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sábado, junho 23, 2007

Caso Charrua

Macroscopio: O caso Fernando Charrua - por António Marinho Pinto -: "O cidadão José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, tinha o dever de impedir que uma zelosa subordinada sua (a directora da DREN) procedesse disciplinarmente contra um funcionário que alegadamente o ofendera numa conversa privada. Já que recusa a tutela penal, deveria igualmente recusar a disciplinar.

O direito disciplinar existe para punir infracções disciplinares, ou seja, as que são cometidas por funcionários no exercício das respectivas funções. Mais. A CRP não prevê (portanto, não permite) que as infracções cometidas no exercício do direito de expressão (enquanto direito fundamental) sejam apreciadas em sede do direito disciplinar. Isso foi expresso de forma bem clara pelo legislador constituinte.
Aliás, ainda não há muitos anos, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesse sentido, num caso formalmente idêntico a este. Um juiz desembargador, dirigindo-se a um colega, disse que todos os membros do Conselho Superior da Magistratura eram uns filhos da puta. O interlocutor, que era membro do CSM, participou a este órgão, que deliberou punir o primeiro com uma sanção disciplinar. O visado recorreu para o STJ, que anulou a sanção e absolveu o arguido, justamente por considerar que um acto da vida particular de um magistrado judicial só constituirá uma infracção disciplinar, se, por um lado, se repercutir na sua vida pública e, por outro, se revelar incompatível com a dignidade indispensável ao exercício das suas funções. E o STJ acrescentou: "Não o será um acto da vida particular que não seja de molde a causar perturbação no exercício das funções ou de nele se repercutir de forma incompatível com a dignidade que lhe é exigível." Este é, pois, um regime que, por maioria de razão, se deveria estender a todos os funcionários do Estado."

A ler na íntegra

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:: enviado por RC :: 6/23/2007 10:15:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

quarta-feira, maio 30, 2007

A charrua à frente... II

RTP - Charrua insultou Sócrates "em vários locais públicos da DREN" : "Charrua insultou Sócrates 'em vários locais públicos da DREN'
O presidente da 'distrital' socialista do Porto, Renato Sampaio, disse hoje à agência Lusa que o professor Fernando Charrua insultou o primeiro-ministro, José Sócrates, 'em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN'.
Fernando Charrua foi suspenso pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), onde estava colocado há 19 anos como professor requisitado, na sequência da abertura de um processo disciplinar por alegados insultos ao primeiro-ministro.
O que se passou não é aquilo que se pretende fazer crer como um simples comentário privado. Foram insultos em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN, pelo que sabemos', disse Renato Sampaio.
O líder do PS/Porto acusou, ainda, Fernando Charrua de 'querer condicionar o resultado do inquérito através do recurso à comunicação social'.
"Conhecemos as relações políticas e pessoais do professor Charrua, mas nós no PS não recebemos lições de ninguém", referiu o presidente da distrital socialista do Porto, numa alusão aos factos de o professor suspenso pela DREN ser ex-deputado do PSD e marido da vereadora social-democrata na Câmara do Porto,Matilde Alves.
Na opinião de Renato Sampaio, "o professor Charrua está com uma grande intranquilidade e recorre sistematicamente à comunicação social para condicionar o resultado do inquérito".
"Não há nenhuma perseguição política a ninguém. Um professor, pelas suas responsabilidades pedagógicas, não pode insultar cidadãos com palavras verdadeiramente insultuosas. Como é que um professor destes pode ensinar alunos?", questionou Renato Sampaio.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-05-30 18:05:01"

"The plot thickens"

Ontem, falava-se de "alguém que foi requisitado à sua escola para desenvolver uma política educativa de determinado Governo, neste caso do PS".
Hoje, há quem se interrogue acerca de como "um professor destes pode ensinar alunos".

Ficamos a saber muita coisa e, como diz o ditado, homem prevenido vale por dois.
Se as funções que F. Charrua ocupava eram de confiança política, então, das duas uma, ou Charrua é um hábil camaleão para ter sobrevivido e merecido a confiança política dos governos dos últimos vinte anos (Cavaco, Guterres, Durão, Santana e até de Sócrates em 2005/06 e 2006/07) ou então ainda teremos novos episódios desta telenovela.
Por outro lado, se não é aceitável que "um professor destes" possa ensinar alunos por que é que foi recambiado para uma escola, exactamente o tal sítio em que se ensinam alunos? Será pelo facto de, no pensar dos ilustres quadros políticos do ME a escola ser um purgatório donde se querem livres e longe o mais possível?

Mais uma vez se reforçam os argumentos que sustentaram a minha posição no último Falar Claro na rádio Terranova.
(ver também)

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:: enviado por RC :: 5/30/2007 07:32:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

A charrua à frente... I

"Não estamos a falar de um trabalhador que está no seu posto de trabalho natural, mas de alguém que foi requisitado à sua escola para desenvolver uma política educativa de determinado Governo, neste caso do PS", afirmou ontem o socialista João Bernardo, falando na Comissão Parlamentar de Educação. Face aos protestos da oposição, que corrigiu para "política educativa do País", o deputado reiterou: "Está a cumprir um programa de Governo." "Não estamos a falar de um funcionário da DREN, mas de um professor que é requisitado anualmente para apoio técnico-pedagógico" - um regime de requisição que "pressupõe um elo de confiança", sustentou ainda."

Fica assim amplamente confirmada a nossa intervenção no último Falar Claro. A confiança política é a primeira prioridade pelo que não admira que tenhamos chegado ao ponto a que chegámos.
À beira do abismo vamos lá dar um passo em frente...

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:: enviado por RC :: 5/30/2007 07:28:00 p.m. :: 0 comentário(s) início ::

domingo, maio 27, 2007

Fernando Charrua et al

SER POLÍTICO É SER CIDADÃO: O CASO FERNANDO CHARRUA:

"O Senhor Primeiro Ministro José Sócrates afirmou que « nem o Governo, nem alguma instituição deste país, deixará que alguém seja sancionado por uso do direito à liberdade de expressão » a propósito do alegado processo disciplinar instaurado ao Professor e ex-deputado do PSD Fernando Charrua pela Directora Regional de Educação do Norte .
Esqueceu-se porém das penas disciplinares que foram aplicadas pelo Ministério da Administração Interna do seu Governo aos 2 sindicalistas da PSP, António Cartaxo e António Ramos por terem afirmado respectivamente que o então Director da PSP, Mário Morgado « não interessa nem para mandar nos escuteiros » ( António Cartaxo ) e « que « Se o anterior 1º Ministro ( Durão Barroso ) foi para Bruxelas, mais depressa este ( José Sócrates ) vai para o Quénia » ( António Ramos ) .
No caso de António Ramos, a quem foi aplicada a pena de aposentação compulsiva, está pendente acção administrativa especial no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa e recurso no Tribunal Central Administrativo – Sul quanto à decisão que recusou a adopção de providência cautelar , pelo que o mesmo continua suspenso das suas"

e mais--->>>

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:: enviado por RC :: 5/27/2007 02:24:00 a.m. :: 0 comentário(s) início ::