BRITEIROS: Junho 2007 <$BlogRSDUrl$>








sábado, junho 30, 2007

Como se fosse hoje

Celebram-se este ano os 70 anos da morte do filósofo sardo António Gramsci (1891-1937). Em 1930, no terceiro volume dos seus célebres Cadernos do Cárcere, Gramsci escreveu: “se a classe dominante perde o consenso, deixa de ser dirigente, torna-se unicamente dominante e conserva apenas a força repressora, o que é sinal de que as grandes massas se apartaram da ideologia tradicional e deixaram de acreditar naquilo em que antes acreditavam.”


:: enviado por JAM :: 6/30/2007 11:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, junho 29, 2007

Os lobos: eles estão aí

Eles estão aí
os lobos
elas vivem aqui
as hienas
.................
Disfarçados de cristãos,
entre cânticos de amor
prometem fazer do povo um senhor.
Vomitam lindos discursos
liberdade liberdade
mas vão escondendo ao povo a verdade.
..................
Liberais, capitalistas
em disputa do país
legionários com a sua flor de lis.
Vestidinhos de meninos
todos com ar infeliz
para não se ver que são bons nazis.
......................
Eles estão aí
os lobos
elas vivem aqui
as hienas.
..........................................................
Meu caro amigo Vieira da Silva: a tua poesia e a tua voz ... fazem-nos falta.
O tempo é de guerra, disseste tu um dia. Que verdade!!!
Infelizmente ... hoje como ontem!!!

:: enviado por ja :: 6/29/2007 10:58:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

A Europa volta a baixar as calças

Esta é mais uma prova da subserviência europeia aos interesses norte-americanos, sem qualquer espécie de contrapartidas ou reciprocidade do lado de lá do Atlântico. Têm por hábito as administrações norte-americanas fazer uma série de exigências sem nada retribuir. Por exemplo, foram bastante rápidos a instar a criação do TPI, e mais rápidos ainda foram a isentar os cidadãos norte-americanos de nele sentarem o dignissimo traseiro no banco dos réus.
Imagine-se o que poderão os americas fazer com as enormes e poderosissimas bases de dados que entretanto ficarão na sua posse.
Continua é sem se compreender esta iníqua subserviência europeia face ao Tio Sam.... ou se calhar talvez não.....

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:: enviado por touaki :: 6/29/2007 07:02:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Décimo segundo mandamento...

[...]
Décimo mandamento: Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu touro, nem seu jumento, nem qualquer coisa que pertença ao teu próximo...

Décimo primeiro mandamento: Não permitirás cartazes jocosos acerca de insignes figurões políticos.
Décimo segundo mandamento: Mais do que lealdade à função para que foste nomeado, deverás preservar a imagem do líder que te nomeou.
***
"«Mesmo assim, por causa de um cartaz afixado num centro de saúde uma pessoa ser exonerada, penso que se trata de uma decisão desproporcionada e pouco conforme com o espírito de tolerância», disse.
Manuel Alegre deixou ainda um recado para o interior do PS e para o Governo.
«Pretendi educar muita gente no PS dentro desse espírito de tolerância, mas, pelos vistos, sem resultados»"
[Manuel Alegre]


"O despacho de exoneração da licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso foi publicado quinta-feira em Diário da República, cuja cópia foi fornecida à agência Lusa por deputados socialistas que se manifestaram "incomodados com a situação".
[in Diário de Notícias]


"Directora centro saúde demitida devido a cartaz sobre ministro
A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, foi exonerada pelo ministro da Saúde por não ter retirado um cartaz das instalações do centro contendo declarações de Correia de Campos «em termos jocosos»."
[in Diário Digital]

(actualizado 14:45)

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:: enviado por RC :: 6/29/2007 02:45:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Campanha para a ilegalização do tabaco

O Parlamento aprovou ontem a nova lei anti-tabaco. Como a lei aprovada é ligeiramente menos repressiva que o projecto de lei, os zelotas do costume já começaram a protestar (desconfio que é gente castrada e que não tem mais nada para fazer).
Apesar de ser um pouco menos repressiva, continuo a achar que o único objectivo da lei é fazer com que a vida das pessoas seja ainda mais miserável e recolher dinheiro para os cofres do Estado.
Agora que já entregámos metade da politica a Bruxelas e que nos preparamos para entregar a outra metade, aos Governos das regiões que antes se chamavam países sobra-lhes apenas este género de coisas para mostrar que mandam em nós. Por isso, os Governos europeus querem todos que sejamos magros, que façamos desporto, que não bebamos álcool, que sejamos cultos, que tenhamos uma alimentação saudável. Todos estes objectivos são extremamente louváveis no plano individual mas o que é que os Governos têm a ver com isso? Se eu comer todos os dias no McDonald’s, se o único desporto que praticar for o do polegar no telecomando da TV, se beber 10 Gins todos os dias, se fumar 3 maços de cigarros por dia e se confundir Thomas Mann e Thomas Moore, o que é que o Sr. José Sócrates tem a ver com isso?
No caso do tabaco, claro que a resposta é a protecção aos não-fumadores. Deve ser uma piada. Matam mais não-fumadores num ano com os hospitais de trampa, falta de condições, falta de pessoal e falta de equipamento do que o tabagismo passivo mata em dez anos (isto se o tabagismo passivo matar alguém, que é mais uma daquelas afirmações que todos aceitamos à força de nos ser gritada todos os dias). Querem proteger os não-fumadores? Arranjem-lhes empregos, salários, escolas e hospitais decentes. Ao menos, poderão viver em condições humanas e terão tempo suficiente para morrer de tabagismo passivo antes que um acidente de trabalho por falta de condições ou a falta de assistência médica os mate antes.
Quanto aos fumadores, obrigado pela preocupação mas dispensamos. Só queremos ser tratados como pessoas. Ou acham que é humano obrigar um velhote de 85 anos que fumou toda a vida (também os há) a vir fumar para a rua porque é proibido no lar de idosos?
Creio que vou lançar uma campanha para a ilegalização do tabaco. As multas serão mais baratas, os não fumadores olhar-nos-ão com compaixão, o Estado dar-nos-á salas de fumo e remédios para deixar de fumar gratuitos, os Tribunais terão pena de nós e dos traficantes.


:: enviado por U18 Team :: 6/29/2007 10:49:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

É vital este tratado

Não devemos confundir os cidadãos. Coitados, confusos, podem dizer sim ou não sem perceberem muito bem aquilo de que se está a tratar. Porque o cidadão é esclarecido para escolher um governo, mas obtuso para aprovar um tratado. O cidadão está elucidado para eleger um presidente, mas é totalmente ignorante em questões europeias. O cidadão é animado do mais profundo discernimento no que concerne a questões de vida ou de morte, como o aborto, mas totalmente estúpido em questões complexas como as do futuro da União. Vejamos um pequeno teste:

1. Até agora, em vinte anos de adesão, Portugal presidirá à União três vezes. Com o novo tratado isso nunca mais acontecerá. Você que é cidadão compreende isso?
2. Até agora o voto português tinha o mesmo peso que o de qualquer outro país e o direito de veto. No futuro isso será bem diferente. Teremos um peso proporcional à nossa demografia.Você que é cidadão compreende isso?

Claro que não, são matérias de elevada complexidade e os vitais educadores do nosso povo poupar-nos-ão a maçada de compreender ou discutir. Interrogo-me sobre o que pode levar Vital a obnubilar a questão quando, até bem recentemente, se dedicava a esclarecer e clarificar.

"Até à última revisão constitucional não eram permitidos referendos sobre um tratado em geral, sendo necessário seleccionar certas questões em concreto. Agora já é permitido o referendo directo sobre tratados (somente em relação a tratados relativos à UE), não sendo preciso formular questões concretas. Mas politicamente não é concebível uma consulta e uma deliberação popular sobre um tratado em geral, se não for possível identificar uma ou mais questões fulcrais no dito tratado, sob pena de confusão ou desorientação dos cidadãos."

[in Causa Nossa]

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:: enviado por RC :: 6/29/2007 02:32:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Não há Farinha Amparo na FDUL?

"Saldanha Sanches chumbado
O fiscalista Saldanha Sanches foi hoje chumbado nas provas de agregação da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Seis dos nove elementos do júri votaram contra a tese apresentada pelo mandatário da campanha de António Costa"
[in Sol]

A boa lógica vigente manda que, caso tivesse passado, aí teríamos a confirmação da eminente e óbvia qualidade do mediático fiscalista, como chumbou fica provado à evidência o carácter retrógrado da FDUL e a abstrusa incompetência do júri.

QED?

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:: enviado por RC :: 6/29/2007 02:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Questão

"António Costa, José Sócrates, Manuel Salgado, José Miguel Júdice, Maria José Nogueira Pinto, Basílio Horta e muitos, muitos outros apoios.
António Costa não é apenas o candidato do governo, o candidato do Partido Socialista ou o candidato da esquerda.
António Costa é o verdadeiro candidato do regime."
[ in O Insurgente ]

É perfeitamente natural que um candidato queira uma base de apoio tão vasta quanto possível. Não haverá limites? Já não há diferenças ideológicas? Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és, lá diz o povo, perdão, o contribuinte.

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:: enviado por RC :: 6/29/2007 02:03:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Boa pergunta

"Que mais nos vai acontecer???!!!

Nunca me passou pela cabeça transcrever no Troll uma entrevista de Bagão Félix, ao Correio da Manhã, publicada no CM Online.
Mas não resisto. Está lá tudo. Tudo o que deveria envergonhar um Partido que ainda se diz de Esquerda.

'- Correio da Manhã – Foi o autor político do anterior Código de Trabalho, de 2003. O que acha destas propostas?
- Bagão Félix – Antes de mais, deixe-me dizer que ainda não li o Livro Branco. O conhecimento que tenho é das notícias dos jornais mas estou surpreendido porque algumas das pessoas que me criticaram há quatro anos agora foram ainda mais longe. São ex-marxistas mais neoliberais do que os neoliberais.
...
- CM - O que pensa da questão da adaptabilidade?
- BF - Os tempos de trabalho têm um princípio subjacente de ajustar o ciclo de trabalho ao das empresas e nesse sentido admito que se aprofundasse nesse sentido. Mas tem de ser com o mínimo de respeito pelo tempo de lazer, de família e de descanso das pessoas. Reduzir a pausa para meia hora, como se consegue almoçar?
...
- CM - O que pensa dos despedimentos?
- BF - Concordo que se agilizem os processos, mas já no que diz respeito à despedimento por incompetência... Hoje já é possível despedir por inaptidão, ou seja, por redução na qualidade ou produtividade do trabalho. Parece-me mais um álibi [para despedir]... porque os mecanismos actuais já dão resposta a esta questão.
...
- CM- E quanto às reduções salariais?
- BF- Algumas parecem-me mais uma dádiva ao patronato do que uma necessidade. Aliás, as propostas parecem-me mais uma coligação PS/CIP. Vou estar muito atento a qual vai ser a reacção do Governo. Há quatro anos o PS votou contra e algumas das pessoas disseram que iriam repor uma série de direitos que eu tinha retirado."
(Sublinhados meus...)
...
Depois de reler as declarações de Bagão Félix, fiquei com curiosidade de saber o que pensarão ( e o que dirão publicamente) sobre o Livro Branco, Manuel Alegre e Helena Roseta...só cá por coisas...passados recentes e presentes...actuais... "

[ in Troll Urbano]

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:: enviado por RC :: 6/29/2007 01:55:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, junho 28, 2007

CCB em forma de sushi

Não foi uma OPA. Joe Berardo simplesmente engoliu o CCB. Não foi preciso fritá-lo ou grelhá-lo. O CCB foi servido a Berardo como peixe cru. Em forma de sushi. Pela aprendiz de Maria de Lurdes Modesto de serviço à culinária cultural local, Isabel Pires de Lima. E sob o alto patrocínio do “chef” José Sócrates. Como sobremesa o prato foi António Mega Ferreira.

Continuar a ler >>>


:: enviado por JAM :: 6/28/2007 11:19:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, junho 27, 2007

Dez anos de socialismo descafeinado

Durante os dez anos em que Tony Blair esteve no poder, o nível da riqueza do Top1000 britânico aumentou 263 %, tendo passado de 99 para 360 mil milhões de libras. Razões: a ascensão de Londres à categoria de capital financeira mundial, o boom imobiliário e a chegada de hordas de ricos vindos de toda a parte do mundo. Graças à regra do “não-domicílio” — uma lacuna jurídica do tempo do Império — a Grã-Bretanha é um destino muito interessante para os milionários estrangeiros, isentos de impostos sobre os rendimentos gerados no estrangeiro.
Do Top10 das grandes fortunas britânicas, sete são estrangeiras, com o indiano Lakshmi Mittal e o russo Roman Abramovitch à cabeça, respectivamente com fortunas estimadas em 19,2 e 10,8 mil milhões de libras. Mas os súbditos de Sua Majestade não se ficam atrás, no que toca à protecção das respectivas fortunas das garras do fisco: o imperador da moda Philip Green (sétimo da lista) consegue-o por ter estabelecido a residência principal no Mónaco, enquanto que Sir Richard Branson (número 11) deposita grande parte dos seus rendimentos nas ilhas Virgens, o que lhe garante algumas poupanças nos impostos. Em 1994, Gordon Brown — então na oposição — tinha prometido acabar com essas isenções fiscais se os trabalhistas chegassem ao poder.

Dois anos depois de ter chegado ao poder, Tony Blair estabeleceu como grande meta reduzir a pobreza dos menores britânicos «para metade até 2010» e de a «erradicar até 2020». Partindo do triste recorde europeu de 4,4 milhões de jovens pobres (um em cada três), herdado da era Thatcher-Major, o melhor que o Labour conseguiu fazer foi tirar 600 mil menores da miséria, graças à criação do salário mínimo e a alguns benefícios fiscais aos mais desfavorecidos, mas a tendência inverteu-se pela primeira vez no ano passado.
Após dez anos de socialismo descafeinado, 3,8 milhões de menores continuam a viver abaixo do limiar da pobreza. Gordon Brown prometeu consagrar-lhes mil milhões de libras suplementares no orçamento de 2007 mas, segundo os especialistas, seria preciso quatro vezes mais para atingir o objectivo prometido por Blair.

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:: enviado por JAM :: 6/27/2007 09:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O feitiço e o feiticeiro

Ocorreu-me, o processo poderá não ser contra o que Balbino Caldeira escreveu, em si, mas, porventura, numa habilidade útil contra o que “deixou” publicar na sua caixa de comentários. Se tal vier a ser o facto (o que, até por causa de algumas amizades, explicaria a lógica e a oportunidade inerentes ao textinho de Pacheco Pereira) isso significa tão somente que José Sócrates — cidadão, político e primeiro-ministro — defende, e deseja, ver criada jurisprudência, que consagre o modelo chinês de censura prévia onde tudo o que é conteúdo electrónico é filtrado previamente, e onde todos os elementos da cadeia, do anónimo internauta que leu, ao que comentou, ao possuidor do blog, ao alojador, ao ISP, são imputáveis. Todos, tudo, mesmo tudo. Balbino seria tão só e apenas o pretexto útil.
Com todos os excessos que os há, eu que até vejo utilidades no cartão único, não vou perder tempo a explicar aonde é que essa deriva — absolutamente orwelliana — pode levar. Sugiro apenas aos Sócrates, Pachecos e Queridos deste mundo que parem um bocadinho por aqui. Devia chegar.

[Grande Loja do Queijo Limiano]

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:: enviado por JAM :: 6/27/2007 09:03:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Socialismo à portuguesa?

"O socialismo à portuguesa tem destas coisas, descobriram que a melhor forma de chegar ao pelotão da frente é andando para trás."
[ in O Jumento ]

:: enviado por RC :: 6/27/2007 02:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O súbito arrebatamento patriótico dos grupos económicos

Todos os interessados no novo aeroporto declaram o seu extremado amor a Portugal e a estremecida ternura pelo povo. A celebração desses nobilíssimos sentimentos é feita através de um caudal de palavras e de acções, cuja força atordoa a nossa incipiente sabedoria.
Os estudos realizados implicam montantes consideráveis. Não se sabe quem os pagou. Mas esta gente escondida não é benemérita, não é bondosa, não é filantrópica. Vai receber algo em troca. O Dr. Cavaco Silva recebe representantes de uma alternativa, e começam todos a falar ao mesmo tempo de “interesse nacional”, de “visibilidade no estrangeiro”, de “urgência na modernidade”. O “interesse nacional” e a “modernidade” servem para tudo: como o Freud e o Pessoa.
O português desespera: começa a compreender que não há convicções, nem esperança, nem felicidade — a não ser no céu, para os católicos; e no futuro, para os progressistas. Este é o País dos dez estádios, não o esqueçamos. Onde se encerram escolas, hospitais, serviços de saúde, maternidades, consulados. Onde se cerca a imprensa, se fecham serviços consulares, se ignora os emigrantes, se despreza os imigrados...

[Baptista-Bastos, Diário de Notícias]


:: enviado por JAM :: 6/27/2007 11:06:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, junho 26, 2007

Já não há portugueses honrados?

Há 4 anos, Francisco Assis foi a Felgueiras no auge das trapalhadas da autarquia e do PS local. Foi recebido com o que, em português técnico, se poderá chamar “uma carga de porrada”. A polícia identificou 4 presumíveis agressores e o julgamento começou agora.
Os 4 réus (ou arguidos como agora se diz) poderiam aproveitar o julgamento para explicar ao Tribunal e ao País o que parece evidente nas imagens: ornearam o Sr. Assis.
E poderiam ter explicado ao Tribunal e ao País que o fizeram por uma questão de honra.
Poderiam ter dito que consideram o Sr. Assis um abencerragem, um arengador, um bufarinheiro, um chatim, um codilho, um dandy, um doestador, um estulto, um fariseu, um filaucioso, um iluso, um lorpa, um mazorro, um parrana, um poseur, um potelé, um remisso ou até um ultramontano. E que, à falta de uma bengala, tiveram que o zurrar com o que tinham mais à mão, ou seja, as mãos. Estariam a citar o Eça e a defender a sua honra e a honra do PS felgueirense.
Em vez disso, o que é que disseram? Um andava a passear o cão, outro tinha ido tomar uma bica, um outro estava ali porque viu muita gente junta e o ultimo estava ali porque sim. Se as imagens os mostram perto do Sr. Assis com os braços levantados e expressões iradas, não foi mais do que uma acção espontânea em defesa do Sr. Assis quando este foi atacado pela turba.
Já não há portugueses honrados?

:: enviado por U18 Team :: 6/26/2007 10:18:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Desígnio nacional

Cinco anos passados, a discussão dos efeitos do euro na crise nacional é nula. A solução do quase-engenheiro passa, aparentemente, pela terapia de choque-tecnológico. Enquanto o país espera pelos tão ansiados volts, um dos doutores do MIT contrapõe: com Portugal no contexto da zona-euro, não há, nem haverá nada a esperar.
O sumário executivo é simples: Portugal está sumamente lixado. O sprint do ciclista tuga deixou-o sem fôlego e o catarro começa a incomodar. Mas isso, tal como a maioria dos problemas nacionais é tabu. Afinal, quem é que quer confrontar o facto de o euro estar a asfixiar a economia portuguesa? Ninguém?

[Vasco Carvalho, Zero de Conduta]

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:: enviado por JAM :: 6/26/2007 10:17:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Não?

Causa Nossa: "Um pouco mais de contenção, sff
Como particular, Joe Berardo tem direito a toda a incontinência verbal e soberba que o seu temperamento e a sua fortuna justificarem. Mas nas suas relações com instituições públicas não tem o direito de comportar-se como se fosse o 'dono do rancho'.
Que se saiba, ele ainda não é dono do CCB. E Portugal não está a caminho de ser uma plutocracia..."

Não?

:: enviado por RC :: 6/26/2007 08:20:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

As Jóias de família


Para quem se interessar pelas "tropelias" da CIA e compreender inglês, aqui vai um link de grande interesse:

http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB222/index.htm

:: enviado por RC :: 6/26/2007 05:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Hey Joe

Em 1967, Jimi Hendrix cantava “Hey Joe”. Uma história banal de vingança e fuga em que um tipo fugia para o México depois de matar a mulher que o atraiçoara, transformada num Blues fabuloso pela voz e pela guitarra de Hendrix.
Joe Berardo não gosta de Mega Ferreira e não gosta que as bandeirinhas do Museu com o seu nome não estejam ao lado das do CCB. Joe Berardo quis Mega Ferreira fora da Fundação, Mega Ferreira demitiu-se. Joe Berardo quis o Benfica, o Benfica ajoelhou-se. Joe Berardo não gosta de Belmiro, Belmiro não teve a PT. Joe Berardo quer o BCP como está, o BCP não mexe nos estatutos. Joe Berardo quis arrumar a colecção de quadros, o Estado arranjou-lhe um sítio. Joe Berardo fala, o país pára.
Hey Joe, parabéns. Já chegaste ao teu México. Onde és livre, onde podes fazer o que quiseres e onde ninguém te pode alcançar.
Hey Joe, yeah!

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:: enviado por U18 Team :: 6/26/2007 03:04:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, junho 25, 2007

Não se esqueçam de nós

Os cidadãos europeus não querem deixar que sejam as elites políticas europeias a cozinhar o que lhes der na gana e, ao mesmo tempo, desejam para a Europa uma maior liderança política — seja individual, seja de círculos dirigentes de grandes países — como revela o inquérito da Fundação Bertelsmann realizado em 14 países (os portugueses não participaram).
Desde o Tratado de Maastricht (1992), a cidadania europeia e os direitos dos cidadãos dos Estados membros nunca mais tiveram menção nas cimeiras europeias, exceptuando o Tratado de Schengen, que concedeu um espaço sem fronteiras (para alguns) e o programa Erasmus que paradoxalmente tem feito mais para cimentar a cidadania europeia do que muitas das grandes políticas. Entre estas, contam-se o falhado Tratado Constitucional e o tratado simplificado que o substituirá, que nada avançaram no âmbito dos direitos dos cidadãos europeus.
A dimensão da cidadania poderia servir para compensar a falta de um povo (demos) sobre o qual aplicar a democracia da União. A UE é uma União federal, não é um Estado federal. A democracia propriamente dita faz-se ao nível de cada Estado e não da Europa no seu todo. Mesmo as eleições para o Parlamento Europeu não passam de um somatório de votações nacionais. Em relação aos referendos, o mínimo seria que — democraticamente falando — aqueles que tiveram ocasião de o fazer pudessem voltar a votar no novo texto desvalorizado, excessivo para alguns, insuficiente para outros.
A União Europeia precisa de uma maior dose de democracia deliberativa. Os cidadãos europeus precisam de mais Europa. Resgatem a cidadania e nós — os cidadãos — resgataremos a Europa.
Não se esqueçam de nós.

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:: enviado por JAM :: 6/25/2007 08:37:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Parabéns a você

Não está mal, para um velhote com sessenta anos...

:: enviado por RC :: 6/25/2007 08:07:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Referendo e negociação

Leio que não se deve aprisionar os negociadores do novo Tratado à realização do referendo, pois isso enfraqueceria a posição negocial. Pois é exactamente ao contrário. O bom princípio é só se comprometer a nível europeu com aquilo que se possa submeter a referendo no seu próprio país. O resto são fugas ao soberano que quando não entra pela porta entra pela janela. O horror ao referendo nas questões europeias marca, ele sim, os limites do projecto.

[José Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro]


:: enviado por RC :: 6/25/2007 04:28:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A valsa dos delatores

Entrou assim, tal qual, na minha caixa do correio e não resisto a divulgar.

A valsa dos delatores
Santana Castilho*

Componho esta valsa com o pensamento nas vitimas dos delatores, esses torpes seres que, nas palavras de François Miterrant, “fazem nojo aos cães”. Componho esta valsa porque os nostálgicos dos velhos métodos do antigamente (1926-1974) estão de volta à Administração Pública. E antes que renasçam, qual “Phoenix” da “esquerda moderna”, com as palavras emprestadas e adaptadas de Almada Negreiros, repetirei, indignado:
“ Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se representar por um delator é uma geração que nunca o foi! É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o delator, morra! Pim! O delator é o escárnio da consciência! Se o delator é português, eu quero ser espanhol! O delator é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O delator é a meta da decadência mental! E ainda há quem duvide de que o delator e os seus comanditários não valem nada, não sabem nada, não são inteligentes nem decentes, nem zeros!”
A delação é um fenómeno de ............. ( leia na íntegra ----->>>)

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:: enviado por RC :: 6/25/2007 04:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Tratado de Lisboa

Fosse eu tão certeiro com o Euromilhões como fui com as conclusões da cimeira europeia de Bruxelas e estaria agora a conduzir o meu Aston Martin V8 Vantage à procura da minha futura casa nas Jumeirah Islands do Dubai.
Após 36 horas de negociações, vencidos pelo cansaço, pelo sono, pela fome e depois de ultrapassar o argumento peregrino da Polónia de que se não tivessem sido invadidos pela Alemanha teriam agora tantos habitantes quanto esta, Ângela Merkel conseguiu o feito de fazer assinar um acordo (se o facto de produzir um papel pode ser considerado um feito).
O acordo é a imagem do que é a Europa politica de hoje: quase nada em comum. O texto aprovado além de confuso e contraditório, tem quase tanto texto em letras pequeninas do que texto propriamente dito. Ao texto há ainda que juntar (não consegui encontrar o papel oficial em lado nenhum) todos os “opt-in”, “opt-outs” e escalonamento no tempo de entrada em vigor de certas decisões que alguns países obtiveram.
Basicamente, e como se esperava, vamos ter a Constituição Europeia sem o nome, sem a bandeira e sem o hino. O Ministro dos Negócios Estrangeiros muda de nome (é agora Alto Representante). Teremos um Presidente por 5 anos em vez das presidências rotativas, embora não seja claro qual é o seu papel e poderes (por exemplo, quem representará a UE no G8? O Presidente, o Alto Representante para a politica externa ou o Presidente da Comissão? Todos?). O resto é os Direitos Fundamentais da Constituição, um ajustamento dos poderes de voto e declarações de cooperação vazias de conteúdo.
A presidência portuguesa tem agora a missão de redigir o Tratado propriamente dito e de o fazer aprovar. Sem referendos de preferência.
Sócrates terá o seu futuro Tratado de Lisboa, a União Europeia feita desta forma não sei se terá grande futuro.

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:: enviado por U18 Team :: 6/25/2007 03:31:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, junho 24, 2007

Para o Zé Manel Barroso


Para rever os posters de tempos idos, basta clicar --->>>

:: enviado por RC :: 6/24/2007 09:41:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Geografias

Esta manhã andei num afã a arrumar o sótão, à procura dos velhos instrumentais da música portuguesa com o fito de preparar uma compilação para ouvir no carro. Encontrei os velhinhos "Fado Bailado" (1983) e "Estrada da Luz" (1984) do Rão Kyao, "Cores e Aromas" (1985) do António Pinho Vargas, "Cavaquinho" (1981), "Braguesa" (1983) e "O meu bandolim" (1992) do Júlio Pereira...
Depois lembrei-me do grande acontecimento musical desta semana, que foi o regresso de Júlio Pereira como instrumentista com o seu novo álbum "Geografias". Mais um primor de raiz popular portuguesa com tonalidades e cheiros de paragens longínquas.
Ainda não comprei, mas a minha compilação vai ter que esperar por ele.


:: enviado por JAM :: 6/24/2007 05:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Uma curiosidade deveras interessante...

O Público de hoje lança nas suas páginas mais umas "pequenas" achas para a fogueira das situações complicadas que parecem ser atraídas pelo ex-professor de quatro cadeiras da licenciatura do sr. Pinto de Sousa na Universidade Independente. Eu, que até nem sou de intrigas e não acredito em bruxas (mas que as há, lá isso há), acho muito estranhas tantas coincidências em torno da mesma pessoa? Porque será?

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:: enviado por touaki :: 6/24/2007 04:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Paulo Gorjão sempre em forma

O Sol dá-nos conta de que José Sócrates deu ordens a Correia de Campos para que o estudo sobre a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde não fosse divulgado nem posto em discussão pública. O documento preconiza medidas impopulares para os próximos dois anos.
Sempre atento ao que se vai passando aqui pelo jardim, Paulo Gorjão brinda-nos com o documento do estudo completo e subscreve a análise da Sofia Loureiro dos Santos — que foi quem lhe passou o documento secreto.
Lembram-se dos tempos em que Vital Moreira escrevia “concordo com esta judiciosa reflexão de Paulo Gorjão” ou então “o Paulo Gorjão não tem o direito de nos deixar”?
Já se deve ter arrependido mil vezes!

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:: enviado por JAM :: 6/24/2007 09:44:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, junho 23, 2007

Noite de S. João

S. João, meu S. João
Meu santo tão prazenteiro
Peço-te de todo o coração
Livra-nos já do engenheiro.
............................................
S. João das Fontaínhas
Meu santinho folião,
Se correres com a lurdinhas
Eu dou-te um xi-coração.
.......................................
Leva também o campos
Juntinho na mesma remessa;
Se ouvires os nossos prantos
Eu cumpro a minha promessa.
........................................
Enquanto existires S. João
Sardinha não irá faltar;
E não haverá aldrabão
Que nos consiga calar!!!

:: enviado por ja :: 6/23/2007 10:21:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Caso Charrua

Macroscopio: O caso Fernando Charrua - por António Marinho Pinto -: "O cidadão José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, tinha o dever de impedir que uma zelosa subordinada sua (a directora da DREN) procedesse disciplinarmente contra um funcionário que alegadamente o ofendera numa conversa privada. Já que recusa a tutela penal, deveria igualmente recusar a disciplinar.

O direito disciplinar existe para punir infracções disciplinares, ou seja, as que são cometidas por funcionários no exercício das respectivas funções. Mais. A CRP não prevê (portanto, não permite) que as infracções cometidas no exercício do direito de expressão (enquanto direito fundamental) sejam apreciadas em sede do direito disciplinar. Isso foi expresso de forma bem clara pelo legislador constituinte.
Aliás, ainda não há muitos anos, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesse sentido, num caso formalmente idêntico a este. Um juiz desembargador, dirigindo-se a um colega, disse que todos os membros do Conselho Superior da Magistratura eram uns filhos da puta. O interlocutor, que era membro do CSM, participou a este órgão, que deliberou punir o primeiro com uma sanção disciplinar. O visado recorreu para o STJ, que anulou a sanção e absolveu o arguido, justamente por considerar que um acto da vida particular de um magistrado judicial só constituirá uma infracção disciplinar, se, por um lado, se repercutir na sua vida pública e, por outro, se revelar incompatível com a dignidade indispensável ao exercício das suas funções. E o STJ acrescentou: "Não o será um acto da vida particular que não seja de molde a causar perturbação no exercício das funções ou de nele se repercutir de forma incompatível com a dignidade que lhe é exigível." Este é, pois, um regime que, por maioria de razão, se deveria estender a todos os funcionários do Estado."

A ler na íntegra

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:: enviado por RC :: 6/23/2007 10:15:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Bota-abaixo

Quando se bota-abaixo os que botam acima, isso é mau.
Quando se bota-abaixo os que botam abaixo, isso é bom. N'est-ce pas?
Botar acima os que botam abaixo o que nos é querido, só porque queremos ser botados acima pelos que estão a botar abaixo, isso é muito mau.
Quem bota acima porque não tem os "balls" para botar abaixo os que nos botam abaixo, isso é uma coisa que não se diz porque é feio.

Sugiro que se bote acima quem bota acima os valores que nos são caros.
Botemos sempre abaixo os que, dizendo que botam acima, na realidade vão a pouco e pouco botando abaixo o que tanto nos custou botar acima. Se o país se afunda, será por haver os que, devendo botá-lo acima, o vão na realidade botando abaixo sem que ninguém os abaixo bote?

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:: enviado por RC :: 6/23/2007 09:57:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O outro Portugal profundo

Dois Portugais Profundos fazem as notícias. Por um lado, um blogger que diz não acreditar que o Primeiro-Ministro tenha efectuado uma queixa-crime. Por outro, o Portugal que o mesmo Primeiro-Ministro tem percorrido incansavelmente nas últimas semanas, apesar da Presidência Europeia, das eleições de Lisboa e tudo o mais que lhe sobrecarrega a agenda. O périplo pelo país prossegue este fim-de-semana em Vila Real. E quem tenha seguido estas deslocações ouvirá certamente agora os mesmos ecos das viagens anteriores: José Sócrates chega ao local, é apupado mas diz que «as críticas fazem parte da democracia», aperta mãos e dá abraços, sorri. Sorri sempre. Pelo meio, anuncia investimentos e sai de cena no meio de palmas.

Continuar a ler >>>

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:: enviado por JAM :: 6/23/2007 12:47:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

sexta-feira, junho 22, 2007

Abram alas p’ro Noddy

No momento em que todo o país, incluindo o Governo, o Parlamento e o Presidente da República, apresenta dúvidas quanto à escolha da Ota e admite que possa vir a ser outra a futura localização do aeroporto de Lisboa, Vital Moreira vem classificar o PSD como “imprevisível e irresponsável” por achar que a decisão final sobre o TGV só deverá ser tomada quando estiver definida a localização do novo aeroporto. E VM remata: “Ainda o veremos [o PSD] a propor o desvio do traçado Lisboa-Madrid para passar por Alcochete! Já faltou mais para desatinos desses...”

No seu espaço Público desta semana, Vital Moreira mostrou-se indignado com as recentes decisões jurisdicionais de tribunais administrativos que têm desautorizado o Governo em matérias tão sensíveis como as relativas a encerramento de serviços públicos, maternidades, urgências e centros de saúde em diversas localidades. VM entende que essas matérias deveriam estar subtraídas ao poder sindicante dos tribunais administrativos, porque no seu entender, “não infringem nenhuma lei e são mesmo conformes a lei expressa, caindo na manifestamente na esfera da liberdade de decisão política ou administrativa.” [via Grande Loja do Queijo Limiano]

Vital Moreira não aceitou o título de eminência parda do Governo de José Sócrates, que lhe foi outorgado pelo Jornal de Negócios, e declarou-se “not guilty”. Perante tantos factos, mais do que eminência parda, VM tem efectivamente vindo a ser — como escreve Fernando Sobral — um verdadeiro Noddy nacional.

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:: enviado por JAM :: 6/22/2007 10:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Não há mesmo mais ninguém?

PortugalDiário

"A ministra da Educação afirmou hoje em Seia que voltaria a permitir a repetição dos exames de Química e Física do secundário, mas «evitando os efeitos perversos da medida», este mês declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional (TC), noticia a Lusa.

Maria de Lurdes Rodrigues lamentou ainda as reacções surgidas após as suas afirmações, reafirmando que, «se fosse possível regressar ao passado», teria tido o cuidado de «evitar os efeitos perversos» da medida referidos no acórdão do TC.

Em causa estão os exames de física e química do 12º ano do ano do ano lectivo transacto que foram repetidos por alguns alunos, gerando novas situações de desigualdade.

O TC considerou «insconstitucionais» as normas que, no final do ano lectivo 2005/2006 permitiram repetir, apenas aos alunos que compareceram à 1ª chamada, os exames de Física e de Química do 12º ano, necessários para o ingresso ao ensino superior.

A decisão veio contrariar as posições da ministra da Educação, que garantia estar a cumprir a lei, mas que colocou em desvantagem os 10 mil alunos que compareceram à 2ª chamada, e que assim não tiveram direito a uma hipótese suplementar de acesso ao Ensino Superior."

:: enviado por RC :: 6/22/2007 08:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Cavaco Silva tem razão

Respondendo às queixas dos emigrantes portugueses que se manifestavam descontentes com a actual situação do ensino do português no estrangeiro e o encerramento dos postos consulares, o Presidente da República apelou aos emigrantes para que não percam o contacto com a língua e a cultura portuguesas.
Cavaco Silva tem toda a razão. Se perdem o contacto com a nossa língua e a nossa cultura, como é que depois vão poder chamar “filhos da puta” aos nossos (des)governantes?

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:: enviado por JAM :: 6/22/2007 10:10:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, junho 21, 2007

Ao que isto chegou!!!


Portugal acaba de ser eliminado pela Suiça, no Campeonato Mundial de Hoquei em patins.
É a primeira vez que a equipa portuguesa não chega às meias-finais num Campeonato do Mundo.
Sinais dos tempos!!!

:: enviado por ja :: 6/21/2007 09:09:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Coisas que nos entram nas caixas

Mas será mesmo difícil encontrar um homem no café?

:: enviado por RC :: 6/21/2007 06:19:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A coragem de homens livres



... porque é tempo de cerejas, não resisto e transcrevo.
..........................................................

align="justify">"Na sua evocação diária de uma efeméride, a P2 do Público de hoje evoca o dia 21 de Junho de 1957 como a data em que o dramaturgo norte-americano Arthur Miller compareceu perante a Comissão de «Actividades Anti-americanas» presidida pelo sinistro e miserável senador Joseph McCarthy (então assessorado por Richard Nixon) e aí dignamente se recusou de forma peremptória a denunciar os nomes de comunistas (ou supostos comunistas) com que teria reunido uns anos antes.Cinquenta anos depois, continua a ser justo dizer que merecem eterno respeito e admiração todas as mulheres e homens que, como Arthur Miller e tantos outros, enfrentaram com firmeza, coragem e verticalidade o odioso processo da «caça às bruxas» que, entre 1947 e 1956, destroçou dramaticamente a vida e a carreira de centenas de intelectuais e artistas norte-americanos, designadamente na área do cinema.E cinquenta anos depois, continua a ser igualmente justo dizer que merecem duradoura desonra e opróbio os que, mentindo ou falando verdade, traíram companheiros, camaradas e amigos, mesmo que, entre os denunciantes, se encontrassem pessoas de inegável valor artístico, como foi o caso de Elia Kazan que, ainda por isso, quarenta e tal anos depois foi fortemente assobiado numa cerimónia dos Óscares, quando a Academia resolveu atribui-lhe um prémio pelo conjunto da sua ecepcional carreira de realizador.Ressalvadas todas as enormes diferenças de gravidade, de tempo, de lugar e de contexto histórico, creio que todos os leitores perceberão que este «post», embora secundariamente, também é escrito hoje por causa de um recente «caso» nacional que, por desprezo, me dispenso de identificar."
Espero que o Victor Dias me desculpe.
Pela sua actualidade ... tinha de ser!!!

:: enviado por ja :: 6/21/2007 04:28:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

"filho de" ou "filho da"?


© Desenho de Bandeira - Diário de Notícias

Uma vez tive que ir ao Tribunal da Boa Hora para ser testemunha num caso que não é para aqui chamado. Como o julgamento estava atrasado e não havia ainda telemóveis, iPods e todos esses aparelhos de entretenimento individual, para fazer passar as horas, entrei numa sala onde decorria um julgamento. Discutia-se, com a maior das seriedades, se o réu tinha chamado “filho da puta” ou “filho de puta” à pessoa que o acusava. Alegava o juiz que, mais a mais sendo o réu originário do Norte, “filho da” é uma expressão corrente com uma conotação de desabafo e não de insulto. Por outro lado, se o réu tivesse afirmado “filho de…” a coisa complicava-se porque, aí sim, estar-se-ia perante um grave insulto à progenitora do ofendido. O réu não se lembrava, o suposto ofendido também não. O réu foi absolvido por falta de provas.
Achei genial. Perante um caso que manifestamente o enfadava, que estava a fazer perder tempo a toda a gente, que custava dinheiro ao Estado e que não tinha a mínima importância, o Juiz teve o bom senso de, em menos de uma hora, contentar todos e, como se diz na gíria, fazer justiça.
Só agora tive oportunidade de ler o despacho de acusação ao Dr. Charrua. Está lá escrito, preto no branco, que a expressão foi “filho da…” ao referir-se ao Sr. Sócrates.
Devido à idade que aparentava e aos anos que já passaram, não sei se o “meu” Juiz da Boa Hora ainda faz parte deste mundo ou se está reformado. Se estiver na reforma, por favor, vão buscá-lo para acabar já com este absurdo que começa a ser muito mais do que inquietante.

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:: enviado por U18 Team :: 6/21/2007 03:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um reino Bué Bué de Longe

O Jumento:
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.

António Aleixo


"Foi para isso que José Sócrates apresentou uma queixa-crime contra um blogger, foi o “Do Portugal Profundo”, mas poderia ter sido qualquer outro, o que importa é meter essa gente na linha porque andam a pensar e a falar demais para o gosto de qualquer político, são vozes indisciplinadas, que não podem ser compradas com cargos e mordomias, que não precisam do blogue para viver, que não têm director de redacção, que dizem o que pensam e como se tudo isto não bastasse às vezes até sabem do que falam.

É uma ilusão, nem Sócrates nem nenhum Ministério Público vai conseguir disciplinar, calar ou condicionar a realidade que a Web2 já é, o melhor será aprenderem a conviver com ela porque o tempo em que eram proibidos ajuntamentos de quatro pessoas já lá não volta."

:: enviado por RC :: 6/21/2007 12:38:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Surrealista

É, no mínimo, surpreendente a sucessão de acontecimentos a que vamos assistindo, apesar de, como quem não quer a coisa, haver quem pense passar entre a chuva sem se molhar. Esta suspeita de que a palavra "embuste" vai voltar a estar na moda, não me abandona.

Foi sem surpresa que li acerca das peripécias judiciais envolvendo António Balbino Caldeira, o que me faz recomendar a leitura deste seu post.

Nós, que somos pessoas simples e sem, até mais ver, problemas com a justiça, temos dificuldade em compreender os preceitos estratégicos ou tácticos determinantes para um contínuo remexer na licenciatura de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro, ainda mais por iniciativa do próprio.
Já toda a gente percebeu a história da licenciatura. Toda a gente percebeu a questão do Inglês Técnico. Até Vital Moreira já percebeu a deficiente análise que Sócrates fez da situação. Nada pior para um político que o veneno do ridículo.
Toda a gente percebeu, agora o que não se pode pedir é que façamos todos de parvos e se tenha que voltar à lei da rolha.

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:: enviado por RC :: 6/21/2007 11:41:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Jogar às escondidas

Nada na manga? Depois da Europa dos pequenos passos vem a Europa dos saltos no escuro.

http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=400235

"Vários conselheiros – entre eles Manuel Alegre e Almeida Santos (do PS) e Francisco Pinto Balsemão (do PSD) – contrariaram a tese do líder social-democrata, que conta, à partida, com forte oposição de Cavaco Silva e de Durão Barroso. O presidente da Comissão Europeia defendeu a necessidade imperiosa de se ultrapassarem todos os impasses relacionados com a aprovação do tratado europeu e não entrou na discussão sobre o referendo. Mas já depois da reunião do Conselho de Estado, confrontado, segunda-feira, com o assunto no Programa "Prós e Contras" da RTP, enfatizou várias vezes que ''um tratado ratificado pelos Parlamentos tem tanta legitimidade quanto um tratado referendado''.
O Presidente da República também não se referiu directamente ao assunto na reunião em Belém, mas ao enfatizar as prioridades que considera estarem colocadas à presidência portuguesa da UE, Cavaco ignorou a forma de ratificar o eventual tratado. As suas reticências ao referendo já foram assumidas pelo próprio publicamente.
Manuel Alegre e Francisco Pinto Balsemão, que falaram depois do líder do PSD, criticaram indirectamente a defesa do referendo feita por Marques Mendes e alertaram para a necessidade de ter prudência na ordem de prioridades, por forma a não dificultar a obtenção de um acordo europeu, ainda que sob a forma de tratado simplificado.
Alegre considerou inoportuno querer condicionar a ratificação do tratado quando ainda não se sabe se haverá tratado e que tratado. E Balsemão reforçou que a questão central não deve ser a da consulta popular, muito menos quando ainda não se sabe o que vai estar em cima da mesa."

:: enviado por RC :: 6/21/2007 11:14:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

A noite dos mortos vivos

Um dos filmes que marcou a minha juventude dava pelo título “A noite dos mortos vivos”. Embora não seja grande apreciador do género, é um excelente filme de terror. Original, curioso e bem feito.
A Constituição Europeia começa a assemelhar-se bastante ao enredo do filme (sem a originalidade). Por mais que pensemos que está morta, continua a ressuscitar e a caminhar na nossa direcção até nos engolir sem que possamos fazer qualquer coisa para o evitar.
Começa hoje à noite, em Bruxelas, a cimeira europeia que vai discutir a chamada versão “light” da Constituição. Como o discurso de transparência e abertura apenas serve para os discursos e as entrevistas televisivas, ninguém sabe muito bem o que se vai discutir. Pensa-se que a ideia é utilizar, mais uma vez, a técnica do esgotamento segundo a qual -após 36 horas de declarações inflamadas, murros na mesa e amuos vários – a fome, o cansaço, a sede e o sindroma conhecido por “tirem-me daqui!”, acabe por vencer os dirigentes europeus e os leve a assinar um documento qualquer. Para que a Europa avance, para mostrar que estamos unidos e para que não haja “fracassos”.
Do pouco que se vai sabendo sobre o que se pretende na versão reduzida da Constituição, parece que vão desaparecer as referências mais simbólicas - hino, bandeira, dia europeu e, obviamente, a palavra Constituição que agora passou a ser tabu – mantendo-se o essencial do texto com algumas modificações no peso relativo de cada país nas votações.
É esta alteração que tem motivado a troca de piropos entre os polacos e alguns países.
Se os polacos forem convencidos (provavelmente sob ameaça de cortes nos fundos estruturais) e os ingleses, checos e holandeses aceitarem algumas modificações cosméticas, teremos um Tratado sem símbolos federais e sem a palavra Constituição, que será aprovado pelos Parlamentos sem os aborrecimentos que os referendos podem causar.
Não vou repetir os argumentos contra esta Constituição Europeia e as razões que me levam a pensar tratar-se de uma má Constituição, Tratado, Compromisso ou que lhe quiserem chamar. No essencial nada se alterou. O que mudou, como diz Giscard d’Estaing no seu blog - e das poucas coisas em que estou de acordo com ele - “a opinião pública será levada a adoptar, sem o saber, as disposições que não temos a coragem de apresentar directamente”.
No “A Noite dos mortos vivos” os zombies só morriam definitivamente com um golpe na cabeça. Há que descobrir rapidamente onde está a cabeça desta Constituição Europeia.

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:: enviado por U18 Team :: 6/21/2007 10:07:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, junho 20, 2007

Tempo de corujas


Por este caminho ... o "tempo da outra senhora" está próximo.
Como Manuel Alegre, hoje tão caladinho:
.......................................................................
" Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."
.


:: enviado por ja :: 6/20/2007 02:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Mais um

(Clique na imagem para aumentar e poder ler)

Com o meu obrigado ao http://castelodevide.blogspot.com/

Castilho que se cuide?

:: enviado por RC :: 6/20/2007 12:43:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, junho 19, 2007

Vilma Espín Guillois


A minha sincera homenagem, no dia do teu falecimento.
Que a tua vida seja um exemplo para as Mulheres do meu País!!!

:: enviado por ja :: 6/19/2007 09:17:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O Zé Manel parece contente

Como ainda consigo controlar a minhas tendências sadomasoquistas, só assisti a uma pequena parte do Prós e Contras de ontem dedicado a discutir a Europa. Dos poucos minutos que vi, pareceu-me que o Zé Manel está feliz com o trabalho que tem.
Fala tu cá tu lá com os grandes deste Mundo, viaja, é bem pago e pode, como ontem fez, explicar aos seres dotados de menos inteligência do que ele e que somos todos nós, todas as complexidades da construção europeia.
Se o Zé Manel está feliz, eu também estou. Finalmente, encontrou um lugar à medida da sua envergadura de estadista mundial. Longe da mediocridade da pátria, ingrata e irremediavelmente pacóvia. Como referiu diversas vezes, agora que somos 25 no clube da UE, é recebido com outro respeito por todo o lado onde os seus afazeres o conduzem (suponho que se referia a que, quando visita Bush, já não tem que ir buscar o café mas há alguém que lho leva).
O respeito com que agora é recebido ainda não chega para que a Europa, enquanto tal, tenha peso político no Mundo mas creio que é apenas uma questão de tempo. A prova é que ainda ontem, como repetiu por 4 vezes, estivera longas horas ao telefone com a Sra. Merkel, o que só pode significar que ou a Sra. Merkel não tem nada para fazer ou o Zé Manel é respeitado (a outra hipótese, de que a Sra. Merkel lhe tenha explicado, soletrando as palavras, o que deve fazer na cimeira, parece-me mesquinha e longe da grandeza do Zé Manel).
O pobre de espírito que eu sou não conseguiu perceber quais são as ideias do Zé Manel para a governação da Europa e do Mundo. E nunca o irá perceber.

Às tantas, ouvi-o dizer que tinha falado ao telefone com a Sra. Merkel.
Desliguei.


:: enviado por U18 Team :: 6/19/2007 03:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (54)

Recapitulemos: O ministro das Obras Públicas regressou hoje à Margem Sul, para apresentar formalmente o projecto de investimento de 500 milhões de euros na plataforma logística do Poceirão. O projecto tem uma área de intervenção global de 400 hectares (cerca de quatro Expos) e irá, a partir de 2009, funcionar como o maior centro de gestão logística na área da Grande Lisboa e o maior do País. Irá criar 12 mil postos de trabalho e o seu triângulo geográfico de actuação imediata abrange os portos de Lisboa, Setúbal e Sines. Servido por acessos rodo e ferroviários, pretende funcionar como a porta de entrada do tráfego internacional de mercadorias vindo da Ásia, África e Américas, tendo Espanha como área preferencial de escoamento dos produtos.
Da Ásia, África e Américas, entenderam bem? E no Poceirão, perceberam?
O ministro das Obras Públicas, é o mesmo que afirmou há menos de um mês, no final de um almoço promovido pela Ordem dos Economistas sobre a Ota, que “a margem sul é um deserto” e por isso seria “uma obra faraónica” fazer aí o futuro aeroporto de Lisboa.
No dia seguinte Almeida Santos, no final da reunião da Comissão Nacional do PS, declarou que “um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o norte do sul do país”.
Depois, o mesmo ministro das Obras Públicas esclareceu que comparou a um “deserto” o Poceirão, Rio Frio e Faias, localizações alternativas do novo aeroporto de Lisboa, e não a região da Margem Sul do Tejo. O Poceirão, voltaram a perceber bem?

A pergunta é esta: será que os portugueses já se esqueceram que, num passado muito (mesmo muito) próximo, um governo da República portuguesa foi demitido pelo presidente da mesma República só por causa das trapalhadas protagonizadas pelo Executivo?


:: enviado por JAM :: 6/19/2007 01:25:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Eu obedeci a Cavaco e assisti às condecorações do 10 de Junho

Que me desculpem os leitores: desta vez vou transcrever aqui uma crónica na íntegra. Título e tudo. Normalmente deveria fazer um resumo e deixar-vos o link para o texto original. Mas este, de tão genial, é irredutível. Leiam-no aqui por inteiro e depois... voltem a lê-lo no Diário de Notícias:

A Presidência da República disse que era importante. O Conselho de Administração da RTP admitiu que era importante. E eu sou uma pessoa que respeita muito as instituições nacionais. Por isso, no domingo, à hora de almoço, sentei-me em frente ao televisor para assistir às cenas que a RTP1 miseravelmente cortou durante a cerimónia do 10 de Junho. Durante 30 minutos, pude enfim apreciar a arte de Cavaco Silva a colocar fitinhas, a pendurar colares e a pregar medalhas. E tive de admitir: realmente, como é possível que uma estação de televisão prefira colocar no ar o Jornal da Tarde à hora marcada, em vez de mostrar em directo a atribuição da Ordem do Infante D. Henrique ao professor doutor Arsélio Pato de Carvalho? Não se percebe.

É que aquilo foi giro que se fartou. Sobretudo o pot-pourri de imagens que antecedeu a tão aguardada "cerimónia de investidura das entidades condecoradas": lanchas a navegar bravamente em alto-mar, marinheiros de fatinho branco engomado como nos filmes de Jean Genet, e finalmente o presidente Cavaco, de olho fito no horizonte, a andar pelas águas (salvo seja) numa embarcação modernaça. Tudo isto, sublinhe-se, acompanhado por uma bela música de boda matrimonial. Supimpa. Depois, já com um coro heróico a cavalgar o hino nacional, desembocámos nas condecorações, filmadas num elegante contraluz, certamente para não se ver a cara dos presentes. Tudo somado foram 37 os condecorados: 28 homens (militares, professores doutores, ex-ministros de Cavaco e o Rão Kyao), cinco mulheres (duas delas especialistas em línguas, como a esposa do Presidente) e quatro associações. Fui buscar a máquina de calcular: 76% de medalhinhas para homens, 11% para mulheres. Cavaco tinha razão: é importante transmitir estas cerimónias em directo, para que se veja o País que temos.

Mas há um problemito na exibição forçada da coisa, com uma semana de atraso. É que, no discurso do 10 de Junho, Cavaco garantiu ao povo, pela 16.ª vez, que “não se resigna”. Não se resigna a isto, não se resigna àquilo, não se resigna “à passividade perante os indicadores persistentes do nosso atraso”. Mas quando a RTP decide cortar as emissões, ao fim de três horas de desfiles, ele emite uma nota onde afirma ser “incompreensível que a transmissão das cerimónias haja sido interrompida, contrariando uma prática há muito estabelecida”. Ou seja, o homem que não se resigna aos velhos males portugueses exige que a RTP se resigne às suas velhas tradições, sustentando horas de transmissão de chachada pública. O senhor Presidente que me desculpe: não tem nada de melhor com que se entreter?

João Miguel Tavares

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:: enviado por JAM :: 6/19/2007 10:10:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, junho 18, 2007

Top Secret - Confidencial

(Clique na imagem para aumentar)
O Briteiros divulga, em primeira mão, um novo estudo sobre o próximo aeroporto internacional de Portugal. Elaborado pela A.S.N.A. Lda., Associação Solidária do Nordeste Alentejano. Nem mais nem menos que um conceito revolucionário que permite matar vários coelhos de uma só cajadada.

1. TGV - Elvas / Badajoz com a concomitante poupança de muitos milhares de milhões de euros.
2. Aeroporto Internacional de Elvas, reduzindo os custos e complexidade para os controladores de tráfego aéreo portugueses.
3. Cidade Capital Administrativa, à moda de Brasília, permitindo, de uma vez, tornar supranumerários todos os funcionários, ministros, secretários e motoristas que não se queiram deslocalizar.
***
A associação de futuros utentes do COMALVEL, Comboio de Alta Velocidade, já manifestou a sua alegria pelo facto de se poder ir a Espanha em TêGêBê por uma nota de 5,00€.

O ministro Mário Lino, em entrevista exclusiva, confidenciou-nos a sua grande satisfação pelo facto de não querer pregar no deserto, mas não se importar de ir comprar caramelos a Badajoz.

Vários Movimentos de Cidadanias várias já se manifestaram também a favor, por ser esta a iniciativa que poderá pôr fim ao abandono a que está votado o interior.

Que melhor afirmação de Portugal no mundo que esta de fazer a nossa capital à vista da tal cidadezeca onde o nosso Afonso Henriques partiu o joelho num ferrolho, enfim não se sabe bem porque não há quem possa desenterrar o homem...

Quais Otas, quais Alcochetes, é Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista. Olé!

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:: enviado por RC :: 6/18/2007 07:23:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Rezemos para que Cavaco Silva continue “certinho”

A imprensa francesa não fala do assunto. Considera ser matéria de tablóides anglo-saxões e os franceses estão acima dessas coisas. Também nunca falou da filha extraconjugal de Mitterrand, das “escapadelas” de Chirac, dos melodramas do casal Sarkozy e só falou da amante de Roland Dumas (antigo ministro) quando o caso foi parar a tribunal numa história de venda de fragatas um pouco suspeita.
Têm razão. A vida privada é isso mesmo, privada. A não ser que… a vida privada tenha consequências politicas.
A filha de Mitterand fora do casamento só a ele e à sua família lhe diria respeito se os contribuintes franceses não tivessem que pagar durante anos, o apartamento, os estudos, a mesada e a segurança do rebento. As escapadelas de Chirac são um problema dele e da Bernadette se os serviços secretos franceses não tivessem tido que andar à procura do Presidente pelos apartamentos de Paris quando se desencadeou a crise no Iraque - podemos até pensar que a reacção de Chirac tivesse sido do género “já me tramaram a noite, agora vou tramá-los e não entro na coisa”.
Qualquer francês vos dirá (e os factos parecem prová-lo) que a Sra. Royal só entrou em campanha eleitoral porque o companheiro Hollande cedeu ao charme de uma companhia feminina que não era a Sra. Royal. Como vingança, uma candidatura à Presidência e o desafio ao lugar de secretário-geral do PS, que as mulheres, nestes assuntos de vingança, não o fazem por menos.
Esperemos que Cavaco Silva continue “certinho”.
Já imaginaram Maria Cavaco Silva primeiro-ministro?

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:: enviado por U18 Team :: 6/18/2007 03:57:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, junho 17, 2007

Afinal não foi uma vaga azul... foi só uma ondazita

A polémica sobre o “IVA social” parece ter sacudido os franceses e reanimado a esquerda, mais do que nunca unida sobre a questão. No momento em que escrevo, os resultados provisórios, na sequência da segunda volta das legislativas, são os seguintes:

Os 319 deputados agora eleitos pelo partido do presidente da República, para além de ficarem muito aquém do objectivo fixado por Sarkozy (e, como toda a gente sabe, Sarkozy é o paladino da gestão por objectivos), representam uma perda considerável de 40 deputados, em relação à anterior Assembleia, do tempo de Chirac.
A grande surpresa da noite é a não eleição do super-ministro Alain Juppé, número dois do governo, que por isso vai ter que abandonar o Executivo. À margem da contenda política, outra farpa desta longa série eleitoral francesa é, tudo indica, o divórcio anunciado do casal Hollande–Royal.

Todos os resultados actualizados das legislativas francesas aqui.


:: enviado por JAM :: 6/17/2007 09:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Todos uns maldosos...

Sócrates vaiado à entrada aplaudido à saída

Todos os homens, no comércio mais íntimo, adoram ser aplaudidos à saída. E, muito mais, quando foram, miseravelmente, vaiados à entrada. Mas o JN escusava de ser tão, sibilinamente... maledicente...
De resto, já estamos todos fartos de saber que José Sócrates é muito mais competente a sair do que a entrar...

Abnóxio, 17/06/07

:: enviado por JAM :: 6/17/2007 06:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

D. Afonso Henriques

Sol: "«Tem havido várias investigações de ADN que não têm atingido resultados evidentes e arriscávamo-nos a destruir para sempre os vestígios que existem», disse numa entrevista à agência Lusa."


Não abrir. Enquanto não for aberto e estudado existe?

:: enviado por RC :: 6/17/2007 03:16:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Despedidos por incompetência

ExxonMobile, o famoso gigante do petróleo americano, decidiu deixar de financiar os “think-tanks” que tinham por missão demonstrar cientificamente que o aquecimento global não está a acontecer.


:: enviado por JAM :: 6/17/2007 02:02:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Todos diferentes, todos iguais?

(Fonte da imagem)
Correio da Manhã:
"Fernando Negrão apontou que as sondagens “têm indiscutivelmente um carácter indicativo”.
O candidato social-democrata disse também que , embora num sistema democrático todas as candidaturas sejam “bem-vindas”, no caso das eleições intercalares de Lisboa, a dispersão dos votos pelas várias candidaturas acabará por se traduzir num problema de “ingovernabilidade” para o Município da capital.
O candidato socialista, António Costa igualmente já referiu este problema."

Fico sempre sensibilizado pelo profundo nível de convicção democrática de algumas das nossas "luzes" políticas. Todos são iguais na casa da democracia, mas alguns são mais iguais que outros. Na realidade vem sempre ao de cima a saudade da ditadura. Isto de ouvir os outros e encontrar compromissos é mesmo uma grande chatice.

(quem entender inglês pode encontrar a versão completa de Animal Farm aqui)

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:: enviado por RC :: 6/17/2007 01:34:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O Kaos que se cuide


Quem se mete com a NERD...

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:: enviado por RC :: 6/17/2007 01:26:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Vamos demolir Portugal

ÚLTIMA HORA - PÚBLICO.PT: "Rui Moreira diz desconhecer se houve ou não negociação entre Van Zeller e o Governo sobre os promotores ou o conteúdo do estudo. Mas garante que, se tivessem ficado no grupo de promotores, “o estudo teria continuado a esgotar a opção Portela + 1 e se a Portela + 1 saísse do estudo eu teria uma explicação para vos dar”.

“Que houve uma conversa entre o eng. Francisco Van Zeller, o primeiro-ministro e o ministro das Obras Públicas, houve. O teor da conversa eu não vou revelar. Esta parte revelo porque explica a razão por que nós saímos do estudo”, conclui o presidente da ACP."

Como diz um amigo, ninguém é independente. Os estudos não o são, os homens não o são. Tudo são opções. É lícito perguntar como são sempre as soluções que mais consomem o dinheiro dos portugueses e o deslocam para grupos bem definidos, as que são adoptadas. Então o país mais pobre da zona euro não deveria esgotar as possibilidades de investimentos passados? Não deveria acabar esta loucura de só sabermos demolir e construir outra vez? Quem ganha com a constante demolição e reconstrução de todos os nossos equipamentos? Não lhes custa a ganhar, é o que é.

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:: enviado por RC :: 6/17/2007 01:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O futuro ao virar da esquina


Mecânica Popular era a revista que nos anos 60 excitava o meu desejo de futuro. Meia dúzia de exemplares a que o meu pai não resistira. Particularmente encantador era o projecto do carro voador com quatro turbinas, uma em cada canto. Nesses tempos cinzentos e tristes, mostravam-me que havia outro mundo. Bem amarelinhas ainda as tenho algures.

:: enviado por RC :: 6/17/2007 12:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A política é um mecanismo que serve para impedir as pessoas de meterem o nariz nas coisas que lhes dizem respeito

Vital Moreira escreveu um dia uma frase que ficará seguramente gravada nas melhores compilações de pensamentos célebres: “Um aeroporto é uma obra demasiado importante para ser decidida por engenheiros”.
Hoje podemos acrescentar mais esta: “Um aeroporto é uma obra demasiado importante para ser decidida por empresários”.


:: enviado por JAM :: 6/17/2007 11:53:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, junho 16, 2007

O enviado da ONU acusa Washington

O diplomata peruano Álvaro de Soto, enviado especial do secretário geral das Nações Unidas para o Médio Oriente traçou, num relatório confidencial de fim de missão datado de 5 de Maio e revelado em 13 de Junho pelo The Guardian, uma constatação dramática e sem ilusões sobre o conflito israelo-palestiniano.
De tal modo que esse diplomata internacional que, durante 25 anos, empregou esforços para encontrar soluções para os mais variados conflitos do planeta (El Salvador, Chipre, Sahara Ocidental), se pergunta neste caso se vale a pena substitui-lo no seu posto (o que entretanto já foi feito, na pessoa do britânico Michaël Williams) e continuar com o Quarteto. Em todo o caso, “o papel das Nações Unidas deverá ser seriamente revisto”, salienta ele no relatório de 52 páginas.
Álvaro de Soto foi demitido depois de ter criticado os Estados Unidos (por terem boicotado o extinto governo de unidade palestiniano), Israel (pelas condições inaceitáveis que impôs ao Hamas) e o Hamas (por usar a violência).
O diplomata da ONU argumenta que a Administração Bush fez pressão para que o Hamas e o Fatah se enfrentassem: “fomos informados de que os Estados Unidos estavam contra qualquer tentativa para eliminar a linha divisória que separa o Hamas das forças palestinianas comprometidas com uma solução baseada na criação de dois Estados”. Para Soto, as consequências do boicote económico internacional foram gravíssimas para a economia palestiniana e alimentaram o radicalismo, ao mesmo tempo que conseguiram desviar a atenção internacional da construção de novos colonatos israelitas na Cisjordânia e do muro de separação. Álvaro de Soto denuncia, em conclusão, que o Quarteto foi perdendo gradualmente a sua imparcialidade graças às pressões da Administração Bush.

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:: enviado por JAM :: 6/16/2007 11:24:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

As ondas no charco...

One web show : Os blogues e o verdadeiro Portugal profundo: "O que está a acontecer a António Balbino Caldeira faz-me lembrar a tentativa de um tribunal brasileiro retirar da Internet um vídeo da Daniela Cicarelli a banhos (demasiado) quentes com o namorado, numa praia do sul de Espanha.

Na sequência de uma queixa da modelo na justiça, um juiz obrigou o site YouTube a banir o vídeo, condenando a empresa a uma multa diária até o fazer. Após alguns dias, o YouTube retirou efectivamente os vídeos em causa. O que talvez poucos saibam – sobretudo para os lados da justiça e do Governo por cá –, é que no minuto seguinte à sentença do tribunal ter sido noticiada pela Imprensa, inúmeros sites anónimos publicaram e replicaram o mesmo vídeo que agora estava obrigado a sair do Youtube. Nada se pôde fazer, o monstro estava criado. Cicarelli não podia processar toda a Internet. E Sócrates, pode?

Sobre isso, nada melhor do que recordar uma frase do editorial da revista “Veja” de 17 de Janeiro: “Feliz o país cuja cultura, cujo ambiente de negócio e cuja visão de mundo produzem o iPhone e o YouTube. Pobre do país que proíbe o YouTube.”

Não é certamente com repressão que se deve tenta agir sobre o que ainda nem legislação própria tem. É com evolução, com conhecimeto e com inteligência. As leis devem evoluir com as novas necessidades da sociedade, não simplesmente impedir essa mesma evolução. Caso contrário, a liberdade de expressão, não anónima, está seriamente ameaçada. E, aí, estará criado o monstro.

Miguel Martins
Editor de Multimédia do Expresso"

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:: enviado por RC :: 6/16/2007 02:05:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

A História repete-se?


clique na imagem para aumentar

Vale a pena ler os mails que por aí circulam, se não vejamos:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[...] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.

:: enviado por RC :: 6/16/2007 01:09:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

sexta-feira, junho 15, 2007

Um homem também chora

É raro chorar. Por nada de especial, porque sou assim. Quando acontece, é (pelo menos para mim) digno de registo.
Ontem, comecei a ver o telejornal das 8 na TVI e quem é que ali estava, em directo e em noticia de abertura? Nada mais nada menos que esse empresário modelo, contribuinte exemplar, herói dos trabalhadores da PT, exemplo para os accionistas do BCP, perito em arte, mecenas, comendador, defensor dos trabalhadores, criador de emprego e génio do mercado de capitais. Em suma, Joe Berardo.
E porque é que Joe Berardo estava em directo na televisão? Porque, através de uma OPA combinada com o seu grande amigo Vieira, propõe-se comprar 60% das acções da Benfica SAD, fazendo com que as acções se valorizassem 30% em meia hora. Para que o clube possa comprar grandes jogadores e possa voltar a ser um dos maiores do mundo.
Sem qualquer objectivo de benefício pessoal. Apenas para a grandeza do seu e meu Benfica.
E chorei.
Chorei porque o clube duas vezes campeão europeu, 31 vezes campeão nacional, vencedor de 24 taças de Portugal, o clube de Eusébio e (talvez) o clube mais popular do país, chega ao 103° ano de existência a precisar dos Joe Berardos deste mundo para sair da indigência e para não se juntar aos Nottingham Forest da Europa.
E creio que chorarei ainda mais quando o Sr. Berardo vender as acções a um fundo de investimento das Ilhas Caimão, levando também o estádio, os terrenos, as camisolas, os troféus e os dois ou três miúdos com jeito para a bola que ainda por lá andarão perdidos no meio dos “inhos” de Pernambuco, nos “cic” de Lubliana e nos “czwyk” de Varsóvia.
E continuarei a chorar quando vir o Sr. Berardo sair para salvar outros mais necessitados levando no bolso alguns milhões, a Águia de Ouro e o título de Sócio Honorário.
Já comecei a juntar lenços de papel.
Um homem, sobretudo quando é benfiquista, também chora.

:: enviado por U18 Team :: 6/15/2007 11:12:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Balbino arguido

Do Portugal Profundo:
"Arguido por causa... do Dossier Sócrates
(em actualização)
Já me tinha chegado uns zunzuns sistémicos, mas não quis crer...
Acabo de ser convocado para prestar declarações como arguido no âmbito de inquérito judicial relativo ao assunto do percurso académico (e utilização do título de engenheiro) de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa - além de outra convocação para depoimento como testemunha noutro inquérito relativo ao mesmo Dossier Sócrates. Desconheço o(s) crime(s) de que sou arguido - tendo sido eu que investiguei e publiquei este Dossier, depois desenvolvido na blogosfera e nos media.
Recebi, há pouco, hoje, dia 15-6-2007, um telefonema (de número não identificado no telemóvel) de alguém que se intitulou funcionário judicial do DCIAP e me informou da minha convocação para ser ouvido em dois inquéritos judiciais, como arguido (num inquérito) e testemunha (noutro inquérito) ,ambos relativos ao Dossier Sócrates. Depois, por fax que indiquei, ficaram de remeter a confirmação das notificações.
O disclaimer que apresentei, desde o início da publicação do Dossier Sócrates, continua a valer para o primeiro-ministro. Para mim, que vou ser arguido, não."

Já cá faltava esta... a democracia segue dentro de momentos?

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:: enviado por RC :: 6/15/2007 08:50:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Um território, três Estados

Os combatentes do Hamas entraram esta manhã no complexo presidencial de Gaza e aí celebraram a oração das sextas-feiras. Não podiam ter encontrado melhor símbolo para assinalarem o nascimento de um novo Estado islâmico. Em Ramallah, o presidente Mahmud Abbas decidiu demitir o governo de unidade nacional, penosamente constituído há poucas semanas. Consagrou assim a divisão dos territórios palestinianos em duas entidades distintas, de tal modo que é muito difícil afirmar hoje se num futuro próximo elas serão capazes de se reunificar.
A reacção da chamada “comunidade internacional”, representada pelo Quarteto — Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia — não achou nada mais original do que dar o seu apoio ao presidente daquilo que só por troça se pode continuar a chamar a Autoridade Palestiniana. Os membros do Quarteto apelaram designadamente “a que fosse permitido o acesso da ajuda humanitária, o mais rapidamente possível, a todos os que dela necessitam”, como se não fossem eles mesmos os responsáveis pela situação criada.
As sanções económicas que foram decididas por esse mesmo Quarteto, com o acordo da nossa querida União Europeia, tinham por objectivo, se bem se lembram, obrigar o Hamas a reconhecer Israel ou, caso eles a isso não se resignassem, correr com eles do poder. O resultado está à vista e foi exactamente o oposto.
Ainda há poucos meses o presidente dos Estados Unidos se pronunciava pela existência de dois Estados, um israelita, outro palestiniano, determinados a viver em paz lado a lado. Só podia estar a gozar com os esforços despendidos pelos seus antecessores, sobretudo Bill Clinton, para repor a paz no Médio-Oriente. Hoje, deve estar a esfregar as mãos de contente pelo sucesso da sua estratégia: agora tem diante de si não dois mas três Estados.
Agora vêm com palermices destas dizer que querem reforçar o governo “legal e legítimo” de Abbas, como se a moderação se pagasse com rebuçados. Como se Mahmud Abbas fosse o títere de serviço. E se a “comunidade internacional” se deixasse de merdas?

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:: enviado por JAM :: 6/15/2007 08:30:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::