BRITEIROS: Fevereiro 2007 <$BlogRSDUrl$>








quarta-feira, fevereiro 28, 2007

E$ta não lembra ao diabo

Em entrevista publicada no Correio da Manhã, a inenarrável Ministra da Educação saiu-se com uma brilhante pérola do mais puro neo-lberalismo que grassa pelos corredores do Ministério Socrático:

HARMONIZAÇÃO DOS PREÇOS DOS ARTIGOS ESCOLARES
CM – Como é que as escolas podem obter receitas?
M.L.R. – Em muitas escolas os pavilhões são alugados e os espaços de convívio também para baptizados e casamentos. Muitas escolas têm as suas lojas de conveniência para os estudantes, mas não há muita racionalidade nestes negócios.
CM - O que é que pode mudar?
M.L.R. - Há a possibilidade de desenvolver esses negócios de forma mais harmonizada, para que as escolas, mas sobretudo os alunos e as suas famílias, possam tirar proveito. A ideia é que a valorização desses espaços possa ter como objectivo a qualidade dos serviços. As escolas mandam fazer t-shirts que dão aos alunos com marcas, sem nenhuma harmonização e a qualidade não é a primeira preocupação. O mesmo em relação aos produtos de papelaria, caderninhos, mochilas, tudo isso são áreas de negócio. Podíamos não apenas harmonizar a imagem mas também a qualidade dos produtos que são fornecidos e a preços aceitáveis, com tabelas. Uma t-shirt tanto pode ser vendida a trinta euros como a dez euros, não há nenhuma orientação.

Será que a querida ministra conhece as normas pelas quais se regem os serviços escolares? Será que se lembra do despacho no qual se afirma que as receitas extraordinárias das escolas descontam no orçamento do ano seguinte? Já agora porque não transformar cada escola num centro comercial? E porque não instalar umas bombas de gasolina? É só falar com o Belmiro que ele trata do resto.

Isto de fazer da escola um negócio só pode mesmo vir de cabecinhas pensadoras tecnocráticas neoliberais.

:: enviado por touaki :: 2/28/2007 11:04:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Horrorosa rotina

Dezoito adolescentes foram mortos anteontem num campo de futebol a Leste de Bagdade. Na semana passada, quarenta estudantes, igualmente jovens, da Universidade de Mustansiriya — a mais antiga de Bagdade — foram feitos em pedaços pela acção de um terrorista suicida. Tais acções tornaram-se uma rotina: em cada dia que passa são mais horrorosas e normais.
A realidade diz-nos que a guerra no Iraque se trava actualmente no seio de uma densa bruma que apenas nos permite distinguir escassas sombras. Talvez sejam insurgentes, talvez sejam soldados. Talvez, como bem sabem os iraquianos, unidades correspondentes aos 120.000 mercenários — sim, 120 mil — que se calcula operam no Iraque ao serviço de numerosas organizações legais ou paralegais.
Esses pistoleiros a soldo — procedentes do Zimbabwe, Irlanda do Norte, Grã-bretanha, Estados Unidos, França, África do Sul e muitos outros países — constituem actualmente uma força armada quase igual a todo o contingente americano destacado no Iraque. Por conta de quem trabalham? Que normas seguem? A resposta à primeira pergunta pode ser: para todos. A resposta à segunda: nenhuma.
À margem destes grandes mistérios, que importaram ontem para o mundo as mortes de 18 adolescentes?

Em Janeiro de 2003 — pouco tempo antes da invasão americana do Iraque — John Le Carré escrevia no Times um diálogo que ficou célebre (e tristemente premonitório):
— Mas papá: Há pessoas que vão ser mortas?
— Ninguém que tu conheças, meu filho. São todos estrangeiros
.


:: enviado por JAM :: 2/28/2007 02:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Uma das favoritas


:: enviado por RC :: 2/23/2007 10:02:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Zeca



"Balada de Outono para Zeca Afonso"

Uma noite um adeus sono vazio
águas das fontes choupos laranjais
as palavras levadas pelo rio
ó ribeiras chorai não mais não mais.

Ó ribeiras calai-vos anjo negro
cavaleiros vampiros rosa fria.
As palavras caíam no Mondego
era Outono e só ele se despedia.

Partir para Marrocos ou Turquia
embarcar na falua de Istambul
dobrar o cabo da melancolia
partir partir partir mais para o sul.

Ouve lá Zeca Afonso: e a cantoria?
- Preciso de partir para outro fado.
E havia em sua voz o que só havia
do outro lado.

Havia Bensafrim e a hospedaria
Um redondo vocábulo e um sino.
As bruxas. Mafarricos. Alquimia
para mudar o canto e o destino.

Por isso aquela noite sem saber
era outra a canção que lhe nascia.
Havia em sua voz uma estátua a arder
e Grândola era o país que não havia.

O calor de mais cinco e amizade.
S. Francisco de Assis: voz companheira
para levar aos pobres da cidade
uma canção à sombra da azinheira.

Poema de Manuel Alegre, em “Coimbra Nunca Vista”, 1995

:: enviado por RC :: 2/23/2007 09:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Saudades


"Os partidos lembraram o músico Zeca Afonso, 20 anos após a sua morte, aprovando por unanimidade um voto que considera que o Parlamento não seria "a casa da democracia" sem o contributo do seu som."

Eu só pergunto que é feito das saudades do futuro e da cidade sem muros nem ameias.


:: enviado por RC :: 2/23/2007 08:07:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (45)

Sócrates anuncia Plano contra a discriminação.

Será também para os fumadores?

:: enviado por U18 Team :: 2/23/2007 12:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O paradoxo liberal

Tal como Charles Dickens tinha feito há 150 anos, na semana passada os media ingleses deram voz de alarme à situação negra das crianças da Grã-Bretanha. O jornal The Times, por exemplo, põe em título As crianças da Grã-Bretanha são as mais infelizes do mundo ocidental: Não só bebem, fumam e têm mais relações sexuais que as outras crianças, mas também avaliam o seu estado de saúde ao mais baixo nível, detestam a escola e apresentam-se como as que mais insatisfeitas se sentem com a vida.
A razão de todo este alvoroço é a publicação de um estudo promovido pela UNICEF que analisa 40 indicadores referentes ao período 2000-2003, incluindo o estado de pobreza, as relações familiares, a educação e a saúde. O estudo — o primeiro do género — compara as situações de 21 dos países mais industrializados, incluindo Portugal. O país onde as crianças são mais felizes é a Holanda. Portugal está em 17°, logo a seguir à França.
Escreve o The Times que a Grã-Bretanha deve o seu último lugar — em penúltimo lugar estão os Estados Unidos — à pobreza relativa das suas crianças, mas também à ausência de refeições partilhadas em família e à extrema desconfiança que elas sentem em relação aos colegas da escola. O estudo é o reflexo das políticas fracassadas dos últimos anos: “Entre 1979 e 1999, as crianças foram relativamente desprezadas, com um rápido aumento da taxa de pobreza infantil, de famílias inteiras no desemprego e do número de crianças não escolarizadas e sem formação”.
Para o comissário inglês para a infância, sir Albert Aynsley-Green, o estudo da UNICEF deveria conduzir a Grã-Bretanha a “interrogar-se sobre as causas fundamentais da sua incapacidade para criar crianças felizes e de boa saúde”.
Quanto a Portugal, um rápido lance de olhos pelos números permite constatar que bastaria termos um nível de educação como a Bélgica e um nível de saúde como a Espanha, para passarmos da posição dezassete para a oitava. Aviso à navegação!

:: enviado por JAM :: 2/23/2007 10:13:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Um país, um atoleiro

Mais uma para a colecção dos nossos gestores públicos

Os nossos "queridos" políticos não têm olhos para estas coisas, verdadeiras poucas vergonhas que se passam mesmo debaixo dos seus arrebitados narizes. A "CP" referida há pouco tempo por escandalos de má gestão e desperdício de dinheiros públicos volta novamente a estar na baila. Mas não deve ser apenas ela a proceder desta forma. Outras haverá e cujas manobras semelhantes não virão a público.
Abreviando, mais um quadro da CP que "saiu e voltou" após mais uma choruda indemnização. Isto é um verdadeiro FARTAR VILANAGEM.
A notícia é do Público on-line, que se transcreve

Ex-funcionário regressou como consultor Refer contrata quadro depois de lhe pagar indemnização para sair
22.02.2007 - 10h14
Carlos Cipriano
PÚBLICO

A Refer contratou um consultor com um ordenado de 6000 euros mensais que já tinha sido seu quadro técnico.

Joaquim Barbosa, engenheiro da área de sinalização da empresa, rescindiu o contrato em 2004 (durante a administração de Brancaamp Sobral na empresa), numa altura em que o seu ordenado rondava os 5000 euros e recebeu uma indemnização de 120 mil euros. Mas em finais desse ano, pouco depois de Luís Pardal ter sido nomeado presidente da empresa, é contratado como consultor para assessorear o conselho de administração por cerca de 6000 euros/mês.O gabinete de comunicação da empresa, contactado pelo PÚBLICO, limitou-se a confirmar estes factos e as datas, omitindo os montantes, acrescentando, porém, que "nesta altura essas formas de colaboração com o senhor engenheiro Joaquim Barbosa foram suspensas". Na mesma resposta, enviada por correio electrónico e após intervenção da tutela à qual o PÚBLICO também pediu esclarecimentos, a Refer diz que "foram celebrados contratos de prestação de serviços para acções de consultoria e assistência técnica" com o antigo quadro.Na semana passada o Correio da Manhã contava a história, idêntica, de Lopes Marques, um director da Refer que também rescindiu contrato, recebendo, para tal, uma indemnização de 210 mil euros, sendo meses depois contratado pela Rave (que pertence ao grupo Refer e tem o mesmo presidente) com um ordenado de 5050 euros por mês. O ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, chamou entretanto Luís Pardal ao seu gabinete para lhe explicar a contratação de um alto quadro que fora dispensado e indemnizado. Segundo o Expresso, o próprio primeiro-ministro fez saber que alguém teria de ser responsabilizado por esta transferência.Tratando-se de uma empresa em reestruturação, a Refer tem uma porta aberta para negociar a rescisão com os seus trabalhadores que queiram sair a troco de uma indemnização. Tem sido desta forma que esta empresa (e também a CP) têm vindo a diminuir o seu quadro de pessoal sem grandes tensões sociais. Ocorre, porém, que alguns regressam como consultores para a própria empresa ou suas participadas. Não é o caso de Xavier de Campos, um outro quadro da Refer que rescindiu o contrato, mas regressou recentemente, em regime de voluntariado, para presidir à comissão de ética da empresa. Este técnico, porém, "não aufere qualquer remuneração", de acordo com o gabinete de comunicação.

:: enviado por touaki :: 2/22/2007 01:26:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Lógico?

"O ministro da Saúde, Correia de Campos, acusou no domingo o presidente da Câmara de Valença, José Luís Serra, de ser o "único responsável" pela manifestação da população contra a exclusão do concelho da rede nacional de urgências."

A exclusão do concelho não teve nada a ver com o assunto... Lógico, não é?

Serra criticou ainda o ministro por alegar que em Valença só vão às urgências, em média, quatro doentes por dia.
«Esqueceu-se de dizer que em Monção a média é a mesma. Mas a saúde não pode ser vista pelos números. Quatro doentes são quatro pessoas, não são quatro números», criticou.
A intenção do ministro de encerrar as urgências de Valença já levou José Luís Serra a demitir-se dos órgãos partidários que integrava (comissões políticas Distrital e Nacional), bem como à demissão em bloco da Concelhia do PS.
Serra acusou Correia de Campos de fazer política «ao estilo quero, posso e mando» e avisou-o que «vai ter muitos problemas» por causa das Urgências.



:: enviado por RC :: 2/21/2007 09:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Há países onde a Justiça é célere

Agora que está na moda falar de boas práticas, gostaria de vos chamar a atenção para o Irão.
O país sofreu um atentado na passada quarta-feira onde morreram 11 guardas revolucionários. No mesmo dia, prenderam 3 presumíveis autores do atentado e 65 suspeitos. Passados 5 dias, enforcaram um dos detidos. Ou seja, em menos de uma semana, investigaram, prenderam, acusaram, julgaram, condenaram e executaram a pena.
O condenado era também acusado de ser um espião americano e inglês (duplo emprego que não declarava ao fisco). Apesar disso, a Justiça iraniana não se importou de o condenar à morte, vendo assim desaparecer uma inestimável fonte de informação sobre a implicação dos serviços secretos ocidentais no atentado.
Se isto não é celeridade da Justiça, o que é que é celeridade?


PS: não consta que haja vídeos da execução a circular na Net. Também não consta que o Mundo se tenha comovido.


:: enviado por U18 Team :: 2/20/2007 01:45:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Perguntar não ofende (44)

Relatório IPCC: Como é que quem não consegue prever o tempo que fará na próxima semana, sabe como será o clima no final do século?


:: enviado por U18 Team :: 2/19/2007 10:57:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

domingo, fevereiro 18, 2007

Perguntar não ofende (43)

Premonitório?





:: enviado por U18 Team :: 2/18/2007 02:44:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Música

Ora aí está uma descoberta que vale a pena:
http://www.musicovery.com/

:: enviado por RC :: 2/18/2007 02:44:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Ética política ou falta dela!!

Do Público on-line retira-se esta nova que não chega a ser novidade.
Não há de facto qualquer sentido moral ou ético aos políticos portugueses. É de facto uma realidade que a lei garante a presunção de inocência até prova em contrário no devido lugar, isto é, em Tribunal. Mas pede-se aos políticos que em nome da dignidade das funções que desempenham se afastem dos cargos públicos se sobre eles recaírem suspeitas de irregularidades. E no caso vertente é de todo recomendável a sua retirada uma vez que foram constituídos arguidos de pelo menos um crime de peculato. Manda mesmo mais a ética política que se abstenham de candidatar a cargos públicos estando constituídos arguidos ou se sobre eles recair qualquer suspeita.
Ora a classe política portuguesa não faz esta leitura. Só pode mesmo dizer-se que não faz leitura nenhuma da ética ou da moral política porque não a têem. São verdadeiras "lapas" agarradas a tachos e ao poder que é mister conservar a todo o custo.
É por estas e por outras que tal que os políticos portugueses são tão mal vistos pela população. É que, afinal de contas, esta já não é tão cega e tacanha como antigamente.


Vice-presidente acusado pelo Ministério Público de peculato
Carmona Rodrigues: direcção do PSD apoiou continuidade de Fontão de Carvalho

16.02.2007 - 13h56 Ana Henriques

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou que a direcção nacional do PSD apoiou "inteiramente" a decisão do vice-presidente de se manter em funções, apesar de ter sido acusado pelo Ministério Público de peculato pelo pagamento de prémios de produtividade a administradores da EPUL e andar há meses a esconder da opinião pública e do próprio partido que o elegeu o facto de ter sido constituído arguido nesse processo.Carmona Rodrigues explicou que quinta-feira à noite, antes de o vice-presidente dar a conferência de imprensa em que anunciou que iria manter-se no cargo, o assunto foi debatido com a "direcção nacional do partido, que o apoiou inteiramente na sua determinação de continuar nas suas funções".A comissão política permanente do PSD estará reunida neste momento para avaliar a actual situação na Câmara de Lisboa e decidir se mantém a confiança política em Fontão de Carvalho, eleito como independente pelo partido.Nesta reunião está presente a líder da distrital do PSD e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz.Carmona Rodrigues sublinhou que a acusação a Fontão de Carvalho não tem a ver com o caso Bragaparques, mas com a atribuição de prémios a administradores da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL)."Tem a ver com a atribuição de prémios a administradores da EPUL, atribuição essa que não foi autorizada por nenhum de nós. Aliás, mal soubemos disso, dissemos para devolverem os prémios e os [administradores] que lá estão assim o fizeram", disse Carmona Rodrigues.Na opinião do presidente da Câmara, "ainda está para ser provado se é legal ou não" a atribuição de prémios aos gestores."Do nosso ponto de vista, é legal", sustentou. Para o autarca, não há assim razão para Fontão de Carvalho suspender o seu mandato."Há que relativizar as coisas. Há que assegurar a governabilidade da Câmara", disse, citado pela Lusa, acrescentando que a suspensão do mandato da vereadora Gabriela Seara, arguida no caso Bragaparques, deu-se em circunstâncias diferentes.Confrontado com a norma do líder do PSD, Marques Mendes, segundo a qual os autarcas arguidos não devem manter-se em funções, Carmona respondeu que "as generalizações são sempre perigosas"."Se todos os autarcas que são arguidos tivessem de suspender o mandato, de certeza que o país não estava a funcionar neste momento", referiu.O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) acusou Fontão de Carvalho do crime de peculato em co-autoria com outros quatro arguidos.Em conferência de imprensa quinta-feira à noite, o vice-presidente disse estar de "consciência tranquila" e anunciou que irá manter-se em funções, uma decisão que afirmou ser "pessoal".No final de Janeiro, a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara, suspendeu o seu mandato na autarquia, após ter sido constituída arguida no âmbito do caso Bragaparques.Em Setembro de 2006, a então vereadora do Urbanismo na Câmara de Lisboa, Gabriela Seara (PSD), que suspendeu o mandato depois de ter sido constituída arguida no âmbito do caso Bragaparques, em Janeiro, afirmou que os prémios foram devolvidos a título preventivo.Os prémios, atribuídos pelas subsidiárias da EPUL Imohífen e GF, eram de 12.400 euros para cada administrador, e diziam respeito ao desempenho nos anos de 2004 e 2005.

:: enviado por touaki :: 2/16/2007 04:09:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Confirma-se: maioria dos portugueses não tem testículos

O Dr. Alberto João Jardim afirmou, ontem à noite, que “os portugueses não têm testículos” (cremos que a palavra utilizada começa por c mas não é publicável).
Após uma apurada investigação que se prolongou pela madrugada, o Briteiros está em condições de confirmar as afirmações do Dr. Jardim. De facto, segundo as estatísticas oficiais do Eurostat, no dia 1 de Janeiro de 2006, residiam em Portugal 5115742 homens e 5453850 mulheres. Um responsável pelo INE – que declinou ser identificado – declarou-nos que “O Dr. Jardim tem razão. Está cientificamente provado que a maioria dos portugueses não têm testículos”. “Temos um pequeno problema com os transexuais que estão declarados como homens mas não têm testículos. Pensamos que o seu número não é significativo em termos estatísticos. Não temos conhecimento de mulheres com testículos”, acrescentou ainda.
Uma fonte geralmente bem informada confirmou-nos estes dados e mais: “Há muitos anos que conhecemos esta realidade. É muito difícil alterar esta situação. Aliás - e o Dr. Jardim sabe-o bem – na Madeira ainda é pior”.
O Briteiros não podia deixar de sublinhar e saudar esta chamada de atenção do Presidente do Governo Regional da Madeira. Os portuguese têm direito à verdade, mesmo que seja incómoda.



:: enviado por U18 Team :: 2/16/2007 10:58:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Os professores não podem estudar

Terminou a 15 de Janeiro o Debate Nacional sobre Educação, totalmente ofuscado que foi pelo referendo que se aproximava. De alguns contributos realço este que reproduzimos na íntegra (não vá o site esfumar-se) e que bem ilustra a situação a que chegámos:

Leia Os professores não podem estudar, aqui--->>>

:: enviado por RC :: 2/15/2007 09:15:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Se moral é pedir demais, ao menos que tenham boas maneiras

Começou esta semana, em França, o julgamento do caso Erika. Para quem não esteja lembrado, o Erika é o nome de um petroleiro que se afundou em 1999 ao largo da Bretanha e despejou 20000 toneladas de fuel na costa francesa. O julgamento deverá decidir quem é responsável pelo pagamento da limpeza e das indemnizações.
Parece um problema exclusivamente francófono mas, na verdade, é um problema de todos (lembram-se do Prestige?).
A história do Erika é a história da globalização versão fundamentalismo liberal: Um barco com bandeira de Malta, um armador e uma empresa de verificação técnica italianos, um capitão indiano e uma tripulação filipina a transportar petróleo para um cliente francês. Tudo isto com contratos e subcontratos de empresas offshore. Resultado?
Entre o capitão que desapareceu, empresas que faliram e administradores a afirmarem que não sabiam de nada porque eram “apenas” administradores, ninguém assume responsabilidades.
Para tornar a história ainda mais interessante, ninguém sabe ao certo que aditivos foram colocados no petróleo e, logo, a que produtos tóxicos estiveram expostos os serviços e os voluntários que fizeram a limpeza da costa.
O cliente francês chama-se Total e anunciou ontem um lucro recorde de 12,59 mil milhões de euros em 2006. As indemnizações pedidas no caso Erika são de mil milhões de euros.
Eu sei que pode ser demagógico misturar as coisas e que lucros não têm nada que ver com responsabilidades jurídicas mas, caramba, já que parece ser pedir demais a uma multinacional que tenha alguma moral ou ética, ao menos que tenham boas maneiras e que paguem o que sujaram.


:: enviado por U18 Team :: 2/15/2007 02:45:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um país, um atoleiro

Ora, segundo o "Correio da Manhã" de hoje (15-02-2007) e citado pelo "Jornal de Negócios" on line encontramo-nos em presença de mais uma escandaleira do arco da velha.

Neste país vale tudo. Mas mesmo tudo. Considerando que o grupo da antiga CP tem graves dificuldades financeiras esta é claramente uma forma de ajudar a minorar os problemas. O forrobódó dos gestores públicos continua. Para receberem chorudas indeminizações estão para as curvas, mas serem penalizados por actos de má gestão, para não falar de gestão danosa nem pensar nisso é bom!
A moralização e os sacrifícios bem podiam começar por políticos e gestores de empresas públicas. Fica a notícia transcrita com a devida vénia do "Jornal de Negócios"
Mas, cá vamos nós alegres e contentes neste país indecente...


Refer despede, indemniza e volta a contratar funcionário

A Refer despediu um responsável, em Junho de 2006, com uma indemnização de 210 mil euros e três meses depois foi contratado pela Rave, outra empresa do grupo, revela hoje o "Correio da Manhã".
Ana Torres Pereira
atp@mediafin.pt

A Refer despediu um responsável, em Junho de 2006, com uma indemnização de 210 mil euros e três meses depois foi contratado pela Rave, outra empresa do grupo, revela hoje o "Correio da Manhã". A situação, que o jornal diz estar a ser considerada um "escândalo" no grupo CP, que engloba a Refer e a Rave, foi confirmada ao "Correio da Manhã" por Rui Reis, porta-voz da Refer.
Manuel Lopes Marques, ex-director-geral de exploração e conservação da Refer, empresa presidida por Luís Pardal, saiu a seu pedido em Junho de 2006, recebendo uma indemnização de 210 mil euros correspondentes a 35 anos de trabalho.
Contudo, no último trimestre do ano passado foi contratado para assessor do conselho de administração da Rave-Rede Ferroviária de Alta Velocidade, que é presidida também por Luís Pardal, com um vencimento mensal de 5.050 euros.
Rui Reis, porta-voz da Refer, considerou normal a transferência, referindo que Manuel Lopes Marques, 61 anos, era o único técnico exterior à Rave empresa que poderia dar uma assessoria técnica no projecto do TGV.
A mesma fonte citada pelo jornal diz que no último trimestre do ano passado vários consultores deixaram o projecto do comboio de alta velocidade, pelo que houve necessidade de criar uma assessoria técnica.
A Rave teve um resultado negativo de cerca de 22 mil euros em 2005 (último ano de que existem dados), enquanto a Refer fechou o ano passado com perdas de mais de 160 milhões de euros.

:: enviado por touaki :: 2/15/2007 11:57:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Perguntar não ofende (42)

Boletim de voto no próximo referendo?


:: enviado por U18 Team :: 2/14/2007 10:37:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Resultados do referendo

À pergunta “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se for realizada por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”, 59,25 % dos portugueses que votaram validamente, responderam “SIM” e 40,75% responderam “NÃO”.
Comentários?
- É uma vergonha que 56,4% dos portugueses com direito a voto tenham optado precisamente por o não exercer nesta questão em que nem sequer eram os partidos que estavam em causa (pelo menos, directamente). Não digo todos (porque alguns terão querido votar e não terão podido – por motivos vários), mas muita desta gente, não nos enganemos, está-se cagando (é o termo exacto!) para os outros, para o modo como se organiza e governa esta sociedade/polis onde todos vivemos – prefeririam talvez não ter que decidir nada, deixar nas mãos de um governo iluminado ou autoritário a chatice que é ter de tomar decisões. Não sei se ainda estão à espera de D. Sebastião ou se, no fundo, têm saudades de Salazar.
- Também acho uma vergonha que gente supostamente tão fina, tão bem formada, tão defensora dos grandes princípios e tão dada ao perdão, tenha o mau perder que demonstraram, no domingo à noite, na TV, grande parte dos defensores do “Não”. Alguém os vai impedir de aconselhar, ajudar, apoiar, as mulheres que precisem desse apoio? Uma vez que já se fala para aí de objecção de consciência e coisa e tal, vamos ver até onde esta gente está disposta a ir no sentido de defenderem os seus pontos de vista; se, em vez de se limitarem a apoiar quem lhes peça apoio, estão dispostos a minar todo o terreno por onde vai avançar a nova lei, por forma a infernizar o mais possível a vida das mulheres que optem pela IVG e a pretendam fazer, conforme foi "autorizado" pela maioria dos votos válidos no referendo de 11.02.2007, nas primeiras 10 semanas e em estabelecimento de saúde legalmente autorizado.

:: enviado por Manolo :: 2/13/2007 10:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A vingança da Justiça

Ontem, no programa "Prós e Contras", um juiz reformado lançou a confusão: cada um dos dez mil peticionários do pedido de Habeas Corpus de Luís Gomes iria ter que pagar 480 euros de custas judiciais.
Esta manhã, discutia-se a interpretação das leis. Parece que o Supremo Tribunal de Justiça já informou oficialmente que o total de custas é de 480 euros.
Só o facto de alguém poder imaginar e discutir que as custas de um processo possam atingir quase 5 milhões de euros já me parece absurdo, mas como a Justiça portuguesa está cheia de absurdos, não me surpreende que um juiz tenha levantado a questão e até que seja essa a interpretação estrita da lei. Na verdade, os juízes sempre tiveram horror a estas “manifestações populares” que consideram um desafio à sua autoridade. Nada melhor que uma factura violenta para acabar de vez com petições, abaixo-assinados e afins. Se o Supremo tem uma interpretação inteligente da lei, só lhe fica bem e deixa-nos na esperança de que nem tudo é absurdo na Justiça portuguesa.
Passado este fait divers, continua por resolver o caso do Sargento Luís Gomes. Independentemente de quem tenha razão, cada vez me parece mais claro que o Sargento foi condenado a 6 anos de prisão não por sequestro mas por ter desobedecido ao Tribunal. Com mão pesada para servir de exemplo.
Embora me confesse um NEAJ (não especialista em assuntos jurídicos), não preciso de grandes estudos jurídicos para ter por adquirido que, no dia em que a justiça seja uma mera aplicação cega e mecânica da lei, mais vale substituir os juízes por computadores. Será mais rápido e mais barato. É certo que a Justiça deixará de ser humana mas, pelo menos, também não será vingativa.

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:: enviado por U18 Team :: 2/13/2007 03:21:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

domingo, fevereiro 11, 2007

SIM - 59,2% / NÃO - 40,8%

A partir de hoje, vive-se um bocadinho melhor em Portugal


:: enviado por U18 Team :: 2/11/2007 10:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, fevereiro 10, 2007

O verdadeiro rosto do Partido Socialista



A notícia abaixo transcrita (proveniente do “Público” on-line) parece ter passado despercebida a muito boa gente. Que tivesse reparado apenas o JN lhe dedicou também um espaço nas suas páginas e o jornal da SIC a ela se referiu (que eu tivesse visto). Mesmo a blogosfera parece andar um pouco alheada da coisa, tão entretida que anda em torno da questão da despenalização do aborto, por livre iniciativa da mulher, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado. Mas vamos ao que importa. A notícia abaixo revela claramente a face neoliberal do Partido Socialista – reduzir o Estado a um mínimo indispensável. Verdadeiramente criar o Estado Mínimo preconizado há longo tempo por Leo Strauss e A. Nozick. É claramente o fim do Estado de Direito Social em Portugal e que, um pouco por toda a Europa, ainda existe.
A direita, PSD e PP, rejubilam, aplaudindo o primeiro, dizendo ainda que é muito Estado os segundos. E, se recordarmos o que diziam os “rapazes” do Compromisso Portugal não há muito tempo (qualquer coisa como, O Estado tem de livrar-se de 450 000 funcionários) e um conjunto de medidas já tomadas em áreas importantes como saúde, educação e segurança social, as coisas começam a fazer algum sentido. O Partido Socialista está a aplicar a cartilha Neoliberal que o PSD enquanto governo não conseguiu implementar.
Voltando ao tema da notícia, a desvinculação do funcionalismo público é a “cereja em cima do bolo” servido aos potenciais “investidores” privados, de uma futura privatização de serviços do actual Estado. A concentração de determinados serviços (maternidades, urgências, etc…) em determinados pontos/hospitais é uma manobra para criar um fluxo de utentes/clientes satisfatório nesses pontos de forma a atrair o “investidor” para as potencialidades lucrativas da unidade que assim se vê reforçada em termos de serviço. Na educação o processo é semelhante – encerram-se escolas, concentram-se alunos em determinados pontos previamente escolhidos (aqui o Estado fica com a parte odiosa da questão que é o de retirar às populações equipamentos não rentáveis em termos de exploração capitalista), altera-se o Estatuto da Carreira Docente sem qualquer sentido, desvincula-se todo o pessoal (professores, funcionários, médicos, enfermeiros, e mesmo … o porteiro do Ministério das Finanças). Assim já podem ir para a rua, não havendo interesse em renovar o contrato. O percurso será simples: excedentes (ou supranumerários ou o que lhe quiserem chamar) e pouco tempo depois “out”, com ou sem indemnização. Quando chegar às mãos de privados já está tudo “limpinho e pronto a rodar”.
Contentes com isto que nem jumentos vão ser alguns ”trabalhadores do privado”, que vão achar que “sim senhor, agora é que eles vão ver o que é trabalhar no duro” ou “os meus impostos vão finalmente deixar de sustentar malandros” ou ainda “acabaram-se os privilégios”. A inveja e a ignorância nunca deram grande casamento. Normalmente sai asneira. Na realidade não conseguem enxergar mais de um palmo à frente do nariz; são incapazes de ver mais além. Assim quando tudo estiver no privado e se virarem para o Estado a pedir educação/formação, o estado irá dizer: “Querem? então paguem!”; quando tudo estiver no privado e se virarem para o Estado a pedir saúde, o estado irá dizer: “Querem? então paguem!”; quando tudo estiver no privado e gritarem por uma reforma, um subsídio, o estado irá dizer: “Querem? Não há!”; Quando tudo estiver no privado e se virarem para o Estado a pedir um rendimento mínimo, uma pensão de sobrevivência para regimes não contributivos o estado irá dizer: “Querem? Não há!”; Quando tudo estiver no privado e se virarem para o Estado a pedir cultura, o estado irá dizer: “Querem? então paguem!”.
Se um “Partido Socialista” entende que em primeiro lugar está servir o capital e não as pessoas, então não tem o direito de se chamar Socialista. Pode ser o que quiser mas Socialista nunca…! É já tempo de os políticos, particularmente o Eng. Sócrates, deixarem de mentir às pessoas. Que se assuma de uma vez por todas! Ele e os outros da sua comandita.

Sindicatos contestam
Governo limita vínculo à função pública a defesa, segurança, diplomacia e justiça
09.02.2007 - 08h41
Sérgio Aníbal

As inspecções, a Polícia Municipal, a Guarda Florestal e o Serviço de Estran­geiros e Fronteiras são algumas das áreas da administração pública que o Governo ainda pondera juntar ao leque reduzido de funções consideradas como "nucleares" e que, por isso, tenham direito à manutenção de um vínculo por nomeação.
Apesar de ter mantido a discussão em aberto, o Governo definiu as funções nucleares do Estado como as relacionadas com a defesa externa, segurança interna, representação externa e administração directa da justiça. Os sindicatos defendem uma aplicação mais estrita do que está previsto na Constituição e que inclui áreas como a educação e a saúde.
Esta definição torna-se importante pelo facto de o Executivo pretender tornar, no futuro, o regime de contrato individual de trabalho na modalidade dominante em termos de vínculo público. Apesar da garantia governamental de que este regime será adaptado às especificidades do Estado, isto pode significar uma deterioração das condições garantidas pelo vínculo actualmente dominante. A discussão em torno de quais as tarefas consideradas nucleares - e que por isso poderão manter o regime de nomeação - dominou as discussões dos respon­sáveis das Finanças com os sindicatos. Mas tão ou mais polémica promete ser a possibilidade de mesmo os funcionários que actualmente têm o vínculo público poderem vir a perdê-lo. Ontem, João Figueiredo, secretário de Estado da Administração Pública, preferiu não se pronunciar sobre a matéria. Mas em declarações feitas anteriormente aos órgãos de comunicação social, este res­ponsável admitiu que a passagem para o regime de contrato individual de tra­balho dos funcionários que estão actualmente em regime de nomeação "é uma das matérias que serão alvo de negociação com os sindicatos". Os represen­tantes dos sindicatos não têm dúvidas: o Governo pretende alterar o vínculo actual dos funcionários.
Uma situação que recusam totalmente. Deverá ser na reunião marcada para o dia 15 de Março que o Governo deverá apresentar as ideias base da sua pro­posta para o regime de transição.
O Governo afirmou ainda aos sindicatos, no decorrer das reuniões, que irá ficar inscrita na legislação a manutenção do processo de negociação salarial anual para a função pública. Embora os pormenores não tenham ainda sido apre­sentados, parece abrir-se a porta para que não existam apenas aumentos por mérito - que o Governo quer introduzir quando o novo sistema de avaliação entrar em vigor -, mas se mantenha igualmente um aumento mínimo para todos os funcionários públicos.Em relação aos prazos da negociação, o Governo quer ter a legislação que irá alterar o regime de vínculos, carreiras e remunerações pronta para ser apre­sentada na Assembleia da República até ao dia 11 de Junho. STE e Frente Comum exigem mais tempo. Nobre dos Santos, da Frente Sindical da Admi­nistração Pública, também não concorda com o prazo definido, mas diz que "não quer dar álibis ao Governo".

:: enviado por touaki :: 2/10/2007 07:23:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O Briteiros no Choque Tecnológico III

Em vésperas do referendo sobre a despenalização da IVG, aproveitamos um encontro perfeitamente casual com a Dra. Isilda Pegado da Federação Portuguesa pela Vida para falarmos sobre Firewalls e onde ela nos explica porque devemos ser contra. Aqui.

:: enviado por U18 Team :: 2/09/2007 10:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Perguntar não ofende (41)

Al Gore: 175000 euros por uma conferência?

A ecologia é uma missão ou uma carreira?


:: enviado por U18 Team :: 2/08/2007 09:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Sérgio Vilarigues


Aos 92 anos desaparece mais um herói da luta contra o fascismo salazarento que durante quatro décadas se abateu sobre o nosso Povo.
Hoje, quando o cheiro a enxofre - como diria Chavez - se faz sentir entre nós, é tempo de agradecer a este grande português pelo seu enorme contributo para a Liberdade conquistada com o 25 de Abril!!!
Para ti, camarada, um abraço e ... um muito, muito Obrigado!!!

:: enviado por ja :: 2/08/2007 06:07:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Justiça justa

Toda a gente sabe, ou pelo menos intui, a começar pelos meritíssimos magistrados judiciais, que a justiça, se não for pronta, pode já não fazer diferença nenhuma, i.e., pode, por causa disso, não ser justa. O facto é que a justiça portuguesa tarda muitas vezes, vezes demais, e, outras vezes, mete provavelmente licença sem vencimento – não sei se ainda se lembram da avalanche de prescrições no tempo do penúltimo PGR, Cunha Rodrigues (1986-2000)…
Pois bem, desta vez, no caso Esmeralda, o Tribunal Constitucional demorou 2 (dois!) anos a pronunciar-se sobre a (in)constitucionalidade da decisão da Relação de Coimbra que recusou a pretensão dos pais adoptivos a considerarem-se “parte legítima” para recorrerem da sentença de tribunal hierarquicamente inferior que atribuiu ao pai biológico o poder paternal. Dois anos…Setecentos e trinta dias...
Por outro lado, parece ser também do mais elementar senso comum que a justiça deva ser emanação do sentir da comunidade. Ora, ainda neste caso Esmeralda, o Supremo Tribunal de Justiça não aceitou o pedido de habeas corpus, assinado por mais de 10.000 “populares”, que visava a libertação do “pai adoptivo”, condenado pelo crime de sequestro agravado. Apenas um dos quatro juízes-conselheiros, honra lhe seja feita, de seu nome Santos Carvalho, votou, vencido, em sentido contrário, afirmando estar-se perante uma “grosseira ilegalidade quanto à qualificação jurídica dos factos, só podendo haver crime de sequestro se fosse entendido que a menor estava, antes da sentença que regulou o exercício do poder paternal, presa ou detida, pois é essa a previsão legal, não sendo isso que resulta dos factos".
A vida é muitas vezes injusta, sem remédio. Era suposto que a justiça, concebida pelos homens para remediar o que pode ser remediado, fizesse jus ao seu nome.

:: enviado por Manolo :: 2/07/2007 09:56:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Paroli paroli paroli

A precisão da linguagem é muito importante. Porque é a linguagem que nomeia as coisas – o mundo construímo-lo, identificamo-lo e deciframo-lo com palavras.
- Por isso eu levo a sério a pretensa gaffe do ministro da economia na China. (O 1º ministro tentou, de imediato, dar um outro sentido ao discurso de Pinho, mas acabou por dar com os burrinhos na água: porque os salários pagos, por exemplo, aos gestores de topo, no nosso país, estão ao nível, e em alguns casos acima, da média europeia.) Para mim, M. Pinho chamou os bois pelos nomes. Tradução para quem não quer ver, não quer ouvir e não quer pensar: este governo está disposto a pôr o país a competir com os outros com base nos custos salariais inferiores à média europeia e na fraca “pressão para a sua subida”. Ponto final.
- Pelo mesmo motivo enunciado acima, gostei de saber que uma das nossas melhores actrizes da nova geração, Beatriz Batarda (casada com o pianista Bernardo Sassetti), disse, numa conferência sobre o IVG (convocada pelo PS, helás!...), sem papas na língua, que “o que está em causa no referendo de domingo próximo é uma luta de classes”, i. e., “há uma classe que desfruta dos privilégios da liberdade sexual, tendo acesso a clínicas e viagens ao exterior, onde pode resolver as coisas de forma discreta e é essa mesma classe que quer impor a outra classe um determinado comportamento”.
Se as palavras são assim tão importantes, porquê ter medo delas?

:: enviado por Manolo :: 2/06/2007 10:54:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

domingo, fevereiro 04, 2007

Um País ou um lugar cada vez mais inabitável?

Num país perfeito não haveria pobreza, desemprego, acidentes, corrupção, doenças, desigualdades sociais, fome, crianças maltratadas, violência, drogas, fumadores... Portugal não é um país perfeito. Há tudo isto e também há abortos. Feitos na clandestinidade e punidos com pena até 3 anos de prisão efectiva.
Os deputados da Nação resolveram demitir-se do mandato para que foram eleitos (pergunto-me cada vez mais para que servem) e perguntar-nos o que opinávamos sobre o assunto, na forma de uma pergunta sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas de gestação. E se nos perguntam, teremos que responder.
A questão, que aparentemente remete para a esfera da crença religiosa, filosófica, cultural e até cientifica de cada um de nós, já foi resolvida na esmagadora maioria dos países com quem partilhamos os mesmos valores fundamentais. Em Portugal, onde a modernidade só parece chegar em formato tecnológico, ainda não está resolvida e ciclicamente voltamos a discussões apaixonadas sobre o início da vida, o que é uma pessoa e os limites do direito da mulher.
Confesso que começo a ficar entediado por todos estes debates, tempos de antena e proclamações sobre convicções íntimas que a esmagadora maioria das pessoas já decidiu há muito tempo (ou será que em Portugal haverá algum adulto que nunca tenha pensado no assunto?) Aliás, nem sequer entendo para que serve uma campanha eleitoral. Mas mais do que entediado, começa-me a faltar o respeito pelos argumentos de quem defende a lei actual. Todos nós sabemos que a partir de um embrião se desenvolve um ser humano, todos nós sabemos que quem não tem condições para criar um filho deveria ser apoiado, todos nós sabemos que o aborto é traumático. Mas também todos sabemos que o mundo não é perfeito e que há quem engravide e não queira ter um filho e também há quem, não tendo condições para o ter, não seja apoiado. Também todos conhecemos quem já tenha feito um aborto e, na esmagadora maioria dos casos, compreendemos porquê.
O único argumento que respeito e sou capaz de compreender da parte dos defensores do “Não”, é o mais reaccionário: ser contra o aborto em quaisquer circunstâncias e seja porque motivo for, por razões de consciência e com a consequente punição severa de quem o praticar e para quem para ele contribuir. Esta posição que, curiosamente, quase não ouvi ser defendida, é a única que me parece coerente para quem pense que o aborto é um crime. Discordo totalmente, acho-a aterradora, mas respeito-a. Tudo o resto me soa a hipocrisia, imposição de um tipo de moral à sociedade e manipulação de sentimentos.
Mas independentemente das convicções de cada um sobre o aborto (que não estão em referendo), há ainda um problema que é comum a muitos de nós. Na verdade, a lei actual pode colocar-me perante um terrível conflito pessoal: se a minha filha quiser um dia abortar num prazo que não ponha em risco a sua saúde, o que faço? Se eu, por qualquer misticismo religioso que me possa atacar no futuro, for radicalmente contra e se, mesmo depois de eu a tentar dissuadir apoiando-a com todo o carinho e amor, proporcionando-lhe tudo para que possa ter o filho, ela mantiver a decisão? Tranco-a em casa para a impedir de cometer um crime? Denuncio-a às autoridades? Não o fazendo, não serei cúmplice de um crime?
Por isso, a questão que nos colocam não é nem complexa nem dependente de convicções: deve a interrupção voluntária da gravidez, dentro de limites aceitáveis para quem não seja fundamentalista religioso, deixar de ser considerada um crime? Obviamente que sim.

No dia 11 veremos se Portugal é um país que sabe resolver problemas de uma forma civilizada ou se é apenas um lugar cada vez mais inabitável.

:: enviado por U18 Team :: 2/04/2007 09:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Sim, porque não

in O Ilhavense em 01/02/2007


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Sim, porque não

Vamos todos ser chamados ao elevado momento cívico e democrático de uma votação em referendo. Trata-se de decidir acerca da despenalização do aborto até às dez semanas de gravidez. Vão, a pouco e pouco, sendo alinhados argumentos, vão sendo contadas as espingardas e, por convicção ou por conveniência, todos os habituais protagonistas da nossa política se vão associando a um campo ou a outro. Uns pelo sim, outros pelo não, outros pelo sim pelo não.
Por um lado teremos um mês em que o nosso minguante poder de compra e qualidade de vida deixarão de ser o tema principal, por outro será o mês em que pelo templo da nossa democracia os habituais pregoeiros do tudo que é quase nada se farão ouvir.

Votarei sim porque não aceito que nesta “ditosa pátria minha amada” se perpetue a prática do aborto clandestino em condições que nos fazem recuar à Idade Média, quando ferreiros e barbeiros praticavam uma cirurgia baseada em sangueira farta e morte frequente.

Votarei sim porque não aceito que, em pleno século XXI, tantas adolescentes portuguesas sejam atiradas para as malhas da ilegalidade e do lado sombrio da vida, sem um gesto de ajuda, sem um apoio, em solidão e recriminação.

Votarei sim porque não aceitarei que, ultrapassada que seja esta questão tão elementar para a nossa dignidade de cidadãos, e também aqui somos remetidos para a cauda dos países civilizados, se continue a manter uma atitude medíocre e atrasada no que concerne a educação sexual e reprodutiva dos nossos jovens. As nossas jovens continuam a registar das taxas de gravidez adolescente mais altas da Europa.

Votarei sim porque não aceitarei outra solução que não seja a de acolher todas as grávidas, a quem o problema se põe, sob a égide do nosso Serviço Nacional de Saúde, numa atitude de co-responsabilidade nacional pelas questões da saúde reprodutiva.

Votarei sim porque não aceito que trinta anos depois de Abril ainda haja mulheres portuguesas remetidas para a solidão e o sofrimento, enchendo os bolsos daqueles que medram na clandestinidade.

Votarei sim porque não aceito que no desespero e na solidão uma jovem futura mãe tenha que tomar decisões de vida ou de morte sem o apoio de quem lhe possa apontar alternativas. Alternativas que são dever de um Estado nascido da esperança dos cravos e do sonho.

Votarei sim porque não quero o país cinzento e triste em que recorrentemente nos achamos, feito de lágrimas e sal e da nostalgia do que nunca foi.

Votarei sim porque não aceitarei que continuem lentos os processos de adopção, que mais não sejam que intenções as políticas activas de apoio às famílias e que não seja afirmada a garantia de que as crianças não são propriedade dos pais, mas sim o futuro deste nosso jardim à beira-mar plantado.

:: enviado por RC :: 2/04/2007 11:07:00 da manhã :: 3 comentário(s) início ::

OGM

O que não mata engorda?


Les OGM sont ils dangereux ?
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:: enviado por RC :: 2/04/2007 12:28:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Há quem goste

Reportagem na televisão francesa a propósito da recente lei que proíbe fumar em todos os locais públicos cobertos ou fechados: uma equipa de reportagem segue dois dos 175000 agentes encarregados de fazer cumprir a lei.
Primeira cena: na antiga sala para fumadores de um hospital público, uma senhora - com ar de uma garota que pensa ter feito alguma asneira mas que não sabe exactamente o quê - é interrogada pelos dois agentes. Que não, hoje ninguém fumou aqui. “E ontem?” (quando a lei ainda não estava em vigor) - pergunta um agente. “Ontem, sim.” - responde a senhora com ar de quem descobriu finalmente a marosca de que é suspeita. “Isso não é nada bom” – responde o agente. “A ver se a partir de agora se assegura que ninguém fuma nesta sala”. Prosseguem na visita ao edifício e entram num elevador. Horror. Os agentes encontram um cinzeiro encastrado no interior do elevador (onde já era proibido fumar há muito tempo). O agente dispara: “O que é que isto está a fazer aqui!?”. A senhora mete os pés pelas mãos, explica que não sei quê dificuldades em retirá-lo. “Tem 24 horas para o fazer!” – conclui o agente.
Segunda cena: Um café parisiense anónimo. Dois ou três clientes à porta praticando o vício. A habitual dicazinha para os idiotas: “Não sabe que isso mata!?”, “Agora é que devia aproveitar para deixar de fumar.”, seguida do responso “e não podem estar aqui no passeio a impedir que as pessoas passem!”. No interior, nenhum fumador à vista. Porém, em cima de uma mesa, um cinzeiro! O objecto é imediatamente confiscado e, simbolicamente, atirado ao lixo.
A reportagem acaba aqui. Mensagem: os que habitam em França e os que a visitam ficam a saber que podem ser assaltados no metro, podem queimar-vos o carro, podem ser agredidos que a policia não fará nada. Não tem meios. Mas se tiverem o atrevimento de acender um cigarro num local proibido, saibam que há 175000 agentes da autoridade intransigentes na aplicação da lei até às suas últimas consequências.
Há sempre quem goste de fazer este tipo de coisas.

:: enviado por U18 Team :: 2/02/2007 06:16:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Gozão?


© desenho de Bandeira

Na sua maratona de cinco dias a tentar vender o país aos chineses, José Sócrates arranjou tempo para defender Manuel Pinho ― o tal que não me surpreende ser Ministro mas que me surpreende por ter aprendido a ler ― sobre o disparate de um dos factores competitivos de Portugal serem os salários baixos.
Neste caso, o disparate nem sequer é o de Manuel Pinho se ter enganado (na verdade, o único factor competitivo do país são mesmo os baixos salários) mas, para um Governo que quer convergir para a média europeia e que quer apostar na tecnologia, ter um modelo de desenvolvimento baseado em salários baixos, é um disparate.
Hoje, José Sócrates esclareceu-nos que o ministro não se referia a toda a população mas apenas aos mais qualificados, ou seja, aos quadros superiores. Até poderia ser que sim (enfim...) se os factos não o desmentissem. Basta ver a polémica sobre o ordenado do Director Geral de Impostos, que recebe um salário igual ao que tinha no BCP, para o contradizer.
Outro que acha que somos todos parvos?

:: enviado por U18 Team :: 2/02/2007 06:00:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pode ser-se ao mesmo tempo pró-vida e pró-escolha?

Se o feto, numa determinada fase da sua gestação, conseguisse ser viável fora do ventre materno, então o direito à vida do feto sobrepor-se-ia ao direito à escolha da mulher. Mas, o que significa “ser viável”? Até mesmo uma criança nascida normalmente no fim do tempo não é viável — no sentido de “que tem condições para viver” — sem uma boa dose de amor e cuidados.
Houve tempos não muito distantes, antes das incubadoras, em que os bebés que nasciam de sete meses raramente eram viáveis. Teria então o aborto no sétimo mês sido admissível nessa altura? Depois da invenção das incubadoras, ter-se-iam os abortos no sétimo mês tornado, de súbito, imorais? E que aconteceria se, no futuro, uma nova tecnologia se desenvolvesse e conseguisse criar um útero artificial capaz de conservar um feto, mesmo antes dos seis meses, fornecendo-lhe o oxigénio e os nutrientes através do sangue — tal como faz uma mãe através da placenta até ao aparelho circulatório do feto? É muito pouco provável que uma tal tecnologia possa ser desenvolvida nos próximos tempos ou possa ser acessível a muitos, mas, se ela existisse, será que nesse caso seria imoral abortar antes do sexto mês, quando antes era moral? Uma moralidade que depende de — ou muda com — a tecnologia é uma moralidade frágil. Para alguns de nós, é igualmente uma moralidade inaceitável.

É evidente que, como dizia — e bem — a surpreendente Paula Teixeira da Cruz, nós não estamos a discutir nem a vida nem a morte. Fundamentalmente, o que está em causa neste referendo é saber se uma mulher que comete aborto deve ser punida com pena de prisão. Mas, para quem estiver interessado(a) em aprofundar esta questão ética, filosófica e científica que consiste em saber se ser pró-vida e pró-escolha são ou não conciliáveis — e tiver paciência e capacidade para ler quatro páginas em inglês — recomendo a leitura do artigo “Abortion: Is it Possible to be both “Pro-life” and “Pro-Choice”?”.

:: enviado por JAM :: 2/02/2007 08:17:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Perguntar não ofende (40)

Será que os adeptos dos movimentos pró-vida são vegetarianos?

:: enviado por JAM :: 2/01/2007 08:29:00 da manhã :: 3 comentário(s) início ::