BRITEIROS: Outubro 2007 <$BlogRSDUrl$>








quarta-feira, outubro 31, 2007

ONU


Pelo 16º ano consecutivo que a notícia se repete.
Este ano há um "teimoso" mais - Nicarágua - a juntar-se aos 183 do ano passado!!!
Marshals, palaus e micronésios ... esses não mudam.
E que razões teriam para mudar?
Para amostra, vejamos:
Habitantes/mortalidade infantil:
Palau - 20.000 - 11º/oo
Marshall - 56.ooo - 39º/oo
Micronésia - 122.000 - 42º/oo

.............................................................................

PS - A "grande teimosa", para que conste, tem cerca de 11 milhões de habitantes e uma taxa de mortalidade infantil de 7 por 1000.



:: enviado por ja :: 10/31/2007 09:10:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, outubro 30, 2007

Vale a pena ler

Será esta mais uma triste sina portuguesa? Nem sequer. A mentira tem-se transformado, nestas décadas, na moeda comum das democracias ocidentais. A guerra do Iraque é, a este propósito, um caso para estudo. As mentiras de George Bush e Tony Blair, dos seus governos e serviços de informação, ultrapassaram tudo o que se conhecia. Sobretudo pelas consequências mortais para tanta gente. Ao lado, as mentiras de George Bush pai, sobre os impostos, de Nixon, sobre tudo, ou de Clinton, sobre o sexo, foram quase inocentes.

:: enviado por RC :: 10/30/2007 08:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Ficámos esclarecidos


Informa-nos a SIC que "O procurador-geral da República reiterou hoje no Parlamento tudo o que tinha dito na entrevista ao semanário Sol. E reafirmou que não tem poderes para controlar escutas. ".

Ainda recentemente a violência escolar era preocupação do sr. PGR.

"A sensação de impunidade tem de acabar. Um miúdo de 15 ou 16 anos que exerce violência sobre o colega ou professor e que a directora, porque tem medo, não participa às autoridades é uma situação tremenda".

Estamos esclarecidos. Alguém que não consegue garantir a segurança do seu próprio telemóvel vai agora preocupar-se com a segurança nas escolas.

Já me sinto muito mais seguro.

:: enviado por RC :: 10/30/2007 08:04:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 29, 2007

À atenção de Maria Cavaco Silva

Cristina Kirchner, esposa do actual presidente argentino, sucederá ao marido.
Tenha esperança. Impossible is nothing.


:: enviado por U18 Team :: 10/29/2007 10:45:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

domingo, outubro 28, 2007

40 anos após ... "o mercado funcionou"!!!.

Como se não bastasse o crime cometido - assassínio de um prisioneiro ferido - as bestiagas, paridas que são do capitalismo e do imperialismo, não perdem oportunidade para mostrar a "massa" de que são feitas.
Amputar-lhe as mãos - não vá ele, mesmo depois de morto, apontar o dedo ao imperialismo!!! -; não ter o gesto de compaixão de lhe cerrar as pálpebras após a morte; guardar o escalpe - qual troféu de caça!!! - são atitudes que definem bem o tipo de fauna que abunda por aquelas bandas do império.
Mas, queiram ou não os "leiloeiros", Che continua vivo no coração dos oprimidos do mundo inteiro.
Com madeixa ... ou sem ela!!!

:: enviado por ja :: 10/28/2007 02:40:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 26, 2007

E pluribus unum

Os trabalhadores do BCP e do BPI estão surpreendidos porque nunca se fala deles neste carrossel de notícias, comentários e comunicados sobre a eventual fusão dos dois bancos.
A mim surpreende-me a surpresa. Obviamente, nos almoços, encontros e reuniões em que estas coisas são decididas, nunca se falou de trabalhadores. Os empregados (como preferem chamar-lhes) são um recurso como qualquer outro que deve ser rentabilizado ao máximo e custar o menos possível. Quanto muito poderão ter uma palavra de agradecimento (sem consequências) na apresentação de resultados ou uma palavra amigável por ocasião da festa de Natal.
Qualquer noção de responsabilidade social é estrangeira nestas negociações. Como sempre foi.
Para os que não eram nascidos ou para quem tenha a memória mais curta, recordo que o BCP foi criado e cresceu com pessoas a trabalhar 14 e 16 horas por dia sem qualquer compensação monetária, recusando mulheres porque tinham que cuidar dos filhos ou podiam engravidar, contratos a prazo e ligando muito pouco a esses pequenos detalhes que são os contratos colectivos. Isto nunca pareceu incomodar a consciência do Sr. Jardim Gonçalves, católico praticante e piedoso. Não creio que o despedimento de 2 ou 3 mil pessoas o incomode agora.
Vai então nascer o maior banco português para felicidade dos seus administradores e accionistas. Mais uns quantos juntar-se-ão às estatísticas do desemprego, a maioria das pessoas será ainda mais frágil na sua relação com a banca, haverá mais umas “minudências técnicas” do estilo dos arredondamentos de juros, os lucros serão impressionantes e o Sr. Jardim Gonçalves poderá recuperar o dinheiro que gastou com as traquinices do filho.
Só temos motivos para nos alegrarmos.


:: enviado por U18 Team :: 10/26/2007 09:46:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (61)

Segundo estas sondagens, o PSD subiu nas intenções de voto e está agora muito próximo do PS. Por outro lado, esta sondagem diz que 46,9% dos inquiridos não sabem que Filipe Menezes é o presidente do PSD.
Estarão os portugueses de tal maneira desesperados que preferem um desconhecido a Sócrates? ou só os que não sabem que Menezes é o presidente é que têm intenção de votar no PSD?


:: enviado por U18 Team :: 10/26/2007 06:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Imigração escolhida ?

A agressão de um jovem espanhol a uma equatoriana de quinze anos, no metro de Barcelona, está longe de ser o pior ataque sofrido por um emigrante, em Espanha ou na Europa, mas não deixa de ser um dos mais impressionantes só porque dele existem imagens que o tornam mais significativo que muitas estatísticas.
São imagens que demonstram que há graves riscos de uma escalada racial na Europa e que é preciso tomar medidas para impedir que o caldo se entorne. É que, tão escandaloso como essa agressão triplamente covarde — por ser uma menor, mulher e emigrante — foi o facto de o agressor ter permanecido em liberdade a seguir ao acto, apesar dos seus antecedentes criminais. Só três semanas depois do ataque — em 4 de Outubro — o agressor foi preso devido à pressão suscitada pelas imagens difundidas no YouTube.
O vírus xenófobo tem vindo a alastrar subtilmente a níveis oficiais e políticos. São disso exemplos as recentes eleições legislativas na Suiça, cujo partido vencedor considera os estrangeiros como ovelhas negras. Também o governo francês acaba de aprovar uma lei que exige, em certos casos, testes de ADN aos imigrantes, uma medida que é criticada inclusivamente por alguns ministros do mesmo governo. Na Áustria, as deportações de estrangeiros têm provocado explosivos debates. Na Alemanha, a pressão moral sobre os imigrantes turcos, em certos sectores, só é directamente proporcional aos ganhos que os mesmos propiciam à economia nacional. Também a Grã-Bretanha, Bélgica e Grécia figuram entre os países com mais altos níveis de intolerância étnica nos relatórios dos organismos internacionais.
Isso não quer dizer que se possa intitular a Europa como um continente racista. São muitos os exemplos de solidariedade e é grande a maioria de cidadãos que critica as atitudes racistas. Mas são cada vez mais aqueles que acham que a imigração é a causa do aumento da delinquência e os delitos raciais cometidos por grupos neonazis aumentam gradualmente em alguns países.
As bandeiras do nacionalismo e da xenofobia garantem votos substanciais a certos partidos. A resposta dos grupos políticos defensores da tolerância deveria ser muito mais contundente e começar por explicar claramente aos cidadãos que, sem a imigração, a Europa estaria condenada a languescer como potência economia e cultural. O continente afronta um crescente défice demográfico que só pode salvar-se por intermédio dos imigrantes que ocupam postos em toda a escala laboral e que ajudam a suster a segurança social. O que não pode pretender-se é — como anunciou a Comissão Europeia esta semana — estender-se o tapete vermelho aos estrangeiros com cursos superiores e especializações universitárias e tratar como um mal menor os que trabalham laboriosa e honradamente em ofícios humildes.
Essa discriminação é perigosa porque implica um plano para subtrair os cérebros aos países do Terceiro Mundo, que os prepararam com enormes custos e dificuldades. Quem é que não quer doutores? Que país se negaria a conceder residência a um Prémio Nobel?
Imigração escolhida não é uma marca de tolerância, mas sim... de oportunismo.

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:: enviado por JAM :: 10/26/2007 10:28:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, outubro 25, 2007

Intolerável ingerência

O presidente Bush instou ontem a Comunidade Internacional a trabalhar, conjuntamente com a sua Administração, para obter a “liberdade do povo cubano”. Para isso, apelou aos diversos países para que estabeleçam contactos, através das suas representações diplomáticas na ilha, com os opositores de Fidel Castro, de modo a acelerar aquilo a que chamou a “transição em Cuba para um futuro de liberdade, progresso e promessa”, e exortou a sociedade cubana a “abraçar os fundamentos da democracia” e o “desejo de mudança”. Ao mesmo tempo, pediu ao Congresso do seu país que ratificasse o bloqueio comercial que os Estados Unidos mantêm com Cuba desde 1962 e anunciou a criação de um fundo internacional de auxílio — denominado “fundo de liberdade” — o qual, segundo anunciou, poderá conceder aos empresários cubanos “acesso a doações, empréstimos e reduções de dívidas, para ajudar a reconstruir o país” logo que sejam produzidas “mudanças profundas” no seu modelo político e económico.
Este apelo à Comunidade Internacional é absolutamente intolerável, porque constitui um convite a apoiar o anacrónico intervencionismo americano contra Cuba, baseado num embargo comercial que se tem mantido ao longo de décadas à revelia da legalidade internacional e dos direitos humanos. O bloqueio — por mais que Bush se empenhe em chamar-lhe “o bode expiatório das misérias cubanas” — tem dirigido um sofrimento inútil e abusivo sobre o povo cubano e tem impedido, além do mais, a obtenção de possíveis ganhos legítimos por parte de muitas empresas americanas.
Independentemente da opinião que possa merecer o actual regime cubano, os únicos que podem decidir se o desejam conservar, ou transformar ou deitar abaixo são os habitantes da ilha. É nisso que consiste o respeito pelo princípio da autodeterminação dos povos que, hoje mais do que nunca, deve ser um preceito irrevogável da legalidade internacional.

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:: enviado por JAM :: 10/25/2007 09:12:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Liberdade para "Os cinco"

"Há mais de nove anos que cinco cubanos permanecem encarcerados nos Estados Unidos. Sobre eles recaem pesadas penas, consequência de um julgamento politizado, realizado na cidade de Miami. Os cinco ajudavam a monitoriar planos terroristas organizados contra Cuba a partir da Florida por grupos cubanos da ultra-direita.
O Grupo de Trabalho sobre detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas declarou arbitrária a sua detenção, e um tribunal colectivo de três juízes encarregado de examinar o caso pelo Tribunal de de Apelação de Atlanta, acordou por unanimidade declarar inválido o julgamento e revogou as sentenças proferidas em Miami. Posteriormente, em pleno Tribunal, em votação não unânime, revogou essa decisão e presentemente o caso continua em recurso.
Os Cinco permaneceram isolados em prisões de segurança máxima, sob cruéis condições de reclusão, em violação dos seus direitos humanos e das próprias leis estadunidenses. Dois deles foram privados do direito de receber visitas das suas esposas.
Somamos as nossas vozes a todas as que no mundo reclamam o cessar imediato desta enorme injustiça. Não devemos cessar o nosso empenho até que a verdade se cumpra e estes homens voltem ao seu país e às suas famílias. - in odiario.info ."
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Nestes tempos, de europeia"cagança governamental", é nosso dever não esquecer os Cinco Heróis Cubanos encarcerados e a enorme injustiça da sua detenção.

:: enviado por ja :: 10/25/2007 05:19:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Um pouco mais de seriedade, sff

Embora, a meu ver, o Tratado de Lisboa não deva ser referendado em si mesmo, ele mesmo proporciona a possibilidade de um referendo europeu a sério, ou seja, um referendo sobre a permanência de Portugal na UE.
De facto, o novo tratado permite agora a saída de qualquer Estado-membro da UE, a ser formalizada através de um acordo com a União. Portanto, depois de entrado em vigor o novo Tratado, pode ser convocado um referendo, cumprindo os requisitos constitucionais, com a seguinte simples e clara pergunta:

«Portugal deve sair da UE?»


:: enviado por JAM :: 10/25/2007 10:42:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 24, 2007

Estarei a ver bem?



:: enviado por ja :: 10/24/2007 09:40:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 22, 2007

Quem tem um pai tem tudo

Acabo de pedir humildemente desculpa ao meu filho. É que o rapaz perdeu umas botas de futebol que tinham custado 55 euros o que me deixou um bocado irritado. Lendo as notícias de hoje, relativizei as coisas.
Felipe Gonçalves, filho do Sr. Jardim Gonçalves, conseguiu estoirar com 12 milhões de euros que agora o pai teve de pagar. É certo que demorou algum tempo e só depois de o assunto vir a público mas a honradez não tem datas nem critérios de audiência.
Estou até a ouvir o Sr. Gonçalves a dizer para o filho “Eh pá! vê lá se para a próxima tens mais cuidado. Que isto não torne a acontecer.”, naquele tom entre a reprimenda e o carinho que só um pai pode ter. E, se calhar, nem sequer disse ao filho que, devido a este esforço financeiro, não vai poder trocar de carro este ano ou vai ter que reduzir a 5 dias a semana de ski em Gstaad. Segundo as últimas noticias, até vai ter que continuar a trabalhar, quem sabe, se para poder viver decentemente.
Quero também agradecer publicamente ao Sr. Gonçalves o facto de, com este gesto, ter devolvido ao banco os juros que lhe paguei pelo apartamento. Deve-lhe ter custado porque, na altura, me pediram uma série de garantias e, coitado, já devia pensar que o dinheiro era dele.
Estou com o Sr. Jardim Gonçalves. Os rebentos, por vezes, são tramados mas não é por isso que deixam de ser nossos filhos. Felizmente para o Felipe, quem tem um pai tem tudo.


:: enviado por U18 Team :: 10/22/2007 09:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, outubro 21, 2007

Varreu-se a crise para debaixo do tapete

O novo Tratado europeu tem como primeiro objectivo superar a longa e profunda crise em que imergiu Bruxelas. O problema é que, apesar da imagem de unidade que nos transmite a assinatura destes acordos, não há concordância real entre os signatários sobre a verdadeira natureza da crise.
A maioria dos analistas acha que a crise é de natureza institucional, que tem a ver com a partilha do poder e a entrada de novos membros. Nos próprios bastidores da União, considera-se que a crise é fundamentalmente de eficácia e que, se ela não é capaz de desempenhar normalmente as suas funções, é porque a sua estrutura burocrática é demasiado pesada para produzir os efeitos desejados. Contudo, os sectores que mais criticam a entidade supra-estatal europeia acham que os maiores problemas que afronta o projecto europeu são a falta de legitimidade e de credibilidade. A UE não passa de um consórcio de estados completamente alheio aos interesses dos cidadãos e dos povos. Para lá das declarações retóricas, ninguém acredita que, por este caminho, a União Europeia possa vir algum dia a converter-se num projecto político integral.
Os contornos do novo Tratado demonstram que de facto o debate se baseia numa partilha do poder na qual os estados não têm em consideração interesses que não lhes sejam próprios. Incluindo os dos seus próprios cidadãos que — é mais do que certo — não vão poder votar em referendo os acordos adoptados. Deste modo, os estados dispõem cada vez mais de mecanismos para descafeinar os acordos através de cláusulas especiais negociadas nas mesmas cimeiras.
Por seu lado, os grupos que, a partir de posturas progressistas, criticam esta caracterização da construção europeia, têm as maiores dificuldades em gerar alternativas, tanto mais que se vêem forçados a repartir o espaço contestatário com toda uma série de grupos reaccionários e anti-europeus. Mas, em todo o caso, não deixam de cumprir uma função importante que é a de chamar a atenção para as verdadeiras causas da crise.

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:: enviado por JAM :: 10/21/2007 07:37:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Há mortes convenientes


Suicidam-se alguns cientistas e suicidam-se alguns discos duros...

"MP says files into Kelly death have been wiped

AN MP conducting an investigation into the death of Dr David Kelly last night claimed his computer files have been wiped.

Norman Baker, Lewes MP, said he has evidence to prove Dr Kelly did not die as a result of suicide.

The Liberal Democrat said he had told police he believes computer files at his Lewes constituency office have been remotely wiped."

:: enviado por RC :: 10/21/2007 05:35:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A cor do rugby

E a África do Sul é campeã mundial de Rugby.
Como em qualquer campeonato de qualquer modalidade, ficarão sempre algumas interrogações sobre o mérito dos campeões: se tivessem jogado contra a Austrália ou a Nova Zelândia (com quem perderam nas Três Nações deste ano) teriam chegado à final? Se a arbitragem da final não tivesse tido algumas decisões infelizes, teriam ganho na mesma (atenção, não há aqui qualquer insinuação. Foi só isso mesmo, decisões infelizes)?
De qualquer maneira, a África do Sul foi das equipas mais regulares do princípio ao fim do campeonato, apresentou uma equipa impressionante quer individual quer colectivamente e… ganhou a final. Não há que lhes retirar uma gota de mérito nesta vitória.
A final foi mais ou menos o que se esperava: um espectáculo de alto nível a que só faltaram os ensaios para ser memorável. Um combate de avançados em que os ingleses encontraram (finalmente) um pack à sua altura. Ganhou quem soube aproveitar melhor as faltas do adversário e quem soube controlar melhor o jogo. Parabéns à África do Sul.
A questão que se coloca agora é o que vão fazer com esta vitória. Há já algum tempo que a polémica corre no país, com dirigentes do ANC a fazerem sucessivas declarações sobre a falta de representatividade da equipa nacional. Tradicionalmente, na A. do Sul o rugby sempre foi o desporto dos brancos enquanto o futebol é o desporto dos negros. Não tem que ser assim mas é assim. Como consequência, ontem, na equipa inicial, havia 13 brancos e 2 mulatos. Até agora, o treinador Jake White resistiu a todas as pressões e fez o que qualquer treinador deve fazer, ou seja, escolher o que considera serem os melhores jogadores para ganhar. Os resultados dão-lhe razão. Com a saída de White, as portas estão abertas para instituir uma espécie de sistema de quotas em que um maior número de jogadores negros entrará na equipa.
Em vez de aproveitar todo o dinheiro que, graças a esta equipa, tem entrado (e vai entrar) na Federação sul-africana para promover o rugby nos bairros negros e nas escolas e esperar pacientemente que uma politica de fundo e a demografia acabe por dar resultados, os dirigentes do ANC parecem preferir a solução fácil de impor uma maioria de jogadores negros na equipa independentemente da sua qualidade comparativa em relação aos brancos.
Ontem, como qualquer politico que se preze, Thabo Mbeki apropriou-se da vitória. Ele que também já mostrou o seu desagrado pela presença de tantos brancos na equipa nacional e que dá cobertura, implicitamente, ao sistema de quotas. Que aproveite bem este momento porque, a confirmar-se o que está anunciado, não se repetirá por muitos anos.

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:: enviado por U18 Team :: 10/21/2007 03:39:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A nossa política é o trabalho?

"Ao contrário da maioria das anteriores reformas que procuravam equilibrar a posição relativa de estados e instituições, o novo Tratado desequilibra o conjunto em favor dos Estados mais populosos."

Não estaria na altura de termos uma palavra a dizer? Ou será que, como disse recentemente Deus Pinheiro, estas matérias de elevada tecnicidade devem ser deixadas a quem sabe?

Mudam-se os tempos, mudam-se as albardas, mas acabamos sempre por lembrar Bordalo Pinheiro...

:: enviado por RC :: 10/21/2007 10:27:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, outubro 20, 2007

O último tango em Paris

Com uma exibição feita de paixão, a Argentina conquistou o 3° lugar no Mundial de Rugby e deixou a França inteira a matutar como é que alguma vez lhes passou pela cabeça que podiam ser campeões do mundo.
Os argentinos pareciam contentes por estar na “final dos perdedores”. Pudera, fizeram o melhor Mundial de sempre com uma equipa de amigos e que soube ultrapassar os enormes problemas que o seu próprio país lhes colocou e que foram desde a falta de verbas até uma certa indiferença inicial do resto da Argentina.
Os franceses não. Passados os primeiros 25 minutos, quando a Argentina marcou o primeiro ensaio, os jogadores franceses pareciam não querer estar em campo, como se o sacrifício de jogar para o 3° lugar se tivesse tornado insuportável. O pesado resultado final de 34-10 é a consequência lógica destes estados de espírito.
Comandados por um Pichot imperial, com um Hernandez magistral, um Contepomi quase infalível e uns avançados que foram buscar bolas onde os franceses nem sequer poriam os pés, reduziram a estilhaços o “querer” francês de acabar bem o “seu” Mundial e que se provou estar muito mais nas declarações antes do jogo do que na cabeça dos jogadores.
O rugby francês vale muito mais do que mostrou. Se acabarem com os delírios psicológicos à Laporte, se o novo treinador perceber quais são as verdadeiras virtudes dos seus jogadores e se não fizerem de um jogo de Rugby um drama nacional, poderemos voltar a ter o prazer de ver a França a jogar espectacularmente como já o fez no passado.
Esperemos também que o mundo do Rugby perceba finalmente que precisa da Argentina a jogar em mais competições internacionais (o três nações do hemisfério sul, por exemplo) e que o Rugby argentino resolva os seus problemas com o país. Para que esta exibição não seja um último tango em Paris.

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:: enviado por U18 Team :: 10/20/2007 05:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 19, 2007

Manif e tampas de panelas




Afinal as centrais sindicais são quantas? Quem protesta é comunista? O dia foi histórico. Segundo a RTPN os manifestantes eram centenas. Pois eram. Duas mil centenas. Viva o serviço público de informação.

:: enviado por RC :: 10/19/2007 08:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

"Porreiro, pá!"

Há frases que ficam na história. Todos nos lembramos do “um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade", só para dar um exemplo.
A partir de ontem teremos que acrescentar o “Porreiro, pá!”.
Segundo José Sócrates e Zé Manel, estamos a viver um momento histórico para a Europa e quiçá para Portugal. As perspectivas que se abrem são extraordinárias: a Europa vai afirmar-se no Mundo e os problemas dos europeus poderão enfim ser resolvidos.
Ao ouvi-los, tentei sentir-me como aqueles que assistiram na praia do Restelo à partida de Vasco da Gama para a Índia ou como os que estavam no estádio Wankdorf de Berna a assistir à primeira vitória do Benfica na Taça dos Campeões.
Tentei (juro que tentei) sentir-me embriagado pelo momento histórico que estou a viver. Tentei sentir aquele misto de euforia e vertigem por ver a História realizar-se diante dos meus olhos. Não consegui. Suponho que só os poucos eleitos que moldam a História se aperceberão da importância do instante. Sócrates e Zé Manel conseguem-no. Eu não.
Pelos vistos não sou o único. Passando uma vista de olhos pela imprensa internacional, constatei com horror que ninguém se apercebeu do momento histórico que estamos a viver. Para a imprensa internacional, o divórcio de Sarkozy ou o atentado no Paquistão são mais importantes que a “nova Europa”. É pena.
Não faço a mínima ideia se este momento ainda será recordado daqui a 50 anos. Se o for, os netos e os bisnetos dos portugueses terão uma enorme vantagem nos exames europeus quando lhes perguntarem qual a frase que marcou a cimeira.

History never looks like history when you are living through it. — John W. Gardner

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:: enviado por U18 Team :: 10/19/2007 06:48:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (60)

Morreram 117 pessoas este ano em acidentes de trabalho.
É a isto que se referem quando falam de risco empresarial?


:: enviado por U18 Team :: 10/19/2007 03:46:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, outubro 18, 2007

Nunca tão poucos decidiram tanto sobre tantos

Há umas semanas atrás, o diário inglês The Sun intitulava a propósito do novo Tratado Europeu: “Nunca tão poucos decidiram tanto sobre tantos”, numa adaptação da famosa frase de Churchill e num resumo feliz do que é o novo Tratado, a maneira como foi discutido e como vai ser ratificado. Embora não sendo uma leitura de referência, admito que jornais como o The Sun conseguem, por vezes, traduzir numa frase aquilo que muitos sentem e que nos é apresentado como demasiado complexo para que entendamos.
Começou hoje em Lisboa a cimeira que conduzirá à aprovação do novo Tratado Europeu. Mais semana menos semana, mais voto menos voto, mais deputado europeu menos deputado europeu, o Tratado será decidido e ratificado sem a participação da esmagadora maioria dos europeus.
Segundo as conveniências, a) o Tratado é basicamente igual à extinta ex-futura Constituição Europeia; b) O Tratado é completamente diferente do projecto de Constituição Europeia. Em ambos os casos não serão necessários referendos para o ratificar porque a) já foi ratificado na maioria dos países e os que não o fizeram optaram por votações parlamentares; b) sendo completamente diferente, não obriga os governos a cumprir promessas eleitorais e, logo, pode ser ratificado pelos parlamentos.
A generalidade dos políticos e da imprensa explicam-nos que a Europa precisa deste Tratado, que não pode funcionar sem ele e que os interesses da Europa se devem sobrepor aos interesses dos Estados (como se fizesse algum sentido que os interesses da Europa fossem contraditórios com o interesse dos Estados membros). Será que já ninguém consegue parar para pensar?
A Europa é constituída por Estados com interesses e culturas diferentes que se formaram, na maioria, uns contra os outros. Historicamente, todas as tentativas de unir a Europa acabaram em tragédia. Claro que ainda não chegámos aí, mas será que por termos um Ministro dos Negócios Estrangeiros europeu estaremos todos de acordo sobre o Iraque, o Kosovo ou o Irão? Será que a generalização da regra da maioria contribuirá para que aceitemos mais facilmente o que é decidido mesmo que nos prejudique? Será que um Parlamento Europeu eleito por 30 ou 40% da população e constituído por muitos políticos em fim de carreira e outros delicadamente afastados dos seus partidos nacionais, poderá funcionar como contrapoder e controlador da Comissão Europeia e do Conselho de Ministros? Será que temos de continuar a suportar que Comissários Europeus nomeados por Governos e sem a legitimidade da eleição directa continuem a imiscuir-se nos mais pequenos detalhes da nossa vida independentemente da nossa cultura e tradição? Será que as relações entre os Estados irá melhorar substituindo negociações em que se cede algo em troca de algo por decisões maioritárias em que se pode ceder muito sem obter nada?
Lamento mas desta vez não vou ler o Tratado. Pessoas mais inteligentes do que eu já nos explicaram que a coisa é complicada e não é para leigos. Acredito.
De qualquer maneira ninguém tem a intenção de nos perguntar o que pensamos. Na definição de democracia que esta gente pratica, o nosso papel deve limitar-se a votações de x em x anos para eleger aqueles que hão-de decidir por nós. Mesmo que se comprometam em campanha eleitoral a fazer uma coisa e depois façam outra. Mesmo que se trate de alienação da soberania nacional para que ninguém os mandatou.
É verdade que, para os eternos pedintes que somos nós portugueses, ter uma politica externa decidida por outros, ter um Banco Central que só se preocupa com a inflação ou não poder ter galheteiros nos restaurantes porque em Bruxelas alguém decidiu que é perigoso para a saúde, nos é relativamente indiferente. Porém, talvez nos devêssemos interrogar se, a continuarmos assim, um dia destes não nos vamos dar conta de que cada vez menos decidem cada vez mais sobre as nossas vidas.

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:: enviado por U18 Team :: 10/18/2007 08:29:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Nobel e racista

Firme convicto da direita conservadora e determinista — uma direita americana que pensa que os genes nos predispõem a certos comportamentos — James Watson voltou a meter a pata na poça. Antes, Watson já tinha explicado que existe um gene responsável pela homossexualidade. Chegou mesmo a propor o aborto, na sequência de um diagnóstico pré-natal revelador de um desvio genético susceptível de conduzir à homossexualidade. Mais do que isso, Watson vai ao ponto de defender que se deveria proceder a transformações genéticas para corrigir esses genes desviantes.
O pensamento do Nobel da Medicina de 1962 — um dos responsáveis pela descoberta da estrutura molecular do ADN e precursor da genética — reflecte a posição ideológica de um homem confinado ao seu mundo de brancos americanos anglo-saxões, vulgarmente chamados Wasp. Pessoas que consideram que a inteligência é o conjunto de todas as possibilidades intelectuais que proporcionam os cargos da elite branca americana. Nessa visão etnocêntrica das capacidades intelectuais, todos os outros seres humanos são pura e simplesmente excluídos da esfera da inteligência. E a isso, numa palavra, chama-se racismo.
Pode não estar nos genes, mas o que este infeliz caso revela é que é possível ser-se um grande cientista sem se ser necessariamente um grande homem.


:: enviado por JAM :: 10/18/2007 03:14:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Hoje ...

... quer os pequenos "goebbels" queiram quer não ... assim será!!!


:: enviado por ja :: 10/18/2007 12:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 17, 2007

Afronta a Pequim

Mais do que a discreta recepção na Casa Branca, foi esta cerimónia, há momentos, no Capitólio — sede do Congresso americano — que irritou seriamente o regime chinês. O acontecimento dá-se em pleno congresso do partido comunista da China. Ora, se há uma esfera em relação à qual não é de esperar qualquer evolução de posição por parte dos dirigentes de Pequim é certamente a da integridade nacional do país. Não está minimamente em vista qualquer negociação acerca da pertença de Taiwan e do Tibete ao Império do Meio.
Não deixa de ser uma atitude lógica. Os períodos de independência do Tibete ao longo da História não passaram de curtos episódios. De resto, actualmente o Dalai Lama reivindica somente a autonomia para o seu país e não a independência. O que é inadmissível em contrapartida é a pertinácia de Pequim em querer erradicar a cultura tibetana. A religião é extremamente controlada. Nos templos, não só todas as imagens do Dalai Lama foram eliminadas mas, na maior parte dos casos, foram substituídas pelas do presidente chinês. O jovem Panchen Lama está em prisão domiciliária e foi substituído por um fantoche nomeado que passa a maior parte do tempo na capital chinesa. Até os monges habilitados a participar na procura do futuro Dalai Lama devem ser da confiança de Pequim. Existem prisões para monges e freiras onde se pratica a tortura...
O regime chinês, se já nada tem de comunista, continua no entanto a impor o ateísmo militante, porque a religião é um fenómeno que lhe escapa. Faz parte do domínio interior de cada um. E, para um Estado que conserva os vestígios das suas origens totalitárias, isso é insuportável.

P.S.: Ainda a propósito de fantoches, escusado será dizer — antecipando qualquer possível comentário nesse sentido — que a figura que vemos à esquerda na foto não é, de modo algum, quem mais idoneidade tem neste mundo para estimular as liberdades nos países dos outros.

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:: enviado por JAM :: 10/17/2007 11:01:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Seja bem-vindo!

De Pedro Lomba e Pedro Mexia. Começou esta semana. E começou muito bem:

Não precisamos de uma nova Constituição

Não precisamos de uma nova Constituição porque esta é a Constituição saída do 25 de Abril. Há quem compreensivelmente não goste disso, quem preferisse desligar o documento da data, quem ache que a democracia podia ter vindo de outra maneira. História virtual é história virtual. A democracia aconteceu com o processo iniciado a 25 de Abril de 1974 e depois concretizado na eleição de uma assembleia constituinte, a aprovação de uma constituição e a realização de eleições legislativas e presidenciais. Houve momentos em que a democracia esteve em perigo: mas a Constituição foi aprovada a 2 de Abril de 1976, ou seja, depois do 25 de Novembro ter corrigido os devaneios RDA da revolução.
[...]
A Constituição de 1976 na sua versão original era uma constituição democrática socialista. A Constituição de 1976 na sua versão actual quase não tem sombra de socialismo, mesmo na linguagem. [...] A dimensão política da Constituição não põe entraves ao regular funcionamento de democracia portuguesa. Nem se vê onde estejam tais entraves na dimensão económica.
A única matéria que se afigura discutível é a dimensão institucional. Ou seja, é possível que haja quem queira alterar a natureza do regime. Sejamos claros: há quem pretenda o presidencialismo. Se é esse o caso, mais vale assumir tal proposta com clareza. E cá estaremos para lembrar os defeitos do presidencialismo, os desvios cesaristas, os conflitos com o governo, e o mais que os manuais registam.

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:: enviado por JAM :: 10/17/2007 04:40:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 15, 2007

Lost in translation

“ [a recente crise económica e social que a Europa atravessou] foi maximizada pela incerteza institucional decorrente da ausência de uma lógica de referência institucional aprovada a nível europeu” - Luís Felipe Menezes.
Alguém me pode explicar o que é que isto quer dizer?


:: enviado por U18 Team :: 10/15/2007 08:46:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Parabéns


:: enviado por RC :: 10/15/2007 08:46:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Quem disse?

Espantem-se.

"Considero neste momento importante destacar a importância de garantir que a profissão de professor é reconhecida, material e simbolicamente, como actividade altamente qualificada e socialmente indispensável, no espaço da União Europeia. Este reconhecimento é essencial se queremos que esta seja uma profissão atractiva, evitando, no futuro próximo, uma escassez de recursos humanos docentes. "

:: enviado por RC :: 10/15/2007 08:27:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Impossible is nothing

Santana Lopes candidato à liderança do grupo parlamentar do PSD.*

* it's impossible

:: enviado por U18 Team :: 10/15/2007 04:15:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Como é que se diz “déjà vu” em francês?

Estávamos em 2003 e jogava-se a meia-final do Campeonato do Mundo de Rugby entre a França e a Inglaterra. A França era super favorita depois de um percurso imaculado jogando muitíssimo bem. A Inglaterra não tinha feito jogos particularmente inspirados e dizia-se que já era um feito estar na meia-final. A Inglaterra ganhou por 24-7.
Segundo consta, por culpa da chuva e de um certo Wilkinson.
No sábado, a história repetiu-se. A França jogava em casa onde não perdiam com os ingleses há 7 anos, tinham ganho os dois últimos jogos contra os ingleses confortavelmente e tinham acabado de mandar para casa a melhor equipa do mundo. Do outro lado, uma equipa inglesa de “velhos”, cujo único jogo decente neste Campeonato do Mundo os fez ganhar à Austrália e os pôs na meia-final.
A “terceira idade” inglesa fez o que os anciãos melhor sabem fazer: aproveitar os erros de juventude marcando um ensaio logo no segundo minuto de jogo; não se enervar com a reacção e a correria dos jovens que recuperam no resultado; ser paciente e acabar em beleza com um gesto do inevitável Wilkinson que todos sabiam que iria acontecer mas que ninguém foi capaz de contrariar. Sarkozy (que tinha descoberto uma paixão pelo Rugby) foi para casar meditar se afinal é mesmo verdade que “ensemble tout est possible” e a França inteira entrou em depressão. Pelo caminho, culpam o treinador, os jogadores e os ingleses. Parece que os ingleses fizeram essa coisa espantosa e inesperada de terem jogado “à inglesa” e a França não jogou “à francesa” o que quer que isso queira dizer.
Na outra meia-final, os Sul-africanos desembaraçaram-se com relativa facilidade de uma equipa argentina tão contente por ter chegado à meia-final que se esqueceu da disciplina que a tinha feito ganhar os jogos anteriores. Os boers, mesmo sem jogarem muito bem, foram tranquilamente acumulado pontos à medida que os argentinos se desintegravam como equipa. No final, um resultado lógico.
Faltam dois jogos para acabar o Campeonato do Mundo. O jogo de consolação é sempre triste para quem participa mas a França ainda tem o primeiro jogo, perdido contra os argentinos, atravessado na garganta e a Argentina quer provar que não foi por acaso que ganhou à França.
Na primeira fase a A. do Sul ganhou à Inglaterra por 36-0 (e, como dizem os ingleses, até tiveram sorte em marcar 0). Em teoria, são favoritos para a final. A Austrália e a França também o eram. O problema é que os ingleses só são mesmo bons quando não são fanfarrões e, sobretudo, quando os encostam à parede. Dois jogos a não perder.

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:: enviado por U18 Team :: 10/15/2007 03:01:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Europa ou Evropa?

Um novo episódio pitoresco está a abanar esta Europa cada vez mais desnorteada. Desta feita, cirilicamente desnorteada. Um incidente no mínimo caricato opõe os búlgaros aos outros países da União. Os primeiros mantêm com firmeza a sua exigência de ver o EVRO substituir o EURO. É que, se eles dizem Evropa em vez de Europa...
Tudo isso não passaria de simples folclore se esta insólita questão ortográfica não estivesse a ameaçar a entrada do pequeno Montenegro no clube. Esta 2ªFeira, o Acordo de Estabilização e Associação — o primeiro passo para a adesão — poderá não ser assinado se a Bulgária impuser o seu veto como forma de represália.
A presidência portuguesa tenta contemporizar e apela a “um pouco mais de cortesia, sff”. Só que, quando se trata dos Balcãs, as coisas nunca são simples. Ninguém sabe até onde pode ir esta luta da panela de barro contra a panela de... plástico. Talvez até à Evropa.

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:: enviado por JAM :: 10/15/2007 12:01:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, outubro 13, 2007

Faliu?

A "prestigiada" revista Forbes que, habitualmente, colocava Fidel Castro como um dos homens mais ricos do mundo, este ano não o faz constar.
Será que o Homem faliu?
....................................................................
PS. Os "publicos","dn","digitais"e outros pasquins da nossa praça, tão apressados a dar a noticia em anos anteriores, porque não investigam esta "súbita perda da enorme fortuna"?
Pois é ... não lhes interessa que a verdade se saiba!!!

:: enviado por ja :: 10/13/2007 10:55:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Gore em 2008 - uma decisão Nobel

Não era propriamente o Nobel da Paz que os meandros de Washington mais estavam à espera em relação a Al Gore. Mais interessante seria saber a quem dá ele o seu apoio na corrida presidencial do próximo ano. Mais do que isso, este prémio vai relançar as especulações sobre a sua própria candidatura (especulações despertadas por uma página inteira de publicidade no New York Times).
De qualquer das formas, o Nobel não dá jeito nenhum a Hillary. Quando há poucos dias perguntaram a Al Gore se ele se sentia obrigado a apoiar a mulher do seu antigo patrão, a resposta foi: “Hum!, não”.
Depois de George W. Bush, quem será que os americanos vão eleger?
— uma mulher
— um negro
ou
— um Prémio Nobel da Paz ?
Não há dúvida que qualquer um deles soava bem. Mas um presidente dos Estados Unidos Nobel da Paz...


:: enviado por JAM :: 10/13/2007 12:05:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 12, 2007

Amadores e Profissionais

São capazes de não conhecer o Muleta Negra. Sem entrar em grandes pormenores, digamos que o Muleta Negra se dedica a um ramo da psicologia ligado ao convencimento do que é melhor para a pessoa. Sobretudo aqueles que, não recorrendo ao crédito bancário, se esquecem de pagar as dívidas a tempo. O Muleta Negra andava há algum tempo desaparecido. Creio que devido a um pequeno desaguisado com a Policia em relação à natureza das suas actividades e a um pequeno contacto físico com o seu ultimo cliente. Encontrei-o agora. Esgotado o assunto do futebol e talvez por estar perante um especialista do que alguns (sem conhecimento de causa) chamarão de intimidação, acabei por lhe perguntar o que pensava desta coisa de a Policia visitar sindicatos nos lugares onde o Primeiro-Ministro vai passar. Disse-me não estar a par do assunto (é preciso esclarecer que as leituras do Muleta Negra se centram mais no que vem publicado na “A Bola”). Resumi-lhe a situação.
- “Espera aí!”, disse-me ele. “Já fizeram algum inquérito?”.
- “Já”, respondi.
- “E disseram que foram lá para assegurar a liberdade e a segurança dos manifestantes, não foi?”.
- “Foi...!”
- “E disseram que não houve ingerência de mais ninguém e que foram primeiro ao Sindicato dos Professores porque era ali ao lado da esquadra, não foi?”
- “Como é que sabes!?”
- “E também disseram que não foram a mais lado nenhum porque, por acaso, encontraram ali tudo o que precisavam, não é?”
- “Mas ...”, respondi cada vez mais perplexo.
- “E a conclusão é de que não há nenhuma irregularidade e que o inquérito fica por aqui, não é?”
- “Sim!”
- “Pois… Amadores e profissionais", retorquiu com ar pensativo.
- “...???”
- “Porra! Esses tipos são mesmo profissionais. Sou mesmo um amador rasca”, dizia-me o Muleta Negra um pouco cabisbaixo.


:: enviado por U18 Team :: 10/12/2007 11:26:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Mais fraterno, mais pacificador, mais abastado

Depois de o Comunismo ter falhado estrondosamente na criação do “Homem Novo”, não poderíamos viver sem a esperança de que ele venha um dia a existir. À falta de alternativas políticas colocámos todas as nossas expectativas nessa espécie de religião a que chamamos ecologia e em que o combate às Alterações Climáticas é a corrente actualmente mais em voga. Este “Homem Novo” que nos propõem fará com que os seres desprezíveis e suicidários que somos praticamente todos nós possam viver um dia em total harmonia com o urso polar e com o dódó, sem modificar um milímetro do tamanho dos glaciares e sem sermos mortos por catástrofes naturais. Fá-lo-emos comandados por seres mais inteligentes que saberão, a todo o instante, a quantidade de CO2 que se pode produzir, a largura do buraco de ozono e a temperatura da água na praia da Adraga nos próximos 50 anos. A bem ou a mal.
Outros seres ainda mais inteligentes descobriram que se podia ganhar notoriedade e dinheiro prevendo o Inferno se não nos arrependermos e se não arrepiarmos caminho. Uns optaram pela religião, outros chamam-se Al Gore e acaba de lhe ser atribuído o Prémio Nobel da Paz.
Consultando o testamento de Alfred Nobel, pode ler-se que o Nobel da Paz deveria ser atribuído “[…] to the person who shall have done the most or the best work for fraternity between nations, for the abolition or reduction of standing armies and for the holding and promotion of peace congresses.”
Terão sido certamente estes critérios que levaram à atribuição do Prémio a gente como Arafat, Rabin, Kissinger, Duc Tho ou a outros que a História se encarregou de esquecer. Obviamente, terão sido também estes critérios que fizeram com que o agraciado deste ano fosse Al Gore.
Alegro-me por ele. Estou certo que o preço das suas conferências acabou de duplicar.



:: enviado por U18 Team :: 10/12/2007 10:40:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Día de la Hispanidad

Por ocasião deste dia nacional de Espanha a pergunta que mais tem ressoado nas mentes dos nossos vizinhos é ¿Estará a monarquia espanhola em perigo? E tanto ressoou que fez eco nos vizinhos do outro lado. Um dos principais diários franceses trazia na capa de anteontem o título alarmante “Juan Carlos defende a monarquia espanhola” e um subtítulo que rezava: “vivamente criticado, especialmente na Catalunha, o Rei abandona a sua reserva”. No interior, uma notícia de página inteira e um editorial davam fé de um tratamento inabitual para matérias espanholas.
A informação do Fígaro retoma os últimos acontecimentos — a queima das fotos do monarca, as petições para a abdicação — e constata que “o papel do Rei está a ser posto em causa pelos nacionalistas catalães radicais e pela extrema direita espanhola”, em especial a COPE.
O editorial, significativamente intitulado “deflagrações em Espanha”, circunscreve a actual “agitação” antimonárquica a umas poucas “minorias ruidosas”, mas adverte que a democracia espanhola — que “o Rei encarna melhor que ninguém — ainda é vulnerável”. “A invejável saúde económica da Espanha poderia ser de molde a fazer-nos esquecer a sua História, mas o país não esquece. As feridas da guerra civil e da ditadura ainda não estão cicatrizadas. A sociedade continua frágil pois conhece bem a sua propensão para as divisões intestinas trágicas”, escreve o editorialista do Fígaro, que adverte ainda que as pretensões nacionalistas do País Basco e da Catalunha ameaçam arrastar a Espanha para um “desvio institucional”.
E conclui o jornal — cujo proprietário é o industrial Marcel Dassault, membro do partido de Nicolas Sarkozy — “Neste clima equívoco em que se misturam dinamismo económico e incerteza (...) conviria governar com tacto. Desde 2004, Zapatero tem, pelo contrário, aplicado o tratamento de choque”.

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:: enviado por JAM :: 10/12/2007 05:03:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, outubro 11, 2007

O prémio para a contista épica da experiência feminina

A onze dias do seu 88° aniversário, a melhor prenda que podiam dar a Doris Lessing era... o prémio Nobel da Literatura de 2007, que recompensa a contista épica da experiência feminina que, com obstinação, ardor e uma força visionária, esquadrinha uma civilização dividida. Quanto à própria, define-se a si mesma como uma escritora... simplesmente.
No entanto, as suas tomadas de posição valeram-lhe a designação de persona non grata na África do Sul e depois no Zimbabué, por ter patenteado o seu ódio à ditadura directamente ao presidente Robert Mugabe.
Doris Lessing foi militante do Partido Comunista inglês — sim, sim, existe mesmo — no princípio dos anos 50. Diz ela que, nessa altura, “eram os únicos a encarar sem medo a questão da dominação dos brancos em África e as desigualdades na sociedade inglesa”.
Doris Lessing nunca se travestiu na sua escrita, nunca rejeitou a sua condição de mulher na observação da realidade. E, acima de tudo, Doris Lessing nunca transigiu com a estupidez humana. Aos jornalistas não hesita em declarar: “nunca fui capaz de me resignar a ter que responder a perguntas estúpidas sem antes deixar bem claro até que ponto as considero estúpidas”.

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:: enviado por JAM :: 10/11/2007 03:12:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

canção para um povo triste

canção para um povo triste



... Passados 38 anos continuo a cantar esta cantiga ... na esperança de que um dia destes se transforme num simples conjunto de palavras sem sentido ....


canto o povo triste
de quem sou
louco em cantar
para esquecer
os sonhos tidos
na manhã da vida
sol de madrugada
livre no morrer

canto a heroicidade
conformada
de quem chorando
se atreve a cantar
barco perdido
na prisão das ondas
as velas rasgadas
o leme a quebrar

canto a solidão
a ocidente
ligada à terra
que nos viu nascer
a covardia
feita de orações
na doce esperança
de poder morrer

canto o desespero
fatalista
de quem sofrendo
se deixa ficar
olhos cansados
enxada na mão
trabalhando a terra
que lhe vão roubar

canto o meu poema
de revolta
ao povo morto
que não quer gritar
que já são horas para ser feliz
que é chegado o o dia do medo acabar.



vieira da silva

Coimbra, Novembro/1969

:: enviado por vieira da silva :: 10/11/2007 09:21:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 10, 2007

Fausto e Coimbra

O primeiro-ministro recordou Fausto Correia como “um grande amigo”, com quem fez “um trajecto político nas últimas dezenas de anos”. É mentira. José Sócrates era tão amigo de Fausto Correia como o é de João Cravinho. Por isso Fausto foi para Bruxelas. O euro-deputado e antigo líder distrital de Coimbra estava longe de ser um amigo do peito de Sócrates e foi mesmo por causa dele e sobretudo por causa das divergências que ambos mantinham sobre a co-incineração que se retirou — ou foi impelido a sair — de cena.
O Despertar, o mais antigo jornal de Coimbra, propriedade da família e do qual Fausto Correia era director, recorda que ser presidente da Câmara Municipal de Coimbra era um dos seus maiores sonhos, políticos e pessoais. “Ser útil aos seus, administrar a coisa pública e ser útil aos seus concidadãos, era o que mais o encantava”.
Coimbra esperava por Fausto, depois da aventura de Bruxelas. Fausto não responderá à chamada.

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:: enviado por JAM :: 10/10/2007 02:57:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

É o que se chama pagarem os justos pelos pecadores

O bispo da diocese de San Diego, Robert Brom, está a pedir aos seus fregueses e sacerdotes que contribuam para ajudar a pagar a dívida da Igreja Católica às vítimas dos abusos sexuais perpetrados por sacerdotes da Diocese. Quase 200 milhões de dólares!... A ideia de proceder a esta colecta extraordinária surgiu depois da Diocese ter tentado declarar-se em situação de falência, mas sem êxito. Para além do considerável número de propriedades que possui, calcula-se que anualmente recebe cerca de 165 milhões de dólares de esmolas e doações.
Perante a evidência, a Diocese decidiu mudar de estratégia e optou por empreender uma campanha de angariação de fundos que está a gerar enorme controvérsia entre os fiéis. Para a Igreja Católica é importante que os sacerdotes dêem o exemplo e que os fiéis contribuam para que se inicie o processo de reconciliação interna.
Em princípio, os sacerdotes da Diocese estariam dispostos a doar um mês de salário. E há paroquianos decididos a cooperar para que ela saia do cepo. Mas há outros que pensam que, em vez de negociar um ajuste monetário com as vítimas, a Igreja deveria ter deixado os sacerdotes pederastas comparecerem ante a justiça e que aqueles que fossem julgados culpados fossem parar à prisão. Houve também quem dissesse que, antes de vir pedir dinheiro aos crentes, a Igreja deveria ter vendido algumas das suas propriedades. E os mais radicais acham mesmo que o assunto deveria ser resolvido pelo Vaticano. “Bastava que vendessem um ou dois quadros e obtinham logo o dinheiro todo para pagar a indemnização”, disse ao LA Times uma beata.
O que é curioso é que este tipo de acusações só vem a lume em muito poucos países do mundo. Noutros, sobretudo na América Latina, altamente católica, a imputação desses crimes é extremamente rara, excepção talvez para o caso do prelado mexicano Marcial Maciel, fundador da ordem dos legionários de Cristo, a quem, em Maio de 2006, o papa Bento XVI ordenou que deixasse o seu cargo, deixando bem claro que só a sua avançada idade o salvava de ser presente a um tribunal eclesiástico.
Ou seja, nuns casos não se chegam a reconhecer os culpados e ninguém paga. Noutros, são os justos que acabam pagando pelos pecadores.

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:: enviado por JAM :: 10/10/2007 12:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, outubro 09, 2007

'tá bonito

"POLÍCIA LEVA MATERIAL DE INFORMAÇÃO DA SEDE DO SPRC NA COVILHÃ

Hoje, 8 de Outubro, dois polícias “à civil”, entraram na sede do SPRC na Covilhã e, na ausência de qualquer dirigente, por se encontrarem em actividade sindical, levaram consigo dois documentos de informação. Apesar de nunca vista, em 25 anos do SPRC e 33 de democracia, esta acção de características pidescas, a que um agente designou de rotina, assume contornos repugnantes e deploráveis, e constitui uma clara violação dos direitos, liberdades e garantias e das instituições democráticas."

Para ler mais---- >>>

:: enviado por RC :: 10/09/2007 04:32:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Bem apanhado

Curioso como até serve de argumento para o Tratado Europeu não ser referendado o facto de ele ser ilegível para o cidadão, como parece defender Vital Moreira.
Ora aqui está uma via a explorar no futuro: quando não quiserem sufrágios, usem linguagem que não se entenda.

[J. Mário Teixeira, Sentidos da Vida]


:: enviado por JAM :: 10/09/2007 09:54:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Washington queria o Che vivo

Faz hoje 40 anos, Che Guevara foi morto a tiro por um subalterno boliviano às ordens do ditador René Barrientos. Uma série de documentos desclassificados pelo Congresso americano durante o governo de Bill Clinton e encontrados por investigadores italianos nos arquivos nacionais dos Estados Unidos revelam que, ao contrário da versão que corre, a CIA não queria a morte do mítico médico, herói da revolução cubana.
As circunstâncias reais que envolveram a morte de Ernesto Rafael Guevara de la Serna, num remoto lugarejo da selva boliviana, não são tão evidentes como explica a história convencional, que tradicionalmente faz recair nos serviços secretos americanos a última responsabilidade da sua execução.
Após quatro décadas de ensaios, livros e inquéritos dedicados à vida e morte de Che Guevara, a arraigada ideia de que foram os Estados Unidos, ou melhor a Central Intelligence Agency, os impulsionadores do seu assassinato, desvanece-se graças à desclassificação de documentos secretos que apontavam em sentido contrário. Quer dizer, a documentação americana mostra que, longe de ter ordenado que fosse morto, a CIA deu instruções para que os seus homens na Bolívia o capturassem e mantivessem vivo “a todo o custo”, para evitar que a Administração americana fosse acusada da sua morte. “Keep him alive”, foram as ordens de Washington aos seus dois agentes infiltrados no destacamento do exército boliviano que combatia o grupo de guerrilheiros dirigido pelo Che.
O plano americano, segundo os escritos desclassificados, era prendê-lo e levá-lo para o Panamá, para o mostrar ao mundo como um troféu e desmascarar através dele os intentos expansionistas revolucionários de Fidel Castro, induzindo assim a ideia de que tais intentos não visavam mais do que transformar a América Latina num novo Vietname... Enfim... o costume.
Mas a ordem, o desejo do país mais poderoso do mundo, não serviu de nada ante as ideias próprias de René Barrientos, o militar ditador da Bolívia, que ordenou a execução do prisioneiro, em 9 de Outubro de 1967. Fê-lo pela rádio, a partir de La Paz, logo que soube que o Che tinha sido capturado. Uma nuvem de confusão envolve o papel desempenhado por Félix Rodríguez, o agente boliviano da CIA, presente em La Higuera, o lugar onde o mataram. Rodríguez tinha obrigação de conhecer bem as instruções de Washington, mas mesmo assim foi ele quem recebeu a ordem inexorável do General Barrientos. Terá ele pensado que Washington tinha mudado de ideias?
Os documentos que alteram a versão mais conhecida sobre as circunstâncias que rodearam a morte do Che foram encontrados por Mario Cereghino. Conta Cereghino que o achado fortuito se deu quando pesquisava o terminal de busca da CIA e deparou com alguns dados sobre Ernesto Che Guevara. Às tantas descobriu uma série de documentos relativos à Bolívia aparentemente intactos, isto é, sem notas de que tivessem sido consultados. Tratava-se de um autêntico contra-diário da fracassada revolução andina, que contrastava com o famoso diário boliviano de Guevara, publicado com o prólogo de Fidel Castro. Com o material recolhido, Cereghino regressou a Roma onde, juntamente com o jornalista Vincenzo Vasile ampliou a investigação, que culminou com a publicação de um livro. A obra, publicada em Itália, intitula-se Che Guevara top secret.

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:: enviado por JAM :: 10/09/2007 08:03:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 08, 2007

O Guerrilheiro Heróico

40 anos após o seu assassínio, contra tudo e contra todos, Che continua vivo na memória dos pobres e oprimidos que sempre defendeu e por quem deu a vida.
A promessa, feita à Velha Maria, continua de pé!!! A alvorada chegará!!!
...................................................................................................
Velha Maria
Velha Maria, vais morrer
quero falar-te a sério:
A tua vida foi um rosário completo de agonias,
não houve homem amado, nem saúde, nem dinheiro,
quase nem a fome para ser partilhada;
quero falar da tua esperança,
das três diferentes esperanças
que a tua filha fabricou sem saber como.
Segura esta mão que parece de criança,
nas tuas polidas pelo sabão amarelo.
Esfrega os teus calos duros e os nós dos dedos puros
na suave vergonha da minha mão de médico.
Escuta, avó proletária:
Acredita no homem que chega,
acredita no futuro que nunca verás.
Não rezes ao deus inclemente
que toda uma vida mentiu à tua esperança;
nem peças clemência à morte
para veres crescer as tuas carícias pardas;
os céus são moucos e em ti manda o obscuro;
sobretudo terás uma vermelha vingança
juro pela exacta dimensão dos meus ideais.
Morre em paz, velha lutadora.
Vais morrer, velha Maria;
trinta projectos de mortalha
dirão adeus com o olhar,
num destes dias em que irás embora.
Vás morrer, velha Maria,
ficarão mudas as paredes da sala
quando a morte se conjugar com a asma
e copularem o seu amor na tua garganta.
Essas três carícias construídas de bronze
(a única luz que alivia a tua noite)
esses três netos vestidos de fome,
terão saudades dos nós dos dedos velhos
onde sempre achavam um sorriso.
Era tudo, velha Maria.
A tua vida foi um rosário de magras agonias
não houve homem amado, saúde, alegria,
quase nem a fome para ser partilhada,
a tua vida foi triste, velha Maria.
Quando o anúncio de descanso eterno
enturva a dor das tuas pupilas,
quando as tuas mãos de perpétua esfregona
absorverem a derradeira ingénua carícia,
pensas neles... e choras,
pobre velha Maria.
Não, não faças isso!
Não ores ao deus indolente
que toda uma vida mentiu à tua esperança
nem peças clemência à morte;
a tua vida foi horrivelmente vestida de fome,
acaba vestida de asma.
Mas quero anunciar-te
em voz baixa e viril das esperanças,
a mais vermelha e viril das vinganças
quero jurá-lo pela exacta
dimensão dos meus ideais.
Segura esta mão de homem que parece de criança
entre as tuas polidas pelo sabão amarelo;
esfrega os calos duros e os nós dos dedos puros
na suave vergonha das minhas mãos de médico.
Descansa em paz, velha Maria,
descansa em paz, velha lutadora,
os teus netos todos verão a alvorada.
EU JURO.

:: enviado por ja :: 10/08/2007 10:57:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Santana Lopes líder parlamentar

Santana Lopes garantiu que não é candidato à liderança da bancada parlamentar do PSD o que significa que Santana Lopes é candidato à liderança da bancada parlamentar. Como Santana Lopes só se candidata se tiver a certeza de ganhar (o ego já não aguenta mais derrotas), Santana Lopes será o próximo líder parlamentar do PSD.
De que maneira Menezes e Santana vão partilhar as migalhas de protagonismo que o deserto da oposição de Direita proporciona, será o fait-divers mais interessante da política portuguesa nos próximos meses.

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:: enviado por U18 Team :: 10/08/2007 03:45:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Canal alternativo

Entre o Argentina-Escócia e o U.Leiria-Benfica, transmitidos quase em simultâneo, acabei por preferir o jogo dos quartos de final do Campeonato do Mundo de Rugby.
Com uma pequena lágrima de remorso na minha alma de benfiquista.
Felizmente existe um canal no cabo onde são transmitidos os jogos em diferido e assim pude assistir ao jogo do Benfica um pouco mais tarde. Não foi um jogo especialmente bem jogado mas pelo menos já vi os jogadores do Benfica correrem um pouco mais e interessarem-se pela baliza adversária.
Só não percebi porque é que, durante todo o jogo, estava escrito “1994” no canto superior direito do ecrã o que incomoda um pouco a visibilidade. Tirando esse pormenor, estou muito contente com as transmissões da RTP Memória. Espero que continue.

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:: enviado por U18 Team :: 10/08/2007 02:51:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Paciência, muita paciência, a França ganhou

Apesar de ainda ter na boca um certo sabor a “melão” pela derrota da minha equipa favorita — a Nova Zelândia, claro — este fim-de-semana regalei-me com os quartos de final do Campeonato do Mundo de Rugby. Quatro jogos com tudo o que um espectáculo desportivo deve ter: incerteza no resultado, surpresas, emoção e técnica.
Alguém deve ter lançado um mau-olhado aos “Blacks”. Exceptuando o primeiro Mundial, em que ganharam em casa, conseguem sempre perder um jogo decisivo quando são super favoritos. Creio que nem sequer percebem porquê. No sábado até nem sequer jogaram mal.
Pareceu-me apenas que os franceses tiveram mais vontade de vencer.
Até aqui tudo bem porque a França tem uma belíssima equipa e fez tudo o que era preciso para ganhar: vontade, disciplina e técnica. O pior é que depois temos que os aturar na vitória. Há povos que gerem mal a derrota, outros a quem é indiferente e... há os franceses quando ganham.
Eu explico: os ingleses ganharam o jogo, embebedaram-se e hoje já nem se lembram que ganharam. Os sul-africanos ganharam mas como se viram aflitos com os fijianos num jogo que pensavam relativamente fácil nem sequer se ouvem. Os argentinos estão contentes mas muito mais preocupados com a forma do Messi ou qual será o próximo centro de reabilitação em que o Maradona dará entrada.
Os franceses não. É sempre o mesmo: primeiro, minimizam-se até ao ridículo — ouvi um comentador francês afirmar na televisão que seria muito difícil para a França ganhar dado que é um país pequeno (!?) e a Nova Zelândia uma grande potência (!?) — depois durante semanas, meses, anos não se calam em como são os maiores, os mais bonitos e os mais fortes.
Tenho pena porque a França tem uma magnífica equipa e pratica um Rugby atraente. Não precisam de nos gritar constantemente às orelhas que são bons. Para a França inteira já são campeões do mundo e o jogo da meia-final e da eventual final não são mais do que meras formalidades incluídas nos festejos. A ver vamos.
No próximo fim-de-semana serão as meias-finais. Se o Argentina-A. do Sul promete ser um jogo bem disputado, o França-Inglaterra promete ser muito mais do que isso. Basta que os avançados ingleses tenham a mesma prestação que no sábado e que dêem a mesma coça aos franceses que deram aos australianos para que tenhamos um jogo épico e que o sonho francês acabe aí.
Inconveniente: a vitória do Rugby do físico e do combate.
Vantagem: Os franceses calam-se, entram em depressão e nunca mais ninguém ouve falar deles até 2008 no Campeonato Europeu de Futebol.

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:: enviado por U18 Team :: 10/08/2007 01:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, outubro 07, 2007

Feliz aniversário Sr. Putin

Na redacção do jornal Novaia Gazeta, o telefone de Anna Politkovskaia voltou a tocar. Em homenagem à jornalista, assassinada com três balas na barriga e uma na cabeça, o bissemanário independente russo, onde ela trabalhava desde 1989, decidiu voltar a activar o seu telemóvel e pediu aos russos e ao mundo inteiro que lhe ligassem, que falassem... do que sentem, do país, do poder e, claro, de Anna.
A liberdade paga-se cara: já foram três os jornalistas da Novaia Gazeta assassinados. Segundo o New York Times, ao todo, treze jornalistas russos foram executados desde a chegada ao poder de Putin, em 2000. Segundo o El País, ao todo, foram 256 os jornalistas russos mortos desde o desmantelamento da União Soviética. Números aterradores que fazem da Rússia o segundo país mais mortífero para os jornalistas a seguir ao Iraque e à frente da Colômbia. Uma situação tão grave que faz com que actualmente haja mais jornalistas russos no exílio que nas redacções dos jornais.
Muita gente encolherá os ombros e dirá que a Rússia não é caso único. De facto, ainda esta semana um repórter da agência japonesa APF foi morto à queima-roupa pelos militares birmaneses quando fazia a cobertura das manifestações em Rangum. Também no Egipto, o chefe de redacção do jornal Al-Dostur soube esta semana que afinal não vai ser julgado por um tribunal marcial especial, mas pelo tribunal penal normal. E qual foi o seu crime? Apenas ter-se referido, num editorial, ao estado de saúde do presidente Moubarak. Desde há um mês, já foram sete os jornalistas egípcios condenados a penas de prisão por terem falado do mesmo tema.
No Zimbabué — bem-vindo a Lisboa, Sr Mugabe! — o semanário da oposição The Zimbabwean trouxe a lume uma lista sinistra de jornalistas a abater. O documento — oficial — em questão data de Junho passado e, desde então, pelo menos um desses jornalistas foi baleado... na África do Sul.
E, infelizmente o rol não acaba aqui... No meio disto tudo, queria falar-vos de uma peça de teatro que estreia hoje no Hans Otto Theater de Potsdam, na Alemanha. Uma peça que fala da actualidade russa e que põe em cena o ex-chanceler Schröder em amena cavaqueira com o seu amigo Putin. A certa altura, Anna Politkovskaia intervém na conversa, representada sob a forma de um anjo. A data de hoje, 7 de Outubro, foi sem dúvida escolhida por ser a data do 1º. aniversário da morte da jornalista russa. Mas, foi escolhida por uma outra razão: 7 de Outubro é também o aniversário de... Vladimir Putin. Faz hoje 55 anos e a peça intitula-se Feliz Aniversário Sr. Putin.

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:: enviado por JAM :: 10/07/2007 09:15:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Perguntar não ofende (59)

O Primeiro-Ministro agora vende peixe!?
Ou está a dizer que já apanhou um daquele tamanho?

:: enviado por U18 Team :: 10/07/2007 12:15:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, outubro 06, 2007

Porque hoje é Sábado


:: enviado por JAM :: 10/06/2007 12:30:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, outubro 05, 2007

Insha'Allah

A Sainsbury’s é uma cadeia de supermercados inglesa com lojas um pouco por toda a Inglaterra. Recentemente, a empresa decidiu que os seus empregados de religião muçulmana poderiam optar por não tocar em embalagens de bebidas alcoólicas, ou seja, não precisam de arrumar as prateleiras de bebidas ou podem ser substituídos quando algum cliente se apresenta na caixa com algo que o impede de conduzir a partir de 0.5% no sangue.
Reparem que não se trata de obrigar os empregados muçulmanos a beber álcool ou a participarem nalgum convívio onde se beba como só os ingleses o sabem fazer. Trata-se apenas do manuseamento de embalagens, actividade que essas pessoas sabiam poder vir a ter que desempenhar quando foram contratadas. Sendo, admitamos, altamente improvável que a quebra de uma embalagem salpique um empregado muçulmano de forma a que este degluta, por inadvertência, o liquido proibido, não se vislumbra em que é que esse manuseamento possa ser incompatível com a crença religiosa de quem o faz.
Estranhamente, esta tolerância só se aplica aos muçulmanos e não tem qualquer reciprocidade: não consta que os empregados judeus se possam recusar a vender alimentos que não sejam kosher ou que um empregado católico se possa recusar a vender carne halal num supermercado da Arábia Saudita, na base de que é cruel para os animais.
A Sainsbury’s é uma empresa privada que, bem entendido, no quadro da legalidade fará o que lhe aprouver com os seus empregados. Todavia, não me surpreenderia muito se o “agradecimento” que a Sainsbury’s vai ter por este gesto for a exigência de não vender qualquer artigo que possa eventualmente ofender a religião muçulmana. Também estou em crer que a Sainsbury’s o fará diligentemente e que nem será preciso rebentar duas ou três bombas à porta dos seus estabelecimentos para o conseguir.
Por medo e por cobardia mas com a desculpa do respeito por não se sabe bem o quê, abdicamos, a pouco e pouco, dos nossos costumes, da nossa maneira de viver e, de caminho, da nossa cultura. Até ao dia em que nenhum muçulmano se sentirá ultrajado porque não haverá nada nem ninguém para o fazer.
Só me resta esperar que esse dia nunca chegará porque, entretanto, o bom senso vai prevalecer. Insha'Allah.


:: enviado por U18 Team :: 10/05/2007 03:59:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Much ado about nothing ft. Dida

O jogo estava praticamente no fim e o Celtic ganhava ao Milão por 2-1 quando um adepto escocês invadiu o relvado em busca do minuto de glória e, muito provavelmente, impelido por alguma quantidade de cerveja.
Ao passar pelo guarda-redes do Milão – Dida, tocou-lhe na cara num gesto que, a todos os que assistiram, se pareceu mais como uma manifestação de afecto do que com uma agressão.
O que fez o bom do Dida? Primeiro, deu dois ou três passos em perseguição do invasor, para depois se estatelar no relvado como se tivesse sido fulminado por um raio. Mãos na cara e um esgar de dor. Obviamente, com a intenção de provocar a punição do Celtic e uma eventual repetição do jogo. A comédia terminou com a saída de Dida em maca e a sua substituição.
Mesmo que o Óscar de Melhor Actor 2007 já esteja praticamente atribuído (apesar dos esforços de Cristiano Ronaldo e da maioria dos jogadores a actuarem no campeonato português), creio que há um equívoco no futebol: em vez de mandarem o Beckham para Hollywood, não seria mais inteligente se os clubes contratassem gente como a Scarlett Johansson? O espectáculo seria de melhor qualidade e, de um ponto de vista estético, muito mais interessante.

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:: enviado por U18 Team :: 10/05/2007 01:41:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Ofende... não perguntar !

Será que esta jovem imperial é natural da "falecida" República Democrática Alemã?

:: enviado por ja :: 10/05/2007 09:49:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, outubro 03, 2007

Este foi o partido que eles fizeram

As elites do PSD, no fundo, não são tão elites quanto isso. Na tradição nacional, sempre esperaram que o seu lugar lhes fosse guardado e cedido: no conselho de administração como no conselho de ministros. Nos intervalos do poder, escolhiam um caseiro para tomar conta do partido.

Da mesma forma, estes legítimos representantes da respeitabilidade cavaquista continuam a achar que o PSD tem de ter lugar cativo na sociedade portuguesa, apenas porque sim. Sempre desprezaram a ideologia a favor de um suposto monopólio do “saber governar”. Fizeram o elogio dos self-made men para depois os acusarem de populismo. Fugiram das causas sociais e avisaram o seu povo para se manter afastado do “politicamente correcto”. Repetiram durante anos que a iniciativa pública é incompetente e a iniciativa privada virtuosa. Lembraram que se fizermos tudo para beneficiar os investidores e os empresários, o dinamismo do mercado se encarregará de todos. Riram das graçolas de Alberto João Jardim e apresentaram-no como bom exemplo. Aliaram-se a Paulo Portas para governar o país. Chegaram a eleger Santana Lopes, não em directas, mas num Conselho Nacional. E agora choram: mas este foi o partido que eles fizeram.
[Rui Tavares — Público, 02 outubro 2007]

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:: enviado por JAM :: 10/03/2007 11:28:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

terça-feira, outubro 02, 2007

El Jueves volta a atacar

Por causa da polémica capa de 20 de Julho, retirada das bancas por ordem do juiz Juan del Olmo, por ter mostrado os príncipes das Astúrias em posição “irreverente”, os autores serão presentes a julgamento no próximo dia 13 de Novembro, por delito de injúrias à Coroa.
Esta semana, a revista satírica volta a apertar a carga contra a monarquia espanhola. Como um “archote humano”, aparece o Rei, numa caricatura evocativa da recente manifestação de independentistas catalães, em Girona, que queimaram várias fotografias da família real.
A crise de legitimidade da instituição monárquica espanhola é notória. O compromisso Monarquia-Democracia deveria preparar-se para suportar um debate nacional sobre a alternativa republicana. O que não deveria era suportar que cidadãos possam ser condenados para proteger esse compromisso. Um debate de natureza política é suportável. Um debate de natureza penal não é.
Aqui, os pirómanos mais perigosos não são os manifestantes anti-monárquicos, mas sim os juízes. São eles que estão a transformar a queima de umas fotos num incêndio.

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:: enviado por JAM :: 10/02/2007 09:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Uma vitória mais...


O covarde sargento Mário Teran, autor dos disparos que há 40 anos assassinaram o Guerrilheiro Heróico, acaba de recuperar a visão graças à Operação Milagro - programa cubano de assistência oftalmológica gratuita a diversos países da América Latina.
Sabia-se, há muito, que este verdugo se encontrava cego devido a cataratas. Sabia-se também que se encontrava esquecido pelos senhores do império a quem serviu como um cachorro e por quem foi tratado como um cão.
"Agora na reforma (Teran) poderá apreciar de novo as cores do céu e da floresta, conhecer o sorriso dos seus netos ( ... ) Mas nunca será capaz de ver a diferença entre as ideias que o levaram a assassinar um Homem a sangue frio e ... as desse Homem."( Granma).
Será mais um milagre de S. Ernesto de La Higuera, como se crê entre as gentes daquela terra?
Ou tão somente ... uma vitória mais!!!

:: enviado por ja :: 10/02/2007 02:27:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 01, 2007

Opiniões

Segundo um desses barómetros de opinião que nos informam regularmente sobre a nossa opinião diária em relação aos mais diversos assuntos, 90% dos portugueses aprovam a actuação da PJ no chamado caso Maddie e 67% aprovam a actuação da comunicação social no mesmo caso.
Se em relação à PJ não tenho elementos para me pronunciar – embora tenha algumas desconfianças sobre a sua eficácia quando os suspeitos não confessam com um “apertão” ou as escutas telefónicas são irrelevantes – já em relação à comunicação social fico um pouco perplexo. Segundo o barómetro, dois em cada três dos meus compatriotas considera que horas de directos sem qualquer conteúdo, especulações, informações não confirmadas e desmentidas pouco depois, assassinatos de carácter em tempo real e uma espécie de união nacional saloia contra os “malvados” dos ingleses entram no conceito de actuação positiva. Seja.
Serão porventura os mesmos que acham interessante e informativa uma reportagem de uma jornalista televisiva de que não me lembro do nome, à porta dos pais da criança versando sobre a quantidade de jornalistas presente no local e que entrevistava um outro jornalista que ali estava para fazer uma reportagem sobre a quantidade de jornalistas presente no local.
Pensava que o problema estava nas escolas de jornalismo. Com estudos de opinião como este, começo a pensar se o problema não estará no povo. Ou em mim.


:: enviado por U18 Team :: 10/01/2007 12:47:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Food for thought

Desculpem o título em inglês, mas não pude resistir (confesso que a imagem também ajudou!). Mais do que uma expressão, vejo-a como uma asserção universal (daí intraduzível) que faz parte dos paradigmas deste princípio de século. É que, justamente, se a reflexão tem andado tão esfomeada é porque o vazio de ideias da generalidade das nossas cabecinhas pensadoras (sobretudo dos profissionais da política) começa a ser alarmante.
Vamos lá pois ao “food for thought”:
Para abrir o apetite, começo por este comentário conciso e sem malícia: muda o cabecilha no pomar das laranjeiras e a Somague nem chus nem mus?...
Façam uma pausa... e voltem a ler a linha precedente.
Agora, partindo deste aperitivo, convido-vos a degustar a vivacidade deste texto de Vítor Dias, que escreve a propósito (ou a pretexto) da entrevista ao Público do presidente da Entidade de Contas e Financiamento Políticos.
[...]
“Chegou-se a este ponto, em primeiro lugar, porque PS e PSD (eles lá saberão o que lhes rói a consciência) acabaram sempre por colaborar na mistificação que tende a apresentar «os partidos» como o maior antro da corrupção nacional; em segundo lugar, porque em vez de limitarem o absurdo e chocante despesismo eleitoral, trabalharam valentemente para, através da nova lei, ampliar os subsídios do Estado aos partidos (o que rendeu ao PS e ao PSD mais um milhão de contos anual para cada um); em terceiro lugar, como são partidos em que cerca de 80% das suas receitas vêm do Estado, criaram mecanismos legais através dos quais os partidos praticamente deixam de ser associações voluntárias de cidadãos para passarem a ser peças do aparelho de Estado ou repartições estatais.
E olhem que não exagero porque já se viu professores catedráticos de Direito a defenderem o financiamento exclusivamente público dos partidos o que significaria que receberiam segundo o seu número de votos e, tal como os ministérios por força do Orçamento de Estado, nem mais um tostão poderiam gastar, o que significaria uma brutal e intolerável limitação à liberdade de actuação dos partidos.”

Como dizia o outro: São aqueles que defendem o “Menos Estado” que estão a favor da lei que diz que o Estado deve financiar os partidos. Ou seja, “Menos Estado”, mas com o Estado a financiá-los.

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:: enviado por JAM :: 10/01/2007 11:58:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

A 3ª parte

A seguir a um derby lisboeta não muito bem jogado e que terminou com um insípido empate sem golos, entrámos na 3ª parte do jogo. Ao que parece, o jogo só acabou em 0-0 porque o árbitro não assinalou 3 penalties claríssimos e mais 7 ou 8 discutíveis. Ou seja, o único elemento amador de uma organização que movimenta milhões de euros, é acusado de ter impedido que o espectáculo fosse de alto nível e que uma das equipas vencesse. A modesta exibição dos jogadores, as tácticas defensivas dos treinadores e a falta de jeito para colocar uma bola no fundo da baliza não contribuíram em nada para a pobreza do espectáculo. Foi o árbitro, ao não assinalar os penalties, quem provocou o nulo no resultado. Temo que esta terceira parte vá durar algumas semanas, ocupando horas de televisão e páginas de jornais (atenção ecologistas: há árvores abatidas para imprimir estas coisas). Já não há paciência.
Mesmo correndo o risco de aborrecer alguém com esta coisa do Rugby, não consigo evitar as comparações. Um pouco antes do derby lisboeta, houve um País de Gales-Fiji decisivo para a classificação das duas equipas. Com tudo o que o desporto profissional deve ser: incerteza no resultado, ritmo de jogo alucinante, bons gestos técnicos individuais e colectivos, entrega total dos jogadores e, obviamente, dois ou três erros de arbitragem que até poderiam ter tido influência no resultado. Só que, no Rugby, as terceiras partes servem para beber uma cerveja (ok, várias), falar de como se jogou bem ou mal e, muitas vezes, para confraternizar com os adversários. Nunca para discutir erros de arbitragem que só poderão ser decisivos para o resultado na medida em que os jogadores não façam aquilo para que são pagos, ou seja, jogar.
Tenho consciência que nem todos os jogos de Rugby são como o Gales-Fiji ou como o Argentina-Irlanda de ontem (que aconselho todos os que gostam de desporto a rever) mas também nem todas as equipas de futebol têm os mesmos meios que o Benfica ou o Sporting.

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:: enviado por U18 Team :: 10/01/2007 10:25:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

Um dia tão bom como qualquer outro

Quando tentou parar, em Janeiro de 2005, Vital Moreira (à cabeça de uma maioria silenciosa) tentou persuadi-lo a ponderar de novo. Conseguiu. E o blogue seguiu avante. Por mais dois anos e meio.
Este fim-de-semana voltou a findar um dos sítios mais construtivamente críticos da blogosfera portuguesa. E é pena...
Eu sei que o Vital Moreira está muito mais ocupado que em 2005 (na altura, José Sócrates ainda não era primeiro-ministro) mas, com a sua intercessão, acreditamos que o Paulo Gorjão reconsiderará. Fica aqui o apelo.
E ficamos à espera das adendas. Agora, mais do que dantes, o Paulo Gorjão não tem o direito de nos deixar.

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:: enviado por JAM :: 10/01/2007 09:18:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::