BRITEIROS: abril 2006 <$BlogRSDUrl$>








domingo, abril 30, 2006

A escolha do Hamas

O Presidente da OLP e da Autoridade Palestiniana procura desassombrar a crise propondo a reabertura de negociações, em nome da OLP, signatária dos Acordos de Oslo e de submeter os resultados a referendo. Foi isso que veio anunciar na sua deslocação à Noruega e a França.
Privado das ajudas internacionais, à beira da bancarrota e totalmente isolado, mesmo pelo mundo árabe, o governo islamita do Hamas procura, por seu lado, sair do impasse deixando entender que aceitará um compromisso, negociado quer pela OLP quer pelos países árabes, que lhe permita escapar à humilhação de uma inversão de marcha. É inevitável, no contexto actual, abrir um canal de negociações com Israel, sem ter necessariamente que o reconhecer.
Três saídas são possíveis. A primeira consiste em juntar-se à iniciativa de paz, pela qual o conjunto dos países árabes propuseram, em 2002, a paz a Israel, em troca da formação de um Estado palestiniano dentro das fronteiras de 1967. A segunda seria o reconhecimento das resoluções da ONU em relação ao conflito israelo-palestiniano, todas elas baseadas na evacuação dos territórios ocupados e no reconhecimento mútuo. A terceira consistiria na adesão do Hamas ao programa da OLP, da qual não faz parte, que defende a coexistência dos dois Estados dentro das fronteiras de 1967.
A chantagem de Washington, seguida de perto pela União Europeia, tem como objectivo dar a volta ao governo do Hamas que, mesmo não tendo dado até aqui provas de grande competência, foi escolhido pela população, em consequência de eleições arduamente exigidas por Washington.
A ideia de privar agora esse mesmo governo das suas responsabilidades tem, para os dirigentes americanos, a vantagem de poder eliminar praticamente o papel do Estado palestiniano. Mas, nesse cenário, à população palestiniana, resta-lhe a chantagem de ter que optar entre a fome e a sua escolha eleitoral. Alguém imagina os americanos a terem que escolher entre a fome e George W. Bush?


:: enviado por JAM :: 4/30/2006 04:20:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

NÃO AO ESQUECIMENTO!!!

A 30 de Abril de 1945, o Exército Vermelho toma a cidade de Berlim. A bandeira vermelha da União Soviética é hasteada no Reichstag, simbolizando assim o fim do III Reich.
Seis dias depois acaba a guerra na Europa, deixando para trás todo um cortejo de destruição e morte.
Em Lisboa, o povo celebra a Vitória. No meio da multidão vêem-se centenas/milhares de cabos de vassoura (sem bandeira!!!), transportadas por comunistas portugueses. A vitória é também sua mas...teremos que esperar 32 anos por outro Abril!!!

:: enviado por ja :: 4/30/2006 03:09:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, abril 29, 2006

Mandá-los embora...



... one Portuguese at a time!


:: enviado por JAM :: 4/29/2006 12:37:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, abril 28, 2006

Desempregada, sem abrigo e… blogueira

Trata-se de uma história cada vez mais comum nos tempos que correm, mas, ao mesmo tempo, uma história tristemente singular e exemplar. Começa num dia de Agosto de 2005, em que uma londrina, na casa dos trinta, culta e inteligente, vê a sua vida andar para trás após uma sequência de infortúnios: uma ruptura amorosa, a perda do emprego, uma crise psicológica. Sem dinheiro para pagar a renda de casa, passa a viver na rua, dentro do seu Rover, repleto dos seus haveres mais pessoais.
Há oito meses que vive dentro do carro, que estaciona nas ruas menos frequentadas da cidade e onde dorme enfiada num saco-cama. Com o subsídio de desemprego, compra a gasolina e come em cantinas modestas. Apesar de ter deixado de ver os antigos amigos e colegas de trabalho, faz questão em manter um aspecto impecável. Toma banho e passa a roupa a ferro em locais públicos, como os hospitais. Faz tudo para que a sua nova situação de marginal não dê nas vistas.
E, no entanto, um dia decide desabafar... pela Internet. Cria um blog onde conta a sua história a milhares de desconhecidos. Quase todos os dias, instala-se numa biblioteca de bairro e descreve as suas esperanças e tormentos. Uma certa vergonha, pela vida estranha que leva, impede-a de usar o seu verdadeiro nome. Assina apenas Wandering Scribe, o nome do blog. Só ao jornalista da BBC, a quem deu uma entrevista, revelou a sua identidade.
É uma história comum dos tempos que correm. Em cada dia que passa, aumenta o número de pessoas válidas lançadas na rua, marginalizadas, entregues à sua sorte. Segundo a associação Crisis, em Inglaterra serão cerca de 380 mil as pessoas nessa situação, vítimas da destruição dos laços familiares e da falta de apoios afectivos ou de amigos.

:: enviado por JAM :: 4/28/2006 04:22:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, abril 26, 2006

SOLIDARIEDADE!!!

Ser solidário (também) é isto!!!
Cerca de 17 mil crianças ucranianas, vítimas do desastre de Chernobyl, receberam em Cuba tratamento gratuito para suas doenças!!!
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"Cuba vai continuar prestando essa assistência gratuita", assegura a médica. Ela diz que o mais prazeroso desse trabalho é "o sorriso das crianças quando sobem curados no avião que os levará de volta para casa".
Obrigado CUBA, pelo exemplo que...não seguimos!!!
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2002/020213_cubaml.shtml

:: enviado por ja :: 4/26/2006 03:52:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Tchernobil, 20 anos de pesadelo

Na madrugada de 26 de Abril de 1986, o reactor n°4 da central nuclear de Tchernobil explode. A cidade, situada a 150 km ao Norte de Kiev, transforma-se num santuário. O combustível nuclear vai arder durante mais de dez dias e expelir em todas as direcções milhões de radioelementos, equivalentes a pelo menos 100 bombas de Hiroshima. Num raio de centenas de quilómetros, os solos, a água, as florestas são envenenados. A vizinha Bielorrússia, a mais duramente afectada, recebe 70% das radiações. Com o reactor n°4, tudo explode. Até a própria vida das pessoas, que passa a ser dominada pelo medo. Nas suas bocas balbuciam-se palavras novas: bequereis, césio, radioactividade, que em russo se diz radiatsia...
20 anos depois, a verdade sobre as consequências da tragédia de Tchernobil, a mais grave da História do nuclear, ainda não está estabelecida. Sabe-se contudo que a catástrofe atingiu milhões de pessoas e representou um acontecimento à escala planetária, testemunha, ao mesmo tempo, do aventureirismo dos promotores do nuclear e da cobardia, do heroísmo, do sofrimento e da solidariedade do homem.
Tchernobil vai continuar a colocar a humanidade perante inúmeros problemas, entre os quais o mais importante é o que fazer para minorar o sofrimento das populações atingidas e para normalizar a vida nos territórios contaminados. A envergadura económica do problema está à altura da sua escala humana: dezenas de biliões de dólares já foram gastos, mas as despesas que estão para vir serão ainda muito mais importantes.

Para ver em RealPlayer uma reportagem da BBC World, clique aqui.


:: enviado por JAM :: 4/26/2006 12:04:00 da manhã :: 2 comentário(s) início ::

terça-feira, abril 25, 2006

O dia que devolveu a dignidade aos portugueses


Para que não caia no esquecimento


:: enviado por JAM :: 4/25/2006 09:11:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, abril 24, 2006

NÃO AO ESQUECIMENTO!!!

Cumpriram-se ontem 70 anos sobre a criação do campo de concentração do Tarrafal.
Durante os 18 anos em que funcionou, o Tarrafal ceifou a vida a 32 antifascistas, entre os quais Bento Gonçalves secretário geral do P.C.P.
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=13983&area=5

:: enviado por ja :: 4/24/2006 11:46:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

SAUDADES!!!

32 anos após...como eu sinto saudades!!!

:: enviado por ja :: 4/24/2006 04:07:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, abril 23, 2006

A História começa agora

A propósito da História, Keynes dizia : “in the long run, we’re all dead”. Da História, nada poderemos saber, pois vamos estar todos mortos. Foi com esta frase que Bush respondeu um dia ao jornalista Bob Woodward, quando este lhe fez notar que a História não deixaria de julgar os dirigentes pelos seus resultados.
Mas o certo é que, se a História pertence ao futuro, as sondagens já começaram a trabalhar para ela no presente. Tal como os analistas que a escrevem e que, à semelhança deste texto publicado no RollingStone, consideram que o presidente Bush não soube, nos momentos de grave crise, unir o país, nem estabelecer laços de confiança com o povo americano.
No longo artigo, o historiador Sean Wilentz, professor da Universidade de Princeton, acha que Bush tem muito pouca probabilidade de entrar para o panteão da memória colectiva americana. A única hipótese seria acabar como Harry Truman, que deixou a Casa Branca no ponto mais baixo das opiniões mas que foi mais tarde “reabilitado” pelos historiadores. Só que, conclui Wilentz, no caso de Bush, os factos não são propícios a um tal desfecho.

:: enviado por JAM :: 4/23/2006 08:06:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sábado, abril 22, 2006

Cartoons em Sintra

Mais do que um género menor, a caricatura tornou-se um expediente não só para rir, mas também para reagir e sobretudo para reflectir. A caneta do caricaturista provou que pode fazer cócegas nas mentes mais sensíveis, arranhar as almas mais pungentes. À caricatura pode aplicar-se com justeza a máxima que diz que “uma imagem vale mais do que mil palavras”.
Pela segunda vez, o World Press Cartoon, um dos grandes encontros mundiais de caricaturistas de imprensa, está a decorrer em Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval. Os prémios foram entregues esta quinta-feira, seleccionados entre os 464 desenhos, de 213 artistas, oriundos de 48 países.
Este é o primeiro prémio de cartoon editorial, intitulado “os tsunamis silenciosos”:


:: enviado por JAM :: 4/22/2006 09:49:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Google, espião do programa nuclear iraniano

Longe vão os tempos em que os programas nucleares dos países evoluíam no mais completo segredo. Agora, com o programa Google Earth podemos acompanhar, do conforto das nossas casas, o avanço das construções nucleares iranianas, que tanto têm dado que falar nos últimos dias. Para isso, basta abrir com o Google Earth o ficheiro KMZ divulgado pelo Ogle Earth (o Blog que trata de temas relacionados com o Google Earth), para ter acesso às diferentes imagens, de muito alta qualidade, que dão para perceber as diferentes fases da construção das instalações.

:: enviado por JAM :: 4/22/2006 10:16:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, abril 20, 2006

Todo o mundo é composto de mudança

O canadiano Edward Burtynsky é um dos fotógrafos que mais circula pela Internet. As suas fotos de paisagens, tão variadas como cemitérios de barcos na Índia ou obras de engenharia em grandes urbes, desvendam tanto a fria grandiosidade como a decadência da acção humana sobre a Terra.
Burtynsky participa no Worldchanging, um blog que milita activamente pelo desenvolvimento sustentável. O diaporama seguinte faz parte de uma campanha de recolha de fundos e reúne alguns dos melhores trabalhos do fotógrafo canadiano.


:: enviado por JAM :: 4/20/2006 11:06:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

Das fusões de empresas à fusão das Bolsas

O New York Stock Exchange ter-se-á encontrado com responsáveis do Euronext e terá sondado os accionistas do London Stock Exchange, com vista à aquisição de uma participação. O Big Board não esconde a sua ambição de se desenvolver em pleno turbilhão da restruturação das praças bolsistas.
Estes trâmites estratégicos, anunciados na semana passada pelo NYSE, vêm no seguimento da aquisição, pelo seu rival NASDAQ, de uma participação de 15% do LSE, o primeiro mercado bolsista europeu.
Por sua vez, o Euronext, no qual está incluído o mercado português, tem estudado um potencial negócio com a London Stock Exchange, desde 2004, mas os accionistas do grupo preferem que a Euronext se funda com a Deutsche Boerse.
O jogo das cadeiras e das fusões promete pois uma temporada Primavera-Verão assaz divertida para os meninos dos computadores. O objectivo é promover a emergência de três pólos mundiais de gestão das praças bolsistas.

:: enviado por JAM :: 4/20/2006 08:21:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, abril 19, 2006

Viva Zapatero!

O semanário Newsweek assinala os dois anos do governo de Zapatero com uma nota bastante positiva: “A Espanha de Zapatero pode ter encontrado o segredo para conseguir um elevado crescimento económico com harmonia social. Zapatero chegou ao governo com uma vontade de esquerda de reformar o demasiado conservador panorama social espanhol. Mas depressa percebeu um facto fundamental da vida política: para poder transformar a Espanha social com a sua mão esquerda, era preciso gerir a economia com a direita. E fê-lo com tal habilidade que muitos espanhóis — e certamente o resto da Europa — mal se aperceberam”.
“Depois de ter criado em 2005 60% de todos os empregos europeus, prevê-se que a economia cresça 3,3% em 2006. Zapatero conseguiu essa proeza seguindo os passos do seu predecessor Aznar e as suas drásticas reformas fiscais. Mas manteve os seus apoios de esquerda graças a não menos drásticas reformas sociais”.
Diz ainda a Newsweek que “os seus vizinhos franceses e italianos deveriam começar a prestar mais atenção ao que se passa em Espanha”. E nós acrescentaríamos: os portugueses também.

:: enviado por JAM :: 4/19/2006 04:18:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, abril 18, 2006

Perguntar não ofende (23)

Para justificar as faltas, será que escrever num Blog é considerado trabalho político?


:: enviado por JAM :: 4/18/2006 01:33:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Pensar antes de agir


© desenho de Patrick Corrigan

A ameaça de um ataque americano sobre as instalações nucleares iranianas começa a ser mais do que simples raciocínio dialéctico. Na semana passada, David Ignatius escrevia no Washington Post que “há que fugir da lógica inexorável que arrasta os Estados Unidos e o Irão para a guerra”, e que a actual situação, mais do que comparável à crise dos mísseis cubanos de 1962, lhe recorda os tempos que precederam a declaração da Primeira Guerra Mundial, na qual a Grã-Bretanha se viu implicada devido aos graves erros de cálculo político cometidos pelos seus dirigentes. Ignatius recorda ainda o prognóstico de Zbigniew Brzezinski: “Uma guerra com o Irão seria o final do actual papel de Estados Unidos no mundo. Essa guerra suporia um retrocesso de 20 ou 30 anos. O mundo condenar-nos-ia e perderíamos a nossa posição estratégica”.
Por sua vez, Zvi Bar'el descreveu no Haaretz outro perigo: o reforço interno e internacional de Teerão, que derivaria de um ataque americano contra o Irão e os riscos que isso implicaria. Também se fizeram negros prognósticos para a hipótese de um ataque sobre o Iraque... Que não se tiveram em conta.

:: enviado por JAM :: 4/18/2006 12:04:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, abril 17, 2006

NÃO...AO ESQUECIMENTO!!! ( 2 )

Cuba - 17 de Abril de 1961
Dois anos após o derrube da brutal ditadura de Baptista - instalada em Cuba, anos antes, com o apoio dos U.S.A. - eis que a jovem revolução cubana sofre um primeiro (de muitos!!!) e bárbaro ataque. Começa assim a pequena ilha a pagar o preço de querer ser livre.
O grande erro da administração americana, talvez o maior, ficou a dever-se à ilusão de que os revolucionários não contavam com o apoio do povo cubano.
Liderados por Fidel Castro mostraram então ao mundo que, a força da razão é imensamente maior que a razão da força.
Para trás, mas sempre presentes na memória do seu povo, ficaram 136 vítimas do imperialismo que, 45 anos depois, ainda não digeriu tão humilhante derrota!!!
Hoje, como ontem, solidário com o heróico povo cubano, lembramos Playa Giron!!!
Ver mais...
http://www.cubasocialista.com/Bayesp1.html

:: enviado por ja :: 4/17/2006 05:03:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

NÃO... AO ESQUECIMENTO!!!

Celebram-se, nos próximos dias 19, 20 e 21 de Abril, 500 anos sobre o massacre de Lisboa, onde foram chacinados... mais de 4000 judeus!!!
Num País, católico(?) por excelência...foi obra!!!
"Incitada por frades dominicanos, a multidão que entretanto se aglomerara decide partir em direcção da Judiaria, gritando “morte aos judeus” e..."
Ler mais em http://ruadajudiaria.com/

:: enviado por ja :: 4/17/2006 02:48:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

ABRIL...ANTES DE ABRIL!!!

Celebram-se hoje os 37 anos da Crise Académica de 1969 que teve Coimbra como palco. Bonita primavera que abalou o regime fascista e cuja influência na vida política, educativa e cultural do país foi inquestionável e deixou uma memória difícil de apagar em todos quantos a viveram!!!
Faltariam, no entanto, 5 anos e 8 dias para a... libertação do País!!!
http://www.aac.uc.pt/historia/17abril.php

:: enviado por ja :: 4/17/2006 02:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, abril 16, 2006

Imagine there’s no Bush


Via Escolar.net


:: enviado por JAM :: 4/16/2006 03:47:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Rumsfeld e os generais

O New York Times evoca a fisgada de alguns generais na reserva contra Donald Rumsfeld. Seis deles pedem a sua demissão.
A propósito, em França, o jornal Figaro publicou um artigo de opinião singularmente lúcido sobre os cinco principais paradoxos da intervenção americana no Iraque.
Deixo-vos este pequeno excerto:

Dans leur hâte à renverser le régime baasiste, les idéologues néoconservateurs du Pentagone n'avaient pas vraiment préparé l'après-Saddam. Ils pensaient que, la dictature étant le pire des régimes, les choses iraient forcément mieux après. Ils se trompaient. Il y a pire que la dictature : c'est l'anarchie. Et il y a pire encore que l'anarchie : c'est la guerre civile. […] Les néoconservateurs américains avaient oublié que, dans l'histoire mondiale de la construction des sociétés, l'Etat avait toujours précédé la démocratie, et non l'inverse.

:: enviado por JAM :: 4/16/2006 01:50:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, abril 14, 2006

Capitalismo... no seu melhor!!!

O presidente da Câmara de Elvas, José António Rondão de Almeida, eleito pelo PS (!!!) defende a privatização do cemitério da sua cidade!!!
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As justificações são verdadeiramente irrefutáveis:
1ª- Os coveiros... andam de fato de macaco!!!
2ª- A "carreta", de transporte dos caixões, é do século passado!!!
3ª- Se estiver em Lisboa, quem lhe "trata" das sepulturas?!!!
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Assim vai... o socialismo em Portugal !!!

:: enviado por ja :: 4/14/2006 02:06:00 da tarde :: 4 comentário(s) início ::

O capitalismo não passa de um jogo de computador

Antigamente, a força e a legitimidade do capitalismo assentavam essencialmente na capacidade e eficiência da produção. Hoje, o seu único projecto é assegurar, em cada dia, o aumento do valor das acções bolsistas. O que explica os aberrantes objectivos de rentabilidades anuais da ordem dos 15% (ou mais!) numa economia com o crescimento estagnado em 3%. Na lógica accionista, a regra dos 15% faz com que as empresas tenham que extrair, de ano para ano, um pouco mais de massa salarial produtiva, em benefício dos lucros.
Vivemos num mundo paradoxal, como se quanto piores forem o crescimento, o poder de compra e o emprego, mais as empresas vêem os seus lucros explodir. As grandes sociedades, cada vez mais libertas das suas preocupações produtivas — a fabricação tende a ser sub-contratada a 100% — impõem aos seus fornecedores preços cada vez mais baixos. É esse o motor, potente, das deslocalizações, que faz mover a produção para países onde as legislações em matéria de direitos do trabalho são as mais fracas.
O capitalismo actual dissolve toda a responsabilidade dos homens. É essa irresponsabilidade que enfraquece o poder dos administradores executivos das empresas, mesmo quando ganham salários 500 vezes superiores ao salário mínimo. No princípio do século passado, o grande banqueiro americano, J. P. Morgan, símbolo por excelência do capitalismo triunfante, considerava como normal uma relação de 1 para 20 entre as remunerações mais baixas das empresas e as dos seus dirigentes.
Vale a pena ler com atenção o excelente artigo de António Dornelas que, a propósito da rejeição pelo BPI da OPA hostil do BCP, recorda que nos EUA, a relação entre os rendimentos dos CEO e os dos trabalhadores da produção terá passado de 25 para 1, em 1968, para 419 para 1 em 1999 e que, do lado de cá do Atlântico, os dez patrões mais bem pagos de França têm rendimentos que variam entre os 476 SMIC — o salário mínimo francês — e 198 SMIC.
Mas, hoje em dia, se o dinheiro dos dirigentes pode (talvez) trazer-lhes a felicidade, não lhes traz forçosamente o poder: a moda que faz furor nos mercados consiste em despedir os dirigentes por causa de insuficiência de rendimento das empresas que dirigem. Não é que devamos ter pena deles, pois os “paraquedas dourados” são cada vez maiores, mas é caso para nos perguntarmos quem é que afinal detém o verdadeiro poder?
Tudo indica que é o accionista, que impõe a sua tirania do lucro imediato, mas nem todos eles são verdadeiros actores. Mais de 300 milhões de accionistas, entre os quais uma maioria de reformados americanos e japoneses, não têm qualquer poder. Apenas uns escassos milhares de gestores de fundos, a quem eles confiaram os dinheiros das suas reformas, decidem tudo... São, na sua maioria, corretores com menos de 30 anos, que não têm ideia nenhuma do que é uma fábrica ou um produto e que, desde tenra idade, vivem colados a um écran de computador.
E, contra todas estas aberrações, ninguém — sobretudo nenhum responsável político — tem capacidade para fazer o que quer que seja.


:: enviado por JAM :: 4/14/2006 09:52:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quinta-feira, abril 13, 2006

À espera de Beckett

O teatro do absurdo faz com que a tragédia e a comédia se choquem, numa triste ilustração da condição humana e da absurdidade da existência. Expoente máximo do género, a peça À espera de Godot foi escrita pelo mestre do vazio, Samuel Beckett, para quem a ordem, a liberdade, a justiça e a linguagem se resumem a constantes aproximações a uma realidade ambígua e desconcertante.
Samuel Beckett nasceu em 13 de Abril de 1906 e, dos inúmeras eventos que hoje comemoram o seu centenário, destacamos o Beckett Centenary Festival. Também o Teatro S. Luiz se associa às comemorações, com uma conversa sobre a vida e obra do escritor irlandês.

:: enviado por JAM :: 4/13/2006 12:56:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, abril 12, 2006

Desafinados

Diz a Time que os europeus e os americanos estão out of sync em relação à estratégia para o Médio Oriente. O americanos vêem o Irão omnipresente por toda a região (Hamas, Hezbollah, Síria), agora que o Iraque já lá não está para contrabalançar.
A propósito, não deixa de ser curioso como o Ocidente decidiu cortar os víveres ao governo e ao povo palestiniano, ao mesmo tempo que temia que, ao fazê-lo, o Hamas se fosse atirar para os braços do Irão, em busca de financiamentos alternativos.
Mais uma vez, tudo indica que o regime change pretendido por Washington esteja muito para lá da questão do nuclear. Faz lembrar o famoso artigo do Onion do ano passado, a propósito do Iraque: “Chegou a altura de trazer as nossas tropas de volta — via Irão”.

:: enviado por JAM :: 4/12/2006 10:50:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A metáfora do desemprego

Curiosamente, a morte do CPE deixou alguns enlutados por entre as fileiras dos socialistas portugueses. Por isso, vale a pena falar-vos desse mito comummente aceite de que o desemprego é provocado pela rigidez laboral.
Um número crescente de investigações sobre emprego, salários e desigualdades concluem que o vínculo entre flexibilidade laboral e emprego é muito débil, para não dizer inexistente. As análises estatísticas sobre salários em todos os países da OCDE revelam que a hipótese de uma relação causal entre rigidez e desemprego não tem pernas para andar. Em muitos casos, quando há maior rigidez, há menor desemprego.
O caso dos Estados Unidos é interessante porque é normalmente o que é usado em comparação com a Europa. Mas vejamos: nos Estados Unidos existe uma grande flexibilidade laboral e a taxa de desemprego anda à volta dos 5,3% da população economicamente activa; entre os jovens de 16 a 24 anos, o desemprego é surpreendentemente elevado (11,3%) e entre a juventude afro-americana representa mais do dobro: 23,7%.

Continue a ler A metáfora do desemprego.


:: enviado por JAM :: 4/12/2006 11:25:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, abril 11, 2006

Fucking strikers

O presidente do sindicato dos transportes da cidade de Nova Iorque foi ontem condenado a dez dias de prisão, por ter apelado à greve, em Dezembro passado. Ao fazê-lo, o sindicato infringiu uma lei do Estado que proíbe os funcionários públicos de paralisarem. O julgamento vai continuar e o sindicato poderá ainda ser condenado a pagar uma pesada multa.
Nova Iorque parece ter esquecido os vergonhosos acontecimentos que viveu há cerca de 100 anos e que acabaram por levar à comemoração do Dia Internacional da Mulher. Por este andar, ainda um dia vamos ter que instituir, graças a eles, a comemoração do Dia Internacional do Homem.

:: enviado por JAM :: 4/11/2006 10:34:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Flexicurity

Neste momento em que a França parece começar a sair da crise do CPE gostaria de deixar aqui algumas reflexões sobre o assunto. A primeira é que nunca entendi porque é que os governos acham que a flexibilização do trabalho na empresa deve ser feita unicamente à custa dos trabalhadores. As empresas e os governos desfazem-se do problema e não se fala mais no assunto. Na realidade as coisas não são assim tão fáceis (espero que os franceses se tenham dado conta) e, dum ponto de vista económico, em que toda a economia é baseada no crescimento do consumo, pode criar uma espiral descendente que desequilibre toda a economia de um país.
Parece-me assim evidente que qualquer processo de flexibilização do trabalho tem que ser feito com a colaboração da empresa, dos trabalhadores e com uma participação mais do que activa dos governos.
Outra coisa que ainda não entendi é porque é que os diferentes governos europeus, na incapacidade de encontrarem soluções a nível interno, não copiam o que se faz, com bastante sucesso, noutros países. Refiro-me evidentemente ao modelo nórdico que tenta combinar a flexibilidade desejada pelas empresas, com a segurança de que necessitam os trabalhadores para poderem planificar as suas despesas e continuar a consumir.
Os dinamarqueses, por exemplo, dizem que é um sistema baseado em obrigações mútuas. O estado tem uma política de emprego pró-activa. Tenta em primeiro lugar evitar os riscos de desemprego, em segundo que, caso a situação de desemprego ocorra, o indivíduo volte à situação de emprego o mais rapidamente possível e, como último recurso, garante um nível de compensação financeira elevado durante um longo período de tempo para manter a estabilidade financeira dos trabalhadores. Tudo isto é conseguido através de uma cooperação estreita entre o governo, as autoridades regionais e municipais e as empresas. As autoridades competentes podem assim avaliar as tendências em termos de competências necessárias e orientar os trabalhadores desempregados para os sectores onde há mais procura. As mesmas autoridades propõem aos desempregados um seguimento individual muito activo através, por exemplo, de actividades de conselho, apoio na procura de emprego, formação profissional adaptada ao mercado do trabalho.
As empresas encontram neste mercado as competências de que precisam e recrutam facilmente. Mantêm também uma estreita colaboração com as autoridades de forma a conseguir uma boa adequação entre as competências disponíveis e as necessárias e dispõem-se igualmente a promover acções de formação.
Os indivíduos têm a obrigação de se formarem para se manterem actualizados, tanto a nível das qualificações académicas como das competências profissionais, tem o direito e o dever de aceitar ofertas de emprego e as regras para recusar uma oferta de emprego são bastante restritivas. Em contrapartida têm segurança de emprego, porque o mercado funciona e mesmo nos casos em que não funcione, têm segurança de rendimento.
Parece simples, não é?

:: enviado por Anónimo :: 4/11/2006 11:17:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, abril 10, 2006

CPE... ardeu!!!

Para os adeptos do "vale tudo" nas relacções laborais, a semana não podia ter começado pior. De uma assentada a juventude francesa, bem acompanhada pelos sindicatos (excepto os amarelos, como sempre!!!), obrigou os patrões e o seu governo a recuar e a dar o dito por não dito.
Que nos sirva de exemplo... para o futuro que nos espera!!!

:: enviado por ja :: 4/10/2006 09:10:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Allora Italia?

Silvio Berlusconi resistiu árdua e longamente à justiça do seu país. Mas os eleitores italianos parecem ter dado a última palavra: as primeiras projecções são expressivas. Na realidade, também Al Capone caiu por fraude fiscal!...

Actualização:
É meia-noite em Itália, mas nesta altura, em vez de discursos de vitória e frenéticos buzinões, os italianos ainda apostam nos resultados com uma tripla.

Actualização 2:
Dir-se-ia que, à força de gritarem “Siamo tutti coglioni”, os italianos acabaram por assumir e tornar a Itália ingovernável... Para gáudio de Al Capone Berlusconi, que vai provavelmente continuar mais algum tempo a andar a monte.

Actualização 3:
Uf!... A Unione não ganhou para o susto!...


:: enviado por JAM :: 4/10/2006 03:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

domingo, abril 09, 2006

O Peru pode mudar

Não se pode falar no Peru sem que venham à memória os anos sangrentos de 1980 a 2000 que, segundo as organizações humanitárias, fizeram mais de 80 mil mortos por causas políticas. Ou seja, 4.000 por ano, 11 por dia. Por um lado, a organização guerrilheira Sendero Luminoso assassinou à esquerda e à direita milhares de pessoas, vítimas da sua “justiça revolucionária”. Por outro lado, a “justiça contra-insurgente” do Estado neo-liberal dos presidentes Belaúnde Therry, Alan Garcia e Alberto Fujimori não foi menos benevolente e assassinou cinco vezes mais, diluindo em luto e dor os “novos valores” de uns e de outros.
Em Novembro de 2000, depois de se ter refugiado no Japão por causa dos múltiplos escândalos financeiros, Fujimori anunciou por fax a sua renúncia à presidência. Meses depois, o descendente do império do sol nascente foi substituído pelo descendente do império inca e do Banco Mundial, Alejandro Toledo.
A luta contra a corrupção foi o símbolo das campanhas de Toledo (a que perdeu em 2000 e a que ganhou em 2001), que apesar de fervoroso adepto do mercado livre e das relações com os Estados Unidos, suscitou uma imensa expectativa popular por ser o primeiro presidente peruano de origem índia. A sua mulher, Eliane Karp, cidadã franco-belga, com um nobre percurso profissional bancário, de Washington a Telavive, passando pelo Luxemburgo, contribuiu para o seu sucesso eleitoral, ao entusiasmar as multidões, como uma Evita peruana, com os seus discursos exaltados em espanhol e em quechua. Não obstante, Alejandro Toledo, após uma série de escândalos de corrupção, é hoje o presidente mais impopular da História do Peru.
Foi mais esse capítulo de frustração, de cólera e de pessimismo que deu ao comandante Humala a vantagem na primeira volta. As suas diatribes contra a classe política corrupta, contra os deputados que ganham fortunas e não servem para nada, contra as empresas estrangeiras que se aproveitam dos recursos nacionais e humilham os peruanos, e as suas promessas de mandar para a prisão os exploradores e os ladrões, tocaram num nervo muito sensível daqueles que acreditam que a sorte do Peru pode mudar.

:: enviado por JAM :: 4/09/2006 11:52:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Tabaco puro: 80% impostos, 20% demagogia

Na altura da guerra na Bósnia, tinha um amigo que trabalhava para um departamento qualquer da Comissão Europeia encarregue de estoirar o nosso dinheiro em “ajudas à reconstrução” na ex-Jugoslávia. Sendo um feroz militante antitabagista, esse meu amigo dizia-me, com o ar mais sério do mundo, que nas suas frequentes deslocações à ex-Jugoslávia o que o chocava mais era que toda a gente fumava muito e em qualquer lugar.
Tentei explicar-lhe que num lugar em que a vida humana não valia grande coisa e em que a esperança de vida se media pelo tempo de atravessar uma ponte, talvez fosse normal que o combate aos malefícios do tabaco não estivesse no topo das prioridades. Em vão. Manteve-se sempre obstinado numa espécie de repugnância por quem recebia ajudas comunitárias com uma mão enquanto segurava o cigarro com a outra.
Lembro-me sempre desta história cada vez que há mais um episódio da saga evangelizadora dos governos ocidentais contra o vício.
Não tendo mais nada para fazer e outras coisas com que se preocupar, o governo tem um projecto para proibir o tabaco em todos os espaços públicos fechados. Já nem sequer se trata da protecção aos não fumadores criando locais próprios separados para os fumadores. Trata-se pura e simplesmente de proibir. Em nome da saúde, claro.
Depois dos médicos que se recusam tratar fumadores, das empresas que despedem fumadores mesmo que não fumem nos locais da empresa, das multas por fumar no carro, das etiquetas de terror que só servem para os maços de tabaco e da publicitada chantagem moral de estar a fazer mal aos outros (embora nenhum estudo cientifico credível o prove) só falta ilegalizar o tabaco e enfiar os fumadores renitentes na prisão.
Enquanto não chegarmos aí, sobra a nossa casa e a rua. A rua não se sabe por quanto tempo — os alemães querem proibir que se fume nos estádios do Mundial de futebol. A casa virá a seguir.
Por enquanto, e como tenho mais de 18 anos, vou continuar a comprar cigarros com 80% de impostos e 20% de demagogia.

:: enviado por U18 Team :: 4/09/2006 11:05:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A gripe das águias

Já preveni os meus filhos: quando se portarem mal obrigo-os a ver jogar o Benfica.

:: enviado por U18 Team :: 4/09/2006 09:59:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Peru e as promessas não cumpridas do mercado

Irá o Peru juntar-se às sociedades latino-americanas que, nos últimos anos se têm inclinado para governos de esquerda? Será possível que a ideia do crescimento económico se tenha tornado, em si mesma, politicamente incorrecta? Quem responde é o próprio descrédito do Mercado que não pára de se insinuar nos mais dispares lugares do planeta. Não faltam exemplos reveladores do esgotamento da economia mundial, desde as falências fraudulentas de conglomerados como a Enron, à invasão e ocupação do Iraque que, por detrás da máscara da segurança internacional, esconde a apropriação de recursos energéticos e de negócios bélicos.
Se analisarmos a crise politico-social francesa, damo-nos conta de que está em jogo muito mais do que uma simples lei para regular o trabalho juvenil. No refluxo, vê-se que o tema à superfície se encadeia com outros e que, no fundo, o que está em causa é o próprio modelo de organização social que pretendem os franceses. E se o professore Romano Prodi conseguir derrotar, hoje e amanhã, a direita enlameada que encarna o cavalliere Berlusconi, também isso será mais um sinal do estado da ideologia do mercado na Europa desenvolvida.

É evidente que o mercado não anda bem, nem sequer onde os números e as percentagens mostram uma realidade aparentemente bem sucedida. É o caso do Peru onde hoje se começará a decidir a sucessão de Alejandro Toledo. É curioso porque, se nos guiássemos pelos indicadores socio-económicos, a herdeira natural da visão conservadora do actual presidente, Lourdes Flores, deveria ser confortavelmente eleita, apesar de carecer do mais elementar dos carismas e da sua oratória passar muitas vezes à beira do ridículo.
O dilema sucessório peruano é igual ao da despedida de Toledo. No seu mandato, a economia tem crescido de uns respeitáveis 5% ao ano prometidos — este ano prevêem-se mesmo 6% — mas Toledo não tem conseguido dos seus concidadãos mais de que 15% de opiniões favoráveis, que nas últimas semanas baixaram para 8%. Por isso, de acordo com as sondagens, é quase certo que o Peru não elegerá hoje o seu próximo Presidente e que dois dos três principais candidatos — o ex-militar Ollanta Humala e o ex-presidente (1985-90) Alan Garcia, além de Lourdes Flores — deverão preparar-se para disputar uma inevitável segunda volta, em Maio.
A desconcertante conjuntura económica mundial — a que não é alheio o canto da sereia da Administração Bush e do seu agonizante projecto da ALCA — é favorável a Humala, um antigo militar que protagonizou um golpe de Estado contra Alberto Fujimori, e que propõe a nacionalização dos recursos minerais e dos centros estratégicos, como os portos, o que o projecta como um símil de Hugo Chávez.

Convenhamos que a ideia dos ditames do Mercado como soberano supremo da conduta humana está rapidamente a perder o seu atractivo entre os grandes públicos.


:: enviado por JAM :: 4/09/2006 08:16:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

sábado, abril 08, 2006

Abaixo a reacção!

Veja e escute com atenção. Repare na postura do Presidente e sobretudo nas reacções escandalizadas da assistência... escolhida a dedo!...

Se, até aqui, ainda não percebeu tudo, a Leila conta tudinho pra vocês.


:: enviado por JAM :: 4/08/2006 06:32:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

Toca a investir em dinares iraquianos

Quem foi que falou em guerra civil no Iraque? Um extraterrestre que leia regularmente os jornais americanos ficará, pelo contrário, com a ideia que a economia iraquiana nunca esteve tão sólida e o país tão próspero:

A key to success in Iraq will be the ability of the Iraqi people and coalition members to transform the country's economy from a state of ruin to a model for prosperity in the Middle East. […] Some foreigners are already bullish on Iraq. United States and other coalition forces serving in Iraq are betting on an economically successful future for Baghdad. Many American troops are putting their money into purchasing the new national currency in hopes that a secure and prosperous Iraq will emerge. […] Perhaps the not-too-distant future will teach the impatient that, with time, large returns can come from a substantial investment.

Parece assim que é apenas uma questão de tempo antes que o dinar iraquiano se torne na nova coqueluche dos mercados cambiais. A guerra civil é praticamente inevitável, mas os Estados Unidos não vão facilmente deixar o segundo produtor mundial de petróleo cair nas mãos de Ali Baba e dos seus ladrões. Por isso, mobilizam tudo e todos: “Now is your chance to become a millionaire!” anuncia a First Liberty National, que acrescenta “Invest in Democracy — Take Stock in Iraq”. O site dinarprofits.com ensina a bem distinguir as notas verdadeiras das falsas...
Mas atenção! Os investidores que se despachem: a First Liberty National não pode vender mais do que 50 milhões de dinares por semana!... Infelizmente.

:: enviado por JAM :: 4/08/2006 02:54:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, abril 07, 2006

A nova Lara Croft é de origem marroquina

Tomb Raider é uma epopeia videolúdica lançada em 1996 e representada pela célebre Lara Croft, uma espécie de Indiana Jones no feminino. Toby Gard, o criador do jogo, correu um risco considerável ao conceber uma personagem feminina numa época em que os heróis dos jogos PC eram ou figuras masculinas e viris ou monstros assustadores e sanguinários. O sucesso foi tal que catapultou Lara Croft para o cinema.
O sétimo episódio do mítico jogo saiu hoje e conta com a bela e polposa Karima Adebibe, no papel de Lara Croft. Karima tem 20 anos, reside em Inglaterra, é de origem marroquina e tem a seu cargo a árdua tarefa de suceder a Angelina Jolie.

:: enviado por JAM :: 4/07/2006 09:25:00 da tarde :: 2 comentário(s) início ::

Como um mau ilusionista se transforma num mágico

Após a operação Mãos Limpas, o mundo político italiano ficou devastado. O grande magnata Berlusconi temia que o vencedor da crise pudesse vir a ser o partido comunista, o que poderia ameaçar o seu império mediático. Para salvar o seu grupo, já de si severamente endividado, Berlusconi decidiu-se então pela “descida à arena política”. Conta Pierre Musso que “Forza Italia não é mais do que a transformação, em poucas semanas, da sua agência de publicidade Publitalia em partido político”. Os directores comerciais tornaram-se candidatos e eleitos. Os empregados tornaram-se militantes sem igual. Mas não há dúvidas que esse sistema nunca poderia ter funcionado sem o vazio deixado pelas “Mani Pulite”, que destruiu os dois grandes partidos do pós-guerra: a democracia cristã e o partido socialista.
Inúmeros observadores concluíram, em 1994, que a vitória de Silvio Berlusconi se devera à manipulação da opinião pública, graças aos seus três canais de televisão. No entanto, não foi só nessa altura que Berlusconi dispôs da força dos seus media para conseguir a vitória eleitoral. A influência de Berlusconi sobre os eleitores italianos começou muito antes disso, quando, já nos anos 80, impunha a sua hegemonia ao chegar directamente à barriga dos consumidores por via das suas televisões comerciais. É ainda essa influência que lhe permite entregar-se agora, ao sentir-se acossado, a um dilúvio de acusações e insultos contra a imprensa, os juizes e todos os coglioni que se sintam tentados a não votar nele.
O que os italianos mais recriminam a Berlusconi não é o que ele fez, mas sobretudo o que ele não fez. Ele, que prometeu mudar tudo, apenas conseguiu promulgar leis que o ilibaram, a ele e às suas empresas, das acusações de corrupção e de manipulação das contas. Perante tudo isso, poder-se-á perguntar porque é que não é garantido que Berlusconi venha a sofrer uma pesada derrota nas eleições do próximo domingo. É muito simplesmente porque a oposição não tem sido muito convincente. Romano Prodi não tem uma ponta de carisma e a sua coligação de esquerda não soube apresentar um projecto coerente. A abstenção poderá assim ditar os resultados e revelar-se à medida do desencanto geral.

:: enviado por JAM :: 4/07/2006 07:07:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, abril 06, 2006

Está tudo explicado

Decididamente, a Flórida não pára de nos surpreender. Agora foi um professor de oceanografia da Universidade do Estado, Doron Nof, que chegou à conclusão que foi uma rara combinação da água com as condições atmosféricas do Mar da Galileia, há 2000 anos, que criou as condições para que se produzisse um dos milagres contados na Bíblia: o episódio da caminhada de Jesus sobre as águas. Enfim, agora está tudo explicado... cientificamente.

:: enviado por JAM :: 4/06/2006 03:31:00 da tarde :: 1 comentário(s) início ::

Avaliação de desempenho

Ora aqui está um excelente exemplo para explicar em que consiste essa dita lógica liberal que caracteriza o mundo em que vivemos. A história passa-se nos Estados Unidos e é-nos relatada pelo Washington Post:
Resumindo, no Estado da Flórida, os professores vão passar a receber os seus aumentos salariais em função das notas dos alunos. A ideia é que as escolas deverão ser submetidas às mesmas exigências de competitividade das empresas privadas.
E o Governador republicano da Flórida (um tal Jeb Bush) explica: “Trata-se de uma medida de bom senso elementar. Não vejo mal nenhum em que se pague mais aos professores que fazem o seu trabalho mais bem feito”.
Imaginem agora José Sócrates, apostado como está em copiar todos os bons sistemas que se vão inventando por esse mundo fora, a adoptar a medida na nossa educação nacional. Imaginem só o efeito que isso teria no nosso combate ao insucesso escolar !...
É que, os professores da Flórida até já decidiram adiantar a data do começo das aulas para o princípio de Agosto, para poderem dispor de algumas semanas suplementares de preparação para os exames do mês de Março. E os pais dos meninos que protestam: “E os nossos filhos? Afinal, quando é que eles se repousam ?”...
Mas o mais importante é que esta medida revolucionária vai certamente afectar o teor das relações professor-aluno: Imaginem a cena: “Ó stor, veja lá se me dá negativa! Olhe que lhe baixam o ordenado !”...

:: enviado por JAM :: 4/06/2006 10:01:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, abril 05, 2006

Um pouco de moralidade nesta Europa à deriva

A supressão da referência ao “princípio do país de origem” da chamada Directiva Bolkestein, ontem ratificada pela Comissão Europeia, e a acomodação da sua aplicação efectiva, constituem os recuos mais emblemáticos impostos aos puros e duros da Europa liberal. A exclusão de um certo número de domínios de actividade do campo de aplicação da directiva e a atribuição ao Estado de acolhimento de um poder de controlo — mesmo limitado, condicional e dificilmente praticável — são outros tantos elementos não menosprezáveis.
[Francis Wurtz, líder do grupo parlamentar europeu da Esquerda Unida]

:: enviado por JAM :: 4/05/2006 03:20:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

O cinema, à procura do suspense perdido

Depois de ter sido a realidade impensável que pôs os americanos em estado de choque, o pesadelo do 11 de Setembro deixou de ser tema tabu e passa para o mundo da ficção de Hollywood. O primeiro a chegar é o filme “United 93”, que conta a angústia e a revolta dos passageiros do voo 93 da United Airlines que se despenhou “antes do tempo” na Pensilvânia. O trailer do filme, produzido pelos Universal Studios, está já a fazer escândalo.

Mas a Universal Pictures não é a única produtora a tratar o tema do 9/11. Também a Paramount Pictures se prepara para apresentar “World Trade Center”, de Oliver Stone, com saída prevista par o mês de Agosto.
Anuncia-se pois uma época cinematográfica Primavera-Verão controversa e agitada. Sobretudo se, ao tema do 11 de Setembro, acrescentarmos mais este.

:: enviado por JAM :: 4/05/2006 11:32:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, abril 04, 2006

Porque o H5N1 não se transmite de homem para homem

Num artigo de 23 de Março, a revista Nature explica o mecanismo que impede (por enquanto) que a gripe aviária se converta numa pandemia humana. Há mais de dez anos que extermina aves domésticas e selvagens, mas a OMS fixou hoje em 107 o número confirmado de pessoas mortas pela estirpe H5N1 do vírus.
Ao tentar descobrir as barreiras moleculares que impedem a transmissão inter-humana do vírus da gripe das aves, uma equipa americano-japonesa de biólogos, constatou que os vírus gripais humanos e aviários não se fixam nas mesmas regiões do aparelho respiratório.
Contrariamente às estirpes “humanas”, como a H1N1 ou a H3N2, que podem multiplicar-se nas células do aparelho respiratório superior (faringe, nariz, brônquios), o vírus da estirpe H5N1 infecta apenas as células dos alvéolos, em plenos pulmões. Presentes em grande quantidade nas secreções mucosas, os H1N1 e H3N2 são disseminados como um aerossol pela tosse e pelos gafanhotos, sendo depois aspirados por outras pessoas. O mesmo parece não acontecer com o H5N1 que permanece prisioneiro dos tecidos alveolares.
Para poder infectar o homem, o vírus aviário terá que atingir os alvéolos pulmonares. É difícil, é certo, mas é também por isso que é perigoso manter um contacto prolongado com aves infectadas.

:: enviado por JAM :: 4/04/2006 08:33:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

Os aldrabões estão sempre no Governo anterior

Mesmo sem querer, Teixeira dos Santos tropeça semestralmente no défice. A cada reporte dos excessos a Bruxelas, vê-se obrigado a actualizar o número. Sexta-feira foi anunciado um dos maiores défices da democracia. Seis por cento do PIB. Uma vitória! O ministro estava triunfante, porque cumprira o objectivo.
Chega a ser patético, um país celebrar uma desgraça daquele tamanho.

É SIMPLEX: desaparecem papéis e organismos, mas não há um único exercício de quantificação. Quanto se poupa? Quantas pessoas vão ficar sem trabalho? E quantos transferidos? Nada. Nada consta.
Oito anos, seis ministros e quatro secretários de Estado depois, o país ainda não sabe quantos funcionários públicos existem. Haverá reformas e finanças que resistam a isto.
Parece mentira...
[Sérgio Figueiredo, Jornal de Negócios]

:: enviado por JAM :: 4/04/2006 08:15:00 da manhã :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, abril 03, 2006

O fim de um tirano

Milosevic morreu, viva Charles Taylor! O ex-presidente liberiano formado nos Estados Unidos, que, depois de ter desencadeado o inferno no seu país, se fez pagar em diamantes para armar os rebeldes da Serra Leoa, dormiu a sua segunda noite na prisão. É provável que o seu processo tarde a arrancar e poderá mesmo ser transferido para Haia, para evitar surpresas, tão naturais nesta instável região de África. Ficará certamente menos instável após esta captura, que poderá servir para transformar a Serra Leoa e a Libéria em lugares muito mais esperançosos.
Charles Taylor é o homem que criou, nesses dois países, exércitos de crianças — rapazes e raparigas — raptadas, escravizadas, violadas, mutiladas, forçadas a drogar-se e a usar a kalachnikov para atacar as suas próprias aldeias e matar os seus próprios pais de modo a tornar impossível qualquer deserção ou regresso.
A captura de um dos chefes de guerra mais sanguinários de África serve assim para alertar que a impunidade também tem limites nesta parte mundo, onde milhões de inocentes continuam a ser vítimas de semelhantes tiranos.

:: enviado por JAM :: 4/03/2006 08:11:00 da manhã :: 3 comentário(s) início ::

domingo, abril 02, 2006

Antes a Bomba!

Embora na fronteira da realidade com a ficção, aquilo que ontem aqui escrevemos foi de facto propositadamente publicado no dia 1 de Abril. Apesar de ser extremamente verosímil e infinitamente mais fácil destruir o Estado mais poderoso do mundo pela via económica do que pela via atómica, o mais certo é que essa aparente realidade não passe de uma autêntica ficção.
A isso nos tem preparado este princípio de século, em que as imagens do quotidiano real nos espantam muito mais do que as produções fictícias de George Lucas; em que arranha-céus apinhados de seres humanos se desfazem como castelos de cartas sob o impacto de aviões de passageiros; em que não se sabe quem é mais real, se Ben Laden ou Anakin Skywalker; em que se inventam armas de destruição maciça como pretexto para invadir países e provocar guerras; ...
Neste enredo, a realidade vai mais naturalmente inclinar-se para a promoção de uma nova guerra no Irão do que para a criação de uma nova Bolsa de valores petrolíferos... em Teerão e em euros. Antes a Bomba!

:: enviado por JAM :: 4/02/2006 08:44:00 da manhã :: 1 comentário(s) início ::

sábado, abril 01, 2006

Até parecem dos nossos...

Se lhe perguntassem quanto ganham por ano os donos e o CEO da Google, imagino que começaria a pensar nos nossos famosos gestores de topo, nos nossos administradores de empresas públicas, nos presidentes e vogais dos nossos bancos. Pois se pensou isso está redondamente enganado. O salário anual de Larry Page, Sergey Brin e Eric Schmidt ascende ao astronómico montante total de $3 (três dólares) anuais.
Parece mentira? --->>>

:: enviado por RC :: 4/01/2006 05:11:00 da tarde :: 0 comentário(s) início ::

A queda do império americano

Desta vez, estão fritos!... A abertura da Bolsa do Petróleo Iraniana, em euros, vai, segundo os especialistas, precipitar uma crise económica sem precedentes que conduzirá à falência dos Estados Unidos da América. Mais devastadora que uma bomba atómica, esta arma económica atingirá os americanos no seu ponto mais nevrálgico: os petrodólares. Tudo começa com a criação, na zona franca da ilha de Kish, da International Oil Bourse, cujas transações se vão limitar ao petróleo, gás e produtos petroquímicos. Consequência imediata, os europeus deixarão de precisar de adquirir dólares para comprar petróleo, assim como os principais países do mundo, que irão desfazer-se da maior parte das respectivas reservas em dólares para as substituírem por euros.
The American Empire depends on the U.S. dollar. The proposed Iranian Oil Bourse will accelerate the fall of the U.S. dollar and hence the fall of the American Empire.

:: enviado por JAM :: 4/01/2006 09:55:00 da manhã :: 4 comentário(s) início ::