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sexta-feira, março 16, 2007

A distribuição da felicidade

A União Europeia publicou um amplo estudo acerca da felicidade dos europeus e da forma como ela se distribui através do território da União. Surpreendentemente — ou talvez não — são os países nórdicos, e particularmente a Dinamarca, que dão mostras de um maior grau de felicidade. Com efeito, só 3% dos dinamarqueses afirmam não serem felizes. Na Europa do Sul, apesar do sol e do habitual epíteto “pobretes, mas alegretes”, as coisas não vão nada bem. Só a Espanha está acima da média. Itália, Grécia e Portugal situam-se bem abaixo. Mas é na Europa de Leste, sobretudo na Bulgária, que os “novos” europeus se mostram mais reticentes em declararem-se felizes.
Tudo indica que as questões mais preocupantes são as perspectivas laborais e a expectativa de receberem uma pensão após a reforma. É significativo constatar que a confiança no sistema de pensões é altíssima na Dinamarca, Finlândia e na Holanda e que, em contrapartida, o pessimismo é muito alto em França, na Alemanha, nos países de Leste e... em Portugal. São logicamente os mais jovens, os desempregados e os operários os que menos confiança têm em virem a receber uma pensão de reforma.
Um assunto tão importante como o trabalho concentra, de uma maneira geral, as maiores insatisfações. Mas são os portugueses e os europeus de Leste os que se revelam mais insatisfeitos com o trabalho que fazem e com as perspectivas laborais que têm. Se bem que os portugueses não se mostrem particularmente stressados pelo trabalho que realizam, sentem no entanto medo de perder o emprego e têm uma muito baixa sensação de que o trabalho os realize ou lhes permita aprender coisas novas. Só 12% dos portugueses afirmam colaborar em trabalhos sociais ou voluntários, o que corresponde a um terço da média europeia e a cinco vezes menos do que afirmam fazer os holandeses.
Os assuntos que importam mais aos europeus são, por esta ordem, a saúde, a família e os amigos. Os que aparecem como menos significativos são a religião e principalmente a política, que aparece em último lugar. Uma vez mais, é significativo que Portugal seja um dos países que mais desencanto sente pela política, com apenas 26% dos portugueses a afirmarem que a política é importante nas suas vidas, enquanto que a média da União Europeia é de 43%, na Alemanha, França e Itália anda à volta ou supera mesmo os 50% e alcança o valor record de 68% na Holanda.
Neste panorama deplorável, os portugueses continuam a ser no entanto, sem sombra de dúvida, os campeões da Europa do optimismo. À pergunta “acha que a vida da geração futura vai ser mais fácil, mais difícil ou idêntica à da geração actual”, 57% dos portugueses acham que vai ser mais fácil, ao contrário da média da União, em que apenas 17% têm essa opinião, e em flagrante contraste com a França e a Alemanha onde só 8% e 3%, respectivamente, acham que as nossas crianças vão ter uma vida mais fácil que a nossa no porvir.

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:: enviado por JAM :: 3/16/2007 11:18:00 da manhã :: início ::
1 comentário(s):
  • Esses estudos são uma grande tanga. Durante anos pensei que a minha felicidade estava em ir para os tais paises supostamente mais felizes mas cheguei à conclusão que a felicidade está dentro das nossas cabeças. Não se é mais feliz na Dinamarca do que em Portugal, acreditem.... Quem não acredita, que vá lá durante o inverno.

    De Anonymous Miguel Serrano, em março 27, 2008 2:50 da tarde  
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