BRITEIROS: Março 2007 <$BlogRSDUrl$>








sábado, março 31, 2007

Curta

PortugalDiário - A informação actualizada ao minuto: as últimas notícias do país e do mundo.: "- «Nove em cada dez tribunais sem polícia». Tribunal de Alijó já foi assaltado por um arguido para recuperar a droga que lhe tinha sido apreendida."

:: enviado por RC :: 3/31/2007 09:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

CRIAÇÃO DO MUNDO!!!

"Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. (Gênesis)"

Assim era nos tempos da criação do mundo.
Deus, provavelmente pressionado por qualquer sindicalista da CGTP do Eden, não teve outro remédio que não fosse instituir o sétimo dia - domingo, para quem ande distraído!!! - como dia de descanso.
Mas os tempos são feitos de mudanças ... e ... tudo mudou!!!
Agora, só nos resta a mágoa do Deus eleito - democraticamente - ser outro e a dor pela privatização selvagem do Paraíso!!!
Trabalhar ao domingo, porque não?
Sendo assim ... seja bem vindo o Apocalipse!!!

:: enviado por ja :: 3/31/2007 10:17:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

A voz educada?


:: enviado por RC :: 3/31/2007 02:32:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

sexta-feira, março 30, 2007

Maioria silenciosa


Maioria silenciosa? Devo estar velho. Alguém se lembra?

"Nicolas Sarkozy en a appelé mercredi à "la France silencieuse", lors d'une visite dans la région de Lille presque entièrement dominée par la polémique sur les violents incidents de la veille gare du Nord à Paris."


A propósito de Sarko leia-se também o excelente post de Daniel Oliveira no Arrastão

:: enviado por RC :: 3/30/2007 02:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Maternidades nas proximidades

Os portugueses nunca estão contentes. Ai Jesus que nos tiram a maternidade, Ai Jesus que as crianças assim nascem longe de casa. Tudo "bocas" da oposição empedernida e retrógrada. Eu nasci em casa e tu? Viva o museu vivo. Agora a Figueira já tem mais uma atracção turística. Depois do Casino, da Universidade da Cerveja, da rodagem do Citroen do Cavaco... Já estamos a ver o novo cartaz turístico: Visite o passado hoje, dê à luz como a sua avó! Correia de Campos dirá que ninguém o apanha num SAP e que tendo nascido em casa isso não o impediu de ser aquilo que é hoje (aceitam-se sugestões dos médicos do Briteiros)
Agora os meninos nascem mais perto de casa. Há lá coisa mais perto de casa que a nossa própria garagem?
....
Bebé nasceu numa garagem enquanto mãe esperava ambulância
Um bebé nasceu ontem de manhã numa garagem de Buarcos, na Figueira da Foz, enquanto a mãe aguardava a chegada dos bombeiros para ir para a maternidade. Trata-se do terceiro parto de mulheres da Figueira da Foz ocorrido fora de maternidades este mês: o primeiro foi no dia 8 e o segundo no dia 21, ambos a bordo de ambulâncias dos bombeiros voluntários que seguiam na auto-estrada A14, em direcção a Coimbra. Fonte dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz disse à Agência Lusa que o alerta para a Rua Rio de Cima, em Buarcos, foi recebido cerca das 10:45 e “a ambulância arrancou imediatamente do quartel e a viatura de emergência médica da sua sede”. “Não demoraram nem cinco minutos a chegar. Entretanto, tinha havido uma chamada do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) a informar que, provavelmente, o bebé já estava cá fora, o que se confirmou”, contou, acrescentando que a mãe foi ajudada no parto por uma cunhada.
A mãe e o menino foram transportados para a Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, onde “se encontram bem”, garantiu. Na semana passada, nasceu um outro menino cerca das 7h00 (meia hora depois de a ambulância ter sido chamada), ao quilómetro 22 da A14, já no concelho de Montemor-o-Velho. O parto foi assistido por uma equipa médica de uma viatura do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que seguia junto com a ambulância em direcção a Coimbra, a cerca de 50 quilómetros da Figueira da Foz.
A 8 de Março, tinha nascido uma menina, mas ao quilómetro 17, naquele que foi o primeiro nascimento a caminho de uma unidade hospitalar de Coimbra, após o encerramento, a 4 de Novembro, do bloco de partos
do Hospital Distrital da Figueira da Foz.


Que é feito da coragem das mulheres da Ibéria que, segundo Estrabão:
"... Estas mulheres que cavam a terra e, depois de darem à luz mandam os maridos para a cama e cuidam deles em vez de descansarem elas; e enquanto trabalham nos campos, muitas vezes vão até ao rio, parem os filhos e aí mesmo os lavam e cuidam deles..."

Que é feito destas nobres tradições?

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:: enviado por RC :: 3/30/2007 01:35:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

A educação de rastos

Periodicamente há quem diga que nunca a ignorância esteve tão desenvolvida e, quando se fala da educação dos portugueses, há sempre alguém pronto para dizer que a nossa situação é uma desgraça. Para muitos na direita os USA brilham como um farol exemplar. Vejamos:

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:: enviado por RC :: 3/30/2007 12:56:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pausa

Vou aproveitar as férias da Páscoa para alguns dias de repouso do outro lado do Mediterrâneo. Claro que o programa vai continuar com os outros briteiros de serviço, mas para além disso gostaria de voltar a recomendar-vos a leitura do excelente blog de Jean Quatremer — o correspondente do jornal francês Libération junto da Comissão Europeia — que tem muito para vos contar sobre os Bastidores da Europa e os seus caprichos de quinquagenária. O mais recente tem a ver com o Complexo de Calimero da Polónia.
Desejo a todos boas festas de Páscoa.

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:: enviado por JAM :: 3/30/2007 10:14:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Independente

A informação é independente. Os jornalistas são independentes.

Mário Nogueira apresentou a sua candidatura a Secretário Geral da FENPROF. Mário Nogueira é desconhecido de todos e a FENPROF é uma associaçãozita de nada pelo que nem um jornalista apareceu. Nem um.

Nem um? Pelo menos podiam ter disfarçado...

Para saber mais--->>>

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:: enviado por RC :: 3/30/2007 02:23:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, março 29, 2007

VIVO E ... LUTADOR!!!

Num tempo em que os servos do senhor, que exala enxofre por todos os poros, se calam ... eis que surge, mais uma vez, a voz do lutador da Sierra Maestra. Por aqui, ficamos a saber o que espera a Humanidade se continuarmos de cócoras frente ao Império!!!

:: enviado por ja :: 3/29/2007 09:54:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

"Amor é latifúndio, sexo é invasão"

Decidiu-se aqui no blog que a palavra “SEXO” não faria parte dos “marcadores” que aparecem aí, à esquerda de quem entra. Foi decidido que, em vez de "sexo", poderíamos sempre utilizar as palavras “trabalho”, “cultura” e/ou “lazer”.
Trabalho?!...O trabalho, pelo menos na tradição judaico-cristã, é suposto ser penoso, não prazeiroso como o sexo: Adão e Eva foram condenados a ganhar o pão com o suor dos seus rostos por terem comido a maçã da sabedoria – como, em tradições anteriores, Prometeu tinha sido condenado por roubar o fogo dos deuses... e Ícaro por ter querido elevar-se aos céus…
Cultura ?!...Sexo também é cultura, claro – basta lembrarmo-nos do "Kama Sutra" ou de “O amor é fodido” do MEC. Mas o sexo é primordial, vital, vem dos confins dos tempos e para os confins do tempo vai, etc, etc… e, convenhamos, não será em boa parte a cultura uma forma de sublimar o sexo?
Lazer?!...Bom, lazer vai desde beber umas cervejolas e entrar num campeonato de arroto até, sei lá, ler “O amor é fodido” (passe a publicidade ao MEC).
Nem sequer temos direito a "PRAZER"?
A que vem agora este puritanismo, não sei. Sei, sim, que, não fôra o sexo, nenhum de nós por aqui andava. Sei que, pelo menos desde Freud, a importância do sexo é inegável. Sei que, depois de Freud, Willem Reich alertou, em “Escuta, zé-ninguém” e “ A função do orgasmo” para as consequências nefastas da repressão sexual. A própria Igreja Católica Apostólica Romana, castradora como sempre foi, teve de engolir o sexo (…), porque, afinal de contas, ele é a única forma conhecida de fazer bebés e, assim, assegurar a continuidade do rebanho. Queremos nós ser mais papistas do que o Papa?
Vocês, não sei, mas eu confesso que, como disse um dia Woody Allen, o cérebro é o meu segundo órgão preferido.

:: enviado por Manolo :: 3/29/2007 09:23:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Ainda Sócrates

O Blasfémias é uma máquina de produção de conteúdo

"Da parte do senhor ministro...*
«Na investigação que o jornal PÚBLICO dedicou às habilitações de José Sócrates existe um pormenor que, melhor que a parolice dos títulos académicos, ilustra uma certa forma de exercer os cargos de poder: enquanto ministro e secretário de estado, José Sócrates tratava dos seus assuntos pessoais, no caso pedidos de equivalência universitária, em papel timbrado do Ministério do Ambiente.
A questão não é o valor do papel timbrado. De igual modo se pode e deve dizer que não tem a menor importância para as funções de primeiro-ministro que o cidadão José Sócrates tenha terminado a cadeira de Análise de Estruturas e Betão Armado e Pré-Esforçado. O que a investigação do PÚBLICO revela é o mundo patético dumas fábricas de canudos e duns gabinetes ministeriais cujos titulares se comprazem a mandar faxes em papel timbrado para tratar dos seus pessoalíssimos e comezinhos assuntos.
Esquecem que o poder dura menos que uma folha de papel.»

*PÚBLICO, 27 de Março"


Boa malha...

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:: enviado por RC :: 3/29/2007 05:38:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Petite Anglaise

Para os leitores mais curiosos para saberem o epílogo da minha história de ontem, deixo-vos a notícia de última hora :
A Petite Anglaise ganhou o processo contra a empresa de contabilidade que a tinha despedido sem justa causa: 44.000 euros de indemnização, mais custas e despesas.
Um final feliz que deixa alguma esperança de que nem tudo está perdido nesta Europa do vale-tudo patronal.

(Via Maître Eolas)

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:: enviado por JAM :: 3/29/2007 04:45:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Palavra de rato?

Bom post, anyway.

http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2007/03/average-american-male.html

:: enviado por RC :: 3/29/2007 03:55:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

País de merda

O concurso pareceu-me idiota desde o princípio – alguém me há-de explicar qual é a lógica de votar para saber se D. João II é melhor do que D. Henrique – mas ainda aceitava o argumento de que poderia ser uma forma de pôr os portugueses a discutir a sua História. Nem isso aconteceu.
Não creio que mereça a pena perder muito tempo com o assunto mas como o resultado causou alguma polémica, aqui fica uma história e uma opinião muito pessoais:
No 25 de Abril tinha 15 anos. Um primo, filho único como eu, tinha morrido na Guiné no mês de Março (acidente de viação, na versão oficial, com proibição de abrir a urna. Uma granada, na versão dos seus camaradas), estava a dois anos de me poder acontecer o mesmo. A família falava em emigrar. O meu pai lia o “Avante” às escondidas e dobrava o “Diário de Lisboa” em 8 para que não fosse muito visível. Quando o PIDE da rua aparecia no café, falava-se de futebol. Os meus tios, que habitavam na chamada província, não tinham esgotos, água canalizada e electricidade. Quase não sabiam ler nem escrever. A minha prima, recém chegada a Lisboa, viu-lhe ser oferecido um emprego em Caxias. Coisa fácil: vigiar mulheres presas para as impedir de dormir e dar uns tabefes de vez em quando (assim, tal e qual foi apresentado pelo PIDE da rua. Ouvi eu. Estava presente). Recusou com alguma dificuldade que o PIDE da rua não era pessoa para aceitar recusas. Foi-me recusado um passaporte para ir a Badajoz porque, aproximando-se a idade do serviço militar, poderia não querer voltar.
Esta minha pequena história, modificando alguns detalhes, é a história de muitíssimos portugueses. Que alguém possa dizer que estamos pior agora ou que Salazar foi um grande português, considero-o como um insulto. Que a Televisão Publica se preste a este tipo de “concursos”, que só podia acabar como acabou, e que haja um grupo de pessoas disposto a gastar dinheiro em SMS para que Salazar o ganhasse (mesmo que seja só por protesto) só me merece um comentário: País de merda.


:: enviado por U18 Team :: 3/29/2007 01:16:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

A bem do petróleo

Para a esmagadora maioria dos actores e observadores da cena política médio-oriental, a captura dos fuzileiros britânicos não é, de modo nenhum, um acto isolado. Pelo contrário, era previsível que, face à inquietante proximidade da marinha de guerra americana, o Irão tentasse utilizar qualquer pretexto para retocar a relação de forças que evolui em crescendo, num cenário que tem a Guerra do Iraque como pano de fundo.
Há alguns meses que os americanos levam a cabo um exercício militar de grande envergadura, a escassas braças do litoral iraniano do Golfo Persa. Uma manobra que mobiliza dois porta-aviões e uma dezena de navios arvorando as cores americanas. Se pensarmos que, comparativamente ao Atlântico ou até mesmo ao Mediterrâneo, a superfície do Golfo é do tamanho de um lenço de assoar, imagina-se facilmente a que ponto a presença desses mastodontes marinhos deve estar a aguçar o nervosismo dos iranianos.
Quais serão as cenas dos próximos capítulos? Será muito surpreendente se as coisas evoluírem para um apaziguamento a curto prazo. Tanto menos que os irmãos inimigos dos iranianos — os sunitas — participam actualmente numa cimeira organizada pela Arábia Saudita. E isso traz-nos à memória que este país, juntamente com outros — entre os quais o Egipto — se tem mostrado bastante inquieto perante a perspectiva da ascensão do Irão xiita.
Só que, enquanto esperamos pelos próximos episódios, o preço do petróleo aumenta, aumenta, aumenta...
E isso... para grande satisfação do Irão.

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:: enviado por JAM :: 3/29/2007 12:04:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Milú Rodrigues

Frontalidade ou arrogância? Mas afinal quem teria prazer em cumprimentar Maria de Lurdes Rodrigues?

"«Não posso dizer que tenho muito prazer (em o cumprimentar)», afirmou a ministra da Educação, dirigindo-se ao autarca de Famalicão, quando chegou à unidade industrial integrada na comitiva do primeiro-ministro."

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:: enviado por RC :: 3/29/2007 11:25:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, março 28, 2007

Ditador sim, salvador não!

Como não consegui comentar no lugar próprio o 1º comentário (anonymous said...) ao meu post de ontem, vai mesmo aqui:
Ninguém pode negar que, depois do 25 de Abril, temos, todos nós portugueses, a possibilidade de falar mal do, criticar o, resistir ao, e escolher nas urnas o governo que nos (des)governa. Se governa contra os nossos interesses, temos todo um leque de possibilidades de o tentar mudar...sem com isso ir parar com os lombos à cadeia. Se não utilizamos as possibilidades que estão à nossa disposição, paciência - é porque assim estamos bem ou porque não nos apetece deixar a TV, o sofá e os chinelos ou porque achamos que alguém há-de fazer as coisas por nós, pensar por nós (talvez até viver por nós...). Mas que não se diga que era melhor comer (no caso concreto, passar fome) e ser obrigado a calar.
O próprio Briteiros não poderia existir no tempo de Salazar/Caetano.

:: enviado por Manolo :: 3/28/2007 10:41:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Titulares

Já todos entendemos o filme. Em tudo a única prioridade é a financeira. Nem admira que Salazar tenha ganho o tal concurso...

"«Era importante perceber por que é que determinados cargos são menos pontuados do que outros ou por que é que algumas faltas são penalizadas. Ainda não é hoje que vamos sair daqui com estas respostas, que nunca existem, quer por parte do PS, quer por parte do Governo», disse Emídio Guerreiro.

As críticas do deputado do PSD surgiram depois da plataforma sindical afirmar não entender os critérios definidos pelo ME no primeiro concurso de acesso à categoria de professor titular, e após o PS, pela voz de Bravo Nico, não se ter debruçado sobre o assunto.

«O primeiro concurso tem características muito específicas, mas o segundo concurso não terá certamente a mesma geometria», limitou-se a afirmar o deputado do PS.

Emídio Guerreiro lamentou ainda que o Governo também «não dê respostas claras e concretas ao porquê dos critérios definidos» e acrescentou que este concurso «não é entendível para ninguém».

«O silêncio é de compromisso com opções políticas do Governo que não decorrem de falta de competência ou de falta de bom senso«, acusou, por seu turno, João Oliveira, do PCP, sugerindo que a intenção do Ministério da Educação é «dificultar a progressão na carreira aos docentes»."

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:: enviado por RC :: 3/28/2007 07:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Odete Santos

Odete Santos não é propriamente fotogénica, mas é justo o que a tecla insuspeita de Pacheco Pereira produziu:

"Odete Santos é uma excelente deputada, trabalhadora quanto baste, advogada temível, conhecedora das suas matérias, que já vi desfazer com a maior facilidade alguns meninos (e meninas) que pensam que por ser mais elegantes e bonitos do que ela lhe são superiores. Já a vi , por exemplo, por na ordem com grande aisance um dos Gatos Fedorentes, que teve que engolir em directo uma graça demagógica. Mas estes são os tempos em que vivemos, e este protesto não vai mudar nada."

Mal estaríamos se as aparências pudessem substituir o conteúdo.

:: enviado por RC :: 3/28/2007 07:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Se trabalhar... não blogue

Hoje venho contar-vos uma história que aconteceu em França mas que, ao ritmo a que as coisas estão a evoluir, pode brevemente vir a passar-se neste nosso pequeno jardim à beira-mar plantado. A história começou no ano passado com o despedimento abusivo de uma secretária inglesa que trabalhava para a empresa (também inglesa) de contabilidade Dixon Wilson, em Paris.
Catherine, a Bridget Jones inglesa, como lhe chama o Daily Telegraph, alimenta regularmente um blog que tem a mesma idade do nosso (desde Julho de 2004), onde escreve desabafos sobre a sua vida de mãe solteira de 34 anos, em Paris, e onde fala dos seus encontros e desencontros e por vezes do seu trabalho, sem no entanto nunca nomear nem o seu verdadeiro nome, nem o do patrão ou da empresa onde trabalhava.
Agora, o caso está a ser julgado pelo Tribunal do Trabalho — os famosos Prud’hommes — de Paris. Por entre as passagens incriminatórias, a defesa cita um extracto no qual a “petite anglaise” se refere ao patrão como um “twunt”, uma palavra inglesa inventada, que em português se poderia traduzir por “conas”, no sentido magnificamente explicado neste texto. Mas, como todas as línguas têm o seu lado traiçoeiro, sobretudo quando devem ser traduzidas, no processo de acusação a palavra foi traduzida por “enculé”, o que leva a coisa para a taradice muito mais do que a pobre inglesinha pretendia. “Enculé”, como ela própria escreve no seu blog, is the strongest French swearword I know of.
Como poderão comprovar, o blog de Catherine Sanderson — que tem cerca de 4000 visitas por dia — não tem nada de insultuoso, muito embora tenha por vezes alguns desabafos mais impertinentes.
A sentença do tribunal do 10° bairro de Paris deverá ser pronunciada amanhã, 29 de Março.

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:: enviado por JAM :: 3/28/2007 10:41:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Deputados PS visitam Albergaria-a-Velha

Andaram esta semana a "vadear" pelo concelho de Albergaria-a-Velha os deputados do Partido Socialista. Aí, Afonso Candal regozijou-se com o encerramento do SAP local (e certamente com outros SAP's). Entretanto deixaram-lhe dois recados que o Diário de Aveiro de 27 de Março de 2007 dá conta.

O 1º:

"O périplo começou no Lar da Misericórdia, cujo provedor, José Carlos Oliveira, acompanhado pelos mesários Mário Vidal da Silva, Aires Rodrigues Ferreira e António Bastos Marques, revelou que a instituição apresentou uma candidatura ao programa PARES, para alargamento das actuais instalações, no espaço do antigo hospital, um projecto na ordem de um milhão de euros, dos quais a Misericórdia suportará metade. A intenção é alargar o número dos actuais 64 utentes (24 dos quais necessitam de cadeira de rodas) a mais 40 e criar um Centro de Dia para 30 idosos. Os actuais serviços de Fisioterapia atendem 60 doentes, mas têm capacidade para o dobro."


O 2º:

"O comandante José Ricardo Bismarck apresentou alguns dados acerca dos serviços de socorro prestados, que, após o encerramento do SAP da vila, passaram de 120 para 220 por mês, sendo o tempo médio de cada deslocação a Aveiro de duas horas, quando antes era de 50 minutos."

Será que Afonso Candal e os restantes deputados PS perceberam??

:: enviado por touaki :: 3/28/2007 09:45:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, março 27, 2007

Ditador ou salvador?

Não é por nada, mas eu cá sempre disse que o gajo está mal enterrado!...
Como a democracia não soube (ou, pior!, não quis) arrumar no lugar devido o nosso passado recente, corre-se o risco de que os zombies oriundos desse passado arrumem a democracia.
Aconteceu, na RTP, no domingo passado, a ”morte simbólica do 25 de Abril”, como disse Eduardo Lourenço ao Público? Com todo o respeito que E. L. me merece, não me parece que um “concurso” mentecapto como aquele possa aspirar a tanto. Levou, isso sim, à mobilização de simpatizantes da extrema-direita (que os há!) e de idiotas-úteis para votarem em Salazar e de simpatizantes do PCP para votarem em Cunhal. Pelos vistos, aqueles mobilizaram-se mais do que estes. Sinais dos tempos...
Mas, perguntaremos, porque é que há gente disposta a afirmar que Salazar foi um grande português? Por várias razões, como se compreenderá:
— porque Salazar não se apoiava no vazio, com toda a certeza;
— porque as actuais gerações com idade inferior a 35 anos não viveram naquela época e nenhum dos governantes da democracia que veio depois se preocupou em lhes explicar como foi, tanto mais que, não sei se por terem (pelo menos, alguns deles) o rabo preso, a grande preocupação deles foi não deixar “cair o poder na rua” e, tão rapida e subrepticiamente como lhes foi possível, libertar e pôr a salvo os mentores, os executores e os carrascos do regime que os precedeu;
— porque o actual regime, embora não meta na cadeia e torture quem se lhe opõe ou simplesmente o critica, também deixa muito a desejar.
Com base neste último argumento, há por aí umas cabecinhas pensadoras que dizem que, afinal, os telefonemas/votos em Salazar foram apenas uma forma de protesto, uma reacção até saudável à actual bandalheira... Mas não, não têm razão: porque, actualmente, as pessoas têm à sua disposição toda uma variedade de meios e formas de protestar, têm a possibilidade de se organizar para reagir ao que consideram errado ou afrontoso da sua dignidade, e, finalmente mas não menos importante, têm, no mínimo, a possibilidade de, sozinhos e livres nas câmaras de voto, periodicamente, não pôr a cruzinha nos bandalhos que, se levarmos a sério os desabafos das pessoas no café, os têm estado a roubar e/ou a ofender e pôr a cruzinha noutros (porque há outros!... pode até ser que sejam iguais ou parecidos, mas disso só teremos a prova provada quando os escolhermos).

:: enviado por Manolo :: 3/27/2007 09:42:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Restaurador Olex

"No museu de Santa Comba guardar-se-á o restaurador Olex, os utensílios da barba, algumas peças de uso pessoal. O fascínio do personagem é mérito dele. O culto é da responsabilidade de quem o fomenta por forma cada vez mais evidente."

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:: enviado por RC :: 3/27/2007 02:13:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Passámos a ser números

No tempo de Guterres dizia-se que “para o PS, as pessoas não eram números”. Pois agora, são. E são também os números que melhor provam que a vitória dos 3,9% é a vitória dos números sobre as pessoas e sobre o País.

O leitor não se distraia. Quando ouvir loas aos 3,9% lembre-se de que isso custou menos 630 milhões de investimento que em 2005, que isso representou um corte de quase mil milhões no investimento que o próprio Governo tinha anunciado para 2006. Por isso, quando o massacrarem com os 3,9%, lembre-se dos centros de saúde, das escolas e dos centros hospitalares que andam a anunciar todos os dias nos jornais, ou das linhas de metro que foram “parar ao tinteiro”, ou então das urgências e das maternidades, das escolas e esquadras que encerraram e vão encerrar por todo o país.

Quando ouvirem hossanas aos 3,9% lembrem-se de tudo isto e perguntem à custa de quê e à custa de quem é que Sócrates pode andar por aí aos pulos de contente com a sua obsessão orçamental?

[Honório Novo, JN/26.03.07]

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:: enviado por JAM :: 3/27/2007 10:59:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Humor negro

Entra-nos assim pela caixa do correio...

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:: enviado por RC :: 3/27/2007 10:45:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Irão estica a corda

"O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, advertiu hoje o Irão, relativamente aos 15 marinheiros britânicos detidos em Teerão, de que o processo entrará numa «nova fase» caso fracassem os esforços diplomáticos para a sua libertação."

Todos sabemos o que este tipo de "coisas" pode originar. Depois do Iraque só o que faltava era uma guerra com o Irão...

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:: enviado por RC :: 3/27/2007 10:35:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

A política dos valores

"Em declarações ao Público, Manuel Alegre - que o PS preteriu a favor de Mário Soares como candidato às últimas presidenciais e que acabou por concorrer sem o apoio do partido e obter mais votos do que o ex-presidente - fez questão de "expressar publicamente" a sua "discordância" face à ausência de Soares do encontro desta tarde promovido por Cavaco Silva.
Revelando-se "muito surpreendido" com a decisão do actual Presidente, Alegre afirmou: "Mário Soares é o grande obreiro político da entrada de Portugal na Comunidade Europeia", que não teria acontecido "sem o seu esforço e combate político".
"A opção pela Europa foi uma opção política e o país devia prestar-lhe essa homenagem", defendeu. E sublinhou: "Isso é uma verdade histórica e a história não pode ser reescrita."
Soares está indisponível para comentar o caso, informou ontem a sua secretária."


Os apoiantes de Mário Soares também já se converteram ao presidente "impecável"?

Valha-nos a poesia:


Uma parte de mim pertence à França
e sou de Roma e Grécia e de Veneza
haverá sempre em mim um outro céu
Um Ulisses que busca e não se cansa.
Onde começa o mar começo eu
começa a viagem e a festa da tristeza.
Um eco na Abadia: eis a Inglaterra.
Não sei se Lorelei me traz a Alemanha
nem se Natasha a Rússia da paixão.
Não sei se tenho o mundo por herança
só sei que Portugal é a minha terra
e a minha pátria é onde a alma alcança
e todas as nações minha nação.

:: enviado por RC :: 3/27/2007 12:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, março 26, 2007

Salazar


© desenho de Bandeira

O mal-estar em relação a tudo isto não é culpa da RTP, mas sim de um regime democrático que nunca conseguiu criar uma grelha de valores sólidos e consensuais, nomeadamente quanto ao sentido da democracia e quanto à questão nacional. A história épica ensinada pela ditadura continua a ser o molde através do qual muitos portugueses olham para o passado. A democracia não fez melhor do que reinventar os Descobrimentos como base do espírito nacional. E, sobre temas tão complexos como a Guerra Colonial, preferiu manter o silêncio.

Salazar está bem menos vivo do que se pensa. Para as pessoas que nasceram nos anos 1970 ou 1980, nem pertence ao passado imediato. A pouco e pouco, o ditador deixa de existir na memória de pessoas concretas e torna-se um nome abstracto, impresso entre duas datas nos livros de História. Isto vale tanto para os saudosistas do fascismo como para os discursos construídos em torno da memória do combate à ditadura.

O problema é que, desaparecendo esta memória da história recente, fica apenas um vazio. E o drama do nosso tempo é precisamente esse: o de ter perdido o sentido da história. E, sem esse sentido, o passado torna-se um jogo em que Cunhal, Camões, Salazar ou D. João II valem o mesmo. A História tornou-se num mero concurso de televisão. E isso preocupa.

[Miguel Gaspar, DN/ 27.02.07]

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:: enviado por JAM :: 3/26/2007 05:36:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Consequências inesperadas

A pesada derrota da equipa belga de futebol contra Portugal já teve consequências no “plat pays”: Dewinter, dirigente do partido flamengo de extrema-direita Vlaams Belang, atribui a derrota a uma falta de sentimento nacional da parte dos jogadores. Propõe, por isso, a criação de uma equipa flamenga e outra francófona.
Esperemos que a selecção portuguesa não perca em Belgrado. O Alberto João (sempre pronto a abraçar as grandes ideias) poderia querer uma equipa para a Madeira e nós precisamos do Cristiano Ronaldo.

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:: enviado por U18 Team :: 3/26/2007 03:13:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

De da de da de da

Freguesia da Caparica. Vou à Caparica. Tem casa na Caparica. Costa de Caparica?

É absolutamente irritante o pedantismo do de. Agora são as televisões que fazem a norma como muito bem lhes dá.

Basta consultar http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=17619

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:: enviado por RC :: 3/26/2007 02:25:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, março 25, 2007

O que diz Marques Mendes

Não é que eu ligue muito ao que diz o "baixinho" (ganda nóia) do PSD. Mas desta vez creio existirem motivos para se dar ouvidos ao homem. Devo dizer que a entrevista passou despercebida da maior parte do pessoal. No entanto os assuntos abordados são sérios e posso mesmo dizer graves... Siga-se o link para o resto!

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:: enviado por touaki :: 3/25/2007 10:13:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O Presidente Impecável

PortugalDiário - A informação actualizada ao minuto: as últimas notícias do país e do mundo.: "Soares excluído de comemoração de entrada na UE"

E agora Zé? Ainda é impecável?
E daí talvez, até já é de centro esquerda...

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:: enviado por RC :: 3/25/2007 08:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Triste aniversário II

Para confirmar a justa apreciação do JAM no seu post, bastará atentarmos na pobreza do texto:

«Declaração de Berlim»: o texto na íntegra

A Europa foi durante séculos uma ideia, uma esperança de paz e de entendimento. A esperança tornou-se realidade. A unificação europeia trouxe-nos paz e bem- estar. Criou um sentimento de comunhão e venceu divergências. Foi com o contributo de cada um dos seus membros que a Europa se unificou e que a democracia e o Estado de direito foram reforçados.

Se a divisão contra natura da Europa está hoje definitivamente superada, é graças ao amor que os povos da Europa Central e Oriental nutrem pela liberdade. A integração europeia é prova de que tirámos ensinamentos de um passado de conflitos sangrentos e de uma História marcada pelo sofrimento. Vivemos hoje numa comunhão que nunca antes se havia revelado possível. Nós, cidadãs e cidadãos da União Europeia, estamos unidos para o nosso bem.

I. Na União Europeia, tornamos realidade os nossos ideais comuns: no cerne está, para nós, a pessoa humana. A sua dignidade é inviolável. Os seus direitos são inalienáveis. Homens e mulheres são iguais em direitos.
Aspiramos à paz e à liberdade, à democracia e ao primado do Direito, ao respeito mútuo e à responsabilidade, ao bem-estar e à segurança, à tolerância e à partilha, à justiça e à solidariedade.

É ímpar a forma como juntos vivemos e trabalhamos na União Europeia. Disso é expressão a colaboração democrática entre Estados-Membros e instituições europeias.
A União Europeia assenta na igualdade de direitos e na colaboração solidária. Assim se torna possível a preservação de um justo equilíbrio entre os interesses dos Estados-Membros.

Defendemos na União Europeia a autonomia e as diversificadas tradições dos seus membros. As fronteiras abertas e a tão viva diversidade das línguas, das culturas e das regiões são para nós fonte de enriquecimento. Só em conjunto, e não isoladamente, poderemos alcançar muitos dos objectivos que nos propomos. A União Europeia, os Estados- Membros e as regiões e autarquias partilham entre si as diferentes actividades a empreender.

II. Enfrentamos grandes desafios que não conhecem fronteiras nacionais, e a União Europeia é a resposta que temos para lhes dar. Só em conjunto poderemos preservar para o futuro o nosso ideal europeu de sociedade, a bem de todas as cidadãs e cidadãos da União Europeia. Neste modelo europeu conjugam-se sucesso económico e responsabilidade social. O mercado comum e o euro dão-nos força. Deste modo, podemos moldar de acordo com os nossos valores a crescente interpenetração das economias no Mundo e a concorrência cada vez mais intensa que caracteriza os mercados internacionais. A riqueza da Europa reside nos conhecimentos e saberes das suas gentes; é essa a chave para o crescimento, o emprego e a coesão social.

Juntos lutaremos contra o terrorismo, a criminalidade organizada e a imigração ilegal, sem deixarmos de defender a liberdade e os direitos cívicos na luta que travamos contra aqueles que os querem aniquilar. O racismo e a xenofobia jamais poderão voltar a ter uma oportunidade.

Pugnamos por que os conflitos que afligem o Mundo sejam resolvidos pacificamente e por que as pessoas deixem de ser vítimas da guerra, do terrorismo e da violência. É intenção da União Europeia promover a liberdade e o desenvolvimento no Mundo, vencer a pobreza, a fome e a doença. Queremos continuar a assumir um papel de liderança em prol destes objectivos.

Queremos avançar juntos na política energética e na defesa do clima e prestar o nosso contributo para afastar a ameaça global das alterações climáticas.

III. A União Europeia continuará a viver da sua abertura e da vontade dos membros que a integram para, simultaneamente e em conjunto, consolidarem o desenvolvimento interno da União. A União Europeia continuará também a promover a democracia, a estabilidade e o bem-estar para além das suas fronteiras.

A unificação da Europa veio dar vida a um sonho de gerações passadas. Manda a nossa História que preservemos tal fortuna para as gerações vindouras. Devemos para isso moldar, a cada passo e ao ritmo dos tempos, a configuração política da Europa. Por isso nos une hoje, cinquenta anos passados sobre a assinatura dos Tratados de Roma, o objectivo de, até às eleições para o Parlamento Europeu de 2009, dotar a União Europeia de uma base comum e renovada.

Porquanto temos a certeza: a Europa é o nosso futuro comum.


:: enviado por RC :: 3/25/2007 03:44:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Os mais velhos...

...ainda se lembram desta mulher.

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:: enviado por RC :: 3/25/2007 03:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Triste aniversário

Lembram-se desta cena dos Irmãos Marx no filme Uma noite na Ópera? Depois de escutar atentamente a leitura das cláusulas de um interminável contrato que lhe ostenta Groucho, Chico recusa-as todas com um categórico That’s no good. “That’s no good”: no fim de contas, não sobra nada do texto e é, de certo modo, o que acontece hoje com a declaração do 50° aniversário do Tratado de Roma.
No princípio do ano, Angela Merkel pretendia fazer deste aniversário uma ocasião para dar um novo impulso à União. Com confiança, previa aproveitar para relembrar tudo aquilo que une os europeus, principalmente o modelo social. Via nisso uma forma de reanimar a chama francesa para a União, um preliminar indispensável para fazer descolar a famigerada Constituição, liberta do peso dos Tratados anteriores e modestamente rebaptizada “Tratado Fundamental”.
Mas a confiança de Frau Merkel estava muito longe de ser unânime. Falar do euro? Poderia parecer lógico e era essa a vontade do presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, Primeiro ministro do Luxemburgo, mas...
Mas os britânicos desataram aos gritos. O QUÊ? O EURO? Esse euro no quadro de honra, quando eles não só não aderiram como estão cada vez mais longe de aderir? Não seria isso um artifício para os excluir? O euro, portanto, fora. Então a zona Schengen, esse espaço da União onde se pode circular livremente sem mostrar o passaporte? “That’s no good”, voltaram a retorquir os britânicos que também não aderiram e hop! Fora com Schengen.
Então talvez o modelo social europeu? Nem pensar. É a linha vermelha para os países liberais que só muito contrariados e sob muita pressão tinham assinado o projecto da Constituição, que tão contentes ficaram com o seu enterro e que não são agora parvos para meterem o dedo nessa engrenagem da economia social de mercado. Fora portanto com o social. O que é que resta então?
Boa questão. Como vimos hoje, falou-se dos pais fundadores, dos 50 anos de paz, sopraram-se as velas, ouviu-se o Hino da Alegria,... Mas, quanto ao novo impulso da Europa... Vamos ter que esperar.

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:: enviado por JAM :: 3/25/2007 01:33:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Os custos do trabalho



Clique sobre a imagem

Real Unit Labour Cost (RULC) relates how much people cost an employer compared to their productive contribution to the business. It thus indicates whether labour cost inflation exceeds productivity growth. In the above table we show the change in RULC for the latest available year compared to the previous year. Where this relates to a year that has not yet been completed, the figures will contain the forecast outcome for the most recent year.

A negative change in RULCG means that labour costs are growing less quickly than labour productivity. This is not necessarily a good omen for job growth or retention, as past increases in labour costs could already have led companies to invest in more productive capital to replace labour. Likewise, a growth in real unit labour costs may not always lead to labour shedding, because a country may have such low unit labour costs compared with other countries that it remains highly competitive as a production base. Comparisons are also more accurate within the eurozone than with other countries outside it, due to exchange rate effects.

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:: enviado por RC :: 3/25/2007 01:30:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Correia de Campos

PortugalDiário - A informação actualizada ao minuto: as últimas notícias do país e do mundo.: "O Governo português entregou este domingo às autoridades moçambicanas cinco toneladas de medicamentos e outro material médico, destinados aos mais de 450 feridos resultantes das violentas explosões de quinta-feira num paiol militar em Maputo, noticia a agência Lusa."

Por que não enviar Correia de Campos?

:: enviado por RC :: 3/25/2007 01:20:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Fechar os SAPS

Diário Digital: "Região Centro será a mais afectada com encerramento de SAP
A região Centro vai ser a mais afectada pelo encerramento de Serviços de Atendimento Permanente (SAP) dos Centros de Saúde, segundo uma lista do Ministério da Saúde, divulgada pela TVI, que identifica 56 serviços a fechar."


Primeiro fechamos e depois abrimos. Ou seja, tudo tem que ficar pior porque no futuro tudo será cor de rosa.

A Comissão Liquidatária no seu melhor!

:: enviado por RC :: 3/25/2007 01:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Empresas Municipais - o desmando

Os desmandos em termos de vencimentos e outras prebendas nas empresas municipais são qualquer coisa de arrepiante. Não admira que sejam tão cobiçados os lugares nas ditas.... A pergunta agora é: será que vão repor? A resposta é não pois estavam cobertos pela lei! MAs que rica lei que permite tais brincadeiras.

:: enviado por touaki :: 3/25/2007 10:39:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Caparica: parque de campismo quer indemnização por prejuízos provocados pelo avanço do mar

Clube de Campismo de Lisboa fala em danos de milhares de euros

24.03.2007 - 21h37 Lusa

O presidente do Clube de Campismo de Lisboa anunciou hoje que vai pedir uma indemnização ao Governo pelos danos provocados pelo avanço do mar, na última semana, na Costa da Caparica, indicando que estes ascendem a milhares de euros.
Estes pândegos só podem estar a gozar. Atão não é que fazem côdea (aquilo de parque de campismo já só tem o nome) e como diria o outro "o dinheiro dos meus impostos para alimentar pançudos"?
Aqui o Estado deve assumir-se, neste caso, como neoliberal que está a ser. Ou seja, não há direito a qualquer indeminização. Para isso existem os seguros e as companhias de seguro. Há muito que se sabe ser a Caparica (e outras) uma zona de risco. Já se sabe que em face da evolução das condições climáticas a médio/longo prazo o mar acabará por invadir toda a zona. O lógico será que o estado desincentive a "colonização" de lugares como esse.
O Estado por intermédio do INAG já "enterrou" ali muito dinheiro PÚBLICO para proteger bens privados edificados clandestinamente sob a capa de campismo. É bom de perguntar aos utentes daquele parque porque é que sabendo do risco que corriam não retiraram os bens e haveres? A resposta é simples: é difícil desmontar casas e outras estruturas fixas. De parque de campismo, e por definição de lazer temporário, aquilo já não tem nada. Como tal, agora, não se queixem e aguentem!

:: enviado por touaki :: 3/25/2007 02:23:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, março 24, 2007

Rugby fabuloso

Portugal acaba de se qualificar, pela primeira vez, para o Mundial de Rugby. Perdemos no Uruguai por 18-12 depois de termos vencido, em Lisboa, por 12-5. A qualificação foi por 1 ponto!
Jogadores amadores, a quem o Estado não facilita nada, ganharam o direito de ir a França em Setembro. A única equipa amadora a qualificar-se.
Parabéns ao Rugby português.


:: enviado por U18 Team :: 3/24/2007 08:39:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, março 23, 2007

Miguel Torga

>> RTP - Rádio e Televisão de Portugal :::.: "A ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu que Miguel Torga poderá continuar a ser lido nas escolas, apesar de ter sido excluído dos programas oficiais."

Que alívio. Que gentileza. Obrigado caríssima ministra.

:: enviado por RC :: 3/23/2007 07:43:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

O estranho caso do "Dossier Sócrates"

Não haja dúvidas que o assunto é por natureza estranho. Mais estranho ainda são os não desenvolvimentos do dito cujo nos meios de comunicação tradicionais. Um artigo como o de ontem publicado por um jornal de referência e cuja temática acabou glosada por tanta gente (veja-se a quantidade de comentários que despoletou no Público on-line) não tem qualquer eco no dayafter nos outros media. No mínimo estranho. E é estranho também que os opinadores de serviço a esses media também não se pronunciem. Esquisito. Mas mesmo muito esquisito. Qualquer coisa me diz que isto não está bem. As coisas não batem certo...

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:: enviado por touaki :: 3/23/2007 10:19:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, março 22, 2007

A lei da osmose e o terrorismo

[...] O que há de sensacional nas declarações de Khalid Sheikh Mohammed ao tribunal (tornadas públicas na semana passada) é a enormidade da campanha terrorista que ele afirma ter orquestrado. Na sua qualidade de “Chefe das Operações Militares” de Osama bin Laden, foi não só o responsável pela “organização, planificação, seguimento e execução... de A a Z” dos ataques terroristas do 11 de Setembro, mas também do atentado falhado contra o World Trade Center, do assassinato do jornalista americano Daniel Pearl, da tentativa do terrorista do sapato Richard Reid de fazer explodir um avião americano, do assassinato de dois soldados americanos no Kuwait e doutros atentados em Bali, Mombaça e Turquia.
Para além disso, a sua confissão perante o tribunal faz referência a mais de vinte actos terroristas planeados mas que não conseguiu levar a cabo. Entre eles, a “operações com bombas sujas em território americano”, a “segunda vaga” de ataques após o 11 de Setembro contra a Torre Library em Los Angeles, a Torre Sears em Chicago, o Banco Plaza em Washington e o Empire State Building em Nova Iorque; bem como outros atentados contra as pontes suspensas e a bolsa de Nova Iorque; e também contra centrais nucleares americanas; contra o aeroporto de Heathrow, o Canary Wharf e o Big Ben; contra os estreitos de Ormuz e de Gibraltar; contra Singapura e o Canal do Panamá; contra o quartel-general da NATO em Bruxelas; contra três embaixadas americanas; contra Israel e quatro das suas embaixadas; e contra objectivos ocidentais na Tailândia e na Coreia do Sul.
Como se isso não bastasse, Mohammed informou o tribunal que era responsável pelo planeamento dos assassinatos dos ex-presidentes Jimmy Carter e Bill Clinton, do papa João Paulo II e do presidente paquistanês, Pervez Musharraf.
Ah, e também quis destruir uma companhia petrolífera, propriedade do judeu ex-Secretário de Estado americano Henry Kissinger, na Ilha de Sumatra.
Esta lista de supostos alvos é de tal modo espantosa e, em certos aspectos, estrambólica que somos tentados a imaginar que, na realidade, o prisioneiro estava a gozar com a sua audiência militar. Até porque os próprios ataques da al-Qaeda levados a cabo foram menos espantosos e estrambólicos. [...]

É por estas e por outras que a credibilidade da Administração americana atingiu de tal modo os mínimos do imaginável que qualquer verdade que possam vir a dizer não deixará de ser encarada com risota.
Recomendamos a leitura do resto deste texto (em inglês) da autoria de Niall Ferguson, Professor de História da Universidade de Harvard.

:: enviado por JAM :: 3/22/2007 11:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Blogue mole em pedra dura...

De há dois anos a esta parte que o blogue Do Portugal Profundo vem fazendo uma aturada investigação do percurso académico de José Sócrates. Hoje é o próprio Público que publica artigo sobre esta temática. Transcrevemos o artigo do Público aqui.

É telenovela a seguir... os profs são mesmo relaxados.

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:: enviado por RC :: 3/22/2007 05:47:00 da tarde :: 4 comentário(s) início ::

A pensão de Eduardo Catroga

Com esta história das habilitações do nosso primeiro e as "estórias" das ilegalidades dos concursos de professores o pessoal tem andado distraído com estas coisas!

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:: enviado por touaki :: 3/22/2007 04:47:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

SER OU NÃO SER...EIS A QUESTÃO!!!

Neste tempo de bruma e silêncio ... a dúvida paira por aqui !!!

:: enviado por ja :: 3/22/2007 02:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Medeiros Ferreira

Mai uma boa pergunta, curta e concisa.


Bicho Carpinteiro: As fronteiras da esquerda moderna: "Segunda-feira, Março 19, 2007
As fronteiras da esquerda moderna

Se bem percebi o que José Sócrates disse na reunião das novas fronteiras o PS é da esquerda moderna e o governo é de centro-esquerda, mesmo sem Freitas do Amaral.Quem faz o papel deste?"

:: enviado por RC :: 3/22/2007 01:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Não perca os próximos episódios

[...] Muitos tentaram conquistá-la: Bush, Bill Gates, Cristiano Ronaldo, Pelé, Holden e Phoebe Caulfield, Mahmoud Ahmadinejad, Presidente Lula, Rodion Raskolnikov ou José Cid. Nenhum a alcançou. [...] Por isso a luta é feroz. Por isso o combate não parará enquanto um não sair vencedor, mesmo que isso represente a morte do outro. Por isso todos os meios serão tentados. E por isso o desfecho é inesperado. [...] O campo de batalha foi a velha e medieval vila de Óbidos, por entre castelos, muralhas e torres de menagem, relembrando o imaginário dos torneios e combates da Idade Média. [...]
Os próximos dias serão decisivos. Até porque ao lado, com a ressurreição do Guerreiro-Menino, algo de semelhante se prepara. No final, o universo não será certamente o mesmo.

[Luciano Amaral, DN/22.03.07] (Para ler com sotaque brasileiro, a pedido do autor.)


:: enviado por JAM :: 3/22/2007 10:03:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, março 21, 2007

Números à la carte

— Em Portugal, nascem todos os dias 400 blogs — como os cogumelos depois das chuvas;
— Enquanto isso, o Eng.º Belmiro desceu, de 2006 para 2007, na lista dos mais ricos do mundo, de 350º para 407º, pobrezito;
— E o Minist.º da Justiça vai pagar de indemnização 12,6 milhões de euros, pela suspensão da empreitada da construção da Cidade Judiciária, que violava o PDM de Lisboa. Celeste Cardona já escreveu, no Público, que não tem culpa de nada. Como certamente o actual titular da pasta jurará o mesmo, a culpa, coitada, vai, pela enésima vez, morrer solteira;
— Entretanto a RTP fez 50 anos, ½ século de bons e leais serviços aos vários poderes que por cá ditaram leis, incluindo nesses serviços o “circo”, que é tão mais necessário quanto mais falta o pão;
— Como 50 anos fez também Bin Laden, se ainda estiver vivo (morto ou vivo, o Império já fez dele uma lenda);
— Na Europa, entre 2000 e 2005, 88.000 empregos do sector automóvel deslocaram-se para o Leste;
— No edifício da Renault em Guyancourt (Paris), em 4 meses suicidaram-se 3 empregados;
— Na Alemanha e na Itália, os governos tencionam elevar a idade da reforma dos 65 para os 67 anos;
— Ainda na Europa, nos últimos 50 anos, o número de espermatozóides desceu de 113 para 66 milhões por mililitro;
— E, neste canto da Europa, um estudo publicado há dias informava a quem pudesse nisso estar interessado que o CMPP (comprimento médio do pénis portuga) é de 9,85 cm em estado de descansar-armas e de 15,82 cm no caso de se encontrar devidamente motivado;
— Já agora, a talhe de foice, 92-60-92 são as medidas da Scarlett Johanssen (espectáculo!...).

:: enviado por Manolo :: 3/21/2007 10:09:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quatro anos a exportar o caos

A invasão do Iraque é uma calamidade estratégica e moral de dimensões históricas, com origem em hipóteses falsas e movida pela táctica americana de dominação sobre os países que dispõem de riquezas energéticas ou que são considerados como uma ameaça. Ao longo destes quatro anos de guerra, muito se falou e escreveu sobre a destruição do Iraque e da sua unidade nacional, mas muito menos se tem escrito sobre os impactos dessa invasão a nível regional e internacional.
No Irão, por exemplo, que se viu logicamente obrigado a apoiar os seus aliados xiitas, face às duas outras confissões, para evitar por um lado a contaminação dos curdos iranianos pelos curdos iraquianos e, por outro lado, para controlar as incursões profundas no seu território, levadas a cabo pelas tropas americanas desde 2003. Não nos devemos esquecer que, com a ocupação do Iraque, os americanos tornaram-se os vizinhos mais próximos do Irão. Não se pode compreender o auge de um regime duro e fanático, disposto a conseguir a autonomia em matéria nuclear e ameaçar atacar Israel, sem ter em conta esta nova situação geopolítica.
Mas os estragos não se ficam por aí. O atolamento dos americanos no Iraque serviu de apoio às tendências mais radicais em Israel que, contra a opinião pública mundial, sustentaram a intervenção militar judia no Sul do Líbano. Uma verdadeira catástrofe histórica e mais uma acha para a fogueira que tem vindo a destruir o movimento nacional laico palestiniano em proveito do islamismo que, na Palestina, é mais um produto da reacção perante a actual situação caótica do que o resultado de uma evolução identitária do povo palestiniano.
Para além disso, a situação iraquiana endureceu a resistência dos talibãs, no Afeganistão, provocando a debilidade do governo de Karzai e o seu provável desaparecimento assim que as tropas da NATO abandonarem o país. Também aí, o caos é total.
Por seu lado, a Rússia começa a reagir duramente face ao que considera uma ameaça à sua segurança estratégica. Vladimir Putin não se coibiu há dias, na Conferência Internacional sobre segurança, de tecer duras críticas aos Estados Unidos, acusando-os de estarem a “exportar a instabilidade para o mundo inteiro”, expressão que não era utilizada desde a Guerra do Vietname. O projecto americano de escudo anti-mísseis previsto para a Polónia e a República Checa aparece claramente como uma demonstração da vontade americana de paralisar as capacidades militares da Rússia e, desde logo, alterar o equilíbrio estratégico. As coisas tornam-se mais claras se juntarmos a isso as ameaças americanas nas fronteiras do Irão que configuram não só as condições para uma guerra regional, mas também uma ameaça à capacidade ofensiva da Rússia.
Alguns observadores americanos afirmam que Bush não tem nada a perder. Como não pode voltar a ser candidato às presidenciais, não tem qualquer impedimento em continuar a política radical dos ideólogos neocons, que sonham em impor pela força o império americano no Médio Oriente. Nessas condições, uma guerra é muito possível, mesmo que traga muito mais prejuízo para os Estados Unidos e, sobretudo, para Israel. Estamos já em pleno modelo de conflito de civilizações tal como o sonham os neoconservadores e os seus aliados no mundo. Sem dúvida, vai fracassar, mas é a base cultural da estratégia de exportação do caos, vigente hoje em dia nas relações internacionais.

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:: enviado por JAM :: 3/21/2007 09:45:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Há sempre alguém...

Dizíamos em texto do passado dia 8 de Março:

"Veremos nos próximos episódios de que é feita a coluna vertebral do notório Valter e por que elevados princípios éticos se movem aqueles dentre os nossos representantes que, por acaso, em tempos idos já foram professores..."

Ora, sentimos renascida a nossa fé na natureza humana. Dentre os muitos deputados professores do Partido Socialista há quatro que honram o mandato para que foram eleitos. São eles João Bernardo, Teresa Portugal, Júlia Caré e Odete João.
Para eles vai o meu abraço solidário e a certeza de que o país moderno e com futuro não se faz com a ignomínia de injustiças avulsas e autocracias serôdias. Bem hajam!

..../..../....

21-03-2007 18:00:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-8853482
Temas: política portugal partidos

AR: Deputados PS votam contrariados e com críticas Estatuto da Carreira Docente


Lisboa, 21 Mar (Lusa) - A disciplina de voto imposta na bancada do PS forçou terça-feira quatro deputados socialistas a chumbarem todas as propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente, apesar de terem fortes reservas sobre o diploma do Governo.

Na Comissão Parlamentar de Educação, 13 deputados do PS reprovaram as propostas de alteração apresentadas pelo PCP e PSD ao Estatuto da Carreira Docente, mas, no final da reunião, quatro deles apresentaram declarações de voto individuais: João Bernardo, Teresa Portugal, Júlia Caré e Odete João.

"Por estrita disciplina partidária, imposta pelo Grupo Parlamentar do PS, voto contra as propostas de alteração apresentadas pelo PCP e pelo PSD" ao Estatuto dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, refere João Bernardo na sua declaração de voto.

Em linhas gerais, os quatro deputados socialistas apresentaram-se em desacordo com o diploma do Governo em três pontos fundamentais: a diferenciação entre a carreira de professor e de professor titular; a compatibilização da carreira com o exercício de cargos públicos e sindicais; a participação dos pais e os critérios como o abandono e o sucesso escolar na avaliação dos professores.

Entre outras críticas, este grupo de deputados do PS diz que o Estatuto da Carreira Docente contém normas "arbitrárias, discriminatórias, burocráticas, desvaloriza a actividade docente na sala de aula", colide com a "salubridade pedagógica" e - acrescenta Teresa Portugal - poderá "violar o campo dos direitos, liberdades e garantias contemplados na Constituição da República".

De acordo com deputados do PS, estas "fortes reservas" foram transmitidas "há várias semanas" ao secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, mas o executivo "entendeu não ceder em nenhum ponto".

Na sua declaração de voto, o deputado socialista João Bernardo considera que "a divisão dos professores em duas categorias terá repercussões negativas na organização interna dos estabelecimentos de ensino". "A determinação do número de vagas para professor titular e o consequente concurso para a respectiva categoria não reconhece a dimensão mais relevante na actividade docente: a sala de aulas", lamenta o deputado.

João Bernardo refere ainda que, no novo Estatuto da Carreira Docente, se assiste a uma "flagrante desvalorização das actividades lectivas, pedagógicas e culturais, perante a sobrevalorização do exercício dos cargos formalmente pré-estabelecidos, para além de estimular o garrote burocrático, que tanto tem vindo a asfixiar a qualidade do ensino em Portugal".

Na sua declaração de voto, o deputado do PS queixa-se ainda que a "verticalização da carreira constituirá mais um obstáculo à salubridade pedagógica das escolas e à eficiência do processo de ensino".

"A diferenciação artificial de estatutos e competências [entre docentes] irá trazer maior conflitualidade e piorar o ambiente escolar. A introdução forçada do sistema de quotas representa uma profunda injustiça sobre a actividade docente", critica João Bernardo.

De acordo com este deputado, "estas duas novidades vão contribuir para a desvalorização social e material dos professores", acrescentando ainda o facto de haver "uma contradição insanável entre um discurso [do Governo] favorável ao reconhecimento do mérito e da excelência, por um lado, e, por outro, a imposição de quotas para a atribuição de menções de bom e excelente".

Já Teresa Portugal (irmã do candidato presidencial Manuel Alegre) refere-se à parte do diploma do Governo que contém "os pressupostos para a criação da carreira de professor titular, acessível apenas a um terço do número total de lugares por quadro de agrupamento ou escola não agrupada".

"A definição prévia desta quota impede, de forma arbitrária e discriminatória, que dois terços dos professores possam aceder ao topo da carreira, ficando consequentemente penalizados em termos salariais", aponta.

A deputada critica também a afixação de percentagens máximas na classificação de professores, no quadro da avaliação do seu desempenho.

"Pela via administrativa, este critério atinge e prejudica, de uma forma igualmente arbitrária e discriminatória, o percurso profissional de uma percentagem de professores", protesta a deputada socialista eleita por Coimbra.

Na declaração de voto, Teresa Portugal refere-se ainda à Constituição da República para criticar a decisão do Governo de eliminar a equiparação a serviço efectivo em funções docentes, para efeitos de progressão na carreira, de professores no exercício de cargos políticos ou em cargos de direcção sindical.

"Considero que o eventual prejuízo profissional decorrente do exercício de direitos políticos ou do desempenho de cargos públicos afectará a salvaguarda de condições na participação da vida política e viola o campo dos direitos, liberdades e garantias contemplados na Constituição da República", frisa Teresa Portugal.

PMF


Assembleia da República
Deputados PS votaram contrariados e com críticas estatuto dos professores
21.03.2007 - 18h10 Lusa

A disciplina de voto imposta na bancada do PS forçou na terça-feira quatro deputados socialistas a chumbarem todas as propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente, apesar de terem fortes reservas sobre o diploma do Governo.

Na Comissão Parlamentar de Educação, 13 deputados do PS reprovaram as propostas de alteração apresentadas pelo PCP e PSD ao Estatuto da Carreira Docente, mas, no final da reunião, quatro deles apresentaram declarações de voto individuais: João Bernardo, Teresa Portugal, Júlia Caré e Odete João.

“Por estrita disciplina partidária, imposta pelo Grupo Parlamentar do PS, voto contra as propostas de alteração apresentadas pelo PCP e pelo PSD” ao Estatuto dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, refere João Bernardo na sua declaração de voto.

Em linhas gerais, os quatro deputados socialistas apresentaram-se em desacordo com o diploma do Governo em três pontos fundamentais: a diferenciação entre a carreira de professor e de professor titular; a compatibilização da carreira com o exercício de cargos públicos e sindicais; a participação dos pais e os critérios como o abandono e o sucesso escolar na avaliação dos professores.

Críticas de desvalorização da actividade docente

Entre outras críticas, este grupo de deputados do PS diz que o Estatuto da Carreira Docente contém normas “arbitrárias, discriminatórias, burocráticas, desvaloriza a actividade docente na sala de aula”, colide com a “salubridade pedagógica” e – acrescenta Teresa Portugal – poderá “violar o campo dos direitos, liberdades e garantias contemplados na Constituição da República”.

De acordo com deputados do PS, estas “fortes reservas” foram transmitidas “há várias semanas” ao secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, mas o executivo “entendeu não ceder em nenhum ponto”.

Na sua declaração de voto, o deputado socialista João Bernardo considera que “a divisão dos professores em duas categorias terá repercussões negativas na organização interna dos estabelecimentos de ensino”.

“A determinação do número de vagas para professor titular e o consequente concurso para a respectiva categoria não reconhece a dimensão mais relevante na actividade docente: a sala de aulas”, lamenta o deputado

:: enviado por RC :: 3/21/2007 08:03:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

País de cheios de sono

Ontem, dia 20. parece que foi o dia mundial do sono.
Os portugueses gastaram, no ano passado, 80 milhões de euros em comprimidos sedativos, hipnóticos e para a ansiedade (uma quantia que me dizem ser semelhante ao custo do novo estádio municipal de Braga).
Por outro lado, as consultas “do sono”, desde que ficaram disponíveis, têm subido em flecha.
Portugueses! Rapaziada (e raparigada)! O que é que se passa?...
Andamos para aqui a dormir na forma ou quê?...
Eis aqui uma hipótese de explicação para o facto de nós, portugas, passarmos a vida a queixarmo-nos dos sucessivos governos do país e, depois, na hora do vamos ver, não usarmos a única “arma” que nos entregaram os capitães de Abril e que quem manda ainda tolera que usemos ou, quando a usamos, o façamos dando tiros no pé ou tiros de pólvora seca.. Como diz o filósosfo José Gil, em “O medo de existir”, o nosso é um país da não inscrição, ou, por outras palavras que alguém escreveu numa parede, “Não há drama, tudo é intriga e trama”.
Nobre povo, nação valente, o caraças!...
Somos é uns cheios de sono.

:: enviado por Manolo :: 3/21/2007 07:56:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, março 20, 2007

Quatro anos de inferno


Antes da invasão americana, o Iraque já era efectivamente um inferno. Só que era um inferno com regras e em que havia um só diabo e este tinha um rosto conhecido. Aberta a caixa de Pandora por Bush, o que se constata, quatro anos e centenas de milhares de desgraçados bombardeados, assassinados, torturados, mutilados, brutalizados e refugiados depois, é que todos os diabos estão à solta no Iraque e, pior do que isso, não têm rostos visíveis nem tácticas previsíveis. E se o presente é um inferno pior do que o passado, o futuro provavelmente - tudo o indica – parece que virá a ser ainda pior.
Nós, que vivemos aqui neste cantinho famoso pelos seus brandos costumes, em que a coisa mais parecida que temos com um diabo é um engenheiro de meia-leca que tem a mania que é firme e determinado e que está a apertar o cinto ao pessoal para agradar aos seus mentores dentro e fora das fronteiras, e em que a coisa mais parecida com uma guerra civil que temos é o que se está a passar com o regresso de Paulo Portas ao CDS, nós, dizia eu, não nos devemos esquecer que, há anos, elegemos para 1º ministro um Zé Mané que, assim que teve oportunidade, com o nosso voto no bolso, cedeu a sala de visitas para a famigerada Cimeira dos Azores e aí se encarregou de servir os cafezinhos. E, sobretudo, não nos esqueçamos que enquanto os três patrões da Cimeira já foram todos de alguma forma penalizados (é verdade que ainda não de acordo com os merecimentos de cada um deles...) pela decisão que ali foi formalizada e noticiada ao mundo, o nosso (salvo seja!) Zé Mané, recompensado depois pelo serviço que prestou, com o lugar de cabeça visível da CE, ainda continua a usufruir do seu prémio e a arrotar postas de pescada (como se realmente alguém o levasse a sério).

:: enviado por Manolo :: 3/20/2007 09:42:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Mais uma vez « não »

Como era de esperar, a resposta foi “não”. Mais um “não”, sem apelo nem agravo. E a razão desse novo “não” foi porque “infelizmente, o programa deste governo não inclui, nem explicita nem implicitamente, os três princípios internacionais do reconhecimento de Israel, da aceitação dos acordos passados e da renúncia ao terrorismo.
O programa do novo governo de unidade confirma que “a resistência é um direito legítimo do povo palestiniano” e que “a sua suspensão depende do fim da ocupação e da obtenção da liberdade, do direito ao regresso (dos refugiados) e da independência”. Se considerarmos que os actos terroristas do Hamas podem ser assimilados a actos de resistência, torna-se claro que os propósitos do novo governo de unidade significam, pelo menos implicitamente, a renúncia do terrorismo. Aí cai por terra a primeira razão deste “não” de Israel.
Ao mesmo tempo, o governo de unidade declara-se disposto a “trabalhar, não só para manter a trégua, mas também a alargá-la para que ela possa vir a ser completa, mútua e sincronizada, em troca do empenho de Israel em pôr fim às suas medidas de ocupação”. Em relação aos acordos passados, o programa garante que “o governo trabalhará, juntamente com a comunidade internacional, para pôr fim à ocupação e a restabelecer os direitos legítimos do povo palestiniano”. E não diz — contrariamente ao discurso do Hamas — que é preciso destruir Israel e criar um Estado palestiniano dentro das fronteiras do tempo do mandato britânico. Quando diz querer “trabalhar com a comunidade internacional para pôr fim à ocupação”, é à ocupação dos territórios ocupados após 1967 que deseja pôr fim e não à existência do Estado de Israel.
Ou seja, se o reconhecimento de Israel não é explícito, é claramente implícito, sobretudo se lhe juntarmos a vontade do novo governo palestiniano de “respeitar as resoluções internacionais e os acordos firmados pela OLP”. Há pois uma dupla ruptura com a posição tradicional dos islamistas, uma vez que tanto as resoluções internacionais como os acordos assinados pela OLP — assinados com Israel — reconhecem evidentemente o Estado de Israel.
Mas Israel mais uma vez diz “não”. À semelhança deste nosso patrício que acha que “se os árabes baixarem as armas, acaba-se a guerra. Se Israel baixar as armas, acaba-se Israel”.
Porque será?

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:: enviado por JAM :: 3/20/2007 11:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Podemos rir de tudo?

O tema é recorrente. Volta e meia, temos discussões mais ou menos acaloradas sobre os limites do humor. Ou seja, se nos podemos rir de tudo e, sobretudo, se nos podemos rir de assuntos sensíveis como, por exemplo, a religião.
Pessoalmente, acredito que o humor não deve ter limites e que nos podemos rir de tudo. Até agora, esta convicção não passava disso mesmo: uma convicção pessoal, difícil de demonstrar cientificamente. Uma notícia de ontem veio mudar tudo e permite-me, finalmente, fazer a demonstração de que nos podemos rir de tudo, mesmo da fé. Vejamos: Se a existência de Deus é uma hipótese sustentada pela fé, quando nos rimos de Deus estamos a rir-nos de uma hipótese. Será que nos podemos rir de uma hipótese?
Santana Lopes diz que está disponível para substituir Marques Mendes e, por hipótese e muita fé, ganhar as próximas eleições e ser de novo Primeiro-Ministro.
Podemos ou não rir-nos de uma hipótese? E da fé?


:: enviado por U18 Team :: 3/20/2007 10:41:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, março 19, 2007

O futebol pode ser um desporto muito ingrato

Que o diga Armando Pantanelli, guarda-redes do Catania, após o jogo de ontem contra o Reggina:

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:: enviado por JAM :: 3/19/2007 08:17:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A Educação é uma alegria

Carinhas larocas...

:: enviado por RC :: 3/19/2007 04:37:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Aníbal Cavaco Silva

Sol:

"PR diz que desenvolvimento depende de globalização solidária
Um desenvolvimento mais justo, equilibrado e sustentável a nível mundial só poderá ser alcançado através de uma globalização plural e solidária, afirmou hoje, em Lisboa, o Presidente da República Portuguesa"

O presidente "impecável" continua a fazer as delícias da esquerda moderna. "Plural e solidária", assim deverá ser a globalização para Cavaco. "And pigs may fly"

É uma nova postura de centro esquerda?

:: enviado por RC :: 3/19/2007 04:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Mas quem andam a enganar?

Do blog A educação do meu umbigo (http://educar.wordpress.com/) recolheu-se este comentário da autoria de h5n1, que me pareceu de excelente qualidade, assim como o post de Paulo Guinote que lhe deu origem. Cada vez se torna mais fácil concluir que todas as tranformações pelas quais passa o sistema educativo estão orientadas pelos princípios economicistas. A princípio, o que não parecia de alguma forma visível, está agora aí às escancaras. Transformar e educação em negócio, a saúde no mesmo, a cultura noutro que tal, são os objectivos implícitos nesta deriva neoliberal. E não venha o licenciado em engenharia civil dizer que este governo "deixou marcas de centro esquerda". Se fosse verdadeiramente um governo de esquerda não precisava de afirmar tal - exercia de acordo com esses mesmos princípios: atitude de abertura perante o mundo e simultaneamente uma denuncia das perversidades do caminho; novas formas de comunicação, postas ao serviço da felicidade das pessoas e menos da acumulação de bens materiais; uma espiritualidade que traga novos sentidos às palavras liberdade, fraternidade e igualdade; práticas e vivências de desapego efectivo aos bens de consumo; numa simples palavra, algo que já foi chavão político, rapidamente esquecido - as pessoas em primeiro. O licenciado em engenharia civil e aqueles que o acompanham pensam mais na carteira.

Não podemos separar o conceito de NEE da política de inclusão. A política de inclusão deriva de uma vontade política central: reduzir a educação a um modelo monolítico de enquadramento ideológico, ao serviço do mercado. Não esqueçamos que a Conferência de Salamanca, foi apadrinhada pelo FMI e pelo Banco Mundial. Desde o final dos anos 70, que se começaram a fazer estudos económicos sobre a relação de custos, entre a educação pública e a realizada em Estabelecimentos de Educação Especial (EEE), relativamente aos alunos com NEE. Um desses estudos, realçava que um aluno custava entre 1,5 a 5 vezes mais, no EEE do que na Escola Regular, consoante o país europeu. Daí para cá, foram-se refinando os estudos, onde se concretiza o modelo de escola do séc. XXI para a Europa; com especial destaque para a Conferência de Lisboa (2000), que se espelha, por exemplo, no documento “Schooling for tomorrow, networks of innovation” (2004), onde se pode ler que a escola ideal deverá ser gerida como uma empresa, por um empresário, numa perspectiva de mercado, em que a competitividade e o marketing imporão as regras, com os docentes a serem encarados como empregados que respondem à procura do aluno-consumidor. Neste quadro, a inclusão não é mais do que uma proposta de mercado único de educação, em que o aluno com NEE é visto como um consumidor como outro qualquer. O que difere é a especificidade do produto oferecido. O cálculo será basicamente económico-financeiro, embrulhado numa retórica terapêutica e social. Ignoram-se os etudos e avaliações independentes realizados noutros países, nomeadamente no RU, onde se constata que a política de inclusão falhou (Warnock, 2005; U. Cambridge, 2006). O que interessa é fechar os EEE e colocar os alunos todos nas escolas regulares, para se conseguir reduzir o orçamento do ME. Sindicatos, ECAEs e professores, colaboram neste embuste, convencidos de que estão a prestar um serviço patriótico e humanitário. Enganam-se redondamente. Estão a servir os propósitos do estado e a abrir caminho a um agravamento do desastre educativo.
Nota: Luís Miranda Correia é um dos “consultores” deste governo, depois de ter sido um dos padrinhos das ECAEs, oferece os seus préstimos de “especialista”, ao ME, no sentido de este fundamentar as políticas de de destruição dos EEE. Como bom especialista que é, pensa que se resolve tudo com “especialistas”. Não percebe, por exemplo, que o direito de escolha de opção de modelo de ensino e de comunidade escolar, é um direito elementar em democracia e que há alunos que beneficiam de modelos alternativos ou mistos, que não se esgotam nas escolas regulares.

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:: enviado por touaki :: 3/19/2007 10:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, março 18, 2007

À atenção da querida ministra e secretários

Fosse isto feito em Portugal e logo viriam as iluminárias agoirentas do pseudopedagogos, pseudopedopedagogos, CONFAP's, Protectora dos animais, pseudointelectuais das ciências ocultas, pseudosociólogos e outros tais que mais, em defesa do superior interesse dos alunos, dos direitos das criancinhas, da segurança das mesmas, dos direitos adquiridos e dos bens recebidos, da protecção do esatuto do aluno e ainda a invocação de uma qualquer inconstitucionalidade de facto e de direito.

Itália proíbe telemóveis nas aulas

2007/03/17 23:39

Alunos podem ficar sem telefones ou ser impedidos de fazer exames


A Itália proibiu as crianças de usarem telemóveis nas aulas para impedir que hajam interrupções causadas pelos toques ou pelas brincadeiras dos alunos com as câmaras, noticia a Reuters.
A regra força as escolas a disciplinarem as crianças, que insistirem em usar os telemóveis, com punições que vão desde tirar os telefones ao impedimento de fazer exames.
A proibição segue-se a uma série de incidentes que chocaram os italianos. Em Novembro, um vídeo mostrava um aluno deficiente a ser atacado por colegas de turma. O vídeo foi feito por um telemóvel e depois divulgado na Internet. Noutro caso, alunos filmaram colegas que assediavam sexualmente uma professora.
O ministro da Educação da Itália, Giuseppe Fioroni, informou que sanções severas serão aplicadas «em casos de gravidade extremamente elevada» onde a violação das regras cause repercussões legais ou de segurança.
O jornal italiano Corriere della Sera escreve ainda que a Itália é o primeiro país europeu a impor uma proibição nacional de telemóveis nas escolas.

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:: enviado por touaki :: 3/18/2007 02:19:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Para aliviar o stress

Visite esta página e clique na ministra...

:: enviado por RC :: 3/18/2007 12:19:00 da tarde :: início ::

A amnésia

Diário Digital: "«Há para aí quem esteja sempre a falar de esquerda e disponível para dar lições sobre esquerda a esta maioria. Pois eu não me lembro de um governo e de uma maioria em Portugal, que, em dois anos, deixasse marcas tão profundas e tão perenes dos valores do centro esquerda»"

Como sejam:

1. Pré-privatização de serviços públicos, educação e saúde, criados pelo esforço da democracia.

2. Derrota nas presidenciais em favor de um candidato de direita "impecável".

3. Desprezo total pelos compromissos assumidos enquanto oposição (código laboral).

4. Criação das praças de jorna da função pública.

5. Manutenção dos direitos adquiridos por deputados e outros capangas.

6. Não honrar compromissos assumidos pelo Estado.

7. (preencha você mesmo que nos lê)

:: enviado por RC :: 3/18/2007 10:05:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

O Castilho não é cego

Leia todo o texto em: À ESQUERDA: "O que o Governo acaba de propor para o funcionalismo público é a continuação de um genocídio em que os professores foram os primeiros imolados. Muitos dos que aplaudiram a cruzada, sendo funcionários públicos, perceberão, quando lhes tocarem à porta, que os dividendos do egoísmo são efémeros. O que se fez aos professores vai agora ser aplicado aos restantes funcionários públicos. Concluído este segundo assalto, o sector privado ficará à mercê da lógica dos patrões: se a precariedade já é máxima no público, por que havemos de manter o que sobra de estabilidade no privado? Pela mão de Sócrates, o Único, a esquerda moderna terá então feito, numa legislatura, mais do que a direita desejou, mas não fez, durante toda a Terceira República."

:: enviado por RC :: 3/18/2007 09:54:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Bibó betão

Correio da Manhã: "O Decreto-lei n.º 55/2007, publicado em Diário da República no passado dia 12, veio criar excepções à restrição de construção em povoamentos florestais, permitindo projectos de “interesse público” ou “empreendimentos com relevante interesse geral”. Um reconhecimento que pode ser pedido, e concedido, a qualquer momento através de um despacho conjunto dos governantes do Ambiente, da Agricultura e eventualmente do membro do Governo envolvido no projecto.

O pedido de reconhecimento é entregue no Ministério do Ambiente e implica um documento comprovativo de que os interessados são alheios ao incêndio “emitido pelo responsável máximo do posto da GNR da área territorialmente competente”."

Mais uma!

:: enviado por RC :: 3/18/2007 09:45:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

A Tomada de Olivença


:: enviado por RC :: 3/18/2007 03:14:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, março 17, 2007

Piadas Novas

Balanço de Sócrates
"Nunca um Governo deixou tantas marcas de esquerda"

Livra... olha se ele num era de esquerda...!!!!!!

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:: enviado por touaki :: 3/17/2007 09:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

L'enfant terrible

O dados da OCDE prevêem um aumento da nossa população escolar e o governo quer combater o abandono precoce. Claro que tudo isto liga muito bem com a venda de escolas. Já todos percebemos quem esfrega as mãos de contente. Vejamos só onde se situam e a qualidade dos terrenos e localização das nossas mais antigas secundárias.

"Ministra da Educação admite vender 20 escolas secundárias já encerradas.

[...]
O ministério quer ainda valorizar o uso das secundárias, criando "áreas de negócio como lojas de conveniência para estudantes e aluguer de pavilhões para baptizados", exemplos destacados hoje pela ministra que possam permitir aumentar as verbas para a manutenção dos edifícios."


Para baptizados e casamentos. Já estamos a ver.

ME passa a ME sarl, casamentos e baptizados. Os profs. que se preparem...

:: enviado por RC :: 3/17/2007 08:16:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Mais uma professora agredida. Até mais quando??

Parece estar a tornar-se o "prato do dia". A novidade está no Diário Regional de Viseu. Parece que é sobre os professores que vão ser descarregadas todas as frustrações deste governo que nos desgoverna.
Fica a notícia para quem não quiser consultar a fonte:

Sexta-feira, 16 de Março 2007


Professora agredida no autocarro
Celeste Sales vinha a uma junta médica e acabou nas urgências do hospital, agredida por um passageiro de nacionalidade chinesa. Para além dos óculos estragados, ainda levou três pontos no sobrolho
Uma professora foi agredida anteontem no autocarro da Rodoviária Nacional, que fazia a ligação entre Viseu e Coimbra, por um passageiro de origem chinesa. Celeste Sales não encontra explicações para o sucedido, razão pela qual vai avançar com uma queixa em tribunal.
"Em Santa Comba Dão, entrou um casal de chineses, acompanhado por um bebé, muito mal-educados, que se dirigiram a mim para sair do lugar que era deles", conta, ainda mal refeita do susto, antes de explicar que acedeu ao pedido e lembrar que "as pessoas vêm sempre nos lugares trocados".
Professora há 11 anos. A intenção da viagem passava por marcar presença numa junta médica da Direcção Regional de Educação do Centro. Uma situação que acabou por estar na origem do problema, uma vez que ao mudar de lugar deixou cair uma pasta com vários documentos.
"Os papéis espalharam-se e alguém viu que vinha a uma junta médica. Começaram logo a dizer que era professora, que tinha feito mal a algum aluno e virou-se toda a gente contra mim a favor dos chineses", referiu para, de seguida, passar a descrever a agressão do homem de 28 anos.
"De repente, olhei para trás a dizer à senhora para ter respeito e o rapaz deu-me um murro". O motorista do autocarro parou a camioneta perto de Penacova e chamou a GNR, que tomou conta da ocorrência e identificou o agressor, tendo Celeste Sales sido transportada de ambulância às urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Segundo a professora, que exerce a profissão há 11 anos, o casal de chineses "vive da Segurança Social e não tem morada própria, apesar de se saber que residem em Lisboa". Natural de Guimarães, a vítima, de 42 anos, está a dar aulas em Viseu e lamenta que os restantes passageiros tenham dito que "vinham a dormir".
"Fiquei cheia de sangue, com os óculos partidos e levei três pontos no sobrolho", contou, entristecida, lamentando que "as pessoas tenham dito que se vinha a uma junta médica era porque tinha batido nalgum aluno e era merecido que me fizessem o mesmo".

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:: enviado por touaki :: 3/17/2007 07:08:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Humor

Com o afastamento do quotidiano da intriga política, Medeiros Ferreira vai cultivando no Bicho Carpinteiro um humor açoriano feito de poucas palavras e intensidade de sentido. Leitura diária obrigatória.

"Muito se fala do ciclo eleitoral dos governos, uma adaptação da velha máxima de Maquiavel segundo a qual o mal se deve fazer de uma só vez(na primeira fase do mandato) e o bem pouco a pouco(na segunda fase do dito).Mas nem o florentino nem os nossos comentadores do dia-a-dia dedicaram algum pensamento sobre o ciclo eleitoral da oposição.Mas eis que ele se revelou esta semana em Portugal:reclamação de baixas de impostos e conversas com o PR com agenda anunciada.Admito que este último procedimento tenha sido inédito...se bem que previsível!
Uma coisa é certa: o PSD adiantou-se ao governo na inauguração do novo ciclo..."


:: enviado por RC :: 3/17/2007 01:58:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, março 16, 2007

Mais uma pró ramalhete!

Pedrinha a pedrinha o edifício do Estado social vai sendo desmantelado. É absolutamente incrível como um governo que se diz socialista se arroga a este desplante!! Ao que sei a procissão ainda agora vai no adro. Dentro de poucos meses já deveremos estar posicionados "abaixo de cão" nas estatísticas da União Europeia e da OCDE.

Chefes vão decidir salário de funcionário
Manuel Esteves
Os dirigentes da administração pública vão poder determinar, dentro de certas bandas pré-fixadas na nova estrutura de carreiras, o salário dos trabalhadores que forem seleccionados no âmbito dos concursos públicos. Esta é uma das inovações que o Governo introduziu, na semana passada, no documento de princípios orientadores da reforma do sistema de vínculos, carreiras e remunerações da administração pública e que ontem desencadeou novos choques entre a equipa gover- namental das Finanças e os sindicatos.
Segundo a proposta do Governo, os candidatos seleccionados, por concurso, para ocupação de um determinado posto de trabalho inserido no regime de contrato (em que vão incluir-se não só os actuais contratados mas também os funcionários em regime de nomeação que não exerçam funções de soberania ou de autoridade) terão de negociar com o seu chefe a sua remuneração. Actualmente, sempre que um trabalhador se candidata a um determinado posto de trabalho sabe à partida a remuneração que auferirá, conhecendo igualmente as perspectivas de progressão na carreira por via dos mecanismos de antiguidade. O secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, esclareceu ontem que esta escolha do dirigente será feita "dentro de determinadas regras e limites", decorrentes do "número e conteúdo das posições remuneratórias da carreira ou da categoria", tal como estabelece o documento de princípios, actualmente em negociação.
E o que acontece se o chefe oferecer um salário inferior ao que o trabalhador está disposto a aceitar? Nesse caso, o dirigente chama o segundo classificado, reiniciando a negociação. Mas atenção, o dirigente não pode propor a este segundo candidato "uma posição remuneratória superior à máxima oferecida ao candidato que o antecedeu", esclarece o documento.
Aquilo a que o secretário de Estado chama de "acordo de vontades" que permite "aumentar a flexibilidade de gestão dos dirigentes" é, para Nobre dos Santos, da FESAP, um "leilão", algo "inqualificável no primeiro empregador do País". Ana Avoila, da Frente Comum, alerta para a "falta de transparência" nos processos de recrutamento. Para João Figueiredo, é preciso flexibilizar estes processos, que, segundo o relatório de Luís Fábrica, levam entre 10 e 12 meses a terminar.

:: enviado por touaki :: 3/16/2007 07:34:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pensamento Ocioso

"A coisa não está tão mal assim que não possa piorar ainda mais."

:: enviado por touaki :: 3/16/2007 06:51:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

A distribuição da felicidade

A União Europeia publicou um amplo estudo acerca da felicidade dos europeus e da forma como ela se distribui através do território da União. Surpreendentemente — ou talvez não — são os países nórdicos, e particularmente a Dinamarca, que dão mostras de um maior grau de felicidade. Com efeito, só 3% dos dinamarqueses afirmam não serem felizes. Na Europa do Sul, apesar do sol e do habitual epíteto “pobretes, mas alegretes”, as coisas não vão nada bem. Só a Espanha está acima da média. Itália, Grécia e Portugal situam-se bem abaixo. Mas é na Europa de Leste, sobretudo na Bulgária, que os “novos” europeus se mostram mais reticentes em declararem-se felizes.
Tudo indica que as questões mais preocupantes são as perspectivas laborais e a expectativa de receberem uma pensão após a reforma. É significativo constatar que a confiança no sistema de pensões é altíssima na Dinamarca, Finlândia e na Holanda e que, em contrapartida, o pessimismo é muito alto em França, na Alemanha, nos países de Leste e... em Portugal. São logicamente os mais jovens, os desempregados e os operários os que menos confiança têm em virem a receber uma pensão de reforma.
Um assunto tão importante como o trabalho concentra, de uma maneira geral, as maiores insatisfações. Mas são os portugueses e os europeus de Leste os que se revelam mais insatisfeitos com o trabalho que fazem e com as perspectivas laborais que têm. Se bem que os portugueses não se mostrem particularmente stressados pelo trabalho que realizam, sentem no entanto medo de perder o emprego e têm uma muito baixa sensação de que o trabalho os realize ou lhes permita aprender coisas novas. Só 12% dos portugueses afirmam colaborar em trabalhos sociais ou voluntários, o que corresponde a um terço da média europeia e a cinco vezes menos do que afirmam fazer os holandeses.
Os assuntos que importam mais aos europeus são, por esta ordem, a saúde, a família e os amigos. Os que aparecem como menos significativos são a religião e principalmente a política, que aparece em último lugar. Uma vez mais, é significativo que Portugal seja um dos países que mais desencanto sente pela política, com apenas 26% dos portugueses a afirmarem que a política é importante nas suas vidas, enquanto que a média da União Europeia é de 43%, na Alemanha, França e Itália anda à volta ou supera mesmo os 50% e alcança o valor record de 68% na Holanda.
Neste panorama deplorável, os portugueses continuam a ser no entanto, sem sombra de dúvida, os campeões da Europa do optimismo. À pergunta “acha que a vida da geração futura vai ser mais fácil, mais difícil ou idêntica à da geração actual”, 57% dos portugueses acham que vai ser mais fácil, ao contrário da média da União, em que apenas 17% têm essa opinião, e em flagrante contraste com a França e a Alemanha onde só 8% e 3%, respectivamente, acham que as nossas crianças vão ter uma vida mais fácil que a nossa no porvir.

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:: enviado por JAM :: 3/16/2007 11:18:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::