BRITEIROS: Tesourinho deprimente <$BlogRSDUrl$>








segunda-feira, maio 28, 2007

Tesourinho deprimente

O “caso Charrua” é revelador do estado a que isto chegou (e o pior é que a gente pensa que mais baixo não se pode chegar e, vai-se a ver, a coisa ainda não bateu no fundo).
O “caso Charrua” tresanda. Desde o ex-professor ex-destacado na DREN ex-deputado do PSD que faz gracinhas com uma situação (a bandalheira que vai pelas universidades privadas) na qual o PSD tem tantas ou mais responsabilidades do que o PS, passando pelo seu colega de DREN e supostamente amigo de longa data que lhe ouviu a boca e diligentemente a foi bufar ao ouvido da Chefe, até esta última que quis mostrar serviço aos padrinhos e apenas mostrou que o ridículo não tem limites, tudo isto cheira mal e mete nojo aos cães.
Não, não estou minimamente preocupado com o destino do professor (?) Charrua, cujo “castigo” vai ser voltar a fazer aquilo que supostamente é a contrapartida do vencimento que o Estado (nós todos) lhe paga ao fim do mês e para que supostamente o mesmo Estado o formou: dar aulas, ensinar. Afinal, o trabalho dignifica...
O que me preocupa é o clima que se está a criar, passo a passo. Já se sabe que os portugueses gostam de rédea curta, de personalidades fortes (ou, como se diz agora, de estadistas determinados), alguns (muitos? demasiados, sem dúvida) até têm saudades do salazarismo... Estamos a caminhar outra vez para um contrato não escrito entre governantes e governados em que àqueles é permitido governarem (e governarem-se) mais ou menos livremente em troca de não nos chatearem (aos governados) com coisas aborrecidas como a politica — esta coisa de ter de decidir em quem votar de 4 em 4 anos é uma chatice — tão grande que a gente acaba por votar sempre nos mesmos... afinal, o que “eles” querem todos é gamela... E nós, os governados, também?...

:: enviado por Manolo :: 5/28/2007 02:06:00 da manhã :: início ::
4 comentário(s):
  • O caso Charrua não acontece por acaso, nem teve ainda consequências por acaso.
    Esta política já tem vindo a ser anunciada e enunciada e os tiques autoritários são cada vez mais evidentes.
    "Quem se mete com o PS..." e "habituem-se!" são frases que ainda não me sairam do ouvido e, ao que paraece, vão fazendo escola.

    De Anonymous Anónimo, em maio 28, 2007 2:44 da manhã  
  • Como é possivel defender alguém que em 1971 delatou um colega madeirense que residia com ele numa residencia universitária em Lisboa, um Senhor de apelido pITA E QUE TINHA DIFICULDADES ECONÓMICAS , E FUI DENUNCIADO POR SER DE ESQUERDA, agora arma-se em vitima.
    porque é que ninguém fala da pancadaria que aconteceu no mesmo dia entre este senhor e um director pedag´gico de uma escola profissional.. e já agora se este senho rnão tivesse sido deputado do PSD teria o caso tal repercussão

    De Blogger paulo, em maio 28, 2007 12:22 da tarde  
  • Por mim, o Charrua não me interessa nada como pessoa. O problema é que estamos aqui a criar precedentes que infringem os mais elementares princípios democráticos.

    De Anonymous Che, em maio 28, 2007 12:28 da tarde  
  • Correr com a Directora....

    Professor cego afastado devido a um "desabafo"


    "Não respondo a folclore." É este o comentário de Margarida Moreira , directora da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), ao afastamento de Fernando Charrua e de mais cinco funcionários do organismo que dirige desde 2005. Entre os dispensados encontra-se António Queirós, professor de inglês, cego de nascença, responsável pelo instalação do sistema informático na DREN.

    Margarida Moreira, contactada ontem pelo DN, diz que só prestará esclarecimentos sobre a situação depois de terminado o inquérito disciplinar ao professor Fernando Charrua, afastado há dias da funções que exercia na DREN alegadamente por "insultar" o primeiro-ministro, no local de trabalho.

    No caso de António Queirós - "o primeiro professor português a utilizar a informática na sala de aulas" - não foi insulto ou comentário jocoso por si proferido que o empurraram pela porta fora, ao fim de 16 anos de serviço e com a avaliações "muito boas". Quando Margarida Moreira assumiu a directoria, conta, "disseram-me que o meu lugar estava em perigo". Em Maio do ano passado, dois assessores da directora confirmavam isso mesmo: o lugar estava em risco porque António Queirós não cumpria os objectivos.

    Perante a situação, o professor de inglês, que as circunstâncias da vida forçaram a ser especialista em informática ( foi por possuir essa qualidade que a DREN o requisitou), lembrou que "objectivos de um deficiente não pode ser medido à luz dos objectivos de pessoas não deficientes". E soltou um desabafo: "É uma desumanidade, isto merecia ir para a comunicação social."
    In DN

    (http://rupturavizela.blogs.sapo.pt/)

    De Anonymous Chucha, em maio 28, 2007 12:32 da tarde  
Enviar um comentário