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sexta-feira, abril 06, 2007

O choque de civilizações

Durante a inenarrável conferência de imprensa em que o presidente iraniano anunciou a libertação dos soldados britânicos, proferiu duas ou três frases que merecem alguma atenção. A meio da esperada arenga contra o imperialismo e a arrogância inglesas, criticou a Inglaterra por ter uma mulher, esposa e mãe, em zona de combate. E acrescentou que não compreendia.
No mundo ocidental também há quem não compreenda e também há quem critique a presença de mulheres nos exércitos, como ainda há quem pense que certas actividades deveriam ser vedadas a mulheres. Em suma, também há quem pense como o Sr. Ahmadinejad. É o direito de ter opinião.
Só que, em paralelo com este direito de opinião, também há o direito de pessoas como Faye Turney fazerem as sua próprias escolhas. A soldado britânica pôde escolher entre ter uma actividade profissional qualquer ou ser soldado – o que incluía a possibilidade de ser enviada para uma zona de guerra – pôde escolher se queria ter um filho apesar de ser soldado e até pode escolher se quer usar um lenço na cabeça ou não (ao contrário de todas as mulheres presentes na conferência de imprensa, onde nem uma tinha a cabeça destapada).
Esta ideia de poder de decisão individual das mulheres é algo que o Sr. Ahmadinejad jamais poderá compreender.

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:: enviado por U18 Team :: 4/06/2007 02:31:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, março 29, 2007

A bem do petróleo

Para a esmagadora maioria dos actores e observadores da cena política médio-oriental, a captura dos fuzileiros britânicos não é, de modo nenhum, um acto isolado. Pelo contrário, era previsível que, face à inquietante proximidade da marinha de guerra americana, o Irão tentasse utilizar qualquer pretexto para retocar a relação de forças que evolui em crescendo, num cenário que tem a Guerra do Iraque como pano de fundo.
Há alguns meses que os americanos levam a cabo um exercício militar de grande envergadura, a escassas braças do litoral iraniano do Golfo Persa. Uma manobra que mobiliza dois porta-aviões e uma dezena de navios arvorando as cores americanas. Se pensarmos que, comparativamente ao Atlântico ou até mesmo ao Mediterrâneo, a superfície do Golfo é do tamanho de um lenço de assoar, imagina-se facilmente a que ponto a presença desses mastodontes marinhos deve estar a aguçar o nervosismo dos iranianos.
Quais serão as cenas dos próximos capítulos? Será muito surpreendente se as coisas evoluírem para um apaziguamento a curto prazo. Tanto menos que os irmãos inimigos dos iranianos — os sunitas — participam actualmente numa cimeira organizada pela Arábia Saudita. E isso traz-nos à memória que este país, juntamente com outros — entre os quais o Egipto — se tem mostrado bastante inquieto perante a perspectiva da ascensão do Irão xiita.
Só que, enquanto esperamos pelos próximos episódios, o preço do petróleo aumenta, aumenta, aumenta...
E isso... para grande satisfação do Irão.

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:: enviado por JAM :: 3/29/2007 12:04:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, março 27, 2007

Irão estica a corda

"O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, advertiu hoje o Irão, relativamente aos 15 marinheiros britânicos detidos em Teerão, de que o processo entrará numa «nova fase» caso fracassem os esforços diplomáticos para a sua libertação."

Todos sabemos o que este tipo de "coisas" pode originar. Depois do Iraque só o que faltava era uma guerra com o Irão...

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:: enviado por RC :: 3/27/2007 10:35:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::