domingo, maio 28, 2006
Meter isto na ordem - 1
O novo Rumo...
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Fiel a si mesmo, Fidel não demorou muito a mostrar-se indignado pela sua inclusão na lista da Forbes. Fê-lo num discurso de 4 horas que, desconfio, já só os funcionários do Estado cubano escutam do princípio ao fim.
Compreende-se que Fidel não goste de figurar em qualquer lista que seja ao lado de Bill Gates, do sultão do Brunei ou da Rainha de Inglaterra. Compreende-se também que haja quem não goste de o ver em tais companhias.
Só que, não estar de acordo com a selva em que alguns gostariam de transformar as relações económicas ou pensar que há vida para lá da globalização, não implica que se olhe para o lado quando estão em causa regimes que se dizem socialistas. Os inimigos do meu inimigo não são, necessariamente, meus amigos.
No caso de Fidel Castro, basta-me o facto de alguém se manter no poder há mais de 40 anos para, por si só, ser a negação do socialismo que diz defender.
O que me interessa mais é saber se alguém precisar de, digamos, 50 milhões de dólares os pode utilizar ou não. Fidel pode. Eu (mais a esmagadora maioria da população da Terra) não posso. Se o utiliza para comprar Ferraris ou para dar aos pobres - embora não seja neutro no plano moral - não me diz nem como o conseguiu nem como o poderá utilizar.
Por isso, muito mais importante do que esta discussão sobre os tostões de Fidel é saber se, em determinado país, o facto de dizer ou escrever que desconfio de que Fidel controla 900 milhões de dólares me valem criticas ferozes de quem não estiver de acordo ou uns anos de prisão …