BRITEIROS: Julho 2007 <$BlogRSDUrl$>








terça-feira, julho 31, 2007

O homem que filmava o desejo

A obra de Michelangelo Antonioni nunca foi fácil de entender, mas ergue-se para o céu da sétima arte com o ligeiro tremor que lhe imprime o sopro mensageiro da posteridade. Nela se entra como numa catedral inacabada, esburacada por inúmeros projectos abortados, crivada na sua matéria visual e nos seus volumes narrativos e esculpida pelo olhar vigilante de um artista que se manteve sempre aberto às solicitações do seu tempo, às paixões dos seus contemporâneos a às novações formais que, contra ventos e marés, sempre guardaram intacto o seu desejo vital de fazer filmes.
O velho mestre, para quem “como viver?” e “como olhar?” não eram mais do que uma única e a mesma questão, mesmo depois do ataque cerebral, que o privou parcialmente da palavra, continuou até à morte assombrado pelo desejo de filmar e de filmar o desejo na maior proximidade dos corpos.

A ler e ver ainda:
Paulo Rocha: na obra de Antonioni está todo o cinema moderno
António-Pedro Vasconcelos sublinha importância de Antonioni para o movimento neo-realista
Paulo Branco: Antonioni "transmitia uma enorme confiança aos jovens"
Vídeo: Profissão: Repórter (1975)
Vídeo: A Aventura (1960)
Filmografia de Michelangelo Antonioni (IMDB)


:: enviado por JAM :: 7/31/2007 05:33:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Tudo podia ser pior


:: enviado por RC :: 7/31/2007 01:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Relações internacionais sem vergonha

As relações internacionais são cada vez mais impúdicas. O último exemplo de que temos notícia diz respeito à venda em massa de armas da mais recente tecnologia a Israel e a seis países sunitas do Golfo Pérsico, especialmente a Arábia Saudita. Todos eles, países com um historial de violações dos direitos humanos interminável.
Os vendedores, como não podia deixar de ser, são os Estados Unidos ou, melhor dizendo, as todo-poderosas empresas de armamento que apoiam, entre outros, George Bush. Segundo a porta-voz do Departamento de Defesa, Rebecca Goodrich Hinton, o presidente enviará esta semana ao Congresso uma iniciativa para aprovar a venda de bombas guiadas por satélite, aviões caças-bombardeiros e navios de guerra novinhos em folha, tudo isso num período de dez anos. O plano contempla, para além disso, outros “financiamentos” não detalhados. O objectivo é duplo: por um lado, garantir a Israel que manterá sempre uma “vantagem qualitativa” sobre os países árabes (quer dizer, reforçará a sua superioridade militar na zona) e, por outro lado, enviar um sinal inequívoco ao Irão (dissuadi-lo do seu poder militar) e garantir que a ocupação americana do Iraque continue a contar com o apoio dos governos sunitas em questão (o New York Times, por exemplo, publicava na semana passada que metade dos 60 a 80 combatentes que se infiltram mensalmente no Iraque o fazem através da fronteira com a Arábia Saudita). Bush superou todas as reticências israelitas acerca do rearmamento desses países do Golfo, oferendo mais (e melhores) armas que nunca ao Executivo de Telavive.
Mas, logicamente, esses sinais têm, para além disso, outros destinatários. Aviso à navegação, como se costuma dizer. E muito claro. Washington (e as empresas privadas de armamento) continua a lembrar aos palestinianos (e aos árabes em geral) que a sua “tutelagem” sobre a zona será sempre em benefício de Israel e que qualquer possibilidade de acordo passará sempre por manter o Estado israelita muito mais forte que os restantes países da zona.
Já imaginaram o que seria se todo esse dinheiro fosse melhor investido? Que aconteceria, por exemplo, com os oito milhões de iraquianos que necessitam de ajuda humanitária de emergência, de acordo com o enésimo e devastador relatório sobre o Iraque? Nessas questões, a União Europeia continua muito distraída e nem sequer uma mudança de governo em Washington será garantia de coisa nenhuma.

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:: enviado por JAM :: 7/31/2007 11:10:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Crisálida

A ginástica rítmica é provavelmente o mais estético de todos os desportos. Disciplina olímpica desde 1984, tem como objectivo criar uma interacção harmoniosa entre o corpo humano e os aparelhos. Um misto de dança e de desporto, com piruetas acrobáticas executadas por princesas de extremada graça e elegância e que marcam um contraste com o habitual espectáculo das violências do mundo.

Na foto: a atleta mexicana Rut Galindo Castillo na final da prova de ginástica rítmica, nos jogos panamericanos do Rio de Janeiro, 27 de Julho de 2007.

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:: enviado por JAM :: 7/31/2007 01:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, julho 30, 2007

Anterozóide em forma


:: enviado por RC :: 7/30/2007 02:54:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Apagou-se um farol do cinema

Os ângulos de ataque são infinitos para abordar o cinema de Ingmar Bergman. A escrita dramática, a representação do actor, a técnica de iluminação, a musicalidade, ou ainda as suas interacções com o teatro, a sexualidade, a política, a sociedade sueca, alimentariam estudos sem fim. As chaves de interpretação podem ser diversas para lhe analisar o teor: filosofia, psicanálise, sociologia, ideologia, semântica,...
Percorrer a obra de Bergman é debruçar-se sobre a evolução do mundo nos últimos cinquenta anos; é ir atrás da História do Cinema desde a Segunda Guerra Mundial; é acompanhar o desenvolvimento das técnicas e, ao mesmo, dos movimentos de ideias. Tudo mexeu com, à volta e mesmo através do cinema de Bergman: das limitações de estúdio ao controlo artístico absoluto, do preto e branco à cor, do cinema ao vídeo, da modernidade ostentada à maturidade audaciosa, da tomada de posição à crise de consciência, da arrogância à autocrítica, do esforço comunitário ao isolamento autonómico...
E depois, para centenas de milhares de espectadores do mundo inteiro, o sueco é antes de mais a língua que escutámos nos seus filmes. E a Suécia, com o seu clima e a sua cultura, a sua poesia e as suas contradições, é um país que poderemos continuar a descobrir através da exploração incessante da obra de Ingmar Bergman.

Adenda: [7/30/2007 05:54 PM]

A ler e ver ainda:
Joaquim Sapinho: "Bergman é um hino à vida"
João Mário Grilo: "Câmara de Bergman exprime relação sensualista entre as personagens e o mundo"
Jorge Silva Melo: "Bergman compreendeu o cinema como uma companhia de teatro"
Vídeo: Morangos Silvestres (1957)
Vídeo: Fanny e Alexandre (1982)
Filmografia de Ingmar Bergman (IMDB)


:: enviado por JAM :: 7/30/2007 11:44:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Domingo desportivo à moda do Iraque

Quando, em Agosto de 2004, Portugal, já com Cristiano Ronaldo, perdeu surpreendentemente por 4-2 contra o Iraque, no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos, o treinador iraquiano disse que o triunfo iria fazer com que os iraquianos esquecessem por momentos a difícil situação que se vivia no país. Foi o que voltou a acontecer neste Domingo, apesar da situação que se vive no país ser ainda pior do que era em 2004. O golo de cabeça de Yunis Mahmud, no minuto 71, ficará na história por ter permitido ao Iraque vencer a Taça das Nações Asiáticas.

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:: enviado por JAM :: 7/30/2007 01:24:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, julho 29, 2007

Prison Break

Operação de charme na prisão de Cebu, nas Filipinas, onde 1500 presos revisitaram o famoso Thriller de Michael Jackson num excelente desempenho de disciplina, coordenação e sincronização.
A ideia inicial era apenas substituir as habituais e enfadonhas sessões de ginástica por um projecto mais motivador e divertido. O resultado foi tão bom que não se admirem se as T-Shirts cor de laranja dos “CPDRC inmates” vierem a dar a volta ao mundo e tornarem-se as mais populares deste Verão!


:: enviado por JAM :: 7/29/2007 12:47:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

sábado, julho 28, 2007

Porque hoje é Sábado... e Verão


:: enviado por JAM :: 7/28/2007 04:07:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

in M!C - Movimento de Intervenção e Cidadania

M!C - Movimento de Intervenção e Cidadania: "Já não há dons Sebastião...
[São José Almeida, Jornalista, A Semana Política, Público.pt, 28-07-2007]

A direita portuguesa está até a viver o momento de maior expansão desde o 25 de Abril. Nunca, nos últimos 30 anos, a direita foi tão forte, tão determinante e teve tanta influência em Portugal. Nalguns domínios, como o político, a direita em expansão não é em muitos aspectos conservadora, reaccionária, ultramontana. Advoga a mudança, a ruptura, a revolução, pois só isso permite desconstruir o Estado social.

Enquanto projecto em realização e enquanto mentalidade, enquanto doutrina, enquanto pensamento do mainstream, a direita e a defesa de valores de direita, que retiram do centro e do objectivo último da acção política as pessoas e o seu bem-estar e a dimensão igualitária da gestão democrática da sociedade, dominam.
O projecto político da nova direita europeia e ocidental, da direita neoliberal, está em crescendo e em expansão em Portugal, ao ponto de estar, pela primeira vez, a ser concretizado ao nível da superestrutura, através de adopção de legislação e do avanço de reformas que mais não são do que a desconstrução do Estado social. E são defendidas por políticos que, à partida, no espectro partidário são ainda colocados à esquerda pela opinião pública.

Assim, o programa político da direita está a ser posto em prática pela esquerda, ou aquilo que foi até hoje o mais central dos partidos da esquerda parlamentar e que de esquerda parece manter apenas o lugar no hemiciclo. É, aliás, paradoxalmente o PS o partido a impor e a concretizar as medidas que trazem consigo custos sociais elevadíssimos e que a direita, quando foi poder, não teve condições nem ousadia para pôr em prática.

E é precisamente porque os partidos de direita parlamentar, ao estarem no Governo, não tiveram condições para levar a cabo o seu programa político natural, que o Governo do PS, onde a direita do partido domina, acabou por o concretizar, roubando o programa e o ideá-rio ao PSD e ao CDS-PP e deixando estes dois partidos descalços."

:: enviado por RC :: 7/28/2007 03:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Isto está tudo ligado

Ontem à noite, o Telejornal deu-nos conta de que um magnata da imprensa e da economia portuguesas, membro do “Steering Committee” do Bilderberg, é o presidente da comissão de honra da candidatura de Marques Mendes à liderança do PSD nas eleições directas. Sinal evidente de que a finança e os grandes grupos capitalistas não estão minimamente preocupados com a lânguida oposição de Marques Mendes ao governo de José Sócrates.
No mesmo Telejornal, ouvi Luís Filipe Menezes (o candidato contra Marques Mendes) a lembrar que, com o governo do Partido Socialista, compromissos fundamentais não foram cumpridos, os impostos aumentam, obrigam-se os portugueses a pagar as scuts, os direitos sociais são todos os dias agredidos, direitos dos sindicalistas são retirados, o desemprego aumenta de uma forma brutal...
Fiquei baralhado: há aqui qualquer coisa que não bate certo! Temos um PS que inflecte vertiginosamente para a direita e procede a todo o tipo de cedências e traições à sua natureza socialista. E temos um partido tradicionalmente de direita (embora se diga social-democrata) que descobre uma vocação de defensor dos fracos e dos perseguidos, dos desempregados e dos sindicalistas. Terão PS e PSD ensandecido de vez e invertido os respectivos papeis?
Felizmente Batista Bastos veio em socorro da minha confusão, explicar-me que a crise da Direita resulta da crise na Esquerda, que ambas estiveram dispostas alternadamente a perdoar a mediocridade, a curvar-se aos interesses e às clientelas, e a criar uma teia reticular sem saída, tudo isso independentemente das suas características ideológicas e dos seus antagónicos projectos de sociedade. Recordou-me ainda que os ataques à liberdade de expressão não são apanágio português, que as restrições a que assistimos se observam quase por todo o mundo, mas que, felizmente, nem tudo está perdido pois, ao mesmo tempo, se vão revelando grandes movimentos contestatários...
E, aí, Batista Bastos cita Clemenceau: “Dans la guerre comme dans la paix, le dernier mot est à ceux qui ne se rendent jamais”. Isto é, traduzido para português, ânimo, caros amigos, que enquanto há vida... há esperança!


:: enviado por JAM :: 7/28/2007 01:11:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, julho 27, 2007

A morte do «Tour de France»

Dantes ela era a grande missa do mês de Julho. A prova de todos os transes, como dizia Antoine Blondin, jornalista do “L’Équipe” e grande cronista do “Tour”, era então a celebração da coragem e do heroísmo. Dessa imagem piedosa e nostálgica só ficou o cortejo dos paroquianos apinhados ao longo das estradas, com as malas frigoríficas e os cestos de piquenique pousados nas bermas.
Agora, a volta à França não passa de uma via-sacra, com as suas etapas expiatórias que vão dando conta das ostentações enganadoras de Vinokurov, dos voos mentirosos de Rasmussen e de outras calamidades dos falsos anjos do pedal.
Devastado pelo doping, que ninguém, nem as uniões sagradas, nem os vampiros da UCI, parece capaz de erradicar, o “Tour” está morto. E no entanto, ainda ontem se gritava “Viva o Tour!”, com o presidente Sarkozy no palanquim.
Pensava-se que o mundo do ciclismo podia congraçar em torno de uma causa nobre. A luta contra o doping era um assunto que a todos dizia respeito. Era um logro. As lutas intestinas, a guerra do poder sustentada pelos sucessivos organizadores e pela própria União Ciclista Internacional nunca deixaram de meter pauzinhos nas rodas.
O “Tour”, que é um farol histórico, e a UCI, que deveria ser uma consciência, tinham todo o interesse em alinhar as rodas. Mas o primeiro obstina-se a fazer o seu show e a segunda continua a ser dirigida à ligeira. Para salvar o ciclismo é preciso intensificar a luta, cerrar fileiras, juntar forças e, sobretudo, suspender definitivamente todos aqueles que levam o ciclismo à morte, sejam eles corredores, dirigentes ou médicos.

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:: enviado por JAM :: 7/27/2007 12:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A apresentação do Plano Tecnológico simboliza o socratismo

Nas democracias o líder é escolhido pelo povo. Na democracia socrática é este que escolhe o povo.
José Sócrates começa a ser um erro de “casting”. No seu estilo de governação tudo é irreal e belo, para se ver na televisão como verdade. Mas cresce o medo de que falava Manuel Alegre no seu incontornável artigo no “Público”. A liberdade parece uma dádiva envergonhada e assim cria-se a mitologia do líder. O “socratismo” está a tornar-se nisso: um chefe, uma governação feita para a imagem, uma desertificação da crítica e do país. Todas as escolas e SAPs longínquos podem ser abatidas por conveniência de serviço em função das estatísticas. Para Sócrates as pessoas começam a ser um número, um código de barras. É nestas sociedades que o medo cresce. Poderemos ter tecnocratas mas faltam os que questionam. E é do conjunto de todos eles que nascem os grandes projectos nacionais. Se apenas tivesse bons engenheiros, D. João II nunca teria conseguido alicerçar um projecto ganhador. A sua vitória foi a de uma massa crítica global em Lisboa. Por mais que queira Sócrates nunca será D. João II. Será um líder a falar, para si, no deserto acrítico.

Fernando Sobral, Jornal de Negócios, 26/07/07

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:: enviado por JAM :: 7/27/2007 12:23:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, julho 26, 2007

As revoluções de Julho


Nasser e Che Guevara, líderes do movimento revolucionário dos anos 1950 e 1960

Não foram só os guerrilheiros de Castro Ruz que escolheram uma madrugada de finais de Julho para derrubarem a ditadura de Fulgencio Batista, aproveitando as borracheiras próprias dos festejos do patrono da cidade de Santiago. Numa data em que muitos soldados estavam de folga e neutralizados pelo rum, capturar a guarnição da Moncada, a segunda do país, foi o golpe de mestre que permitiu a Fidel governar com mão férrea os destinos de Cuba e desafiar os Estados Unidos.
Um ano antes, em 23 de Julho de 1952, no Cairo, um grupo de oficiais que tinham sofrido a derrota de 1948 contra os israelitas preparava um golpe militar para derrubar o rei Faruk, considerado responsável pelo insucesso da campanha egípcia contra Israel e pela corrupção do regime. Os jovens companheiros de Gamal Abdel Nasser, saídos da Academia Militar de Abassieh, constituíam o núcleo principal do “Movimento dos Oficiais Livres”, cujo programa assentava em seis pontos: o fim do colonialismo, do feudalismo, da dominação do capital sobre o poder político, o estabelecimento da justiça social, a instauração duma vida democrática estável e a formação de um poderoso exército nacional.
Quando em 23 de Julho de 1952 Nasser e os seus companheiros aproveitam as férias de Verão do rei Faruk, em Alexandria, e fazem o golpe de Estado, a monarquia desmorona-se sem que ninguém a pudesse defender. Eram eles os primeiros egípcios a governarem a sua própria pátria desde os tempos de Cleópatra, a grega ptolemaica. Ao longo de 20 séculos, turcos, mamelucos, franceses e britânicos governaram e sangraram um povo que merecia despertar da sua prolongada letargia.
O medo de não serem suficientemente respeitados, por serem demasiado jovens, levou-os a colocar como figura de proa o general Muhammad Naguib que, não sendo membro dos "Oficiais Livres", foi escolhido por ser o general mais prestigioso e respeitado do país.
Em 26 de Julho de 1956, Gamal Abdel Nasser nacionalizou o Canal do Suez, provocando a ira dos franco-britânicos habituados a considerar o Egipto como o pátio da sua casa. Três meses depois, França e Grã Bretanha intervirão entre israelitas e egípcios, entrincheirados de ambos os lados do canal. A ameaça soviética de desencadear uma guerra nuclear e a ONU puseram fim à contenda. Nasser sobreviveu.

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:: enviado por JAM :: 7/26/2007 11:10:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Efeméride

Na madrugada de 26 de Julho de 1953, Cuba é sacudida pelo ataque ao Quartel de Moncada.
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"O plano foi traçado por um grupo de jovens, dos quais nenhum tinha experiência militar; e vou revelar os seus nomes, menos os dos que não estão mortos nem presos: Abel Santamaria, José Luís Tasende, Renato Guitar Rosell, Pedro Miret, Jesus Montané e quem vos fala. Metade morreu, e em justo tributo à sua memória posso dizer que não eram técnicos militares, mas que possuiam patriotismo suficiente para fazer, em igualdade de circunstâncias, um solene desafio a todos os generais juntos do 10 de Março, que não são nem militares nem patriotas."
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Fracassado o golpe, que libertaria a pérola das Caraíbas da ditadura de Fulgêncio Batista, segue-se a criminosa repressão.
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"O primeiro prisioneiro assassinado foi o nosso médico, o Dr. Mário Muñoz que não levava nem arma, nem uniforme. O seu uniforme era a sua bata de médico."
"Com um olho ensanguentado na mão, um sargento acompanhado de vários soldados, entra na cela onde estavam as nossas companheiras Melba Hernandez e Haydée Santamaria, dirigindo-se à última e mostrando-lhe o olho, disse-lhe:« este olho é do teu irmão, se não dizes o que ele se recusa a dizer, arracar-lhe-emos o outro»."
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Marcos Marti, Hugo Camejo, Pedro Vélez, Raul de Aguiar, Armando del Vale, Andrés Valdés, foram outros dos setenta prisioneiros assassinados.
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" Além disso, os meus companheiros, não estão nem esquecidos nem mortos; eles estão mais vivos que nunca e os seus assassinos verão surgir, aterrorizados, dos seus heróicos cadáveres, a imagem triunfante das suas ideias".
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Assim nos lembra Fidel Castro em " A História me absolverá".

:: enviado por ja :: 7/26/2007 01:47:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quem tem medo de Manuel Alegre?

Vital Moreira diz que não vale a pena vermos no “grito de alma” de Manuel Alegre um qualquer prenúncio de uma próxima futura dissidência partidária, incluindo para criar outro partido. Segundo ele, Alegre sabe bem que não há espaço para novos partidos e que não há lugar para acção política consistente fora dos partidos.
Não foi isso que nos disseram os indicadores das presidenciais e das intercalares de Lisboa. Nas eleições presidenciais Alegre recolheu mais de um milhão de votos e deixou a confortável distância o candidato oficial do PS. Nas intercalares de Lisboa, Helena Roseta teve mais votos que o PCP e que o Bloco de Esquerda. Ambos indicadores mostram que existe um espaço político, em progressão, não preenchido entre o PC e o PS. Um espaço político recorrente que foi, em tempos, parcialmente ocupado por partidos como o MDP ou o MES, que teve Jorge Sampaio como fundador.
Como escreve Alegre, pode suceder que os cidadãos, pela abstenção ou pelo voto, punam e corrijam os desvios e o afunilamento dos partidos políticos e, se os principais partidos não vão ao encontro da vida, pode muito bem acontecer que a recomposição do sistema se faça pelo voto dos cidadãos.
Que não se iludam os Vitais deste país. Não é a falta de espaço para novos partidos que impedirá Manuel Alegre de ganhar asas para “mobilizar a opinião pública para outros combates”. Se tal nunca vier a acontecer será porque Manuel Alegre, pura e simplesmente, não tem vontade de largar o PS.

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:: enviado por JAM :: 7/26/2007 01:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, julho 25, 2007

O Banco Mundial regressa ao planeamento familiar

A história começa no passado 16 de Abril, quando os representantes europeus do conselho de administração do Banco Mundial rejeitam um relatório sobre saúde e população elaborado por um dos directores executivos, Juan José Daboub, um defensor da guerra no Iraque contratado especialmente um ano antes pelo então presidente, Paul Wolfowitz. Na sua estratégia sobre a população, saúde e nutrição, o Banco Mundial pretendia assim eliminar o planeamento familiar, uma das chaves da luta contra a miséria no mundo.
A presença de Wolfowitz e dos seus conselheiros fazia-se notar pela aplicação das doutrinas mais conservadoras da direita do Partido Republicano, grupos que durante a década anterior se distinguiram por boicotar a ajuda internacional ao desenvolvimento, porque integrava no seu programa o planeamento familiar (incluindo os métodos anticonceptivos e o aborto). Nesta banda do espectro ideológico, seguindo os conselhos do papa de Roma, o melhor modo de controlar o crescimento da população é a abstinência sexual e o aborto é um crime. O preservativo tão-pouco é aceitável, nem sequer para prevenir a sida.
Desde os princípios do século XIX, o pensamento ocidental foi dominado pelo economista e demógrafo Thomas Malthus (1766-1834). Convenientemente resumida, a sua teoria baseia-se em que, enquanto a população cresce geometricamente (1, 2, 4, 8, 16), a produção só aumenta aritmeticamente (1, 2, 3, 4, 5). Daí a ideia de que era preciso promover a reprodução dos que mais contribuem para a produtividade. Mas a História não lhe deu razão: quando a natalidade começou a baixar gradualmente, à medida que aumentava a esperança de vida, o crescimento acelerou, contribuindo para acentuar ambos os fenómenos.
Agora, o Banco Mundial regressa à sua política anterior e defende a “utilidade dos anticonceptivos, o planeamento familiar e outros programas de saúde reprodutiva para ajudar a promover o crescimento e reduzir as altas taxas de natalidade, que estão fortemente associadas à pobreza endémica, à inadequada educação e à elevada mortalidade”. Em cada ano, das 210 milhões de mulheres que engravidam, mais de 500 mil morrem durante a gravidez e o parto. Por não terem acesso aos métodos anticonceptivos, uma em cada cinco recorre ao aborto e 68.000 morrem durante a intervenção.

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:: enviado por JAM :: 7/25/2007 11:39:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, julho 24, 2007

Blog antimilitarista desencadeia polémica nos EUA


Manifestação contra a guerra no Iraque, Julho 2007, Palo Alto, Silicon Valley

Corey Mitchel, autor do blog colectivo In Cold Blog, publicou na Sexta-feira passada um longo artigo intitulado “Killitary: How America's Armed Forces Create Serial Killers and Mass Murderers”. Nele estabelece uma lista dum certo número de militares e de ex-militares responsáveis por crimes ou atentados (como Timothy McVeigh, acusado do atentado de Oklahoma City, ou Lee Harvey Oswald, acusado de ter assassinado John Kennedy). O mesmo artigo foi transcrito no blog político anti-Bush Daily Kos, sob o pseudónimo liquidman.
Perante a enorme polémica desencadeada, Corey Mitchel retirou o artigo (que desapareceu ao mesmo tempo do Daily Kos). Depois voltou a publicá-lo, com uma nota prévia que modera o seu conteúdo. Mas o texto não voltaria a aparecer no Daily Kos...

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:: enviado por JAM :: 7/24/2007 05:36:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Sócrates, Sarkozy, os impostos e o pacto de estabilidade europeu

Que é que é melhor para a economia de um país com acentuado desequilíbrio orçamental? Que o Estado reduza o défice ou que baixe os impostos, mesmo que isso implique, a curto prazo, uma diferença ainda maior entre a despesa e a receita públicas? É esta a disjunção que se coloca a muitos governos na altura de desenhar as suas políticas fiscais. Como é sabido, José Sócrates optou por aumentar os impostos.
Ao contrário, o novo presidente francês, Sarkozy, anunciou a sua intenção de estimular a economia francesa através de um “choque de confiança e crescimento”. Para isso, o seu governo aprovou uma série de medidas que reduzirão as receitas públicas entre 15 e 20 mil milhões de euros. As medidas não mexem na estrutura do sistema fiscal mas oferecem reduções importantes em diversos impostos, em especial no IRS.
Numa análise imediata, uma restrição das receitas obrigará o Estado a melhor racionalizar a sua actividade e a utilizar de uma forma mais eficiente os meios mais escassos. Recordemo-nos que é exactamente isso que está a tentar fazer o governo de Sócrates, com a agravante de que, repita-se, ao contrário de Sarkozy, optou por aumentar os impostos.
Sócrates diz querer cumprir a lei europeia do pacto de estabilidade (é claro que as leis são para se cumprir). Mas não seria absurdo defender a ideia de uma reformulação do pacto, de modo a tratar de maneira diferente os défices devidos ao crescimento da despesa e os causados pela redução dos impostos, como já foi feito aquando da última fase da criação da União Económica e Monetária.
Foi essa reflexão que Sarkozy quis transmitir ao Eurogrupo. Teixeira dos Santos veio dizer que “não há qualquer razão para Portugal alterar os seus planos”, acrescentando que não via nenhuma razão “para questionar o que está decidido”.
Mas vejamos: O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, limitou-se a mostrar-se satisfeito por a França “estar a entrar numa fase de reformas profundas”, enquanto recordava o compromisso expresso de Sarkozy em manter-se empenhado na consolidação orçamental. Já o comissário europeu dos Assuntos Monetários, Joaquin Almunia, considerou que a ideia de Paris se enquadra no espírito de disciplina orçamental enquanto sublinhava que, neste momento, “ninguém se atreve a pôr o PEC em crise”.
Neste momento. Ou seja, talvez esteja a chegar o momento de mudar as coisas e mandar às urtigas o actual pacto de estabilidade. E, nesse caso, quem é que acham que terá mais força? Teixeira dos Santos ou Nicolas Sarkozy?
E se os portugueses tivessem estado, uma vez mais, a fazer todos estes sacrifícios... para nada?

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:: enviado por JAM :: 7/24/2007 11:47:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, julho 23, 2007

A comissão liquidatária

Alunos sem Português por falta de professores na Alemanha: "Alunos sem Português por falta de professores na Alemanha
Lusa| 2007-07-23
Os conselheiros das Comunidades na Alemanha rectificaram hoje para 900 o número de alunos portugueses que vão ficar sem aulas de português neste país e apelaram à participação na manifestação de protesto de 9 de Agosto, em Lisboa.
Na semana passada, uma professora denunciou à agência Lusa a não abertura das vagas para professores nas áreas de Dusseldorf e de Nuremberga, o que, segundo a docente, vai deixar cerca de 600 alunos sem aulas de português.

Num comunicado, os conselheiros Rui Paz e José Eduardo afirmam que essa medida afecta as áreas consulares de Dussedlorf, Frankfurt e Estugarda, atingindo cerca de 900 alunos, que vão ficar sem aulas de português."

:: enviado por RC :: 7/23/2007 09:07:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O fim inevitável da Bélgica

Há 43 dias (desde as eleições de 10 de Junho) que a Bélgica está sem governo e quase à beira de uma guerra civil. É todo um país face a um beco sem saída e sem possibilidade de fazer marcha-atrás. O único expediente parece ser o inevitável desmantelamento programado. Os prognósticos, no caso da desagregação do reino, são diferentes nas três regiões do país:
A população flamenga representa cerca de 60% dos 10 milhões de belgas. É ela quem domina a vida política (a última vez que houve um primeiro-ministro valão foi em 1975) e económica de todo o país. O movimento flamengo, nascido de reivindicações culturais, pretende a criação de uma república da Flandres independente.
Do lado valão (3,3 milhões de habitantes), o panorama do futuro do país não é tão consensual. Desde a fundação do movimento valão que as correntes independentista e unionista (a favor da reunião da Valónia com a França) se distribuem em partes iguais.
Quanto à cidade-região de Bruxelas (um milhão de habitantes) é composta por 90% de francófonos. O movimento flamengo pretende a sua integração no futuro Estado da Flandres mas, de acordo com as sondagens, isso não parece ser do agrado dos seus habitantes. Bruxelas constitui assim uma espécie de “Jerusalém” do movimento flamengo.

21 de Julho foi o dia da festa nacional belga. Comemorou-se a independência do país, simbolizada pela entrada triunfal do primeiro rei Leopoldo I em Bruxelas, em 1831, e o respectivo juramento constitucional. Sintoma evidente do insuportável estado da nação, 176 anos depois da independência, o provável futuro primeiro-ministro, Yves Leterme, provocou o espanto nacional quando entoou o hino nacional francês “La Marseillaise” em resposta a um jornalista que lhe perguntava se era capaz de cantar os primeiros acordes do hino nacional belga, "La Brabançonne". Só visto... até os não-belgas deprimem.


:: enviado por JAM :: 7/23/2007 06:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Mal-estar

Todos sabemos da moderada e diplomática forma de estar de Medeiros Ferreira, mas talvez haja quem devesse ir ouvindo. O problema que se põe não é rigorosamente o da implosão da Direita, mas sim o da descaracterização da esquerda. Todos nos lembramos do "no jobs for the boys" de Guterres, o tal que tratava por "you" todos os primeiros ministros da Europa. Com o seu novo estatuto de refugiado lá perdemos a "razão" e o "coração" que derrotaram Cavaco. E Cavaco está de volta coadjuvado por um primeiro ministro para quem as pessoas são números e para quem o poder é um fim para que todos os meios são bons, nem que isso signifique desmantelar o pouco que de civilizado construímos em trinta anos.

A direita em crise? Só a Direita política. Nunca os valores da direita estiveram tão pujantes. Está aberto o caminho para a privatização dos serviços do estado que a direita cobiçava, está aberto o caminho para a total e final clientelização do aparelho do Estado.

De cada vez que pensarem em Guterres, os "boys" devem estar a rir a bom rir. A politização de todas as chefias do Estado, a precariedade dos vínculos dos Funcionários Públicos, o desmantelamento das organizações sindicais, tudo se conjuga para que na República das Bananas os "boys" tenham uns dias cheios e a vida farta...

Bicho Carpinteiro: "A crise começou pela direita

Este modo de governar de José Sócrates, se continuar, terá efeitos ainda insuspeitados. Para já é a direita política que paga a crise."

:: enviado por RC :: 7/23/2007 02:15:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Só algumas maçãs podres?

Os media mais importantes dos Estados Unidos, tanto do lado democrata como republicano, não costumam poupar elogios aos soldados que combatem no Iraque. As torturas em Abu Ghraib não passaram do produto de algumas “maçãs podres” que, como dissera a Casa Branca quando rebentou o escândalo, aparecem inevitavelmente em qualquer caixa de fruta.
Agora sabe-se que a contaminação foi muito mais extensa do que isso. Uma ampla investigação dos jornalistas Chris Hedges e Laila Al-Arian, a publicar na edição impressa de 30 de Julho da revista The Nation, permite confirmar que o número de 600.000 civis iraquianos mortos pelos soldados americanos não tem nada de exagero.
Os dois jornalistas fizeram entrevistas, nos últimos meses, a 50 militares, muitos dos quais assistiram à matança de civis iraquianos, incluindo crianças, por soldados americanos. Alguns deles participaram nessas matanças... muitos disseram que esses actos foram perpetrados por uma minoria. No entanto, descreveram-nos como algo corrente e disseram que normalmente nem sequer são registados e muito menos castigados.

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:: enviado por JAM :: 7/23/2007 12:01:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, julho 22, 2007

Socialistas: os grandes gestores do capitalismo (3)

No DN de hoje, Bagão Félix dá lustro à independência de espírito que todos os governantes adquirem mal abandonam a cadeira.
Ei-lo, envergonhando quem nela hoje se senta:

Flexigurança
“Na Europa há muito a mania de tagarelar neologismos”

Flexi...
“Se os despedimentos não fossem já flexíveis, não tinhamos 500 mil desempregados”
“Despedimentos por incompetência é um conceito muito perigoso”
“Restringir as retribuições das horas extraordinárias mais parece uma prenda aos patrões”

...segurança
“Este governo até diminuiu o tempo em que se tem direito ao subsídio de desemprego!”
“diminuir o subsídio de férias, não”

Natalidade
“Não nascem mais crianças por o abono de família passar de 20 para 30 euros”. Aqui acrescento eu: mas com a prenda de 2.500 euros por rebento, que Zapatero passou a atribuir no país vizinho, talvez alguns se decidissem a vir a este mundo...

[Miguel Portas, Sem muros]


:: enviado por JAM :: 7/22/2007 03:03:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Leituras de domingo

Entram-nos assim pela caixa do correio as boas leituras de domingo. Não há dúvida que ser escritor dá vantagens a qualquer autarca.

Divirta-se aqui Moita Flores I e aqui Moita Flores II.

***
Já agora parece a propósito outra que me entrou por aqui hoje:

"E como quanto maior é a ignorância maior é a audácia, eis porque na nossa terra, onde a ignorância medra com pujante felicidade, a intolerância é profunda e audaz."

(Alfredo Pimenta, in Política Portuguesa, 1913 )

Bom domingo a todos.

:: enviado por RC :: 7/22/2007 12:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Desta vez foi em Espanha

Neste mundo real de mentira, o juiz espanhol Juan de Olmo fez uso da sua liberdade factual para prevaricar e, usando da sua impunidade e do infame desejo de súbdito ministerial, ordenar a confiscação de todas os números da última edição da revista satírica El Jueves, em cuja capa aparece uma caricatura «irreverente» dos Príncipes das Astúrias num acto sexual. «Estás a ver? Se ficares grávida», diz Felipe no desenho, «isso vai ser o mais parecido com trabalhar que eu já fiz em toda a minha vida».
Ao fazê-lo, o juiz pôs soberanamente a pata na poça.
Primeiro, porque aumentou efectivamente a difusão da notícia, provocando o efeito contrário do que se pretendia com a censura oficial. Segundo, porque ofereceu publicidade gratuita à revista censurada, fazendo com que o aumento das vendas propiciado pela dentada medieval da Justiça do Rei cubra certamente as consequências do delito. Terceiro porque, para além dos efeitos deste ataque à liberdade de expressão, é grave o prejuízo causado sobre a percepção pública da imagem, da confiança e da credibilidade da Administração da Justiça. Por último porque, tratando-se de um país monárquico, qualquer acto de justiça que tenda a velar cegamente pela integridade moral do Soberano, só serve para mostrar que existe um mundo real para o rei e outro muito distinto para os demais, o que contribui perigosamente para questionar a vigência da própria monarquia.
É certo que a caricatura em questão é de muito mau gosto. Mas também não o eram menos as famosas caricaturas de Maomé quando todo o Ocidente gritou em uníssono que nunca a liberdade de imprensa pode ser questionada, pois faz parte da essência da própria democracia.

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:: enviado por JAM :: 7/22/2007 12:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, julho 21, 2007

Porque hoje é Sábado... e Verão


:: enviado por JAM :: 7/21/2007 12:56:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Socialistas: os grandes gestores do capitalismo (2)

Isto já não é o liberalismo selvagem, é só selvajaria. Que tenha sido um governo socialista a abrir as portas ao sonho liberal das nossas elites económicas diz enormidades sobre as verdadeiras razões da crise da direita politica. José Sócrates ocupou-lhe o espaço e, ela, sem programa nem objectivo anda à deriva. A sua utilidade sempre foi servir de muleta política aos interesses económicos que gravitam à volta do Estado que tanto criticam. Agora, que o PS lhes roubou o discurso e o ímpeto, bem podem parar para “reflexão” ou apresentar 3 ou 4 candidaturas para despojar Marques Mendes do seu lugar. A direita política já gravita noutro eixo e o seu novo meridiano é o Largo do Rato.

[Pedro Sales, Zero de Conduta]


:: enviado por JAM :: 7/21/2007 11:09:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Indemnizações e outras miudezas

Quem vive nos Estados Unidos — o país das indemnizações — dá-se facilmente conta de que no final tudo se reduz a dinheiro. Até mesmo o sofrimento e a angustia de uma mãe ante a desaparecimento forçado de um filho.
As indemnizações estão na ordem do dia. A do arcebispado da Califórnia para evitar processos judiciais nos casos dos sacerdotes pederastas equivale a um indiscutível reconhecimento de culpa, mas salva a igreja católica de uma exposição vergonhosa do clero. Atraiçoa-se assim a doutrina evangélica de que mais vale atar uma mó ao pescoço e atirar-se ao rio que escandalizar uma criança. Quase um milhão de euros a cada vítima. Seiscentos e sessenta milhões de dólares. Bancarrota total.
Um caso estranhamente parecido com o dos milhões de dólares — provenientes da União Europeia — para as famílias das quatrocentas e tal crianças infectadas com a sida na Líbia, em troca da comutação da pena ditada pelo falso processo judicial em prisão perpétua a cumprir na Bulgária.
Também os tribunais internacionais dos direitos humanos e os penais de justiça fixam somas milionárias a cargo de Estados violadores. Somas que se pagam para que não se fale mais no sofrimento humano nem na vergonha de governos e de instituições tão antigas como a igreja católica.

:: enviado por JAM :: 7/21/2007 10:08:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, julho 20, 2007

Socialistas: os grandes gestores do capitalismo

Abandonando-se à administração meramente económica dos países onde é poder, a Esquerda substituiu a questão social por uma espécie de ortodoxia estranha ao destino de todos os outros. Os comunistas não reavaliaram a visão do mundo após a queda do Muro. Nada do que foi, é; e o que foi não incita a grandes entusiasmos, mesmo tendo em conta os aspectos positivos da experiência. Os socialistas há muito que deixaram de ser fieis à “verdade” que cimentava parte da sua força atractiva. Em Portugal, o exercício de poder pelo PS de José Sócrates é uma hecatombe, a exigir a nossa total abjecção.
[...]
O cerco à liberdade de expressão não é uma fantasia de jornalistas desguarnecidos. Associa-se à ofensiva anti-social (não tenhamos medo das palavras) deste Governo. Noutros países a doutrina foi experimentada. Não resultou totalmente. Mas criou mazelas no corpo da democracia. A globalização exige dependência, sujeição e obediência. Mas a própria globalização está em crise. Os fabulosos lucros obtidos pelas multinacionais e pelos modernamente chamados “bancos federados” determinaram que se voltasse a redefinir os campos, e se exigisse a reabertura do debate de princípios, de que precisa, afinal, para a sua própria sobrevivência.
Estes problemas estão a suscitar a atenção de muitos comentadores políticos e filósofos sociais. Lá fora, bem entendido. Por cá, todos bem.

[Baptista Bastos, Jornal de Negócios]


:: enviado por JAM :: 7/20/2007 09:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, julho 19, 2007

Guerra fria televisiva

A guerra-fria decorria no cinema, na literatura, em tenebrosas histórias de espiões, nas cimeiras entre Brejnev e Nixon ou entre Reagan e Gorbatchov. Graham Greene e Frederick Forsyth escreviam belas páginas sobre a intriga que circulava à volta da inteligência organizada de Washington ou de Moscovo. O espião era um ser misterioso, anónimo, só conhecido pelos seus superiores ou pelos serviços secretos do inimigo.
Ontem todos pudemos assistir em directo à conferência de imprensa que Boris Berezovsky deu em Londres. Pura espionagem televisiva. Berezovsky é um matemático que se dedicou a importar carros de luxo para a Rússia nos tempos da perestroika de Gorbatchov. Entrou para as esferas do poder de Boris Ieltsin e converteu-se num dos sete oligarcas que se tornaram bilionários quando o Kremlin privatizou as grandes empresas do Estado.
Alguns deles, como Mikail Jodorkovsky, apodrecem numa prisão da Sibéria, por ter insinuado ambições políticas à margem de Vladimir Putin. Outros, como Abramovich, residem em Londres, compram equipas de futebol e instalam-se em mansões esplendorosas. O capitalismo selvagem, sem escrúpulos e com milhares de milhões de euros disseminou um pouco por todo o Ocidente uma série de personagens conhecidas como a máfia russa.
Berezovsky disse coisas duras na conferência de imprensa de ontem. Acusou Putin de querer matá-lo por ter protegido o envenenado Litvinenko, que provocou um choque político entre Londres e Moscovo, com expulsão de diplomatas e ameaças de represálias económicas entre os dois países. Um amigo de Berezovsky, que vive na Rússia, visitou-o há umas semanas para o avisar de que Putin o quer matar. Ele disse-o à Scotland Yard que o aconselhou a ausentar-se por algum tempo do país. Ele assim fez. Agora voltou para denunciar a trama do Kremlin contra ele.
Berezovsky não deve ser um grande democrata. Em Janeiro passado disse a uma rádio de Moscovo que tinha chegado a planear um golpe de Estado para destituir Putin. E o Kremlin respondeu como nos tempos da guerra-fria. Os seus agentes assassinaram Litvinenko e agora, pelos vistos, querem fazer o mesmo a Berezovsky.
A novidade é que a luta pelo poder se oferece agora, em directo, com toda a brutalidade. Maus tempos para a literatura. A realidade supera a ficção.

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:: enviado por JAM :: 7/19/2007 10:33:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quem paga são os inocentes

Na Palestina não existe população civil. Principalmente em Gaza, onde tudo parece permitido na hora de deslegitimar o Hamas. O cerco que lhe foi montado está a impedir a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos) de aceder aos materiais necessários para reconstruir escolas, centros de saúde, habitações, condutas de água e esgotos, que permitam melhorar as condições de sanidade de mais de um milhão de pessoas. Pior ainda, como Israel nem sequer deixa chegar o cimento, a UNRWA teve que suspender todas as obras e deixar sem paga as centenas de milhares de pessoas que subsistiam graças a esses pequenos salários.
Saberá o Quarteto, que hoje se reúne em Lisboa, o que se está a passar com a população civil de Gaza? Os responsáveis da agência da ONU — um organismo que não deveria despertar suspeitas, por muito que os israelitas se empenhem em desacreditá-lo — contam-no todos os dias, com crescente angústia e alertam que as obras agora suspensas são imprescindíveis e vitais para a saúde pública. Para além disso, são trabalhos que facilitariam a vida de centenas de milhares de crianças porque, se as escolas não ficam prontas a tempo, vão ser elas a pagar o preço mais alto do conflito. Mas, pelo que se vê, os israelitas não se importam nada com o facto de não se construírem escolas da UNRWA em Gaza, porque estão convencidos de que elas só servem para predicar o ódio contra Israel.
Apesar disso, não só o Quarteto, mas a generalidade da opinião pública europeia, parecem tranquilos. Israel não permite que os habitantes de Gaza vivam como seres humanos mas também não os deixa morrer directamente de fome. A UNRWA comunica que continua a ter autorização para distribuir pelas famílias palestinianas, de dois em dois meses, um racionamento de 50 kg de farinha, 5 de arroz, 5 de açúcar, 5 de lentilhas, 1 de leite em pó e 2 litros de óleo. Mas Israel fornece apenas seis horas diárias de electricidade, o que, como é evidente, torna problemática a refrigeração dos alimentos, assim como o abastecimento de água, já que muitos palestinianos usam bombas eléctricas para a extrair.
Será que hoje alguém no seio do Quarteto se vai atrever a abrir os olhos para ver que tornar a esse ponto vulneráveis os direitos da população civil é um crime punido pelo direito internacional? Ou será que a Europa e os seus três outros cúmplices vão continuar a negar para sempre o conceito de população civil?

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:: enviado por JAM :: 7/19/2007 10:28:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, julho 18, 2007

A palhaçada negocial

Assim se faz a palhaçada negocial de um socialismo de retórica e supostamente moderno. É um governo que se diz de esquerda e apoiado por um partido de esquerda. Como disse alguém: "Nem o PSD ou o CDS se atreviam".
A legitimidade eleitoral não legitima tudo e muito menos a traição aos valores mais elementares da esquerda democrática.


Sindicato dos Professores da Região Centro: "Sobre a regulamentação do ECD, o ME enviou, no dia 10 à tarde, sete (7) projectos de diplomas regulamentadores do ECD (Avaliação do Desempenho, Concurso de Acesso a Professor Titular, Prova de Ingresso na Profissão, Dispensas para Formação, Aquisição dos Graus Académicos de Mestre e Doutor, Licença Sabática e Funções Técnico-Pedagógicas) e convocou a FENPROF para duas (2) reuniões a realizar, respectivamente, na manhã e na tarde dos dias 19 e 26 de Julho. Parece, então, que o ME pretende reservar 2 reuniões (7 a 8 horas de trabalho efectivo) para negociar com os Sindicatos 7 diplomas legais. Isto significa que, em média, cada matéria poderá merecer, apenas, uma hora de negociação, o que é de todo inaceitável! Isto, depois de, durante meio ano, o ME se ter limitado a regulamentar (e da pior forma!) o primeiro concurso de acesso à categoria de professor titular. Ou seja, durante meio ano foi o silêncio, agora, em plenas férias dos docentes, na segunda quinzena de Julho, o ME quer regulamentar sete matérias de elevadíssima importância."

:: enviado por RC :: 7/18/2007 05:22:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, julho 17, 2007

O humor de Medeiros Ferreira

Bicho Carpinteiro: A entrada de autocarros em Lisboa: "A entrada de autocarros em Lisboa

Tenho dado voltas à cabeça para perceber o que significou a vinda de portugueses do interior para animar a noite lisboeta de Domingo no Altis. Só vejo uma explicação: a concelhia de Lisboa do PS não deu garantias de mobilização estival e o autocarro gigante só fazia sentido com gente à volta... Mas não vale escandalizar: as televisões têm empresas que enchem os seus estúdios de gente e pagam por isso!"

Ficam assim tipificados como meros figurantes, nalguns casos ovacionando sem saber o quê, os militantes do Partido Socialista que foram levados abanar a bandeirinha. lembremo-nos que no tempo da outra senhora também tal acontecia.

:: enviado por RC :: 7/17/2007 06:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

José Saramago

"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia, Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo. Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animalzinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom carácter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que accionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algunas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira.[...]"
in http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1998/lecture-p.html

Ora aqui está um texto a que regresso, de quando em vez, para apreciar como se pode ser grande.

José Saramago escandalizou alguns portugueses ao propor que nos integremos numa Ibéria. Digo alguns porque é com frequência que ouvimos dizer que mais valia entregarmos isto aos espanhóis. São frases de desalento face à mediocridade dos nossos governantes, são desabafos... Veremos se, com a nova e camuflada constituição europeia, não se confirmarão as vantagens de inclusão num país que fosse demograficamente mais relevante. Quando o tratado for aprovado no nosso parlamento, voltaremos a estas ideias seguramente.

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:: enviado por RC :: 7/17/2007 10:15:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, julho 16, 2007

Não sei se hei-de rir ou chorar

Ontem, em Lisboa, o povo soberano escolheu o novo presidente da Câmara e a nova vereação.
E eu cá pasmo, mas os resultados foram os seguintes:
— escolheu o n.º 2 do PS para presidente da Câmara e, já agora, mais 5 (ou 6) vereadores também do PS — apesar de toda a gente se andar por aí a queixar do mau que tem sido para o país este governo do PS;
— pôs em 2º lugar Carmona Rodrigues e alguns dos elementos da sua equipa anterior na Câmara — apesar de, consensualmente, terem sido eles os causadores da queda do executivo de que faziam parte, pelos motivos que já toda a gente conhece;
— e, principalmente, absteve-se (63 por cento) — apesar de nestas eleições terem existido candidatos para todos os gostos , do MRPP ao PNR, os 5 partidos com assento no Parlamento, 2 independentes (um mais ou menos à esquerda, outro mais ou menos à direita), passando por um cantor de fado marialva, um militante do Partido da Terra, um Quartin Graça completamente desconhecido (pelo menos para mim, que não sou de Lisboa nem felizmente lá vivo) e até o ressurgido das brumas da memória Manuel Monteiro.
Eu gostava, muito sinceramente, de perguntar ao “bom povo português”: Afinal, pá, o que é que tu queres?
Dão-nos a escolher entre uma dúzia de opções diferentes, e 65% de nós prefere armar-se em esperto e dizer “Que se danem todos, são todos iguais, querem é poleiro!”, ou então, dos que decidimos levantar o cú da praia, do café, de casa, ou de onde quer que o tínhamos sentado para ir exercer o nosso direito de escolher (direito que no tempo do Salazar não tinhamos), em maioria acabamos por votar nos mesmos de sempre (PS PSD e Carmona somam mais de 60% dos votos). Será que são tantos os que estão satisfeitos com o caminho que o país está a seguir e que, já agora, vão aproveitando para se governar também?...Talvez o exemplo não seja lá muito feliz, mas viram a quantidade de gente de meia idade ou da chamada terceira idade que foi de vários recantos do país até Lisboa, não para visitar o Oceanário, o CCB ou o estádio do Benfica, mas para comemorar a vitória antecipada do camarada António Costa?...

:: enviado por Manolo :: 7/16/2007 11:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A solução para a guerra no Iraque em leilão no eBay

“Não é nenhuma burla nem nenhuma aldrabice”. É o vendedor — que assina «cptnabil» — quem o afirma e garante que a pessoa que arrematar a melhor oferta não receberá uma brincadeira, mas sim uma verdadeira solução viável para o conflito iraquiano.
O vendedor foi hoje identificado pelo jornal New York Post como sendo o capitão do exército americano Thad Krasnesky, que se descreve como um oficial dos serviços de informação com bons conhecimentos do Médio Oriente, que esteve na guerra do Golfo e na guerra no Iraque, onde foi implicado na planificação de mais de 400 operações de combate. Diz ele que fala árabe e compreende a cultura, a história e a religião, o suficiente para elaborar um plano justo, honroso e com garantia de sucesso.
A proposta interessa prioritariamente a deputados, senadores ou candidatos à eleição presidencial. No próximo Domingo, a solução para a guerra no Iraque será entregue ao licitador da melhor oferta. Hoje ao meio-dia estava em 20,5 dólares, há vinte minutos ia em 5.380 dólares. Neste momento já vai em... 40 milhões.

Adenda: [7/17/2007 09:34 AM]
Como era de prever, a arrematação foi suspensa esta manhã. Tanto o insólito da transacção como a precipitação com que foi retirada são mais dois sinais da psicopatia que o fantasma do Vietname está a espargir na sociedade americana.


:: enviado por JAM :: 7/16/2007 11:04:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Não sei se é bom sinal...

... ter Vital a puxar no mesmo sentido que eu. Mas que foi, no mínimo, embaraçoso, lá isso foi.

Causa Nossa: "... a nenhum partido (muito menos ao PS) importar magotes de pessoas de longes terras para 'encher' razoavelmente a celebração da vitória numas eleições locais, como foi notório ontem. Por mais justificável que seja a exploração nacional da vitória de Lisboa, esta deveria ser festejada com a prata da casa."

:: enviado por RC :: 7/16/2007 08:22:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Varrer o racismo para baixo do tapete

É curioso que tenham sido os britânicos a exigirem a retirada das prateleiras do livro “Tintin no Congo”, no seguimento de uma denúncia da Comissão Inglesa pela Igualdade Racial, por conter “palavras de aviltante preconceito racial”. O livro — o segundo da série criada por Hergé — foi publicado em 1930, mais de 20 anos depois do Parlamento da Bélgica ter extinguido o domínio do rei, Leopoldo II, sobre o Congo.
Entre 1885 e 1907, o rei dos belgas espremeu as riquezas naturais do território que, num gesto de desfaçatez colonialista muito próprio do seu tempo, tinha baptizado como o Estado Livre do Congo. A extracção da borracha foi acompanhada por um autêntico extermínio que acabou com metade dos 20 milhões de congoleses em pouco mais de duas décadas. O saque do Congo foi tão selvagem que obrigou à intervenção do Parlamento e de outras nações civilizadas. Mas, no fundo, não foi nada que não tivessem feito antes outras potências coloniais, incluindo a Grã-Bretanha.
A decisão de retirar o livro das livrarias tenta apenas varrer o seu carácter racista para baixo do tapete. Acima de tudo porque o livro em questão não merece ser escondido. É certo que o célebre desenhador belga reproduziu nos seus quadradinhos todo um catálogo de prejuízos em que os selvagens eram os negros que pareciam macacos, falavam como imbecis e se submetiam com agrado ao poder civilizador do homem branco. Mas, no fundo, quem fica magnificamente representado na obra de Hergé é o europeu bem-pensante que ainda hoje acha que não teve nenhuma responsabilidade pela deriva da África.


:: enviado por JAM :: 7/16/2007 12:40:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, julho 15, 2007

Apelo

Expliquem-me, por favor, porque raio:
quando um militante do Partido Comunista Português o abandona ... passa a ser um ex-comunista;
e
quando um militante do Partido Socialista Português (ex- militante do PPS/PSD) o abandona ... passa a ser um independente e não ex-PPD/ex-PS!!!

:: enviado por ja :: 7/15/2007 09:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Abanar a bandeirinha

É o mistério desta noite eleitoral: que é feito dos militantes socialistas de Lisboa?
Os jornalistas vão entrevistando ao acaso e a abanar as bandeirinhas está a rapaziada do Minho.
E lisboetas não há?

:: enviado por RC :: 7/15/2007 09:20:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Chove em Lisboa

Chuvisca em Lisboa, 22º de temperatura, ideal para votar. Sempre tenho curiosidade de saber, lá para o fim do dia, a que nível de discernimento foram conduzidos os eleitores.

:: enviado por RC :: 7/15/2007 12:07:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Avaliação de desempenho e progressão por mérito versão socialista

De acordo com a proposta regulamentar entregue pelo Ministério da Educação aos sindicatos, os docentes que obtenham uma classificação inferior a 14 valores na análise curricular ficam excluídos dos próximos concursos de acesso a professor titular.
O vereador socialista que foi colocado no Centro de Saúde de Vieira do Minho para acabar com as piadas ao ministro foi nomeado um mês depois de ter adquirido o grau de assistente geral e familiar com a nota de 11,39 valores.
A nota mais alta foi de 17,66 valores, e, em dezenas de candidatos, apenas meia dúzia apresentou piores resultados do que o já famoso vereador rosa. Deve ser esta a promoção de uma cultura de mérito e exigência anunciada por José Sócrates: 11,39 valores e um lugar na vereação socialista.

[Pedro Sales, Zero de Conduta]


:: enviado por JAM :: 7/15/2007 12:07:00 da manhã :: 3 comentário(s) início ::

sábado, julho 14, 2007

Maria de Lurdes Rodrigues

Ou Milú, como já vai sendo carinhosamente conhecida. Ar de rapina e seco, o nariz adunco, os lábios finos, aquele ar de megera saída de um romance de Dickens, a voz esganiçada em vaia exemplar a crianças, postura de capataz em praça de jorna alentejana, o discurso e a acção de um suposto "socialismo" supostamente "moderno", tudo seguramente uma máscara que esconde um coraçãozinho ternurento de avozinha carinhosa. Lida mal com a crítica e não gosta que a contrariem. Magister dixit, quem são estes vermes intelectuais para me contrariarem? Como, por enquanto, a oposição, apesar da baixíssima qualidade deste parlamento, ainda não está tão domesticada como o grupo parlamentar do partido do governo, lá vão aparecendo algumas tímidas farpas. Tímidas, porque apesar do estilo tribunício de alguns, a eficácia argumentativa não tem sido grande.

Depois de um secretário de estado a berrar com deputados já não me espanta a capacidade da minha Ministra para ouvir até as omissões. Ora aí está uma grande ideia. Omita-se!


(obrigado ao Kaos por mais esta imagem)

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:: enviado por RC :: 7/14/2007 12:28:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

O escroque

Elas são cinco. Búlgaras de nacionalidade, enfermeiras de profissão. Há também um homem. É médico, palestiniano de origem. Há oito anos que estas criaturas apodrecem numa prisão líbia. Aí foram torturados, com tanta frequência que todos os parentes e amigos que os visitaram puderam verificar como eles tinham os pés e as mãos severamente queimados. Mas, faça-se abstracção de todos os tormentos infligidos pelos carrascos do coronel Kadafi, para melhor se sublinhar que os crimes de que eles são acusados... foram cometidos por outros.
Desde que esta história, tão odiosa como sinistra, foi encenada pelo tirano de Tripoli e pelos seus esbirros, esses indivíduos foram condenados à morte por duas vezes. A primeira foi em 2001. É fácil de presumir que, desde então, a respectiva saúde psicológica se tenha substancialmente deteriorado. É bom que se diga, uma vez mais, que nenhum deles fez nada de condenável, a não ser...
A não ser aos olhos de Kadafi e dos seus arremedos de justiça que são os magistrados do país. Esse bando de tristes jagunços garante que as búlgaras e o palestiniano inocularam o vírus da sida em 428 crianças com o objectivo de provocar uma epidemia. E isso, como é bom de ver, porque o Ocidente inteiro não tem outra ambição a não ser a destruição total da Líbia.
Desde o princípio desta história infernal engendrada pelo rei Ubu do Norte de África, inúmeros cientistas de renome internacional, entre os quais o professor Luc Montagnier — célebre porque foi ele quem descobriu o vírus da sida — fizeram investigações in loco, com o objectivo de detectarem a origem do flagelo. As conclusões de todos eles foram que a contaminação se deveu às más condições de higiene dos hospitais. Não havendo quaisquer dúvidas quanto ao rigor dos estudos levados a cabo por Montagnier e consortes, uma centena de prémios Nobel assinou uma petição para que os infelizes fossem libertados.
Mas Kadafi, na sua qualidade de “Guia da Revolução”, uma mistura de Mao e de Bokassa, é evidentemente infalível. Por isso, sempre se recusou a ouvir a voz da razão para melhor se assumir como promotor de uma tradição medieval que consiste em aplicar às vítimas o destino dos culpados. Para isso, as famílias das crianças — que, diga-se de passagem, foram (e são ainda) tratadas em Paris — exigiriam 13 milhões de dólares por cada doente. Ou seja, mais de cinco mil milhões no total.
Esta soma seria paga pela UE. Dizemos seria, porque Kadafi, com o seu humor reputadamente caprichoso, poderia ainda modificar alguns dos parâmetros negociados pelos europeus e pelo filho do coronel que, por acaso, tem a seu cargo a presidência da Fundação caritativa instituída para socorrer as famílias. Há quem diga — ou melhor murmure — que o déspota estaria também interessado no perdão da dívida que a Líbia contraiu com a Bulgária e ainda que os britânicos libertem o responsável pela explosão de um Boeing por cima de Lockerbie.
Segunda-feira saberemos qual será o veredicto do Conselho Superior das instâncias judiciais. Seja ele qual for, ao inventar toda esta nojenta ficção, Kadafi acrescentou já o posto de escroque ao seu currículo que tem tanto de abundante como de sangrento.

:: enviado por JAM :: 7/14/2007 09:57:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Parabéns

O lider da CGTP está de parabéns. Apesar de não ser domingo, a sexta-feira passada repressenta um marco importante na vida daquele que, ao longo dos anos, mais coerentemente tem defendido os interesses dos trabalhadores portugueses.


:: enviado por ja :: 7/14/2007 09:15:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

sexta-feira, julho 13, 2007

Serão do Porto?

Ele há coisas que não se entendem. Segundo as sondagens, será António Costa o vencedor das eleições para a Câmara de Lisboa, em segundo lugar ficará Fernando Negrão ou Carmona Rodrigues e só depois virão os outros candidatos que, quanto muito, irão eleger 1 ou 2 vereadores. Quer dizer, os meus conterrâneos parecem preferir quem conseguiu passar ao lado de todas as grandes questões sobre a cidade, quem parece nem sequer saber porque é que concorre e quem é um dos principais responsáveis pelo estado a que a Câmara e a cidade chegaram.
A minha esperança secreta é que estas sondagens tenham sido feitas a pessoal do Porto que se declararam residentes em Lisboa e são adeptos do conceito “para os mouros quanto pior melhor” e que no domingo os resultados sejam completamente diferentes do que anunciam as sondagens.

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:: enviado por U18 Team :: 7/13/2007 10:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O fantasma do Vietname

O fantasma do Vietname está a assombrar tanto a Administração Bush-filho como a guarda pretoriana de Bush-pai. Os últimos dados recolhidos pelo Congressional Research Service, instrumento independente dos partidos, que serve de apoio ao parlamento, indicam que o custo das guerras no Iraque e no Afeganistão está já muito próximo do da guerra no Vietname: à volta dos 650.000 milhões de dólares, considerada a inflação no caso do Vietname. E tratam-se apenas de valores que constam das contas do Congresso. Há ainda outras quantias e outros gastos que foram registados noutras contas. Também não estão incluídos os gastos desembolsados pelos aliados de Washington nas duas contendas. São valores que reflectem claramente a magnitude da invasão e da posterior ocupação de ambos os países. Ao longo destes seis anos posteriores aos atentados do 11-S, outros dados se sucederam sobre o número de mortos e feridos, de refugiados e deslocados, de perdas de direitos humanos, do modo como foi arruinado todo um modelo social e económico e como foi esgrimida a mentira para justificar o injustificável.
Por esta via, nas comemorações do 4 de Julho, Bush chegou mesmo a comparar a guerra no Iraque com a independência dos Estados Unidos, premindo a mesma tecla de sempre — “apoiar a guerra é um acto patriótico” — como forma de abafar a crescente resistência às suas políticas. O problema para o presidente — entre muitos — é que a realidade começa a desmentir de forma notória a retórica oficial. Como nos recordava há dias David Brooks, o sistema de justiça está contaminado pela influência política partidarista, foi legalizada a tortura e a espionagem sem autorização judicial, foram suspensos os habeas corpus, existe um campo de concentração em Guantanamo, a corrupção oficial alcança níveis sem precedentes e as desigualdades económicas atingem índices que datam de 1928. Porém, a “guerra contra o terrorismo” continua a ser usada como justificação para isso tudo.
Perante este imbróglio, a única pergunta que continua sem resposta é esta: o que é que irão fazer os republicanos e/ou os democratas para sair do Iraque?

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:: enviado por JAM :: 7/13/2007 03:22:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Diga trinta e três

"Diga trinta e três", repetia o médico. E Portugal, cansado, sem alento, não respondeu. Por trinta e três anos fora filho de um mês de Abril ensolarado. O Portugal filho da Primavera tinha-se transmutado, era agora filho de uma qualquer, sem luz, sem ânimo nem "anima". Mas alguns ainda se recusavam a "morrer devagar", essa quietude de açoriana bruma e resignação.



(Este post foi escrito à esquina do café)


:: enviado por RC :: 7/13/2007 08:00:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

o tempo é de guerra

os barcos são estes
partamos
o sol vai nascer
icemos as velas
larguemos do cais
há um dia novo a fazer

o mar é uma seara
o vento é uma foice
lancemos as redes
irmãos
somos um só corpo
unidos na faina
na força de darmos as mãos

na praia cinzenta
os homens cansados
dormem à espera de nada
vamos acordá-los
juntemos os braços
é urgente rasgar uma estrada

aldeias morrendo
cidades caídas
país esquecido na areia
vamos transformá-lo
gritemos amigos
já o fogo na forja se ateia

bigorna martelo
batalha bandeira
arados na terra a lavrar
o tempo é de guerra
até à vitória
vamos pelas ruas lutar.





vieira da silva

:: enviado por vieira da silva :: 7/13/2007 05:07:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

A verdade vista pelos outros II

Informação complementar sobre o "ranking" mundial de serviços de saúde pode ser acedida a partir de: http://www.photius.com/rankings/healthranks.html (entre outros)

:: enviado por RC :: 7/13/2007 01:21:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, julho 12, 2007

A Liberdade ameaçada

"O novo Estatuto do Jornalista, caucionado por deputados servis, assinala, uma vez ainda, as caracteristicas destes "socialistas", cujo elevado défice democrático, intelectual, moral, social e cultural causa-nos as maiores preocupações."
Baptista Bastos no DN de 11.07.07
...........................................................

Ainda bem que, neste País... há GENTE que não é gaga!!!


:: enviado por ja :: 7/12/2007 02:14:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Imperador num império não imperial

Em plena campanha eleitoral para o famoso referendo francês ao Tratado Constitucional, o presidente Chirac pressionou a televisão pública France2 para que anulasse a emissão “100 minutes pour convaincre” que tinha como convidado Durão Barroso e em que este iria inevitavelmente defender a directiva Bolkestein e a adesão da Turquia. Chirac fê-lo porque conhecia bem Durão Barroso e a sua habitual propensão para dizer as coisas mais inconvenientes nos momentos mais inoportunos.
Um desses momentos sublimes aconteceu há dias, na primeira conferência de imprensa da presidência portuguesa da UE, quando Durão Barroso afirmou que o Tratado Reformador é o Cabo das Tormentas e a presidência alemã é Bartolomeu Dias.
Ontem, em Estrasburgo, Durão superou o seu melhor. Numa altura em que tanto se discute a essência da cidadania europeia e em que todos os governantes europeus se esfalfam a tentar convencer os respectivos concidadãos que não vai ser necessário referendar o Tratado Constitucional porque afinal não passa de um tratado como os outros, Barroso saiu-se com mais esta pérola: “a União Europeia é o primeiro império não imperial”.

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:: enviado por JAM :: 7/12/2007 11:53:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, julho 11, 2007

Atar e pôr ao fumeiro

"Discussão pública do reajustamento
do Programa de Matemática do Ensino Básico

O reajustamento do Programa de Matemática do Ensino Básico, está em discussão pública até ao dia 20 de Setembro de 2007."

Sem comentários!

:: enviado por RC :: 7/11/2007 08:56:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Briteiros Viagens - Açores

Como as férias estão a chegar, aproveito para abrir o suplemento Briteiros Viagens que não pretende ser guia de coisa nenhuma mas apenas uma visão pessoal sobre o antes e o depois dos lugares que visitamos. No fim do post perceberão que a iniciativa não é altruísta.
Este ano, não sei se por influência dos 5 minutos que vi da telenovela da TVI ou por já conhecer um pouco, um impulso qualquer levou-me a arrastar a família para os Açores. Apesar dos protestos da miudagem, pensei que sempre seria melhor do que acompanhar os meus compatriotas construtores civis para Porto Seguro, para Pipa ou Punta Cana ou mesmo para o cimento do Algarve. Marquei rapidamente a viagem para o fim deste mês e foi então que comecei a ter algumas dúvidas.

[continua aqui]

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:: enviado por U18 Team :: 7/11/2007 04:28:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A verdade vista pelos outros

Sempre que ouvir Correia de Campos ou souber que um SAP ou uma urgência fecharam, leia esta lista e sinta-se feliz... por enquanto.

Os dados são da Organização Mundial de Saúde

1 France
2 Italy
3 San Marino
4 Andorra
5 Malta
6 Singapore
7 Spain
8 Oman
9 Austria
10 Japan
11 Norway

12 Portugal

13 Monaco
14 Greece
15 Iceland
16 Luxembourg
17 Netherlands
18 United Kingdom
19 Ireland
20 Switzerland
21 Belgium
22 Colombia
23 Sweden
24 Cyprus
25 Germany
26 Saudi Arabia
27 United Arab Emirates
28 Israel
29 Morocco
30 Canada
31 Finland
32 Australia
33 Chile
34 Denmark
35 Dominica
36 Costa Rica
37 United States of America
38 Slovenia
39 Cuba
40 Brunei
41 New Zealand
42 Bahrain
43 Croatia
44 Qatar
45 Kuwait
46 Barbados
47 Thailand
48 Czech Republic
49 Malaysia
50 Poland
51 Dominican Republic
52 Tunisia
53 Jamaica
54 Venezuela
55 Albania
56 Seychelles
57 Paraguay
58 South Korea
59 Senegal
60 Philippines
61 Mexico
62 Slovakia
63 Egypt
64 Kazakhstan
65 Uruguay
66 Hungary
67 Trinidad and Tobago
68 Saint Lucia
69 Belize
70 Turkey
71 Nicaragua
72 Belarus
73 Lithuania
74 Saint Vincent and the Grenadines
75 Argentina
76 Sri Lanka
77 Estonia
78 Guatemala
79 Ukraine
80 Solomon Islands
81 Algeria
82 Palau
83 Jordan
84 Mauritius
85 Grenada
86 Antigua and Barbuda
87 Libya
88 Bangladesh
89 Macedonia
90 Bosnia-Herzegovina
91 Lebanon
92 Indonesia
93 Iran
94 Bahamas
95 Panama
96 Fiji
97 Benin
98 Nauru
99 Romania
100 Saint Kitts and Nevis
101 Moldova
102 Bulgaria
103 Iraq
104 Armenia
105 Latvia
106 Yugoslavia
107 Cook Islands
108 Syria
109 Azerbaijan
110 Suriname
111 Ecuador
112 India
113 Cape Verde
114 Georgia
115 El Salvador
116 Tonga
117 Uzbekistan
118 Comoros
119 Samoa
120 Yemen
121 Niue
122 Pakistan
123 Micronesia
124 Bhutan
125 Brazil
126 Bolivia
127 Vanuatu
128 Guyana
129 Peru
130 Russia
131 Honduras
132 Burkina Faso
133 Sao Tome and Principe
134 Sudan
135 Ghana
136 Tuvalu
137 Ivory Coast
138 Haiti
139 Gabon
140 Kenya
141 Marshall Islands
142 Kiribati
143 Burundi
144 China
145 Mongolia
146 Gambia
147 Maldives
148 Papua New Guinea
149 Uganda
150 Nepal
151 Kyrgystan
152 Togo
153 Turkmenistan
154 Tajikistan
155 Zimbabwe
156 Tanzania
157 Djibouti
158 Eritrea
159 Madagascar
160 Vietnam
161 Guinea
162 Mauritania
163 Mali
164 Cameroon
165 Laos
166 Congo
167 North Korea
168 Namibia
169 Botswana
170 Niger
171 Equatorial Guinea
172 Rwanda
173 Afghanistan
174 Cambodia
175 South Africa
176 Guinea-Bissau
177 Swaziland
178 Chad
179 Somalia
180 Ethiopia
181 Angola
182 Zambia
183 Lesotho
184 Mozambique
185 Malawi
186 Liberia
187 Nigeria
188 Democratic Republic of the Congo
189 Central African Republic
190 Myanmar

No Arrastão estão dois interessantes filmes (resportagens da CNN sobre o assunto).

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:: enviado por RC :: 7/11/2007 02:18:00 da tarde :: 3 comentário(s) início ::

Rien ne va plus no PS francês

A guerra dos chefes do PS e a falta de perspectivas à esquerda faz com que cada vez mais eminentes socialistas cedam aos cantos das sereias sarkozianas e tentem apanhar todas as migalhas de poder que o astuto presidente achar por bem conceder-lhes. Depois de Kouchner, Védrine e Lang, foi a vez de Strauss-Kahn aceitar o seu presente envenenado. Realmente, com Strauss-Kahn em Washington, o PS perde a possibilidade de poder reformar-se num verdadeiro partido social-democrata. É mais um golpe de mestre de Sarkozy, apostado em afastar do partido todos aqueles que poderiam de algum modo contribuir utilmente para a sua refundação. Agora, quer ganhe Ségolène — demasiado incompetente — quer ganhem os “esquerdistas” — demasiado arcaicos — Sarko tem praticamente assegurada a sua reeleição em 2012.
Nesta bulimia de limpar todo o espaço político à sua volta, Sarkozy não perde tempo. Depressa ficarão só os submissos. Mas os efeitos colaterais poderão ser extremamente perigosos. Para além de semear o desalento entre militantes e eleitores socialistas, esta limpeza política da esquerda contribui para dar crédito à ideia que todos os políticos são iguais e que o que todos eles querem é tacho. Afinal não há diferenças entre Sarkozy e os socialistas. E este sentimento tão crítico para com a classe política só pode ser prejudicial para a democracia.

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:: enviado por JAM :: 7/11/2007 12:46:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, julho 10, 2007

Perguntar não ofende (56)

Antigo Testamento reciclado?

E Deus disse: "Far-vos-ei subir da aflição para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel. E ouvirão a tua voz. E ireis, tu e os anciãos e dir-lhe-eis: deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor nosso Deus."
E Al Gore fez o SOS Earth.


:: enviado por U18 Team :: 7/10/2007 11:22:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (55)

Aquele que nos cura é aquele que nos matará?

:: enviado por U18 Team :: 7/10/2007 11:08:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, julho 09, 2007

A “flexisegurança”

Em finais de 2006, a Comissão Europeia apresentou, pela boca do comissário Vladimír Špidla (digno representante da “nova Europa” tão grata à extrema direita norte-americana), um Livro Verde sobre o futuro da legislação laboral europeia: “Modernizar o direito do trabalho para enfrentar os desafios do século XXI”. A ideia principal do texto ficou sintetizada através da invenção de um termo artificial, intencionalmente ambíguo: “flexisegurança”. O palavrão sugere duas ideias que o conjunto do texto tenta tornar compatíveis quando toda a gente sabe que não são: flexibilidade e segurança do trabalho. Se alguém se atrevesse a formular conceitos como “tardoprontidão”, “traiçolealdade” ou “imundolimpeza”, seria imediatamente apodado de aldrabão ou, pior, de oligofrénico. Mas ninguém chamou isso ao Sr. Špidla nem aos seus colegas, bem amparados por todos os governos europeus da “nova” e da “velha” Europa e que, claro está, de oligofrénicos nada têm. É que, como diria Humpty Dumpty à Alice, no País das Maravilhas, “não interessa saber o que significam as palavras, o que interessa é saber quem manda”.
O objectivo prioritário das medidas preconizadas pela “flexisegurança” não é outro senão desregular ainda mais as relações laborais na Europa. É esse o sentido profundo de propostas como “facilitar as transições no mercado do trabalho, apoiando a aprendizagem ao longo da vida e desenvolvendo a criatividade de toda a mão-de-obra”. Se alguém tem dúvidas, vejam-se algumas outras “pérolas” do texto:

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:: enviado por JAM :: 7/09/2007 09:00:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, julho 08, 2007

FMI: a história repete-se

Ao contrário do penoso episódio Wolfowitz, bastante prolongado, a demissão do director geral do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo Rato, dois anos antes do termo do mandato, constitui uma verdadeira surpresa. Tal como foi surpresa a sua nomeação em 2004, na sequência da derrota eleitoral do PP de José María Aznar. Como se uma rejeição popular pudesse abrir as portas da direcção de uma das maiores instituições mundiais.
Decididamente, esse posto parece-se cada vez mais com um assento ejectável que o próprio piloto não hesita em accionar. Em 2004, o alemão Horst Köhler surpreendeu o mundo económico ao apresentar a demissão do FMI para assumir a presidência da Alemanha. Em 2000, a saída extemporânea do francês Michel Camdessus foi uma consequência da grave crise do Sudoeste asiático: vale a pena lembrar que o FMI tinha então acorrido em socorro dos credores que haviam realizado investimentos desastrosos, impondo medidas económicas que levaram ao desemprego mais de 20 milhões de pessoas.
Tal como o Banco Mundial, o FMI atravessa uma grave crise de legitimidade. Os direitos de voto e as quotas-partes dos países membros deixaram de corresponder à realidade da economia mundial e Rodrigo Rato não conseguiu fazer avançar o seu projecto de modernização que pretendia atenuar a situação.

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:: enviado por JAM :: 7/08/2007 10:26:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Público e... notório

"De repente, acordámos e o país é outro. O clima de medo e delação está instalado. Na função pública principalmente, mas não só."
São José Almeida, PÚBLICO, 07-07-2007




:: enviado por ja :: 7/08/2007 09:44:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sábado, julho 07, 2007

Querem salvar o planeta? Comprem um Hummer

De repente, descobriu-se que a minha geração e as gerações que a precederam fizeram tudo mal. Não chega ter levado a esperança de vida para valores que há dois séculos seriam considerados extraterrestres, não chega que nos possamos deslocar facilmente e de forma relativamente económica, não chega termos desmentido Malthus. Esquecemo-nos do Planeta. Quer dizer, sendo uns seres terrivelmente egoístas, desenvolvemos tecnologia que nos propicia bem-estar mas que fará com que os nossos filhos vivam num Planeta extremamente frio ou extremamente quente (ainda não está decidido), sem ursos polares, no meio de lixo tóxico, sem florestas e sem gelo nos pólos (ou talvez com mais gelo, não se sabe ainda bem).
Felizmente que algumas pessoas da minha geração, como o Al Gore e o Bono, e das gerações seguintes se aperceberam da nossa tendência suicida e estão cá para nos salvar.
A Quercus tem um site em que nos ensina a escolher produtos que combatam as “alterações climáticas” (prudentemente, a Quercus não toma posição se isto vai aquecer ou arrefecer). Neste momento, há três top-tens: Lâmpadas, Máquinas de Lavar Roupa e Automóveis. [continua aqui]

:: enviado por U18 Team :: 7/07/2007 10:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Venus power


Pela quarta vez em Wimbledon. Só três outras mulheres conseguiram esta proeza.

:: enviado por RC :: 7/07/2007 09:41:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

canção de mágoa



tantos sonhos esquecidos
perdidos no pó da estrada
tantos dias tantas noites
à espera da madrugada

o que foi feito de nós
companheiros de viagem
que é da nossa liberdade
feita de fé e coragem

vai-se o tempo e nós aqui
adormecidos no cais
entretidos com o medo
de já ser tarde demais

teimosamente morrendo
por detrás desta janela
a fingir que somos livres
com um cravo na lapela.

vieira da silva



:: enviado por vieira da silva :: 7/07/2007 07:15:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::