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quinta-feira, março 08, 2007

Deputados ressentem-se

Durante todo o processo de imposição de um novo "estatuto" aos professores de Portugal, o silêncio dos responsáveis políticos do PS, nomeadamente dos deputados e dos deputados professores, foi ensurdecedor. Lá fomos ouvindo a "tanga" do rigor do ex-CDS, Valter "the tough boy" Lemos. No passado dia 2 de Março pudemos ver a arrogância e má educação do dito trauliteiro de serviço enquanto deputados da oposição diziam de sua justiça. Pudemos ouvir as vaias constantes duma loira deputada socialista, professora que foi e felizmente que já não é porque nas nossas escolas não queremos réplicas da lota de Matosinhos ou de qualquer um mercado do peixe. Para a bancada do PS, em plenário, tudo está bem e a ministra é pouco menos que uma das pastorinhas de Fátima. E agora, espanto dos espantos, há quem não esteja contente... O Valter bateu-lhes à porta e já não gostam.

Não se trata propriamente do ECD, trata-se mais precisamente da regulamentação do acesso à categoria de professores titulares.

Veremos nos próximos episódios de que é feita a coluna vertebral do notório Valter e por que elevados princípios éticos se movem aqueles dentre os nossos representantes que, por acaso, em tempos idos já foram professores...

Veremos se, como dizia Orwell, "Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros."


"Para a próxima quarta-feira, adiantou Alberto Martins, ficou agendada uma reunião com o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e com o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, sobre o regime de vínculos e carreiras da função pública.

De acordo com fontes socialistas, a decisão de chamar a ministra da Educação para se reunir com a bancada surgiu após vários deputados criticarem o novo Estatuto da Carreira Docente, sem que tenha havido nenhuma intervenção em sentido contrário.

As mesmas fontes disseram à agência Lusa que o deputado José Augusto de Carvalho se insurgiu contra a diferente valorização para a progressão na carreira das actividades lectivas e não lectivas no decreto-lei do Governo, considerando-a inconstitucional.

Em seguida, outros socialistas criticaram o Estatuto da Carreira Docente.

O artigo 50.º da Constituição estabelece que «todos os cidadãos têm o direito de acesso, em condições de igualdade e liberdade, aos cargos públicos».

«Ninguém pode ser prejudicado na sua colocação, no seu emprego, na sua carreira profissional ou nos benefícios sociais a que tenha direito, em virtude do exercício de direitos políticos ou do desempenho de cargos públicos», refere o mesmo artigo."

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:: enviado por RC :: 3/08/2007 09:08:00 da tarde :: início ::
1 comentário(s):
  • Infelizmente, enquanto a cinquentenária RTP nos entretém,
    através de uma ex-adida cultural (ou coisa parecida...) da Embaixada
    Portuguesa na Inglaterra (de onde trouxe a brilhante ideia), com um
    pseudo-concurso popular sobre aquilo a que chamam o melhor português,
    o governo do Sr. Eng. Sócrates aproveita a legitimidade democrática
    da maioria absoluta para decidir absolutamente em nome dos
    Portugueses contra um conjunto de direitos adquiridos e
    constitucionais dos mesmos Portugueses. Com sabe que todos somos uns
    crónicos invejosos que deliramos com o mal de todos os que pensamos
    que têm altos privilégios e sabe como funciona a nossa mente
    perversa inventou uma seita de bandos de malfeitores contra os quais
    considera urgente unir as almas generosas e famintas de um deus
    terreno: o bando dos funcionários públicos (o grande causador de
    todas as desgraças deste país); o bando dos médicos (que têm o vício
    antigo de pedir exames complementares de diagnóstico e receitar
    medicamentos aos doentes sem se lembrarem que os nossos impostos não
    se podem desbaratar...); o bando dos juízes e similares (que passam a
    vida a sonhar com as férias judiciais, chegando ao ponto de tapar os
    olhos da justiça para trabalharem mais à vontade; e, como não podia
    deixar de ser, o bando terrorista dos professores que são, de facto,
    o princípio e o fim de todos os males eternos, porque são eles que
    nos têm ensinado ao longo dos séculos a ser como somos (sem esquecer
    o vício horrendo de faltarem por doença quando adoecem e de terem uma
    articulação demasiado preocupante com o bando dos médicos que lhes
    passa os atestados sabe-se lá com que intenções...).

    ..............

    ....vejam lá que um dia destes ouvi na RTP um fulano chamado
    Otelo que dizia que participou numa revolução há cerca de trinta e
    três anos aqui em Portugal. E afirmava, com uma ar de quem diz a
    maior verdade deste mundo, que tinha devolvido ao povo a liberdade e
    o direito à habitação, à saúde, ao ensino, à cultura, tudo coisas
    inventadas ali mesmo e em directo. Talvez não acreditem mas eu juro
    que ouvi. Coitado do homem!,com tanta imaginação devia dedicar-se a
    escrever ficção científica.

    vieira da silva

    De Blogger avs, em março 09, 2007 2:26 da tarde  
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