BRITEIROS <$BlogRSDUrl$>








quinta-feira, julho 03, 2008

¿Por qué no te callas?

Temos dois milhões de pobres, isto pelos padrões portugueses em que se deixa de ser pobre quando se tem um rendimento de quatrocentos euros por mês. Linha invisível que só pode agradar aos que auferem muito mais. Pergunte-se a quem os ganha para que servem? Até onde chegam?
Quero aqui publicamente agradecer ao meu camarada Sócrates o facto de ter salvo noventa mil "idosos" dessa praga da pobreza à portuguesa. Grande conquista do pensamento social democrata num país onde em breve as farmácias venderão rifas para ver quem tem direito a salvar-se... Gosto, juro que gosto deste súcia-lismo moderno em que tudo se faz em nome de pessoas abstractas e onde as pessoas concretas pouco valem. Continua assim que vais longe...

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:: enviado por RC :: 7/03/2008 10:30:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Ler os outros

Campo lavrado: "Os 'recados' de Sócrates aos professores

O Primeiro Ministro reuniu-se ontem, sábado, com professores do Partido Socialista. O encontro foi preparado tendo sido dito que ele queria 'ouvir' a voz de quem está no terreno, e tanto assim era, que estaria sozinho, isto é, sem a presença da equipa do ME.
Desconfiei de tanta fartura. Primeiro, Sócrates tem-se desdobrado em manifestações de apoio à Ministra e às suas políticas. Segundo, a dispensar a presença desta, estar-se-ia perante um acto que inevitavelmente a diminuiria politicamente.
Claro que nada disto aconteceu. Nem a Ministra faltou nem o objectivo era 'ouvir'. Pelo contrário, tratou-se de dar 'recados'. Suponho que se tratou de mais um capítulo da chamada do rebanho ao redil quando algumas ovelhas se começam a tresmalhar face ao desnorte dos pastores.
À entrada para a reunião Sócrates foi vaiado por um grupo de professores, o que o deixou muito indignado. Esta vaia deve ser entendida como uma metáfora. De facto, pelo país inteiro ecoa uma enorme vaia à equipa do ME, a que o Primeiro Ministro também já não consegue escapar.
Se alguém no Governo e no partido ainda acredita que seja possível fazer reformas na educação contra os professores e contra as escolas, que se desengane. Estão a semear ventos, mas vão colher tempestades.
Apoiei Sócrates para Secretário Geral, sou militante e autarca do PS e quero que o partido ganhe as eleições em 2009. Mas também sou professor e técnico de educação, com méritos reconhecidos pelo Governo, a convite de quem desempenhei altas funções no ME, que deixei a meu pedido em 2006.
Nestas duas qualidades tenho obrigação de levantar a voz quando os professores são ofendidos e de chamar a atenção para o que, em minha opinião e na opinião de muitos mais, está a ser feito de errado em matéria de reformas educativas, o que prejudica gravemente o PS e diminui substancialmente a sua base de apoio eleitoral.
Se o Primeiro Ministro, o Ministro das Obras Públicas e muitos mais se enganaram em relação à localização do aeroporto e tiveram de dar o dito por não dito, não pensarão que também podem estar errados relativamente a muitas das medidas que contra tudo e todos querem impor às escolas e aos professores? Um pouco de humildade e bom senso não fazem mal a ninguém. "´
(nosso negrito)

José Manuel Silva,
ex-Director Regional de Educação do Centro
http://www.campolavrado.blogspot.com

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:: enviado por RC :: 2/22/2008 09:13:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Diz mas não luta?

Federação Nacional dos Sindicatos da Educação | PROFS irritam Sócrates: "PROFS irritam Sócrates

PRIMEIRO-MINISTRO PASSOU-SE DURANTE ENTREVISTA À SIC

Estava tudo a correr calmamente até que a questão da Educação veio à baila. José Sócrates não gostou do tom das perguntas e acusou os entrevistadores de estarem a ser demagogos como a oposição.

Parece sina de José Sócrates assim que o tema “professores” vem ao de cima. Ontem, durante uma entrevista à SIC, o primeiroministro voltou a irritar-se quando explicava, ou tentava explicar, as
reformas no sistema educativo.
Não gostou de ouvir reparos de Nicolau Santos e Ricardo Costa, os entrevistadores de serviço, encolheu os ombros, franziu o sobrolho e saiu-se com esta: “Os senhores estão a repetir os argumentos falsos e demagógicos da oposição. Deixem-me explicar, por favor”.
Mais calmo, ou pelo menos aparentando-o, Sócrates lá disse que as alterações ao estatuto da carreira docente visa apenas “premiar o mérito dos professores”. E atirou que desde que está à frente do Governo conseguiu “com o mesmo dinheiro atrair mais alunos e garantir mais sucesso escolar”."

O "Grande Educador" até já começa a fazer milagres. Beato, pelo menos.

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:: enviado por RC :: 2/19/2008 11:42:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, dezembro 06, 2007

António Aleixo revisitado

Se, depois dos sacos de plástico,
Até o contador se paga,
Já só nos vai faltar pagar
A merda que a gente caga.

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:: enviado por JAM :: 12/06/2007 09:23:00 p.m. :: 2 comentário(s) início ::

segunda-feira, novembro 19, 2007

A democracia vai morrendo sem ninguém dar por isso

[...] Entretanto, o país discute o hipotético aeroporto de Alcochete, a putativa fusão do BCP e do BPI, a presuntiva demissão de José Rodrigues dos Santos, Maddie McCann, a Casa Pia (essa praga), o aborto e, a pedido do Sr. Presidente da República, o mar. Por outras palavras, José Sócrates (com a voluntária ajuda de Cavaco) despolitizou Portugal. Vivemos numa sociedade apolítica, que obedece à autoridade, sofre calada e aceita com resignação o seu destino.
Sócrates conseguiu, de facto, impor a toda a gente a obediência servil do PS. Pouco a pouco, o essencial desapareceu de cena: a liberdade e a justiça, o Governo e o Estado. E voltaram, como sempre, o “imperativo nacional” e a competência técnica, que Sócrates naturalmente encarna. A democracia vai morrendo sem ninguém dar por isso.

[Vasco Pulido Valente, Jornal Público, 18/11/07]

Será que VPV também já aderiu ao Partido Comunista?

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:: enviado por JAM :: 11/19/2007 10:33:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, setembro 13, 2007

O sonho do primeiro-ministro

Em Novembro de 2001, o então ministro do ambiente, José Sócrates, sonhou com uma lei inexistente. E, ao chegar ao seu gabinete, escreveu uma carta a um jornalista do PÚBLICO. Queria avisá-lo de que a «invocação pública» de uma escuta telefónica feita pela Judiciária a uma conversa em que ele intervinha «constitui a prática de um crime». A advertência, feita com o intuito de travar a publicação de uma notícia referente a essa escuta, não tinha qualquer fundamento legal. Na semana passada, porém, o sonho de José Sócrates tornou-se realidade.

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:: enviado por JAM :: 9/13/2007 01:14:00 p.m. :: 1 comentário(s) início ::

quarta-feira, setembro 12, 2007

Por isso eles não querem receber o Dalai Lama

Esta imagem (Público de hoje) devia ser impossível. A inserção de actos religiosos em cerimónias oficiais — ainda por cima com a participação do Primeiro-Ministro em ambos — não é somente uma violação qualificada da laicidade e da neutralidade religiosa do Estado, mas também da liberdade religiosa, visto que traduz o favorecimento oficial de uma religião em relação às outras.
O Governo deveria ser um pouco mais rigoroso com os princípios. Desde logo, com os princípios constitucionais; depois, com os princípios básicos do Partido Socialista.
A ignorância dos princípios gera o oportunismo político.
"Oportunismo político" poderia ser, aliás, a legenda desta imagem...
(Vinda de quem vem, mais do que uma critica, é um verdadeiro puxão de orelhas)

É que, para além do mais, o desígnio está a fazer cair os santos do altar:
Esta foto diz quase tudo sobre a cobardia de quem, desgraçadamente, nos governa. José Sócrates, mesmo aparentemente persignando-se, devia estar de joelhos ou de rastos e levar com o hissope na cabeça, para aprender a respeitar e a servir a igreja católica. O primeiro-ministro envergonhou-me e envergonhou-nos a todos e eu não lhe perdoo. A Constituição que ele jurou cumprir... rasgou-a ontem diante do país. Perdeu, por isso, a minha confiança e o meu respeito...

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:: enviado por JAM :: 9/12/2007 04:01:00 p.m. :: 1 comentário(s) início ::

sexta-feira, julho 27, 2007

A apresentação do Plano Tecnológico simboliza o socratismo

Nas democracias o líder é escolhido pelo povo. Na democracia socrática é este que escolhe o povo.
José Sócrates começa a ser um erro de “casting”. No seu estilo de governação tudo é irreal e belo, para se ver na televisão como verdade. Mas cresce o medo de que falava Manuel Alegre no seu incontornável artigo no “Público”. A liberdade parece uma dádiva envergonhada e assim cria-se a mitologia do líder. O “socratismo” está a tornar-se nisso: um chefe, uma governação feita para a imagem, uma desertificação da crítica e do país. Todas as escolas e SAPs longínquos podem ser abatidas por conveniência de serviço em função das estatísticas. Para Sócrates as pessoas começam a ser um número, um código de barras. É nestas sociedades que o medo cresce. Poderemos ter tecnocratas mas faltam os que questionam. E é do conjunto de todos eles que nascem os grandes projectos nacionais. Se apenas tivesse bons engenheiros, D. João II nunca teria conseguido alicerçar um projecto ganhador. A sua vitória foi a de uma massa crítica global em Lisboa. Por mais que queira Sócrates nunca será D. João II. Será um líder a falar, para si, no deserto acrítico.

Fernando Sobral, Jornal de Negócios, 26/07/07

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:: enviado por JAM :: 7/27/2007 12:23:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

domingo, julho 01, 2007

in illo tempore

Houve um tempo em que só o humor e os comentários jocosos nos permitiam, enquanto portugueses, ir mantendo alguma sanidade dentro da ignomínia do fascismo. Hoje é melhor que cada um guarde os comentários jocosos para si mesmo.

Alguns ainda se lembram de muitos comentários jocosos que se faziam acerca de Américo Tomás, de entre muitos recordo uma citação particularmente engraçada:

"Só há um adjectivo para descrever o que sinto: gostei"

Hoje, tantos anos passados, não farei qualquer comentário:

"José Sócrates resumiu a presidência portuguesa em quatro palavras: Tratado, Brasil, África e agenda de Lisboa."
[aqui]

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:: enviado por RC :: 7/01/2007 12:29:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, junho 27, 2007

O feitiço e o feiticeiro

Ocorreu-me, o processo poderá não ser contra o que Balbino Caldeira escreveu, em si, mas, porventura, numa habilidade útil contra o que “deixou” publicar na sua caixa de comentários. Se tal vier a ser o facto (o que, até por causa de algumas amizades, explicaria a lógica e a oportunidade inerentes ao textinho de Pacheco Pereira) isso significa tão somente que José Sócrates — cidadão, político e primeiro-ministro — defende, e deseja, ver criada jurisprudência, que consagre o modelo chinês de censura prévia onde tudo o que é conteúdo electrónico é filtrado previamente, e onde todos os elementos da cadeia, do anónimo internauta que leu, ao que comentou, ao possuidor do blog, ao alojador, ao ISP, são imputáveis. Todos, tudo, mesmo tudo. Balbino seria tão só e apenas o pretexto útil.
Com todos os excessos que os há, eu que até vejo utilidades no cartão único, não vou perder tempo a explicar aonde é que essa deriva — absolutamente orwelliana — pode levar. Sugiro apenas aos Sócrates, Pachecos e Queridos deste mundo que parem um bocadinho por aqui. Devia chegar.

[Grande Loja do Queijo Limiano]

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:: enviado por JAM :: 6/27/2007 09:03:00 p.m. :: 1 comentário(s) início ::

segunda-feira, junho 25, 2007

A valsa dos delatores

Entrou assim, tal qual, na minha caixa do correio e não resisto a divulgar.

A valsa dos delatores
Santana Castilho*

Componho esta valsa com o pensamento nas vitimas dos delatores, esses torpes seres que, nas palavras de François Miterrant, “fazem nojo aos cães”. Componho esta valsa porque os nostálgicos dos velhos métodos do antigamente (1926-1974) estão de volta à Administração Pública. E antes que renasçam, qual “Phoenix” da “esquerda moderna”, com as palavras emprestadas e adaptadas de Almada Negreiros, repetirei, indignado:
“ Basta! Pum! Basta! Uma geração que consente deixar-se representar por um delator é uma geração que nunca o foi! É um coio de indigentes, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o delator, morra! Pim! O delator é o escárnio da consciência! Se o delator é português, eu quero ser espanhol! O delator é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O delator é a meta da decadência mental! E ainda há quem duvide de que o delator e os seus comanditários não valem nada, não sabem nada, não são inteligentes nem decentes, nem zeros!”
A delação é um fenómeno de ............. ( leia na íntegra ----->>>)

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:: enviado por RC :: 6/25/2007 04:06:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

sábado, junho 23, 2007

Caso Charrua

Macroscopio: O caso Fernando Charrua - por António Marinho Pinto -: "O cidadão José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, tinha o dever de impedir que uma zelosa subordinada sua (a directora da DREN) procedesse disciplinarmente contra um funcionário que alegadamente o ofendera numa conversa privada. Já que recusa a tutela penal, deveria igualmente recusar a disciplinar.

O direito disciplinar existe para punir infracções disciplinares, ou seja, as que são cometidas por funcionários no exercício das respectivas funções. Mais. A CRP não prevê (portanto, não permite) que as infracções cometidas no exercício do direito de expressão (enquanto direito fundamental) sejam apreciadas em sede do direito disciplinar. Isso foi expresso de forma bem clara pelo legislador constituinte.
Aliás, ainda não há muitos anos, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesse sentido, num caso formalmente idêntico a este. Um juiz desembargador, dirigindo-se a um colega, disse que todos os membros do Conselho Superior da Magistratura eram uns filhos da puta. O interlocutor, que era membro do CSM, participou a este órgão, que deliberou punir o primeiro com uma sanção disciplinar. O visado recorreu para o STJ, que anulou a sanção e absolveu o arguido, justamente por considerar que um acto da vida particular de um magistrado judicial só constituirá uma infracção disciplinar, se, por um lado, se repercutir na sua vida pública e, por outro, se revelar incompatível com a dignidade indispensável ao exercício das suas funções. E o STJ acrescentou: "Não o será um acto da vida particular que não seja de molde a causar perturbação no exercício das funções ou de nele se repercutir de forma incompatível com a dignidade que lhe é exigível." Este é, pois, um regime que, por maioria de razão, se deveria estender a todos os funcionários do Estado."

A ler na íntegra

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:: enviado por RC :: 6/23/2007 10:15:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

O outro Portugal profundo

Dois Portugais Profundos fazem as notícias. Por um lado, um blogger que diz não acreditar que o Primeiro-Ministro tenha efectuado uma queixa-crime. Por outro, o Portugal que o mesmo Primeiro-Ministro tem percorrido incansavelmente nas últimas semanas, apesar da Presidência Europeia, das eleições de Lisboa e tudo o mais que lhe sobrecarrega a agenda. O périplo pelo país prossegue este fim-de-semana em Vila Real. E quem tenha seguido estas deslocações ouvirá certamente agora os mesmos ecos das viagens anteriores: José Sócrates chega ao local, é apupado mas diz que «as críticas fazem parte da democracia», aperta mãos e dá abraços, sorri. Sorri sempre. Pelo meio, anuncia investimentos e sai de cena no meio de palmas.

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:: enviado por JAM :: 6/23/2007 12:47:00 p.m. :: 2 comentário(s) início ::

quinta-feira, junho 21, 2007

Surrealista

É, no mínimo, surpreendente a sucessão de acontecimentos a que vamos assistindo, apesar de, como quem não quer a coisa, haver quem pense passar entre a chuva sem se molhar. Esta suspeita de que a palavra "embuste" vai voltar a estar na moda, não me abandona.

Foi sem surpresa que li acerca das peripécias judiciais envolvendo António Balbino Caldeira, o que me faz recomendar a leitura deste seu post.

Nós, que somos pessoas simples e sem, até mais ver, problemas com a justiça, temos dificuldade em compreender os preceitos estratégicos ou tácticos determinantes para um contínuo remexer na licenciatura de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro, ainda mais por iniciativa do próprio.
Já toda a gente percebeu a história da licenciatura. Toda a gente percebeu a questão do Inglês Técnico. Até Vital Moreira já percebeu a deficiente análise que Sócrates fez da situação. Nada pior para um político que o veneno do ridículo.
Toda a gente percebeu, agora o que não se pode pedir é que façamos todos de parvos e se tenha que voltar à lei da rolha.

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:: enviado por RC :: 6/21/2007 11:41:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

domingo, junho 17, 2007

O Kaos que se cuide


Quem se mete com a NERD...

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:: enviado por RC :: 6/17/2007 01:26:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

Vamos demolir Portugal

ÚLTIMA HORA - PÚBLICO.PT: "Rui Moreira diz desconhecer se houve ou não negociação entre Van Zeller e o Governo sobre os promotores ou o conteúdo do estudo. Mas garante que, se tivessem ficado no grupo de promotores, “o estudo teria continuado a esgotar a opção Portela + 1 e se a Portela + 1 saísse do estudo eu teria uma explicação para vos dar”.

“Que houve uma conversa entre o eng. Francisco Van Zeller, o primeiro-ministro e o ministro das Obras Públicas, houve. O teor da conversa eu não vou revelar. Esta parte revelo porque explica a razão por que nós saímos do estudo”, conclui o presidente da ACP."

Como diz um amigo, ninguém é independente. Os estudos não o são, os homens não o são. Tudo são opções. É lícito perguntar como são sempre as soluções que mais consomem o dinheiro dos portugueses e o deslocam para grupos bem definidos, as que são adoptadas. Então o país mais pobre da zona euro não deveria esgotar as possibilidades de investimentos passados? Não deveria acabar esta loucura de só sabermos demolir e construir outra vez? Quem ganha com a constante demolição e reconstrução de todos os nossos equipamentos? Não lhes custa a ganhar, é o que é.

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:: enviado por RC :: 6/17/2007 01:24:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, junho 15, 2007

Balbino arguido

Do Portugal Profundo:
"Arguido por causa... do Dossier Sócrates
(em actualização)
Já me tinha chegado uns zunzuns sistémicos, mas não quis crer...
Acabo de ser convocado para prestar declarações como arguido no âmbito de inquérito judicial relativo ao assunto do percurso académico (e utilização do título de engenheiro) de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa - além de outra convocação para depoimento como testemunha noutro inquérito relativo ao mesmo Dossier Sócrates. Desconheço o(s) crime(s) de que sou arguido - tendo sido eu que investiguei e publiquei este Dossier, depois desenvolvido na blogosfera e nos media.
Recebi, há pouco, hoje, dia 15-6-2007, um telefonema (de número não identificado no telemóvel) de alguém que se intitulou funcionário judicial do DCIAP e me informou da minha convocação para ser ouvido em dois inquéritos judiciais, como arguido (num inquérito) e testemunha (noutro inquérito) ,ambos relativos ao Dossier Sócrates. Depois, por fax que indiquei, ficaram de remeter a confirmação das notificações.
O disclaimer que apresentei, desde o início da publicação do Dossier Sócrates, continua a valer para o primeiro-ministro. Para mim, que vou ser arguido, não."

Já cá faltava esta... a democracia segue dentro de momentos?

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:: enviado por RC :: 6/15/2007 08:50:00 p.m. :: 3 comentário(s) início ::

quinta-feira, junho 14, 2007

Quanto mais opaco melhor

Basílio Horta, o presidente da agência que se esfalfa para conseguir investimento estrangeiro, diz que a instabilidade do sistema fiscal português e o elevado nível das taxas de IRC e IVA não ajudam a captar investimento do exterior. João Amaral Tomás, o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, confrontado com estas críticas, não perdeu tempo e apressou-se a dizer exactamente o oposto: a fiscalidade portuguesa, para projectos de média e grande dimensão, é competitiva. E disse ainda mais: que em todos os investimentos realizados em Portugal ao abrigo da actual legislação fiscal, a tributação foi “diminuta e em alguns casos praticamente nula” (devido à generosidade dos créditos fiscais concedidos).
Basílio Horta tem razão. A fiscalidade é um dos factores para o qual os investidores estrangeiros olham de perto quando analisam um país. Não é o único, mas é dos mais importantes. Mas vamos admitir que a razão está com o Secretário de Estado de José Sócrates. Se assim é, se aquelas empresas não pagaram nada de IRC (porque foi a contrapartida para investirem em Portugal), então para quê manter as actuais taxas de imposto? Para justificar o emprego de uns quantos funcionários, que processam regras (fiscais) e suas excepções? Ou para tornar o sistema fiscal mais opaco, à conta de regras e excepções, e excepções às excepções, e....?

Camilo Lourenço — Jornal de Negócios, 14/06/07

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:: enviado por JAM :: 6/14/2007 08:37:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, maio 29, 2007

O pior pesadelo do Estado democrático após o 25 de Abril

Este é o país em que se compara a política com um semáforo avariado. Deixou de haver regras de circulação. No país de José Sócrates a delação tornou-se uma espécie de EMEL musculada. Portugal está a regressar ao sonho autocrático do pastor e do rebanho em busca da unanimidade total.
O que se passou na DREN, perante o ar de dona de casa condescendente da ministra da Educação, é o pior pesadelo do Estado democrático após o 25 de Abril. Portugal está a tornar-se o país dos que escutam a conversa dos outros e delatam o que ouvem para serem abençoados pelos chefes que os podem promover. Estamos a tornar-nos um sítio policial com uma máscara democrática. A delação com rosto amigo tornou-se a ideologia estatal.
O que se está a impor não é um "Big Brother" orweliano. Nem a ditadura de prazeres de que falava Huxley. É um país mesquinho, sedento de favores, de mão estendida que, em troca, conta o que ouviu numa conversa privada. Os delatados estão a ressurgir como infiéis perante os fantasmas de Salazar que nunca desapareceram.
Este país está a transformar-se num triste pesadelo: em que se troca a intimidade dos outros por 30 dinheiros. Vê-se o drama democrático. E espera-se que, em Belém, Cavaco Silva, esteja o ver o mesmo.

[Fernando Sobral, Jornal de Negócios]

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:: enviado por JAM :: 5/29/2007 02:48:00 p.m. :: 1 comentário(s) início ::

domingo, maio 27, 2007

Comissão Liquidatária

A Região Centro vai ser a mais penalizada - poderá perder quase 39% das suas escolas. Entre os concelhos com mais estabelecimentos sinalizados destacam-se o de Viseu (com 28), o da Guarda e Tondela (22), Coimbra, Seia, Leiria e Pombal (20) e Cantanhede (18). Perdas que para alguns concelhos poderão significar quase metade do seu parque escolar - caso da Guarda, 48, 8% - ou mais se em Seia encerrarem 20 escolas, a reorganização traduzir-se-á numa perda de 64,5% do parque escolar do concelho. Celorico da Beira tem 13 estabelecimentos sinalizados para fechar. A confirmar-se ficará com três, perdendo 81,2% da sua rede de ensino.

Entretanto, quantas foram construídas para acolher, em boas condições, os alunos?


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:: enviado por RC :: 5/27/2007 01:18:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::