidos socialistas, comunistas, marxistas-leninistas-maoístas, eu sei lá, cada qual assegurando ser mais radical e revolucionário do que os outros. E, no entanto, descascadas as 1ªas camadas da cebola "revolucionária", apareceram os Acácio Barreiros, os Jorge Coelho, os Durão Barroso, ou, no caso do partido comunista mais antigo e enraizado, as Zita Seabra e os Pina Moura. E, actualmente, meus caros, se tirarmos as camadas superficiais da cebola do português médio, daquele que, no local de trabalho, no emprego, nos cafés, e por tudo quanto é sítio, passa a vida a arengar contra os sucessivos governos e a queixar-se da vidinha, vamos quase sempre encontrar... um dos habituais eleitores do PS e/ou do PSD...

:: enviado por Manolo :: 9/05/2006 10:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, setembro 04, 2006

Ora... Bolas!!!

CASO MATEUS
Depois de a FIFA ter avisado que o «Caso Mateus» tem de estar resolvido até 14 de Setembro, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) fez saber que vai accionar de imediato o mecanismo de «interesse público» das competições nacionais, mesmo que o Gil Vicente não desista dos tribunais civis.
(TSF online 17:13 / 04 de Setembro 06 )
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Que este País tem andado a ser "levado" ao pontapé e à cabeçada, já o sabíamos. Que com tais "jogadores" não vamos a lado algum, ninguém duvida. Agora que as "competições nacionais de football" sejam de "interesse público" ... essa não!!!
Acorda meu povo ... antes que sejas apanhado em "fora de jogo"!!!

:: enviado por ja :: 9/04/2006 09:17:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, setembro 03, 2006

Cinco desejos que não se cumprirão



Cinco coisas que eu gostaria de ver acontecer nos próximos dias, mas que tenho quase a certeza que não acontecerão:
- o debate televisivo entre o Presidente dos States, George WC Bush e o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad;
- o Gil Vicente Futebol Clube a levar até às últimas consequências a sua pretensão de se manter a jogar na 1ª Liga;
- os membros do nosso (salvo seja) Governo a mudarem todos as suas residências para Souselas, ali pertinho da Cimpor;
- o Presidente da União Europeia, Dr. José Barroso, depois de passar pela Universidade de Verão do PSD (o que quer que isso seja) e antes de voltar para Bruxelas, a fazer uma prelecção sobre “a crisofilia em Portugal” a um auditório de desempregados portugueses;
. eu a receber um mail da Scarlett Johanssen a pedir-me por amor de deus para ir passar com ela uma semana (no mínimo) em Jericoacoara.

:: enviado por Manolo :: 9/03/2006 05:44:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, setembro 02, 2006

As explicações de Jostein Gaarder

O professor de filosofia norueguês Jostein Gaarder, autor do célebre romance O Mundo de Sofia, escreveu uma crónica, publicada na edição de 5 de Agosto do jornal Aftenposten, com o título O povo escolhido por Deus, em que atacou duramente Israel pela ofensiva desencadeada sobre o Líbano.
Escreve Gaarder: “Não há retorno possível. É altura de aprendermos uma nova lição: Deixámos de reconhecer o Estado de Israel. Não pudemos reconhecer o regime de apartheid sul-africano e não reconhecemos o regime talibã afegão. E muitos de nós não reconheceram, nem o Iraque de Saddam Hussein, nem as limpezas étnicas dos sérvios. Vamos ter que nos habituar a essa ideia: Na sua forma actual, o Estado de Israel passou à História. Não acreditamos nessa noção de povo escolhido por Deus. Rimo-nos dos caprichos desse povo e choramos pelas suas faltas. Comportar-se como um povo escolhido por Deus, mais do que estúpido e arrogante, é um crime contra a humanidade. Chama-se a isso racismo. [...] ”
Ao escrever que “era moral e historicamente necessário que os judeus encontrassem a sua própria casa”, Gaarder garante que reconhece o “Estado de Israel de 1948, mas não o de 1967”. Afirma ainda que o Estado judeu “pretende mais água e mais povoações. Para o conseguir, muitos desejam, com a ajuda de Deus, uma solução final para a questão palestiniana”.
Como era de esperar, Jostein Gaarder viu-se acusado, na Noruega, na Alemanha e em Israel, de anti-semita e a sua crónica ― sobretudo as referências à solução final e ao não-reconhecimento de Israel ― foi qualificada de “irresponsável”.
O filósofo norueguês diz agora que pela primeira vez na vida começou a olhar para trás das costas. Lamenta no entanto se ofendeu alguém, considera-se um amigo dos judeus e afirma que só quis “despertar Israel” ao denunciar o abuso da religião para fins políticos por parte dos israelitas. Diz ainda que muitos deles pensam que o seu país lhes foi dado por Deus. Isso é ingénuo e perigoso.
Não encontrámos nenhuma tradução portuguesa da crónica de Gaarder, mas achámos as versões em francês e em inglês.

:: enviado por JAM :: 9/02/2006 12:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, setembro 01, 2006

Não há festa ... como esta!!!

Há 30 anos, centenas de milhares de pessoas encheram a FIL concretizando o sonho de fazer em Portugal a Festa do povo, da liberdade, de Abril que se quer cumprido, da audácia de conquistar o amanhã. A obra colectiva então iniciada cresceu e afirmou-se no panorama político-cultural nacional como «a maior, a mais extraordinária, a mais fraternal e humana jamais realizada no nosso País», como afirmou Álvaro Cunhal no comício de encerramento da primeira Festa do Avante!, em 1976. ( Jornal Avante de 31/08/06 )
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Pois é!!! Trinta anos após... e apesar das várias tentativas de destruição... ela aí está!!!
Para desgosto de muito "boa" gente!!!

:: enviado por ja :: 9/01/2006 08:26:00 da manhã :: 3 comentário(s) início ::