BRITEIROS <$BlogRSDUrl$>








quarta-feira, outubro 17, 2007

Seja bem-vindo!

De Pedro Lomba e Pedro Mexia. Começou esta semana. E começou muito bem:

Não precisamos de uma nova Constituição

Não precisamos de uma nova Constituição porque esta é a Constituição saída do 25 de Abril. Há quem compreensivelmente não goste disso, quem preferisse desligar o documento da data, quem ache que a democracia podia ter vindo de outra maneira. História virtual é história virtual. A democracia aconteceu com o processo iniciado a 25 de Abril de 1974 e depois concretizado na eleição de uma assembleia constituinte, a aprovação de uma constituição e a realização de eleições legislativas e presidenciais. Houve momentos em que a democracia esteve em perigo: mas a Constituição foi aprovada a 2 de Abril de 1976, ou seja, depois do 25 de Novembro ter corrigido os devaneios RDA da revolução.
[...]
A Constituição de 1976 na sua versão original era uma constituição democrática socialista. A Constituição de 1976 na sua versão actual quase não tem sombra de socialismo, mesmo na linguagem. [...] A dimensão política da Constituição não põe entraves ao regular funcionamento de democracia portuguesa. Nem se vê onde estejam tais entraves na dimensão económica.
A única matéria que se afigura discutível é a dimensão institucional. Ou seja, é possível que haja quem queira alterar a natureza do regime. Sejamos claros: há quem pretenda o presidencialismo. Se é esse o caso, mais vale assumir tal proposta com clareza. E cá estaremos para lembrar os defeitos do presidencialismo, os desvios cesaristas, os conflitos com o governo, e o mais que os manuais registam.

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:: enviado por JAM :: 10/17/2007 04:40:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

segunda-feira, outubro 01, 2007

Um dia tão bom como qualquer outro

Quando tentou parar, em Janeiro de 2005, Vital Moreira (à cabeça de uma maioria silenciosa) tentou persuadi-lo a ponderar de novo. Conseguiu. E o blogue seguiu avante. Por mais dois anos e meio.
Este fim-de-semana voltou a findar um dos sítios mais construtivamente críticos da blogosfera portuguesa. E é pena...
Eu sei que o Vital Moreira está muito mais ocupado que em 2005 (na altura, José Sócrates ainda não era primeiro-ministro) mas, com a sua intercessão, acreditamos que o Paulo Gorjão reconsiderará. Fica aqui o apelo.
E ficamos à espera das adendas. Agora, mais do que dantes, o Paulo Gorjão não tem o direito de nos deixar.

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:: enviado por JAM :: 10/01/2007 09:18:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, junho 27, 2007

O feitiço e o feiticeiro

Ocorreu-me, o processo poderá não ser contra o que Balbino Caldeira escreveu, em si, mas, porventura, numa habilidade útil contra o que “deixou” publicar na sua caixa de comentários. Se tal vier a ser o facto (o que, até por causa de algumas amizades, explicaria a lógica e a oportunidade inerentes ao textinho de Pacheco Pereira) isso significa tão somente que José Sócrates — cidadão, político e primeiro-ministro — defende, e deseja, ver criada jurisprudência, que consagre o modelo chinês de censura prévia onde tudo o que é conteúdo electrónico é filtrado previamente, e onde todos os elementos da cadeia, do anónimo internauta que leu, ao que comentou, ao possuidor do blog, ao alojador, ao ISP, são imputáveis. Todos, tudo, mesmo tudo. Balbino seria tão só e apenas o pretexto útil.
Com todos os excessos que os há, eu que até vejo utilidades no cartão único, não vou perder tempo a explicar aonde é que essa deriva — absolutamente orwelliana — pode levar. Sugiro apenas aos Sócrates, Pachecos e Queridos deste mundo que parem um bocadinho por aqui. Devia chegar.

[Grande Loja do Queijo Limiano]

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:: enviado por JAM :: 6/27/2007 09:03:00 p.m. :: 1 comentário(s) início ::

domingo, junho 24, 2007

Paulo Gorjão sempre em forma

O Sol dá-nos conta de que José Sócrates deu ordens a Correia de Campos para que o estudo sobre a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde não fosse divulgado nem posto em discussão pública. O documento preconiza medidas impopulares para os próximos dois anos.
Sempre atento ao que se vai passando aqui pelo jardim, Paulo Gorjão brinda-nos com o documento do estudo completo e subscreve a análise da Sofia Loureiro dos Santos — que foi quem lhe passou o documento secreto.
Lembram-se dos tempos em que Vital Moreira escrevia “concordo com esta judiciosa reflexão de Paulo Gorjão” ou então “o Paulo Gorjão não tem o direito de nos deixar”?
Já se deve ter arrependido mil vezes!

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:: enviado por JAM :: 6/24/2007 09:44:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

terça-feira, junho 12, 2007

Ava Lowery, princezinha do Web

A oposição crescente dos americanos à guerra no Iraque não se repercute só nas sondagens: encontra-se também cada vez mais na Internet. É o caso de Ava Lowery que ganhou fama com o site que criou contra a guerra. Ava levanta-se todos os dias às seis e meia da manhã, para acompanhar as últimas notícias vindas do Iraque e lançar-se de corpo e alma na actualização do seu site Peace Takes Courage. É, de facto, preciso muita coragem para fazer a paz, sobretudo quando é uma adolescente de 16 anos que o recorda todos os dias ao 43˚ inquilino da Casa Branca.
Ava Lowery não tem papas na língua, afirma que Bush é o pior de todos os presidentes americanos e que o facto de ter mentido para entrar na guerra é razão suficiente para o destituir. Mas, na falta do impeachment, Ava pede aos 50 mil visitantes diários do seu site que exijam a Washington um plano de paz para sair do vespeiro iraquiano. Para os convencer costuma concluir os vídeos que ela mesma prepara com as palavras de Hemingway: “Não pensem nunca que a guerra, qualquer que seja a sua necessidade ou justificação, não é um crime”.
O site da jovem Ada foi lançado em Março de 2005, na altura em dois dos seus tios atravessavam as areias do deserto iraquiano e na sequência de longas conversas que teve com o avô, um veterano do Vietname. Dêem uma volta no site. Vale a pena. Dá gosto saber que ainda há consciência moral na juventude daquele país.

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:: enviado por JAM :: 6/12/2007 12:01:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, maio 31, 2007

A memória dos blogues

Vital Moreira sentencia, no seu blogue, que a greve geral foi um «fracasso» e que a CGTP pagou caro o seu «voluntarismo». Creio porém que V.M. devia evitar acusar seja quem for de «voluntarismo» dado que ele próprio é, desde que o governo Sócrates tomou posse, um caso extremo de «voluntarismo» na defesa e propaganda da política desse governo.
Acresce que os blogues têm uma vantagem ou um inconveniente, consoante os pontos de vista, que é o de registarem e arquivarem tudo quanto neles se foi escrevendo ao longo do tempo. E quem for revisitar os «posts» que Vital Moreira escreveu durante os governos de Durão Barroso e Santana Lopes, rapidamente concluirá que, nesse tempo, ele não reclamou desses governos nem metade daquilo que agora entusiasticamente aplaude no governo do PS.

[Vítor Dias, O Tempo das Cerejas]

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:: enviado por JAM :: 5/31/2007 08:32:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

sexta-feira, março 30, 2007

Pausa

Vou aproveitar as férias da Páscoa para alguns dias de repouso do outro lado do Mediterrâneo. Claro que o programa vai continuar com os outros briteiros de serviço, mas para além disso gostaria de voltar a recomendar-vos a leitura do excelente blog de Jean Quatremer — o correspondente do jornal francês Libération junto da Comissão Europeia — que tem muito para vos contar sobre os Bastidores da Europa e os seus caprichos de quinquagenária. O mais recente tem a ver com o Complexo de Calimero da Polónia.
Desejo a todos boas festas de Páscoa.

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:: enviado por JAM :: 3/30/2007 10:14:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, março 29, 2007

Petite Anglaise

Para os leitores mais curiosos para saberem o epílogo da minha história de ontem, deixo-vos a notícia de última hora :
A Petite Anglaise ganhou o processo contra a empresa de contabilidade que a tinha despedido sem justa causa: 44.000 euros de indemnização, mais custas e despesas.
Um final feliz que deixa alguma esperança de que nem tudo está perdido nesta Europa do vale-tudo patronal.

(Via Maître Eolas)

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:: enviado por JAM :: 3/29/2007 04:45:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, março 28, 2007

Se trabalhar... não blogue

Hoje venho contar-vos uma história que aconteceu em França mas que, ao ritmo a que as coisas estão a evoluir, pode brevemente vir a passar-se neste nosso pequeno jardim à beira-mar plantado. A história começou no ano passado com o despedimento abusivo de uma secretária inglesa que trabalhava para a empresa (também inglesa) de contabilidade Dixon Wilson, em Paris.
Catherine, a Bridget Jones inglesa, como lhe chama o Daily Telegraph, alimenta regularmente um blog que tem a mesma idade do nosso (desde Julho de 2004), onde escreve desabafos sobre a sua vida de mãe solteira de 34 anos, em Paris, e onde fala dos seus encontros e desencontros e por vezes do seu trabalho, sem no entanto nunca nomear nem o seu verdadeiro nome, nem o do patrão ou da empresa onde trabalhava.
Agora, o caso está a ser julgado pelo Tribunal do Trabalho — os famosos Prud’hommes — de Paris. Por entre as passagens incriminatórias, a defesa cita um extracto no qual a “petite anglaise” se refere ao patrão como um “twunt”, uma palavra inglesa inventada, que em português se poderia traduzir por “conas”, no sentido magnificamente explicado neste texto. Mas, como todas as línguas têm o seu lado traiçoeiro, sobretudo quando devem ser traduzidas, no processo de acusação a palavra foi traduzida por “enculé”, o que leva a coisa para a taradice muito mais do que a pobre inglesinha pretendia. “Enculé”, como ela própria escreve no seu blog, is the strongest French swearword I know of.
Como poderão comprovar, o blog de Catherine Sanderson — que tem cerca de 4000 visitas por dia — não tem nada de insultuoso, muito embora tenha por vezes alguns desabafos mais impertinentes.
A sentença do tribunal do 10° bairro de Paris deverá ser pronunciada amanhã, 29 de Março.

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:: enviado por JAM :: 3/28/2007 10:41:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::

quinta-feira, março 08, 2007

Medeiros Ferreira

Aí está um dos muitos blogues que vou lendo com prazer. Medeiros Ferreira com a sua habitual acutilância força-nos sempre a uma reflexão mais atenta. O Bicho Carpinteiro continua interessante apesar de ter fechado a porta à interacção. Pena que nem mail nem comentários. A blogoesfera que começou como espaço de vigorosa troca de opiniões tem vindo a fechar-se.

"Somos um país de negacionistas. Nunca houve feudalismo, colonialismo, racismo, fascismo. Mas à primeira esquina qualquer intelectual com poucas letras grita ao anti-clericalismo radical e à repressão operária da I República. Deve ser por isso que a população de Seia deixa Afonso Costa em paz e a de Santa Comba Dão junta os trapinhos de Salazar num paradoxal fenómeno beirão. O neo-salazarismo larvar que está à vista de todos também não existe? Ou será uma versão democrática embora inorgânica? Vá lá não tenham «vergonha» de falar no assunto. A votação para o concurso da RTP ainda decorre..."

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:: enviado por RC :: 3/08/2007 07:20:00 p.m. :: 1 comentário(s) início ::