BRITEIROS: Novembro 2006 <$BlogRSDUrl$>








quinta-feira, novembro 30, 2006

Absolutamente só

Nunca George Bush tinha sido tão humilhado desde o início da guerra no Iraque. Os neocons ― os principais responsáveis pela operação militar ― foram entretanto substituídos na Casa Branca por republicanos mais realistas. De resto, agora que George Bush está em Amã, em Washington ninguém se preocupa com cautelas retóricas. Patrão fora... É a tal ponto, que a única pessoa que ainda se recusa a falar em guerra civil no Iraque é... o próprio Bush. Mesmo Colin Powell não se coíbe de o declarar abertamente.
Quanto a Robert Gates, o novo patrão do Pentágono, na sessão de respostas às perguntas dos senadores, acaba de criticar a falta de lucidez em toda a estratégia no Iraque dos últimos três anos. Outro escândalo, é o relatório confidencial de Steve Hadley ― o conselheiro para a segurança nacional ― que pôs em dúvida a competência do primeiro ministro iraquiano al-Maliki. Este, ao ter conhecimento do relatório (confidencial, não era???), decidiu anular o encontro com o presidente americano, que estava previsto para ontem ao fim da tarde.
Como se não bastasse, as personalidades democratas e republicanas da Comissão sobre o Iraque, preparam-se para recomendar, em oposição ao discurso presidencial, uma mudança de atitude na gestão do conflito e propor a organização de uma conferência internacional sobre o Iraque, juntamente com a Síria e o Irão.

:: enviado por JAM :: 11/30/2006 05:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Código Laboral

Sabia que está a terminar o período de discussão pública, embora tal não seja motivo de informação relevante na comunicação social nem de Prós e Contras, o Livro Verde das Relações Laborais?
(pode descarregá-lo aqui)

E que foi hoje publicado a Resolução do Conselho de Ministros n.º 160/2006, n.º 231, Série I de 2006-11-30
que cria a estrutura de missão «Comissão do Livro Branco das Relações Laborais»?

Não sabia? Por que será?

:: enviado por RC :: 11/30/2006 12:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Que reforma ??

Quando se começa pela destruição da imagem daqueles de quem se espera que ergam a pouco e pouco, em cada hora e em cada dia, os alicerces do edifício da cultura e do conhecimento que todos desejamos para as nossas crianças e os nossos jovens, que tipo de reforma se pretende? Ou será que tudo isto é apenas um teatrinho de fantoches com que nos querem distrair enquanto o resto da dita europa civilizada se vai divertindo remexendo nos cordelinhos sob o olhar atento dos grandes senhores do dinheiro?

:: enviado por vieira da silva :: 11/30/2006 03:04:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, novembro 29, 2006

“Hesitei até ao último segundo”

O militar letão encarregue de transportar o bolo de aniversário a Jacques Chirac [à esquerda na foto (o militar, não Chirac)], confessou ao Briteiros ter hesitado até ao último segundo se lho atirava à cara ou não. “Tenho muitos amigos franceses que não têm parado de me telefonar a pedir para o fazer”, disse. Acrescentou ainda que, quando viu a expressão de Chirac, sentiu um pequeno impulso involuntário no braço direito. “Só a minha formação de militar permitiu conter-me. Pensei na minha família, na carreira e no Polónio 210”, tendo-se depois recusado a prestar mais declarações.

:: enviado por U18 Team :: 11/29/2006 09:27:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Cabeçadas ao governo

Do que a seguir transcrevemos fica bem patente o clima que se vive nas nossas forças armadas. Afinal a reprovação das chefias militares ao "passeio" dos militares talvez não seja tão evidente como alguns quiseram fazer parecer...


"Os chefes militares, através da carta de Mendes Cabeçadas a Severiano Teixeira, lembram que é a própria lei que estabelece a «consagração de especiais direitos, compensações e regalias, designadamente nos campos da segurança social, assistência, remunerações, cobertura de riscos, carreiras e formação».

Por isso, escreve o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, «não se afigura sustentável, com o atractível argumento da igualdade de sacrifícios exigidos a todos os cidadãos, cercear os escassos benefícios concedidos aos militares».

«A apreensão das chefias militares aumenta com a percepção que têm do clima de perturbação que existe no meio militar, começando pelas medidas respeitantes aos descontos dos subsistemas de saúde que, aliás, por razões que se desconhecem, são mais gravosas que as previstas para as forças de segurança», refere a carta.

Mendes Cabeçadas lembra que já em Março alertara o ministro «para o clima de insatisfação e mesmo de frustração que se estava a gerar no meio militar, não se dispensando as chefias militares de esforços para minimizar o impacto negativo desses sentimentos e conter quaisquer medidas contestatárias»."

:: enviado por RC :: 11/29/2006 08:11:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Vladimir Putin

"Ao todo são já cinco os locais onde foram detectados vestígios de Polónio 210 o veneno que matou o ex-espião russo. [...] O ministro da Administração Interna, Jonh Reid, confirmou que foram encontrados sinais de Polónio 210, na casa do ex-agente, no hospital onde esteve internado, bem como no restaurante e no hotel onde esteve no dia em que se começou a sentir mal, a 01 de Novembro."

"Vestígios de polónio 210 foram encontrados em dois aviões da British Airways."


:: enviado por RC :: 11/29/2006 07:56:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Santana Castilho

Do blog ocartel.blogspot.com
transcrevemos o seguinte post que se nos afigura de particular relevância.

"Director da Pontos nos ii alega intervenção nos conteúdos

Lusa| 2006-11-28

O director da revista mensal sobre educação Pontos nos ii, desenvolvida pela Texto Editores, afirma que a editora decidiu interromper a publicação na sequência de divergências sobre os conteúdos editoriais.

Em declarações à agência Lusa, Santana Castilho afirmou que a administração da Texto Editora pretendeu intervir nos conteúdos da revista Pontos nos ii, considerando esta atitude "lamentável e pidesca".

"Uma atitude censória da administração, que não tem noção de um jornalismo sério e da responsabilidade de informar com isenção", reforçou o responsável, que também lecciona no Ensino Superior.

Contactada pela Lusa, a administração da editora afirmou "não ter nada a declarar" sobre esta situação.

O director do título acusou igualmente a administração da Texto Editores de ter eliminado "todos os registos informáticos" do próximo número da revista.

"Hoje de manhã, íamos introduzir as últimas modificações do próximo número [com capa de Dezembro] e verificámos que todos os registos informáticos tinham sido apagados dos computadores", explicou.

Santana Castilho afirmou que contactou a administração e a direcção de produção da editora para tentar esclarecer esta situação, mas, até agora, não teve qualquer resposta pelo que a equipa da revista desistiu de terminar o próximo número da publicação e apresentar a situação à Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

De acordo com o responsável, as divergências com a administração tiveram início antes da publicação da edição de Setembro, que continha, entre outros assuntos, um artigo sobre a política na área da Educação do actual Governo, uma reportagem sobre um dicionário da editora Verbo e um texto do professor universitário César das Neves sobre a actividade das editoras escolares.

Santana Castilho explicou à Lusa que um dos administradores da Texto Editores solicitou ver o número antes de ser enviado para a tipografia.

"Um pedido que recusei", afirmou o director, acrescentando que, alguns dias mais tarde, outro elemento da administração o criticou por ter uma "postura extremamente democrática" perante os jornalistas da revista e que estava "desgostado com o número".

"Nunca fomos uma newsletter da Texto Editores", reforçou Santana Castilho, salientando que sempre defendeu que "uma coisa era a propriedade da revista e outra coisa era a responsabilidade editorial".

Após algumas reuniões, a administração da editora decidiu que iria interromper a revista e que ia assegurar a sua edição só até ao final do ano, tendo prometido ceder o título ao director.

A revista mensal Pontos nos ii foi lançada em Janeiro deste ano, tendo sido apresentada como um projecto editorial inteiramente dedicado à temática da Educação.

O título surgiu de uma parceria entre a Texto Editores e o jornal Público, que distribuía mensalmente a revista.

posted by brit com @ 1:34:00 AM "

:: enviado por RC :: 11/29/2006 01:05:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, novembro 28, 2006

Pontos nos ii...

Acabou-se. De qualquer modo vale a pena ler o que resta na Net dos onze números publicados.

http://www.pontosnosii.pt/


Veremos se Santana Castilho continua a escrever no Público...


:: enviado por RC :: 11/28/2006 10:16:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Rir é preciso 2


:: enviado por RC :: 11/28/2006 09:38:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Rir é preciso 1


:: enviado por RC :: 11/28/2006 09:37:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Israel e o lobo

Amparando-se num princípio característico dos processos inquisitoriais, nos quais a responsabilidade dos pais recai sobre os filhos, ou a dos filhos sobre os pais, como sucede neste caso, Israel tem vindo a executar, contra as famílias dos terroristas suicidas e os seus bens, o castigo que estes, com a sua morte, não poderiam receber. Nos últimos tempos, a destruição estendeu-se, para além disso, às casas a partir das quais, segundo o exército israelita, foram lançados mísseis ― mais de uma centena, nas últimas semanas ― contra os colonatos e as populações do outro lado da linha verde.
Graças ao Comité contra a Demolição de Casas, e graças à reacção de alguns israelitas como Jeff Halper, é possível compreender melhor o que está em jogo: denunciar a desumana crueldade deste tipo de sanções que, além da flagrante violação das Convenções de Genebra, nada tem a ver com a justificação dos atentados suicidas, nem dos ataques contra as populações civis, quer elas se encontrem de um lado ou do outro da fronteira.
Executar um castigo bárbaro em resposta a um crime bárbaro não é um acto de justiça, mas sim a generalização da barbárie.

José María Ridao, El País, 27 de Novembro. O artigo integral, aqui.


:: enviado por JAM :: 11/28/2006 07:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O PNL

Na minha actividade de musculação do polegar a que alguns chamam zapping, fui ter a uma entrevista de Maria João Avillez (a tal que consegue entrevistar a irmã durante uma hora sem nunca mencionar o parentesco) à Ministra da Educação e mais duas senhoras de que não retive o nome. Tratava-se de discutir o Plano Nacional de Leitura. Como gosto de ler, fiquei. O problema parece grave: os portugueses, especialmente os jovens, lêem pouco e, pior ainda, não percebem o pouco que lêem. Dito assim, assusta. Anda o Governo a escrever mensagens nos maços de tabaco e, depois, a maior parte da população não as sabe interpretar.
Como cheguei quase no final da entrevista, não percebi bem qual era o Plano. Felizmente há um site. E que diz o site? Diz que o PNL é um desígnio nacional! E propõe-se fazer o quê para atingir esse desígnio? recomendar livros para os alunos e as famílias lerem em casa (embora desconfie que só uma família destruturada conseguirá ler em conjunto as primeiras 300 páginas do Tolkien), criar bibliotecas nas escolas e obrigar os alunos a ler na sala de aula a fim de criar um “clima” favorável à leitura. Tudo isto com mecenas, patrocinadores, parceiros, comissões e apoios de jornalistas e escritores.
Longe de mim ser contra este desígnio nacional. Serei sempre o ultimo a afirmar que a leitura não é essencial e, pelo caminho que isto vai, o País arrisca-se a ter um dia mais escritores do que leitores. Espero sinceramente que o PNL seja um sucesso e que num futuro próximo se possa assistir nas bancadas de um Sporting-Benfica a discussões sobre a obra de Nietzsche e a influência de Saramago no falhanço da grande penalidade.
Só me espanta um pouco que seja necessário um Plano Nacional para criar bibliotecas nas escolas, na medida em que julgava que as bibliotecas já faziam parte das infra-estruturas escolares. Mesmo sem Planos, mecenas ou comissões. E também tenho algumas dúvidas se “obrigar” alguém a ler seja o melhor caminho para se gostar de literatura mas isso já deve ser um problema meu.
Pessoalmente, julgava que algumas medidas mais pacatas do género ensinar os alunos a ler e a escrever correctamente na primária mesmo que para isso aprendam um pouco menos de mecânica quântica, publicação de livros de bolso baratos a seguir à primeira edição como fazem os ingleses, ser intransigente na denuncia de certas traduções, vergastar na praça publica quem queira implementar o TLEBS, evitar que tanta gente viva em limiares de pobreza que façam com que a leitura seja a ultima das suas preocupações e mais umas coisitas assim com menos "visibilidade", seriam porventura mais eficazes.
No entanto, quero deixar aqui uma palavra para as pessoas da Comissão do PNL: continuem. Com a quantidade de gente envolvida nas comissões, nos apoios, nos mecenas, o Plano já assegura a edição de 2 milhões de livros. Facilmente.

:: enviado por U18 Team :: 11/28/2006 02:15:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Medeiros Ferreira

Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro, faz parte das minhas leituras quotidianas. A sua capacidade de ir directo ao assunto com uma perspicácia rara nos nossos tempos, nunca deixa de me agradar. Desta vez temos o início da desmontagem de modas políticas. Comparar Portugal com a Dinamarca só pode ser razoável para quem seja total e descaradamente ignorante das histórias, culturas e identidades dos dois povos...

Leia a Flexi-insegurança e esperemos pela continuação.

:: enviado por RC :: 11/28/2006 12:50:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um aperto de mão já não basta...

"Em comunicado hoje divulgado, a federação afirma ter identificado diferenças entre o texto aprovado pelo Governo na passada quinta-feira e a versão final do Estatuto que o Ministério da Educação (ME) apresentou aos sindicatos na última reunião de negociação suplementar, há uma semana."

:: enviado por RC :: 11/28/2006 12:46:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Um novo Ministério

Fica aqui uma proposta de criação de um novo Ministério aquando da próxima renovação governamental: o Ministério da Amamentação!
É que com tantos casos como Narciso, Valentim, M. Amaral, F. Gomes e tantos outros começa de facto a ser necessária uma coordenação eficaz da função!

:: enviado por touaki :: 11/28/2006 12:06:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, novembro 27, 2006

A Suiça com um pé dentro e outro fora

Os suíços votaram ontem “sim” no referendo destinado a confirmar a decisão do parlamento helvético de conceder um fundo de coesão de mil milhões de francos suíços (630 milhões de euros) aos dez novos países membros da UE. Tratou-se de um voto crucial para a conclusão do acordo bilateral, depois dos suíços terem rejeitado a adesão à UE, em Dezembro de 1992.
Com o voto de ontem, a Suiça mostrou que pode estar fora da UE e, ao mesmo tempo, contribuir para o seu desenvolvimento. Para além disso, esta é a segunda vez que os suíços se pronunciam a favor da adesão dos dez novos países membros ― a primeira foi em Setembro de 2005, quando confirmaram a extensão aos 25 dos acordos bilaterais assinados com os 15. Diga-se de passagem, que nenhuma instituição democraticamente eleita da UE se pronunciou, até hoje, nem a favor nem contra a adesão dos novos Estados membros.
Os suíços já permitem a utilização do euro na maior parte dos seus grandes estabelecimentos comerciais, nos correios e nos comboios. Isso, juntamente com a circunstância de ter aderido aos acordos de Schengen e Dublin, faz com que a Suiça seja, na prática, mais “europeia” que a Grã-Bretanha. Nesse contexto, o facto de Bruxelas não fazer qualquer esforço para persuadir a Confederação Helvética a aderir a uma nova UE a 28 não deve ser totalmente alheio à existencia do segredo bancário, tão incriminado, mas que tanto jeito vai fazendo a alguns!...

Vale a pena ler também a análise do ― sempre bem informado ― cronista dos Bastidores de Bruxelas. A questão que se põe é: de que forma votariam os franceses (ou os holandeses ou até mesmo os portugueses) se lhes perguntassem em referendo se estariam de acordo em financiar o desenvolvimento dos antigos países do bloco soviético?

:: enviado por JAM :: 11/27/2006 11:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quando o sensacionalismo fica debaixo de água

Num telejornal qualquer, um repórter qualquer (podem por o nome do canal ou do jornalista que quiserem, não varia muito) perguntava a um habitante de uma aldeia inundada se esta tinha sido a maior cheia de sempre. O entrevistado riu-se e respondeu que não, que já tinha visto muito pior e que esta cheia até nem tinha sido grande coisa. A resposta não convinha. Não tinha “impacto”. O repórter insistiu: e, apesar de não ter sido a maior cheia de sempre, as águas não teriam subido a uma velocidade nunca vista? Também não. Subiram como sobem em todas as cheias. O repórter desistiu. Parecia confuso.
Apesar do aquecimento global, de ninguém cumprir os acordos de Kyoto e de continuarmos a andar de carro, há catástrofes naturais que continuam a ser normais. Sem serem as maiores, as mais violentas ou as mais mortíferas. Sem lenha para o sensacionalismo.

:: enviado por U18 Team :: 11/27/2006 09:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Boas-vindas

Mais dois "briteiros" se nos juntam neste espaço. Ao A. Vieira da Silva (A. para evitar confusões) e ao Francisco Messias só posso desejar que este nosso espaço de diálogo e de desabafo lhes dê o prazer que me tem dado a mim. Nestes mais de dois anos na "blogoesfera" o Briteiros tem honrado a herança genética com que nasceu. É um espaço de liberdade e de troca de opiniões e novidades, onde todos os visitantes podem comentar sem censura.
Aproveito para divulgar a excelente página pessoal do AVS que nos transporta para tempos em que os sonhos estavam mesmo ao alcance da mão... Hoje, como ontem, talvez como sempre, "o tempo é de guerra"...



:: enviado por RC :: 11/27/2006 07:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Ver mais uma vez Cesariny


Clique sobre a imagem

Cesariny é a geração que já não vê na literatura uma entidade respeitável, um universo ao abrigo das catástrofes do mundo, a “coisa em si” que é objecto da história da literatura. Ele vê-a como uma coisa, a coisa mais radicalmente apta para exprimir a ausência de significação do mundo e ser o instrumento explosivo da sua destruição interna. É a linha do Rimbaud de Saison en Enfer, de Orpheu, de André Breton.

Eduardo Lourenço, O Desespero Humanista de Miguel Torga e o das Novas Gerações


:: enviado por JAM :: 11/27/2006 04:54:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um país, um atoleiro! (3)

É fartar vilanagem!!!!

De acordo com notícia da SIC:

Recomendação do Tribunal de Contas
Em causa cartões de crédito atribuídos no Metro do Porto a administradores não executivos


Existem certas instituições que se revelam muito generosas para com os seus servidores. Neste caso um de cada cor para ninguém se zangar! De qualquer forma não deve ser só aqui!
É bom que o "bom povo" vá sabendo destas figuras e figurões!

:: enviado por touaki :: 11/27/2006 03:57:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Maria de Lurdes Rodrigues

Segundo a Senhora Ministra da Educação Nacional, os "bons" professores portugueses estão de acordo com isto.

Faça o download, leia e não se abstenha de emitir opinião.


"Com este ECD a essência da profissão docente é grosseiramente abastardada, as condições de exercício da profissão docente são efectivamente degradadas, os salários dos professores serão drasticamente reduzidos, vários anos de serviço cumprido pelos docentes são injustamente sonegados, as legítimas expectativas da grande maioria dos docentes ficarão definitivamente frustradas.

Como a FENPROF tem afirmado, este Estatuto da Carreira Docente imposto pelo ME será responsável pelo agravamento da profunda crise que já hoje perpassa pela Escola Pública Portuguesa. Será gerador de novos e graves focos de instabilidade, provocará mais instabilidade, contribuirá para acentuar a degradação da qualidade do ensino. Para os professores, terá também consequências directas que serão muito negativas, designadamente contribuindo para o desemprego de mais de 5.000 dos actuais contratados, colocando mais de 20.000 docentes à porta dos "supranumerários" e fazendo aumentar a instabilidade profissional de dezenas de milhar de professores e educadores integrados em quadros de escola que serão eliminados. "

:: enviado por RC :: 11/27/2006 01:22:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um país, um atoleiro! (2)

In Jornal de Notícias de 25.11.2006

Fraudes com combustíveis custam 28 milhões euros/mês

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Amaral Tomaz, afirmou hoje em Barcelos que o Estado perde mensalmente 28 milhões de euros com a fuga ao imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) por parte de revendedores de combustíveis. O governante avisou que "o Governo está atento à fraude e vai atacá-la incisivamente", sublinhando que "o Estado cobra, por mês, entre 250 a 280 milhões de euros através do ISP e que a fraude fiscal, neste domínio, se contabiliza em dez por cento do imposto". Amaral Tomaz falava na sessão de encerramento das jornadas da Escola Superior de Gestão, do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, com sede em Barcelos. O secretário de Estado disse também que "há camiões a carregar botijas de gás em Espanha para revenda em Portugal" e "camiões-cisterna 'brancos' a transportar combustíveis do estrangeiro para postos de abastecimento portugueses que fogem às alfândegas".

É de crer que possamos dormir descansados! Desta vez é que o governo vai resolver e combater esta forma de "contrabando" da moderna União Europeia. Se o estado perde por ano qualquer coisa como 300 milhões de euros no gás e na gasolina (cerca de 20% do défice das contas públicas) e como desde 1986 existe a livre circulação de pessoas e bens dentro da União é fácil descobrir que ao longo destes 20 anos alguém se andou a "encher". Mas não vai haver mais problema e o défice será sanado porque desta vez o governo vai "deitar mão" a esses malvados.

:: enviado por touaki :: 11/27/2006 12:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A autoridade do ESTADO

Todos os dias há um militar da GNR agredido em serviço. Esta é a conclusão das estatísticas do Comando-Geral da GNR, a que o CM teve acesso, que revelam que, só este ano, foram agredidos 307 elementos da Guarda, 15 foram atropelados por condutores em fuga e dois morreram no cumprimento das suas funções.

Vamos bem...

:: enviado por RC :: 11/27/2006 08:33:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

domingo, novembro 26, 2006

Um país, um atoleiro! (1)

De Eduardo Dâmaso, no seu editorial do Diário de Notícias de 25 de Novembro, retiramos mais uma pequena pérola sobre este país onde nada cresce, tal o lodaçal onde está mergulhado. Tudo isto a propósito de uma muito apressadamente recém-aprovada urbanização, em Marvila, pela Câmara Municipal de Lisboa, em lugar seleccionado para o futuro TGV. Bem, nada cresce não é bem assim!... ainda há alguma coisa que medra:

"Antes de chegar à discussão sobre a inviabilização de um dos corredores possíveis do TGV, há a questão urbanística e terá sido apenas por ela que a oposição votou contra o projecto. Pelo TGV é óbvio que a câmara poderia ter tido outra opção, mas o Governo também deveria ter sido mais enérgico e activo, sabendo que a tramitação do projecto se aproximava do fim.
Agora, no meio de toda esta embrulhada, só há uma coisa que é certa: Lisboa não ganhou nada com esta aprovação do projecto, o país também não, mas há um construtor e promotor imobiliário que adquiriu direitos de construção consolidados que lhe darão sempre lucros fabulosos quer venham sob a forma de apartamentos vendidos ou de indemnização paga pelo Estado português."


:: enviado por touaki :: 11/26/2006 10:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

E os portugueses????


"Nous demandons la revalorisation et la reconnaissance de nos métiers. Nous exigeons des missions claires à moyen terme et la fin du harcèlement textuel au quotidien, sans hiérarchisation des tâches", a-t-il ajouté. Philippe Guittet a également pointé "la judiciarisation" de la vie scolaire, le "développement de la violence" à l'école, les "manifestations de plus en plus dures des lycéens", et "le consumérisme des parents d'élèves" qui "contestent les notes de leurs enfants, les punitions prises à leur encontre, leur orientation, etc".

Ora aí está algo impensável na nossa santa terrinha. Milhares de elementos dos "conselhos executivos" das escolas francesas que se manifestam...

Por cá tudo vai bem?

:: enviado por RC :: 11/26/2006 09:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O trabalho já não dá saúde

As doenças no meio profissional ― cada vez mais, de ordem psicológica ― e o correspondente absentismo estão em franco progresso nas empresas e administrações. No actual cenário de grande concorrência e competitividade, a pressão sobre os trabalhadores aumenta em proporção e as exigências são cada vez mais duras de suportar para os indivíduos.
Mas, para o Prof. Philippe Davezies, da Universidade de Lyon-1, o problema não é bem esse. Pelo contrário, o que se torna insuportável é o facto de estarmos, cada vez menos, face a suficientes exigências. Porquê? Porque a noção da qualidade requerida mudou. A excelência, para um trabalhador, é o trabalho bem feito. Para o patrão, não. Aos olhos do chefe, o critério decisivo da qualidade consiste em responder às exigências do mercado, nas melhores condições, ou seja o mais rápido possível e ao mais baixo custo. Nos tempos que correm, a excelência deve ser apenas q.b. Se a dignidade do profissional lhe pede para se esforçar o mais possível, ele corre o risco de fazer demasiado e de não se contentar com o “quanto baste” para vender. É certo que ele satisfaz as suas exigências pessoais, mas... não é isso que se lhe pede.

Continue a ler O trabalho já não dá saúde.

:: enviado por JAM :: 11/26/2006 07:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

"Oportunismos" ou um país que é um atoleiro

Um editorial do DN que é oportuno. Do "pântano" ante-Guterres ao "atoleiro" de Sócrates. Qualquer dia haverá uma "Aljubarrota"!(?)


:: enviado por touaki :: 11/26/2006 06:54:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, novembro 25, 2006

A violência nas escolas

Como se vê, não é só cá e tem a ver com o tipo de sociedade em que agora predominantemente se vive pelo mundo fora: uma sociedade competitiva (não estamos sempre a ouvir falar de competitividade?) que se diz solidária apenas "para inglês ver", para disfarçar. Todos temos culpas no cartório, porque habitualmente trocamos o nosso (ainda que débil) poder de fazer qualquer coisa para melhorar a colectividade por vinte e cinco tostões de aumento de salário e uma promoçãozita na carreira (com mais vinte e cinco tostões...). Como bem dizia o outro: Quando somos jovens, queremos salvar o mundo; quando passamos a adultos, já ficamos satisfeitos se salvarmos 1/10 do nosso vencimento mensal. Ou como dizia a canção: "Não confie em ninguèm com mais de 30 anos..."

:: enviado por Manolo :: 11/25/2006 10:23:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Recomenda-se

Recomendamos a visita a http://www.lightamillioncandles.com/

:: enviado por RC :: 11/25/2006 10:02:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Na caixa do correio

(clic na imagem para aumentar - autor desconhecido)

:: enviado por RC :: 11/25/2006 09:08:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Excelente


jerome murat
Uploaded by segalier


Recomendado pelo Francisco Messias

:: enviado por RC :: 11/25/2006 08:36:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Na caixa de correio

"Colegas e alunos,

No dia 28 de Junho de 2004 na sala 133 do Colégio Luís António Verney na realização de orais sobre os trabalhos desenvolvidos na Disciplina de Geologia do Ambiente um aluno (R… R…, nº 15 617) apresentou-me um trabalho que não respondia ao tema proposto e muito clara e notoriamente não tinha sido realizado por este.

Ao informá-lo que reprovara e que teria de voltar na época de Recurso a reacção do indivíduo foi violenta, ofensiva e agressiva. Não me agrediu fisicamente apenas porque alguns colegas, à força, o impediram e o levaram para fora da sala de aula. As ameaças continuaram a ser gritadas durante largos minutos no corredor.

Nunca antes tinha tido qualquer situação conflituosa com este indivíduo, fora da Universidade de Évora ou nas aulas, até porque a poucas aulas foi.

Passadas cerca de duas horas o individuo regressou à sala, onde ainda decorriam orais, e repetiu a cena. Alguns dos alunos, colegas, nesse mesmo dia, avisaram-me para levar a situação muito a sério e ter muito cuidado. Recebi dezenas de ameaças e ofensas por via telefónica e de viva voz, às vezes, aos gritos, na rua. Nos dias seguintes eu e a minha família fomos perseguidos e ameaçados de forma tão grave e séria que a policia me protegeu.

A confiança desde indivíduo que algo o protege é tal que assina as mensagens, identifica-se por voz e na inquirição da Polícia confirmou o meu depoimento.

Fiz uma exposição ao Reitor, outra ao Departamento a que pertenço. Nessa altura formulei duas queixas – crime. Uma delas já foi a julgamento e condenou o arguido.

Em Outubro desse ano (2004), no recomeço das aulas, pela insegurança que senti meti baixa médica. Entretanto, passados alguns meses, a 9/11/2004 uma Comissão de Inquérito designada pelo Reitor inquiriu-me. Como estava perante três senhoras, por vergonha e pudor, em pronunciar, tive que escrever as ofensas e ameaças que estava a receber. O indivíduo não compareceu perante a referida Comissão. Não conheço a conclusão desse inquérito, se a tem?

Entretanto continuei a receber o mesmo tipo de ameaças e, cerca de um ano mais tarde (2005) – por altura das notas do semestre par, estas aumentaram muito de tom e tornaram-se bastante mais persistentes e graves, envolvendo a minha família e mesmo o meu falecido pai. Formulei nova queixa – crime onde as ameaças foram registadas.

Na sequência escrevi uma missiva ao Reitor onde relatava os mais recentes (2005) acontecimentos e pedia um ponto da situação. Nunca me foi dada qualquer resposta.

Entretanto este indivíduo continuava e continua a frequentar a Universidade como se nada fosse.

Há cerca de 3 ou 4 meses (2006) as ameaças aumentaram novamente de tom. As chamadas telefónicas chagaram a ser duas dezenas numa noite, normalmente de madrugada.

No dia 16 de Outubro último, pelas 15 horas, junto ao portão do Verney fui agredido pelas costas, repito, pelas costas, derrubado, e quando no chão esmurrado e pontapeado por este indivíduo. Recebi tratamento no Banco de Urgência do Hospital Espírito Santo. No dia seguinte apresentei a quarta queixa-crime na Policia. No dia 18 de Outubro fui observado pela equipa médica de peritos que confirmaram as lesões e a causa. No dia 22 tive que voltar ao Banco de Urgência Hospitalar porque as feridas internas na boca se agravaram e me davam dores horríveis.

Desde então nunca mais consegui dormir uma noite tranquila o que me levou, no dia 23 de Outubro a procurar o médico de família. Nessa consulta aceitei a baixa médica que os outros clínicos já me tinham aconselhado e que tinha recusado.

A minha indignação não se limita “ao professor agredido”; quem me conhece sabe como prezo a cidadania. Como cidadão não me conformo em viver numa sociedade em que um individuo tem um comportamento destes impunemente. Não aceito pertencer a uma instituição que tolera passivamente, não compreendo à luz de quê (?), este tipo de situações.

Entretanto este indivíduo continua a frequentar e a receber aulas como se nada fosse, um dia destes será Engenheiro Geólogo.

Afirmo:
  • este individuo não tem capacidade intelectual para conseguir obter aprovação numa única disciplina na Universidade.
  • o meu “erro” foi e é ter resistido aos métodos seguidos pelo indivíduo. (muitas vezes me disse que apenas queria uma nota de dez e que ficaria tudo bem)

Pergunto:

  • como justifica a Universidade de Évora tamanha inércia com um assunto tão grave?
  • como chegou até aqui? (julgo que terá mais de metade da licenciatura feita)
  • o que tem de acontecer mais para a Universidade de Évora tomar uma posição conforme?
  • o que devo fazer quando me cruzar com este individuo num corredor da Universidade de Évora ?

Todas estas questões têm resposta e nomes.

Como se torna evidente quis, até agora, preservar a academia de tamanha monstruosidade, esperei dois anos e meio, vou até onde for necessário.

Carlos Alberto Cupeto"

in http://maisevora.blogspot.com/2006/11/violncia-sobre-professores-chega.html


Mariano Gago, pelo silêncio olímpico que o vem caracterizando, dirá como a sua colega Ministra da Educação que quem tem medo compra um cão, ou melhor, chama a polícia...


:: enviado por RC :: 11/25/2006 02:35:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

No tempo das borboletas

Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal foram três mulheres de Ojo de Agua, aldeia da pequena província de Salcedo, na República Dominicana. Essas três irmãs foram torturadas e assassinadas por agentes dos serviços secretos militares de Leónidas Trujillo ― uma das mais férreas ditaduras da América Latina ― por defenderem os direitos das mulheres e as liberdades políticas. No dia 25 de Novembro de 1960, foram encontradas cobertas de sangue, no fundo de um barranco, após terem sido estranguladas e despedaçadas. Em homenagem às três heroínas, o dia 25 de Novembro foi declarado, pela Assembleia-geral da ONU, Dia Internacional da Não-violência contra as Mulheres.
As irmãs Mirabal são também conhecidas e representadas como as “Mariposas”, por ter sido esse o nome secreto de Minerva nas suas actividades políticas clandestinas contra a tirania Trujillista. Pedro Mír (poeta nacional dominicano) utilizou esse nome no seu poema “Amén de Mariposas” e a escritora Julia Álvarez intitulou o seu livro, baseado na vida das valentes irmãs, “En el tiempo de las mariposas”.

Diariamente, são violados, em todo o mundo, os direitos humanos de muitas mulheres, que sofrem a violência em todas as suas facetas: física, sexual e psicológica. Isso acontece, quer no âmbito familiar (maus tratos, abuso sexual, violação), quer no contexto socio-económico e religioso (mutilação genital feminina, exclusão social, exploração laboral e sexual).
Durante anos, estas manifestações de violência foram consideradas da esfera privada. Foi para modificar essa realidade que as Nações Unidas instituiram que “a violência contra as mulheres é um grave problema para os Estados, porque é um atentado contra os direitos humanos e um obstáculo ao desenvolvimento dos povos”.

:: enviado por JAM :: 11/25/2006 11:05:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, novembro 24, 2006

Orgasmo global

Ora aí está uma ideia original. Variante do "Make babies not bombs" o "site" http://www.globalorgasm.org/ vem propor a todos uma actividade que, segundo eles, produzirá um pico de energia positiva no dia 22 de Dezembro, solstício de Inverno.


:: enviado por RC :: 11/24/2006 01:17:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, novembro 23, 2006

O cinema francês perdeu um dos seus grandes

Rei e espadachim, juiz e pedófilo, polícia e bandido, sedutor e poeta, Philippe Noiret foi tudo isso, ao longo de 125 filmes dirigidos por respeitáveis cineastas. Gostava de cavalos, de sapatos e de charutos.
Philippe Noiret foi um exemplo de fidelidade: mais de 30 anos na mesma casa de campo, perto de Carcassonne; mais de 40 anos casado com a actriz Monique Chaumette; mais de 50 anos de uma carreira repleta de sucessos.
O cinema francês perdeu hoje um dos seus grandes.

:: enviado por JAM :: 11/23/2006 11:56:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

100 000

Tão entretidos estamos que nem demos por ela. Cem mil visitas e eu entretido a ler o que vocês se lembram de escrever. Pelos vistos não somos só nós...

(História da imagem)

Não, não é uma conferência de imprensa dos colaboradores do Briteiros. Por enquanto ainda podemos continuar fora do anonimato...

:: enviado por RC :: 11/23/2006 09:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Revistas

Quando calha, compro a Playboy - como compro a National Geographic: gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.

:: enviado por Manolo :: 11/23/2006 07:21:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Bico calado

"Os militares que convocaram a manifestação de protesto, ora proibida, acham que podem fazer um "passeio", porque -- dizem eles -- não é uma manifestação. Mas, então, o dito "passeio" colectivo para que é? Para tomar ar e espairecer!?
Ai do poder civil que consinta manifestações militares!"

VM já não acha que os soldados são filhos do povo

Vamos lá prometer um futuro que seja parecido ou igual ao passado. São as promessas mais fáceis de cumprir.

Grave, mesmo grave, é que tantos sintam razões para protestar...

:: enviado por RC :: 11/23/2006 06:13:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Deep, deep trouble...



Iraque, Novembro de 2006:
Se correr, o bicho pega...
Se ficar, o bicho come...


:: enviado por Manolo :: 11/23/2006 01:11:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, novembro 22, 2006

Viva a prevenção rodoviária... dinamarquesa

Qualquer sistema de prevenção rodoviária reconhece que é essencial prevenir a velocidade excessiva, sobretudo dentro das localidades, pois o excesso de velocidade está relacionado com um número significativo de acidentes graves, que envolvem sobretudo peões. Muitos condutores têm tendência para ignorar os sinais de limitação de velocidade, o que faz com que, nas estradas portuguesas, proliferem os impopulares sistemas automáticos integrados de detecção e controlo da velocidade, associados a sinais luminosos.
Os dinamarqueses encontraram uma solução bem mais atraente para o problema. O único risco é que os automobilistas parem e depois... se recusem a seguir viagem.


:: enviado por JAM :: 11/22/2006 09:47:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Bilhete para o meu amigo professor Manuel Carneiro

Eu gosto desta Ministra da Educação... Da forma como sorri e como olha de frente quando nos fala dos Professores que não se esforçam o suficiente para tomar conta dos meninos durante o dia inteiro nas suas escolas. Com a sua apurada sensibilidade percebeu logo desde o início que a grande reforma da educação de que este país necessita é reduzir urgentemente o número de professores. E, no entanto, de vez em quando aparece com aquele ar de sofrimento mal contido porque reconhece que não é ainda esta a solução ideal para a resolução dos problemas da educação em portugal. Porque, a boa senhora sabe que tudo será finalmente resolvido quando os professores tiverem a humildade e honestidade intelectual para enfiarem os livros e os apontamentos (e tudo o resto de documentos e material que têm o vício de organizar em casa para pretensamente ensinar os alunos) no contentor mais próximo da escola onde leccionam. Os professores deverão cada vez menos perder tempo com a transmissão de conhecimentos (umas dezenas de computadores e umas ligações à internet em banda larga terão maior eficácia e a custos mais baixos) e devem é ser requalificados de forma a se tornarem capazes de tomar conta das crianças e dos adolescentes durante todo o dia dentro da escola. Só assim será possível que os pobres pais (que tanto se esforçam por fazerem dos seus filhos os futuros cidadãos deste país) possam dedicar-se ao trabalho nos seus empregos com aquela produtividade que tanto falta para que a economia se desenvolva. Por isso a grande estratégia deste governo (pela voz autorizada da sra. ministra e seus secretários de estado) de avançar sem a participação activa dos professores (como querem alguns pseudo-democratas da "esquerda empedernida" ― expressão feliz do dr. antónio vitorino na rtp). As escolas não necessitam obrigatoriamente de professores, mas de muros e gradeamentos e portões e talvez uns pavilhões polivalentes para substituição das aulas actuais por aulas de um qualquer outro estilo inovador que se hão-de inventar no sossego de um dos gabinetes do ministério longe da agitação corporativista dos professores e seu sindicatos.
É por tudo isto e muito mais de que não me recordo que eu gosto desta ministra da educação com o seu sorriso suave e o seu olhar transparente que me sossega a alma...


― ó sr. dr., afinal quando é que tenho alta??



vieira da silva

:: enviado por vieira da silva :: 11/22/2006 03:22:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

terça-feira, novembro 21, 2006

All we need is Money

Só dois dos Beatles estão ainda vivos pelo que é pouco provável que façam novas canções, não é verdade? Já saíram todas as compilações, versões e canções “desaparecidas” possíveis, certo?
Errado. Mesmo a tempo das prendas de Natal, saiu ontem mais um disco dos Beatles que dá pelo nome de “Love”. São os velhos êxitos em versão “remasterizada”, ou seja, passadas ao computador pelo Sr. George Martin & Filho.
Parece que os críticos e os fans de menos de 40 anos gostaram. Eu nem por isso. Quando quiser ouvir canções dos Beatles “remasterizadas”, prefiro abanar a aparelhagem, pisar os CDs antes de os escutar ou utilizar um botão que provoca umas distorções magníficas. Sempre é mais económico.
Fico a aguardar impacientemente a compilação do próximo ano em que as canções serão tocadas de trás para a frente.
Não sei porquê, mas não me sai da cabeça o refrão “All we need is Money”.

:: enviado por U18 Team :: 11/21/2006 10:48:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Bush tem menos um inimigo

Morreu ontem, aos 81 anos, o realizador celebrizado pela sua visão decapante da América e que, em 2000, teve a coragem de declarar: “It would be a catastrophe for the world if George Bush is elected. You won't see me for dust. I for one will be leaving the country and living in France”.


:: enviado por JAM :: 11/21/2006 07:53:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Compreender o Islão

Aqui está um conjunto de videos que merecem visão atenta.

Um pouco de História.

:: enviado por RC :: 11/21/2006 05:36:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, novembro 20, 2006

Conto do vigário...

Como dizia Barnum "There's a sucker born every minute" ou um pouco mais recentemente W.C. Fields gostava de dizer "NEVER GIVE A SUCKER AN EVEN BREAK ". Isto a propósito dos súbditos de sua majestade caírem que nem patinhos na variante informática do conto do vigário.

Segundo o Daily Mail, ascendem a muitos milhões de libras a fraudes levadas a cabo em que os pobres Brits caíram em tempos recentes.

Para uma explicação mais detalhada vá aqui, ou então leia uma tradução google.

E o mais interessante é que funciona. Como diz o outro, só trabalha quem não sabe fazer mais nada.

Interessante ainda é verificar que o mecanismo psicológico subjacente também tem aplicação na política e na concomitante manipulação dos povos.

:: enviado por RC :: 11/20/2006 07:33:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

O verdadeiro conceito da globalização

Aconteceu em Washington: O deputado republicano Mark Foley distraía os seus ócios enviando mensagens lascivas às moçoilas estagiárias do Congresso. Logo que isso foi tornado público ― tudo acaba por se saber ― como atenuante, o folião esgrimiu estas desculpas: “Caramba, quando eu era miúdo fui abusado sexualmente, agora sou gay e estou a fazer um tratamento para sair do alcoolismo”. Foley acabou por renunciar ao seu mandato. No Congresso, presidia à Comissão sobre as crianças desaparecidas e exploradas.

Aconteceu em Berlim: Um livro editado há pouco mais de um mês reproduz cartas de Ernest Hemingway nas quais ele confessava, entre divertido e gabarola, ter assassinado 122 prisioneiros alemães indefesos, já depois do final da Segunda Guerra Mundial. Terá o prémio Nobel da Literatura de 1954 ratificado dessa forma um prazer íntimo que ele tanto antecipara na revista Esquire em Abril de 1936: “Sem dúvida, nenhuma caça é comparável à caça ao homem e quem caçou homens armados durante muito tempo, e com prazer, jamais voltará a sentir interesse por outra caça”? Se assim for, nada garante que, por detrás de uma boa prosa, não se esconda um tipo desprezível.

Aconteceu no Vaticano: Estalaram rumores de que o papa está prestes a riscar o limbo das páginas do catecismo. Antigo paradeiro das almas dos justos falecidos antes de Cristo e das crianças mortas sem baptismo, o limbo é uma entidade dogmática, engendrada há dezasseis séculos, com a intenção de fazer crer que Deus maneja a roda do destino com incrível rapidez. Bento XVI diz que essa estação intermédia da linha teológica que vai do inferno ao paraíso não constitui “uma verdade da fé” e talvez por isso se decida a fechá-la.

Aconteceu em Buenos Aires (e, antes, em Vilar de Mouros): O monstro do rock Iggy Pop actuou no Pepsi Music 2006 e subjugou milhares de incautos adolescentes. Desta vez não cortou a pele com cacos de vidro, nem se infligiu outro tipo de dano corporal, mas permitiu que os seus fãs trepassem para o estrado, para, calças a meia haste, se deixar tocar e tocar-lhes. Um verdadeiro deleite para os dependentes da barafunda e de outros tóxicos.

Talvez estes exemplos fortuitos contribuam para demonstrar que a confusão niilista, os modos de vida desordenados, a angústia cultural e o predomínio da doidice traçam, muito melhor que a ciência económica, o verdadeiro conceito da globalização.


:: enviado por JAM :: 11/20/2006 11:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, novembro 19, 2006

O Briteiros associa-se ao choque tecnológico

Penso que estaremos todos de acordo que o País precisa de um choque. Um choque qualquer, mas um choque. Sendo discutível se um choque telúrico ou um choque ferroviário seriam positivos para o País, parece-me uma boa ideia haver um choque tecnológico. Não mata ninguém e afasta-nos da info-exclusão que é uma palavra tremenda que ninguém deveria ser obrigado a pronunciar.
O Briteiros, como Blog responsável e atento aos desafios que se colocam aos portugueses, não poderia ficar indiferente. Mais a mais, agora que só se fala de Função Publica, contestação social, orçamentos e crescimento do PIB. O choque tecnológico parece ter sido esquecido e quando nos abanar já poderemos estar mortos.
Vai daí pensei pedir ajuda a pessoas conhecidas com mais conhecimentos do que eu na matéria e que podem explicar melhor os conceitos que nos tornem menos info-excluídos. A ideia pode não ser original mas dá menos trabalho. Hoje temos a Merche Romero que nos explica o que é isso dos pacotes e das transmissões de dados na Internet. Depois, Catarina Furtado explicará o que são endereços IP, Isilda Pegado Firewalls e porque se deve ser contra, Mário Soares os vírus informáticos e outros a quem desde já agradecemos pela disponibilidade.
A entrevista está aqui.

:: enviado por U18 Team :: 11/19/2006 11:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A grande purga

Anna Politkovskaya descreveu uma Rússia onde os métodos da guerra que há mais de sete anos desgraça o Cáucaso, em nome da luta contra o “terrorismo internacional”, acabaram por alastrar por toda a sociedade. Uma Rússia onde aqueles que atrapalham o poder, ou têm o azar de pertencer a um grupo étnico errado, podem ser capturados, detidos em campos de tortura ou simplesmente eliminados.
Ninguém conseguiu garantir que, no dia 7 de Outubro, não houve, na cúpula do Estado russo, um assassino com galões, um perito em eliminar jornalistas demasiado curiosos, que tivesse chegado à conclusão que não havia outro remédio senão suprimir Anna Politkovskaya, para calar de vez essa jornalista indomável que não se contentava em escrever mas que, além disso, actuava.
Reduzir ao silêncio os opositores parece ser pois o principal objectivo fixado por Vladimir Putin, desde que, com as suas mãos de judoca, agarrou as rédeas da ex-URSS. Reduzir ao silêncio aqueles que, acima de tudo, gostariam de “tornar claro” ou “colher informações”, de um modo independente, objectivo e livre, acerca de alguma das zonas obscuras do regime.
Foi provavelmente isso que aconteceu a Alexander Litvinenko, um ex-coronel dos serviços secretos russos, que conduzia um inquérito sobre a morte de Anna Politkovskaya. Litvinenko está agora entre a vida e a morte, num hospital londrino, após ter almoçado com um dos seus “contactos”, num restaurante de “sushi”.

:: enviado por JAM :: 11/19/2006 10:34:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Madonna e o menino

Em Outubro, centenas de milhões de pessoas de todo o mundo foram inteiradas da existência de um menino do Malawi, de um ano, chamado David. Muitas dessas pessoas nunca tinham ouvido falar do seu país natal, dessa nação africana, sem litoral, de uns 13 milhões de habitantes, entre Moçambique, a Tanzânia e a Zâmbia. De repente, David passou a ser o malauiano mais famoso do mundo, porque teve a sorte de ser adoptado pela Madonna. Mas... será que teve mesmo sorte? O pai de David afirma não ter percebido que o seu filho deixou de lhe pertencer e que nunca mais poderá voltar a vê-lo no Malawi. Madonna diz que não foi isso que ele lhe disse antes. Foi quanto bastou para que um grupo de defensores dos direitos humanos afluísse aos tribunais para exigir o regresso do menino.
A mãe de David morreu. O pai, um aldeão que cultiva legumes, não podia tomar conta dele e meteu-o num orfanato, onde coabitava com mais outras 500 crianças. O país tem um milhão de órfãos, devido, em grande parte, à epidemia da sida. Os recursos dos orfanatos são limitados e muitas das crianças que neles vivem não chegam a atingir a idade de cinco anos. Madonna diz que, quando conheceu David, ele tinha uma grave pneumonia. O Malawi é um dos países mais pobres do mundo, com um índice de mortalidade infantil de 94 por mil, uma esperança de vida ao nascer de 41 anos e em que um em cada sete adultos estão infectados com o HIV. Se tivesse ficado no orfanato, David não teria provavelmente sobrevivido. O próprio pai de David não nega que o filho estaria muito melhor com Madonna e negou-se a apoiar os activistas pró-direitos humanos que tentam fazê-lo regressar.
David ficará pois afastado das suas raízes culturais. E, mesmo que Madonna lhe tenha dito que voltará com ele ao Malawi para visitar o pai, não poderá nunca sentir-se em casa. A sua língua será o inglês e, se aprender a língua do pai, falará sempre com ele como um estrangeiro. Não obstante, também em Londres, nos círculos em que se move Madonna, será sempre “o órfão negro que a Madonna adoptou”, muito embora as dificuldades de uma vida em tais circunstâncias sejam muito menos desanimadoras que os riscos a que estaria exposto se tivesse ficado no orfanato,... caso tivesse sobrevivido.
Mas, o caso de David coloca uma outra questão muito mais ampla: Ao adoptar uma criança de um país pobre, Madonna segue o exemplo de outras celebridades, como Mia Farrow, Ewan McGregor e Angelina Jolie. Serão essas adopções apenas destinadas a ajudar as crianças adoptadas?
A adopção de crianças de países em vias de desenvolvimento não é suficiente para abordar a questão da pobreza. A glória de Madonna não se limita à adopção de uma criança. O seu projecto Raising Malawi poderá servir para ajudar outros órfãos. Juntamente com Angelina Jolie, Bono, George Soros e muitos outros, Raising Malawi presta ajuda à Millennium Promise, organização fundada pelo destacado economista da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs.
Há muitas dúvidas sobre o facto de que esta assistência estrangeira seja realmente útil. A Millennium Promise pretende responder a esse cepticismo numa aldeia de cada vez. Ao seleccionar aldeias pontuais para aí prestar assistência básica de saúde, camas com mosquiteiros para suster o paludismo, ensino primário, melhores sementes e outras formas de ajuda agrícola, a organização aspira a demonstrar que planos de ajuda amplos e bem concebidos podem tirar as pessoas da pobreza com um custo relativamente modesto.
Só é lamentável ― talvez porque são cada vez menos as pessoas que acreditam no Pai Natal ― que os meios de comunicação pareçam cada vez menos interessados nesta história emocionante e transcendental, que pode ajudar milhões de crianças ― os jornais portugueses nem sequer se deram ao luxo de publicar este texto do Project Syndicate ― muito mais abrangente do que o simples facto da adopção de um menino por Madonna.

:: enviado por JAM :: 11/19/2006 03:12:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Machistas como sempre

"Segundo uma sondagem divulgada hoje pelo Journal du Dimanche e realizada pela IPSOS, nos dias 17 e 18 de Novembro, em França, 37% dos entrevistados dizem que o que mais os atrai na candidatura de Ségolène é o facto de ser uma mulher."

:: enviado por RC :: 11/19/2006 01:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Milton Friedman

Conhecer o inimigo...


:: enviado por RC :: 11/19/2006 01:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A formiga no carreiro

"Numa análise das resposta por partidos, verifica-se que 100 por cento dos eleitores do CDS-PP respondeu afirmativamente sobre a necessidade de mudança de política, contra 91 por cento do BE, 88,6 por cento do PSD, 80,5 por cento da CDU e 72,6 por cento do PS, partido que apoia o Governo."

Ouvir a rua...

:: enviado por RC :: 11/19/2006 01:40:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Na liga dos primeiros

Portugal é o sétimo país nos roubos a bancos.


:: enviado por RC :: 11/19/2006 01:36:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Vigílias


Os professores estiveram em vigília em frente ao Ministério da Educação. Ora qui está um cartaz que bem ilustra o país que somos...

:: enviado por RC :: 11/19/2006 01:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, novembro 18, 2006

Manuel Alegre sobre o Congresso do PS

"Por que razão alguns dos que travaram os combates perigosos, enfrentando a Pide e a repressão, de repente se calam e parecem acomodados? E como se explica que outros, que nunca teriam coragem de emitir sequer um sopro em plena ditadura, se comportem como se tivessem o poder na barriga?"

A pergunta fica feita, agora só falta dar a resposta. Não é?

:: enviado por RC :: 11/18/2006 08:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

CocaeMentos


:: enviado por RC :: 11/18/2006 08:01:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Porque hoje é Sábado...

Descobrimos, por acaso, uma excelente compilação de vinte dos mais belos golos de todos os tempos. Em ecrã gigante, como convém quando se trata dos grandes momentos que marcam a História do futebol:


:: enviado por JAM :: 11/18/2006 08:41:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, novembro 17, 2006

Baptista Bastos verdadeiramente no seu melhor

O génio de José Sócrates está à vista. É um magistral actor, de gesto cuidadosamente estudado, registo de voz alteado, consoante a métrica da locução; habilíssimo leitor do teleponto, por vezes helénico, outras romântico, ocasionalmente neorealista, distribuindo miúdas noções de enunciados sociais, tudo envolvido em fatos de corte requintado, camisa a condizer, gravata “à propos”. Possui, de Mário Soares, a repentina cólera; de Guterres, a logorreia; de Constâncio, a lenta conversão do escudo em euro. De Sampaio, nada; de Ferro, ainda menos. Sócrates é produto de vários equívocos e de múltiplas ambiguidades. Afinal, a imagem devolvida do Partido Socialista ― desde a religião ao agnosticismo, da genuflexão ao avental maçónico. Socialismo, propriamente dito ― nem o perfume ritual.
Por outro lado, o Chefe do Estado acarinha Sócrates com suavidade, o qual, emocionadíssimo, envia-lhe, periodicamente, vários estudos acerca da índole mansa e resignada do português. Esta sociedade elegante entre Cavaco e Sócrates eleva-se pela virtude e simboliza-se pela doçura do recato.

[in Jornal de Negócios]

:: enviado por JAM :: 11/17/2006 09:22:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A autoridade do ESTADO


Multiplicam-se os casos de agressão a professores um pouco por todo o país.

Aluno agrediu professora grávida

Professora agredida com violência

Que autoridade tem um Estado em que os seus agentes são agredidos impunemente?
Que autoridade tem um Estado em que os seus agentes têm que, a custas suas, processar os agressores?
Seria curioso saber se as faltas resultantes serão justificadas por doença ou por "acidente" em serviço.

Em vez de giz e computador portátil, leve um útil acessório para a escola. Não mata mas imobiliza. Pela módica quantia de 35 dólares, proteja-se.

Professores de Portugal uni-vos.
Stun Master o seu companheiro de cada aula... Veja aqui.

:: enviado por RC :: 11/17/2006 08:53:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Milton Friedman

Faleceu ontem, aos 94 anos, Milton Friedman, prémio Nobel da economia, pai da Escola de Chicago, papa do liberalismo, um homem que marcou a nossa época pelo monetarismo e pela desregulação, tal como Keynes tinha marcado o período entre as duas guerras, ao inspirar o new-deal, a social-democracia e o Estado providência, a protecção social em suma.
Para ele, o inimigo era o Estado, o imposto que mataria o imposto, por travar o crescimento, e sobretudo pelas ajudas sociais que instalariam os pobres na pobreza, privando-os, dizia ele, da incitação a saírem dela.
Totalmente convencido da justeza das suas teorias, Friedman tinha resposta para tudo e quando, em Julho passado, um jornalista lhe perguntava: Mas, veja bem, eu, como europeu, estou contente por ter uma segurança social, uma reforma garantida, escolas para os meus filhos,... Ao que Milton Friedman retorquira, com a mesma frontalidade e com toda a seriedade: é porque você não sabe até que ponto estaria muito mais contente sem isso tudo. E o jornalista balbuciara: mas... isso é absurdo... impensável... Porém, Friedman, sem desarmar, insistira categoricamente, explicando que a escola pública, gerida e financiada pelo Estado, acabava fatalmente por se transformar numa escola feita para os professores e não para os alunos (onde é que já ouvimos isto?), porque um bom sistema de ensino só pode ser garantido pela concorrência e porque cabe a cada um de nós assegurar a sua própria reforma e a sua própria cobertura médico-social, em plena responsabilidade de indivíduos livres...
Era extremamente difícil discutir com esse homem imperioso que foi conselheiro e inspirador de Ronald Reagan e de Margaret Thatcher e, ao mesmo tempo, era um verdadeiro desafio ouvi-lo, para tentar compreender a lógica dos seus argumentos. Mas como é que as suas ideias ― o liberalismo, a ideia de que o mercado pode e deve regular tudo sozinho ― se conseguiram impor, de uma maneira tão universal, no mundo inteiro?
A resposta é que as classes médias ocidentais, depois de se terem convencido da eficácia dos impostos e da redistribuição social, entraram em revolta, nos anos 70, contra a pressão fiscal, até conseguirem fazê-la resvalar para a direita, abandonar a esquerda, e isso ― numa altura em que se assistia simultaneamente ao aumento da esperança de vida, aos progressos da medicina e à concorrência dos países emergentes ― destruiu os fundamentos do Estado providência, minando todos os seus sistemas de protecção. Foi a conjunção dessas duas realidades que puseram na moda as ideias neoliberais, fazendo-as passar por revolucionárias.
Milton Friedman morreu, mas, enquanto as ideias de solidariedade social e de Estado árbitro não forem capazes de responder a esses desafios, enquanto a ideia de progresso não for capaz de se reinventar, o liberalismo terá dias radiosos pela frente.

:: enviado por JAM :: 11/17/2006 03:00:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Ségolène

A grande vencedora da investidura do candidato socialista às eleições presidenciais francesas de 2007 foi... a opinião popular. Ségolène, talvez não seja a melhor candidata socialista, mas é sem dúvida, no panorama de uma mais que provável confrontação com o ultra-liberal Nicolas Sarkozy, quem mais deu mostras de intuição estratégica coerente e determinada.
Madame Royal compreendeu, melhor que ninguém, que os militantes do PS não iriam designar, nesta Quinta-feira um, ou uma, presidente, mas sim um(a) candidato(a). Sendo assim, não se tratava de convencer, mas sim de agradar. Não se tratava de explicar, de expor, de detalhar, mas sim de evocar, de aflorar, de despertar um reflexo. Ségolène Royal soube jogar logicamente com os símbolos, as alusões, os sentimentos, e sobretudo sem usar os dossiers, nem as escolhas, nem os compromissos.
O facto de nunca se ter realmente imiscuído na vida interna do PS fê-la aparecer como uma alternativa fresca e nova, feminina e diferente. Ségolène soube demonstrar como é que se constrói uma popularidade invejável, na forma como preparou cuidadosamente as suas raras e breves intervenções televisivas, com laivos de cores vivas, por entre tonalidades masculinas esmorecidas. Ségolène não é o detalhe, porque o detalhe está no programa presidencial do PS, adoptado por todos e que, ainda por cima, de inovador, não tem nada. Nesse caso, porquê então colocar-se em embaraços quando lhe bastava proclamar “A minha opinião é a do povo francês” e patrocinar a realização de referendos de iniciativa popular?
É evidente que, num tal formato presidencial, a pena de morte nunca teria sido abolida, as reformas ingratas ficariam por fazer e imagina-se facilmente o resultado de uma consulta popular sobre a imigração, a justiça ou a segurança pública.
Vem ainda longe a segunda volta Royal-Sarkozy, mas prevê-se já que, na Republica Ségolèniana, o Chefe do Estado não se compromete, não explica, não esclarece, não abre o caminho. Limita-se a recolher a opinião popular do momento (e Deus sabe como ela varia), para depois a promover ou até sacralizar. Não vale a pena correr o risco das decisões impopulares, quando é suficiente atrelar o comboio presidencial à locomotiva da opinião.
O grande problema é que, por detrás de Ségolène e de Sarkozy, a velha raposa da extrema direita está à espreita.


:: enviado por JAM :: 11/17/2006 01:54:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, novembro 16, 2006

I had a dream…

Para que não se pense que tenho alguma fixação/obsessão na/com a Scarlett Johanssen, informo que a noite passada tive o sonho que passo a descrever:
― em Paris, “flanei” na Ille S. Louis com a Audrey Tautou de “Dieu est grand, je suis toute petite”;
― em Barcelona, desci e subi a Rambla com a Marisa Tomei de “O meu primo Vinny”;
― em Veneza, passeei de gôndola com a Michelle Pfeiffer de “Tequilla sunrise”;
― em Nova Iorque, fiz um piquenique na relva do Central Park, com a a Meg Ryan de “French kiss”,
tudo isto, meus caros, com o Euromilhões no bolso,
o consentimento (pelo menos tácito...) da “patroa”
e sem arranjar uma cena de ciúmes ao voltar à noite para os roliços braços da... Scarlett Johansson...

:: enviado por Manolo :: 11/16/2006 09:01:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Falsa moralização?

A modelo Ana Carolina Reston Macan morreu anteontem, aos 21 anos, vítima de complicações provocadas pela anorexia nervosa.
Ana Carolina desde criança sonhava em ser modelo. Começou aos 13 anos. Media 1m74, pesava 46 Kg e tinha sido hospitalizada há três semanas com várias infecções e num estado de fraqueza contra o qual os medicamentos já não faziam qualquer efeito. Há sete meses, Ana Carolina declarara que tinha perdido o controle e que tinha parado de comer: “Às vezes ainda me acho gorda. Eu tenho uma imagem distorcida de mim”...
Se aqui destacamos o triste fim de Carol, é apenas porque a última edição da Moda Lisboa resolveu ignorar a relação entre as modelos magras e o problema da anorexia e não adoptou o código de conduta de Madrid e Milão. Em vez disso, na nossa tradicional pobreza de espírito, assistimos a declarações “indignadas” de Fátima Lopes ― que considerou a medida “ofensiva, discriminatória e ridícula” ― e do director da Central Models, que acha que a rejeição de manequins demasiado magras levada a cabo pela Cibeles é mais uma falsa moralização e uma campanha de marketing do que uma medida séria.

:: enviado por JAM :: 11/16/2006 08:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, novembro 15, 2006

A nova ponte entre o ocidente e o mundo árabe

Digno de regozijo! A indomável Al-Jazeera lançou hoje o seu canal em língua inglesa. À conquista do mercado ocidental, dos muçulmanos asiáticos ― que, na sua maioria, não falam árabe ― e também da segunda geração de imigrantes na Europa e nos Estados Unidos. Uma verdadeira ponte entre árabes e ocidentais, numa época em que a comunicação entre esses dois mundos é tão difícil quanto necessária.
No mesmo tom de regozijo, o Guardian salienta que, num mundo mediático fortemente censurado, a Al-Jazeera conseguiu responder ao desejo de uma voz árabe livre, uma característica que lhe propiciou uma enorme audiência. A forma como fez a cobertura das guerras no Afeganistão e no Iraque permitiu aos arabófonos do mundo inteiro seguirem uma informação diferente ― mesmo se, por vezes, provocante ― daquela a que estavam habituados com os jornalistas que acompanham os militares ocidentais. Muito embora na versão inglesa a Al-Jazeera deva provavelmente ter que ajustar alguns pontos, como por exemplo o uso de termos como “terroristas” ou “mártires”.
Mas é pouco provável que a cadeia abandone o seu tom ou se afaste da sua perspectiva árabe que tanta polémica tem causado, tanto com os regimes árabes, como nos Estados Unidos ― onde, segundo o Washington Post, a chegada da Al-Jazeera English foi acolhida com tanta frieza que nenhum dos principais distribuidores de televisão por cabo lhe deu o acordo para a difusão das emissões.


:: enviado por JAM :: 11/15/2006 08:31:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, novembro 14, 2006

Diz qualquer coisa de esquerda, catano…

(You fool me once: shame on you;
You fool me twice: shame on me!...)
Ainda haverá alguém que esteja no PS ou com o PS e que pense sinceramente que o PS é um partido de esquerda?
Apesar da opção (agora, ao que parece, militante) pela IVG, apesar da cínica invocação da “defesa do Estado social”, apesar da sempre repetida invocação do pluralismo dentro do partido, “a marca histórica e indelével do PS”, apesar das tiradas à Mário Soares (Almeida Santos dixit: “O mercado ameaça varrer o papel do Estado e criar uma Babel onde reina a anarquia”), apesar do “vigoroso aplauso” no final da intervenção de Manuel Alegre, o PS não é actualmente (se é que alguma vez foi) um partido de esquerda.
O PS, neste momento, está a ocupar à força toda o espaço político do PSD (que se está a ver à nora para fazer oposição a uma politica que, se estivesse no governo, seria a sua) e a invadir o próprio espaço do CDS (que, convenhamos, também já não tinha muito espaço após a saída de Portas). Não é que não seja necessário mexer, e mexer bastante, no estado-a-que-isto-chegou (e de que o PS, aliás, é um dos principais responsáveis), mas eles estão a mexer como a direita mais ou menos assumida mexeria se estivesse no lugar deles.
Pode ser coincidência (porque não?), mas não é com certeza irrelevante que o PS seja hoje constituído por cidadãos que se inscreveram depois de Guterres ascender a líder, após 1991. Dos cerca de 60.000 recenseados, 2/3 aderiram após esta data. E até já li, no site do PS, um texto datado de 2002 que, tendo esse facto em conta, achava “necessário promover uma renovação interna que permita a representação desses 2/3”, relegando para 2º plano o terço restante, o qual, em grande parte, ainda vem de 1974 e que sempre tem demonstrado “uma incapacidade real para conviver com os problemas actuais dos portugueses”. Provávelmente está-se agora a assistir a essa “renovação”, sob a batuta do todo-poderoso Sócrates (no regaço de quem ― não nos esqueçamos! ― caíu o poder após e por causa do intermezzo trágico-cómico daquele que agora "anda por aí"... a receber o vencimento de deputado sem deputar e a escrever livros ― este também). Portanto, Manuel Alegre, Helena Roseta e os outros (poucos) nomes conhecidos e todos os desconhecidos que ainda se acham socialistas (“socialistas democráticos” está bem, mas socialistas...) não passam de anacronismos dentro do partido e só lá são tolerados porque o partido precisa de mostrar, como se mostra uma jóia de familia ou um retrato dos antepassados, a sua suposta natureza pluralista.

:: enviado por Manolo :: 11/14/2006 10:20:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O tempo de Vital Moreira

Gosto de ler o Causa-Nossa, leia-se "deles", principalmente porque Vital Moreira se vem tornando um ideólogo de retaguarda do PS, à moda de Pina Moura. Nota-se um afã de agradar, uma solicitude, um je ne sais quoi que me leva a ler os seus comentários curtos. Uma espécie de Dez Mandamentos da moderna antiga um-dois-esquerda-direita. O senhor professor é professor mas não gosta de professores, incomoda-o que haja professores que depois de leccionarem muitas décadas tenham direito à reforma, que depois de terem efectivamente alunos à frente possam merecer algum descanso...

Recomendo que os leitores visitem a página da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e sigam a lista do corpo docente.

Outro site de interesse para saber da "carga" de trabalho de alguns Professores do Ensino Superior é http://www.rebides.oces.mces.pt/


De interesse ainda é ler, do Sindicato do Ensino Superior do Reino Unido:

Pay and conditions *
* *
* * Hours & workload * *
*
* Academic and academic-related staff in 'old' universities do not have nationally, nor generally locally agreed, working time arrangements. *

* 'New' university academics are, however, covered by a 'standard contract', which, except for certain disciplines, puts a limit on formally scheduled teaching of 18 hours per week, with 550 hours per 36-week teaching year. *
* *
[No Reino Unido cada hora tem sessenta minutos e não há tolerância académica]
* In practice, many academic and related staff across the sector regularly work over the 48-hour weekly limit set by the Working Time Regulations. *
* *
* An independent review of higher education in 1999 considered that there is a case for harmonising arrangements across the sector, but no progress has yet been made on this. *
* *
* Every employee has a statutory minimum paid holiday entitlement of four weeks per year, beginning as soon as you start work. Employers can count public holidays as part of this entitlement. If you do not receive paid holidays your employer is in breach of your contract. *
* *
* Workload is an increasingly pressing issue within the sector, as staff struggle to cope with increased student numbers and the introduction of more bureaucratic procedures. Again, there are no national agreements on workload in higher education. However, the knock-on effects for individuals, particularly stress-related ill-health, do allow for some protection in law.


Viesse um ministro que pusesse em cima dos nossos Catedráticos e Associados Lda. a carga com que lidam os seus congéneres ingleses, talvez já não tivessem tanto tempo para falar e opinar sobre o que não sabem...


:: enviado por RC :: 11/14/2006 07:55:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Até filho de bandido tem que ouvir os conselhos do pai

A abalada de Rumsfeld simboliza, com fogo de artifício, a queda dos “neocons”, esses maus espíritos da política americana. Após terem imprimido uma influência notável, embora nefasta, sobre toda a cena política, estão agora a ser saneados pelas mesmas pessoas que eles tanto desprezaram: os veteranos da Administração Bush-pai.
George W. Bush, ou Bush-filho, cometeu o seu primeiro acto de desobediência quando, sob a influência da mulher, Laura, se juntou à igreja Metodista, nos anos 80. Depois, ao contrário do pai, que se rodeou de sequazes da realpolitik, aos quais ordenou que mantivessem os religiosos e os “neocons” o mais longe possível da Casa Branca, Bush-filho resolveu maliciosamente juntar-se a esses bandos funestos. O principal exemplo foi a nomeação de Donald Rumsfeld, mentor de Dick Cheney, para o ministério da Defesa. Nos tempos em que ocupara lugares influentes nas Administrações Nixon e Ford, Rumsfeld tinha-se empenhado em minar as ambições presidenciais de Bush-pai, nomeando-o embaixador na China, para o afastar do centro do poder. Ou seja, Rumsfeld era uma espécie de inimigo jurado de Bush-pai.
Essa inimizade foi ainda mais longe quando Rumsfeld, na altura da primeira Guerra do Golfo, se juntou a Paul Wolfowitz, figura de proa da ideologia “neocon”, para redigir críticas severas a Bush-pai, considerando-o responsável pelo erro histórico de não ter feito avançar as tropas americanas sobre Bagdade.
No início do seu primeiro mandato, Bush-filho nomeou Brent Scowcroft, melhor amigo de Bush-pai e ex-chefe do Conselho Nacional de Segurança, para presidente do Foreign Intelligence Advisory Board. O problema é que, quando decidiu invadir o Iraque, com a intenção confessa de implantar a democracia em todo o Médio Oriente e de remodelar toda a região, “esqueceu-se” de pedir a opinião de Scowcroft, na sua qualidade de conselheiro em matéria de política externa. Nem a ele, nem ao outro grande amigo de Bush-pai, o ex-secretário de Estado, James Baker.
Essa atitude teve como consequência o soltar das línguas, não só do duo Baker-Scowcroft, mas também do seu protegido Robert Gates, ex-número dois do Conselho Nacional de Segurança e ex-director da CIA sob a administração de... Bush-pai. Foi esse trio quem mais denunciou o desastre da aventura iraquiana que, ao descurar a diplomacia, acabou por fazer o jogo da ideologia islamista.
A reparação está em curso. Se ainda vai a tempo,... isso é outra questão. Para começar, Bush-filho decidiu finalmente apelar aos amigos de Bush-pai para se livrar das almas danadas que assombram a Casa Branca. O arqui-inimigo de Bush-pai já foi substituído pelo amigo Robert Gates... É caso para perguntar se não haverá algo de freudiano em toda esta história?

:: enviado por JAM :: 11/14/2006 01:26:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um livro pode ser um bom amigo… ou não (3º capitulo).

... E há os livros dos escritores a tempo inteiro.
Já que, nos 2 “capítulos” anteriores, falei de vaidade, agora, a propósito, apetece-me falar do ego grande, enorme, descomunal, do nosso actual candidato ao Nobel da Literatura, António Lobo Antunes.
Li alguns livros dele. Gostei muito dos primeiros, “A explicação dos pássaros” (1981), “Memória de elefante” (1979), “Conhecimento do inferno” (1981). Sinceramente não me lembro se li até ao fim algum dos que saíram entre 1983 e 1988, “Fado alexandrino”, “Auto dos danados” e “As naus”. E tenho 2 ou 3 dos muitos que foram publicados após 1988, mas estão na prateleira à espera... não sei se em vão.
Já das “Crónicas” dele, publicadas no Público e na Visão e já reunidas em 3 livros, gosto muito, pelo menos daquelas que li.
Quanto aos romances, acho que não tenho pedalada para ele: por um lado, ele escreve muito, muitíssimo, e o meu tempo livre não estica e outras solicitações literárias esperam a sua vez; por outro, a leitura de trechos de alguns dos seus romances posteriores a 1981 não me deu o prazer que tive com os anteriores a essa data. O defeito forçosamente será meu. Não me passa pela cabeça armar-me aqui em crítico da sua obra. Opino apenas na qualidade de leitor.
No entanto, irrita-me no homem aquela pose dele, sempre muito lá na sua torre de marfim, inatingível, muito acima dos mortais e, ao que parece, borrifando-se para eles /nós, para as pessoas de carne e osso (”Não leio jornais. É raro ver um noticiário”). Já não há pachorra para certas afirmações que faz nas entrevistas que concede. O que lhe importa são os seus livros, os seus livros são o mundo e não há mais nada. E ele é o maior, o maior escritor português, se não mundial.
Também não consigo engolir a maneira deselegante, desdenhosa e às vezes mesmo malcriada como se refere sempre a Saramago ― o que só denota, parece-me, mesquinhez, inveja e mau carácter. Como diria o outro, também aqui “não habia nexexidade”... Eu tenho-o como um bom escritor e a verdade é que vende bem, tem muitos leitores (ou, pelo menos, muitos compradores), pode perfeitamente ombrear com Saramago, com Agustina, com Sofia de Mello Breyner, com qualquer um dos nossos grandes escritores contemporâneos. Porquê então querer parecer à viva força melhor do que os outros, o melhor de todos? Este deslumbramento consigo mesmo, esta auto-contemplação embevecida, podem ser-lhe até prejudiciais no oficio que tanto diz prezar: podem torná-lo um escritor auto-complacente e levá-lo a perder a mão.

:: enviado por Manolo :: 11/14/2006 12:05:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, novembro 13, 2006

As mentiras

"O estudo tem a data de Maio de 2006 e foi feito pela Capgemini, uma das cinco maiores empresas mundiais de consultoria, com 63 mil colaboradores em todo o Mundo e escritórios em Portugal, mas como vai contra a ideia de os funcionários públicos serem bem pagos em relação aos que trabalham no privado foi escondido pelo Governo. Isto mesmo apontou o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), pertencente à UGT,..." Ler o resto aqui.

Estes não vão ser contratados mais nenhuma vez...

:: enviado por RC :: 11/13/2006 01:19:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, novembro 12, 2006

Valerá a pena representar Portugal num desporto amador?

A selecção portuguesa de Rugby perdeu ontem, em Tiblissi, com a Geórgia por 17-3 em jogo do play-off para o campeonato do mundo. Resta tentar recuperar no jogo de Lisboa.
O resultado em si não é noticia. Trata-se de um resultado normal entre uma equipa portuguesa amadora e um equipa georgiana constituída por profissionais.
O que é noticia é que o Estado português não tenha conseguido encontrar uma solução para adiar os exames de dois jogadores portugueses que assim se viram impedidos de participar no encontro.
Valerá a pena representar Portugal num desporto amador?

:: enviado por U18 Team :: 11/12/2006 09:45:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quando a direita elogia II

Sócrates recebe um 18 do Prof. Marcelo, não sem antes lembrar que um só voto contra lembra o PC da Coreia do Norte.

Mais um para o clube de fãs.

Quando a direita elogia, a esquerda desconfia...

:: enviado por RC :: 11/12/2006 09:31:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Como diria Lenine: Que Fazer?

Esta é uma daquelas histórias que faz com que o Mundo seja um lugar interessante e que nem os melhores guionistas de Hollywood seriam capazes de imaginar. Ainda para mais, abre enormes possibilidades de debate sobre a natureza humana, os ideais comunistas e o que cada um de nós faria numa situação semelhante.

A Sra. Anita Halpin, presidente de um Partido Comunista Britânico de linha dura, com a sede quase em ruínas e que sobrevive com enormes dificuldades financeiras, acaba de receber cerca de 30 milhões de euros pela venda de um quadro que recuperou depois de ter sido roubado à sua família pelos nazis.
A pergunta salta à vista: como diria Lenine, que fazer? Aplicar a doutrina de Marx “de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades” ou usufruir da fortuna num resto de vida tranquilo e sem sobressaltos financeiros?
O dilema não deve ser fácil de resolver e não consta que o livrinho de Lenine a ajude a responder. Supondo que distribuir o dinheiro pela classe operária estará fora de questão, deverá a Sra. Halpin ser fiel aos seus princípios e entregar o dinheiro ao Partido arriscando-se a que uma facção qualquer lhe usurpe o lugar e delapide o dinheiro ou deverá guardar o dinheiro para si e passar à história do movimento comunista como mais uma renegada?
Até agora, quer a Sra. Halpin quer o Partido Comunista Britânico têm mantido um silêncio prudente sobre o destino do dinheiro. Aguarda-se o próximo episódio.
Também não consta que o assunto tenha sido discutido no Encontro Internacional de Partidos Comunistas.

:: enviado por U18 Team :: 11/12/2006 09:25:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Da impunidade ao caos

O veto dos Estados Unidos ao projecto de resolução apresentado pelo Qatar caiu como um balde de água fria no seio da ONU. Embora não sendo surpreendente o facto de os EU apoiarem qualquer acção de Israel, por mais desproporcionada e criminosa que seja, esta nova decisão americana suscitou uma onda de indignação por todo o mundo, especialmente no Médio Oriente. Desta vez, até a Comissão Europeia criticou os bombardeamentos sangrentos de Israel em Beit Hanoun.
Com mais esta ofensiva, o poderoso exército de Israel aproxima-se ainda mais de um bando de assassinos que, umas vezes por engano, outras vezes porque se sente provocado, dispara sobre tudo o que mexe. E, como é sabido, o que mais mexe numa sociedade moderna são as crianças a brincar, as mulheres que vão ao mercado e os trabalhadores que vão para as fábricas.
O projecto de resolução pedia a libertação de todos os funcionários palestinianos detidos por Israel e solicitava à Autoridade Palestiniana que adoptasse acções imediatas para suster os ataques com mísseis a partir de Gaza sobre o território de Israel. O texto solicitava também o restabelecimento das ajudas de emergência da comunidade internacional à população palestiniana, com o objectivo de aliviar a difícil situação humanitária. A iniciativa pedia ainda ao governo de Israel a restituição do fornecimento de combustíveis a Gaza, bem como uma “acção expedita” para substituir os equipamentos destruídos pelo bombardeamento israelita à central eléctrica palestiniana. O embaixador dos Estados Unidos, John Bolton, justificou o veto assinalando que o projecto era desequilibrado e tardio. Porque “pedia acções só a uma das partes em conflito e não à outra” [sic]. Palavras ocas.
É a segunda vez, este ano, que os Estados Unidos censuram uma resolução do Conselho de Segurança referente a operações militares israelitas na faixa de Gaza. Quanto tempo mais vai ser preciso esperar para termos uma ONU ao serviço dos seus propósitos, em vez de continuar a ser um mero instrumento nas mãos das potências atómicas? A situação vergonhosa não mudará enquanto a comunidade internacional não compreender que o poder que esses países têm no seio das Nações Unidas é pernicioso para todo o mundo no seu conjunto.

:: enviado por JAM :: 11/12/2006 06:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Há cá eco?

"Nenhuma estrutura do partido promoveu qualquer debate das três moções. E, no entanto, Portugal enfrenta desafios enormes e não apenas a nível do governo. Somos hoje um país de imigrantes. Mas não somos ainda, longe disso, uma sociedade inclusiva. Basta olhar para o que se passa em matéria de direito à habitação.

Não posso aceitar – já falei disto nos órgãos nacionais e volto a trazer aqui o tema -, não posso aceitar seja em nome do que for que se deitem abaixo barracas com pessoas lá dentro que não têm alternativa de habitação. A nossa luta não pode ser contra os mais pobres – mas sim contra os que abusam do poder e do dinheiro. "


Socialismo é não deitar abaixo barracas com pessoas lá dentro.
Não houve aplauso...

:: enviado por RC :: 11/12/2006 01:26:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::