BRITEIROS: Caloteiros e patetas <$BlogRSDUrl$>








segunda-feira, julho 31, 2006

Caloteiros e patetas

O governo publicou hoje a lista dos que "Queres fiado? Toma!" do nosso país. Ficámos a saber que os caloteiros são poucos. Só há uma coisa que me intriga: o Estado não é capaz de cobrar? Vai contratar os homens do fraque? Publica a lista para vermos se algum dos nossos amigos pertence a esse grupo de elite dos que devem em excesso de um milhão de euros?

Ficámos a saber que nenhuma empresa deve mais do que quinentos mil euros e que mesmo essas são poucas.

Mais uma vez se prova que a gente graúda é mesmo honesta. Caloteiros mesmo, são os outros, a arraia-miúda. Será?

:: enviado por RC :: 7/31/2006 08:14:00 da tarde :: início ::
2 comentário(s):
  • Esta lista é daqueles que dizem dever, isto é, daqueles que não praticaram a fraude nem a evasão fiscal. Onde está a lista daqueles que praticam a fraude e a evasão fiscal? Quem são eles? O que foi feito para investigar o enriquecimento ilícito? Como é possivel haver tantos ricos que pagam tão pouco? Tudo isto é uma palhaçada ao serviço dos lucros do grande capital. Se o Ministro da Economia é Administrador de um Banco que seriedade pode haver na resolução dos grandes problemas do Povo Português?

    De Anonymous Anónimo, em agosto 01, 2006 12:18 da manhã  
  • Ao analisar detalhadamente a lista de devedores, verifiquei que dois deles (pessoas singulares) são residentes no meu concelho (Alandroal) e, conhecendo os indivíduos, talvez possa responder à questão levantada " o Estado não é capaz de cobrar?". Os dois indivíduos, em particular, que conheço, deram-se por falidos, divorciaram-se, embora vivam efectivamente com as suas ex-esposas e não têm nada em nome deles, nem sequer uma simples espingarda de caça, que se apressaram a transferir de nome. Um, abriu de novo o negócio em nome do filho e o outro, que ainda possui umas máquinas e camiões, estas não podem ser penhoradas, porque são adquiridas em sistema leasing. Assim, será difícil obrigar alguém que nada tem, a pagar seja o que for. Penso que determinadas situações deveriam ser acauteladas á priori e o Estado não permitir transferências de negócios nem outras manhosices sem que a dívida estivesse liquidada. E Também não deveria deixar que o contribuinte chegasse a dívidas tão elevadas, actuando em devido tempo.
    Peço desculpa pela extensão do comentário.

    De Blogger magnolia, em agosto 02, 2006 3:14 da tarde  
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