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sábado, julho 21, 2007

Indemnizações e outras miudezas

Quem vive nos Estados Unidos — o país das indemnizações — dá-se facilmente conta de que no final tudo se reduz a dinheiro. Até mesmo o sofrimento e a angustia de uma mãe ante a desaparecimento forçado de um filho.
As indemnizações estão na ordem do dia. A do arcebispado da Califórnia para evitar processos judiciais nos casos dos sacerdotes pederastas equivale a um indiscutível reconhecimento de culpa, mas salva a igreja católica de uma exposição vergonhosa do clero. Atraiçoa-se assim a doutrina evangélica de que mais vale atar uma mó ao pescoço e atirar-se ao rio que escandalizar uma criança. Quase um milhão de euros a cada vítima. Seiscentos e sessenta milhões de dólares. Bancarrota total.
Um caso estranhamente parecido com o dos milhões de dólares — provenientes da União Europeia — para as famílias das quatrocentas e tal crianças infectadas com a sida na Líbia, em troca da comutação da pena ditada pelo falso processo judicial em prisão perpétua a cumprir na Bulgária.
Também os tribunais internacionais dos direitos humanos e os penais de justiça fixam somas milionárias a cargo de Estados violadores. Somas que se pagam para que não se fale mais no sofrimento humano nem na vergonha de governos e de instituições tão antigas como a igreja católica.

:: enviado por JAM :: 7/21/2007 10:08:00 da manhã :: início ::
1 comentário(s):
  • Em 1989, quando um avião da PanAm explodiu sobre a localidade Lockerbie, na Escócia, matando 270 pessoas, num processo estranhíssimo acusaram agentes líbios pelo sucedido. Seguiram-se ataques aéreos contra a Líbia, sanções de todo o tipo para as coisas se começarem a normalizar em Agosto de 2003, quando Tripoli assinou com Washington e Londres um acordo de indemnizações, comprometendo-se a Libia a pagar às famílias das vítimas um total de 2,7 mil milhões de dólares. E os agentes líbios (que foram entregues e julgados na Holanda), foram condenados e por lá continuam presos apesar da falta de provas.

    Em Janeiro de 2004, a Líbia assinou com Paris um acordo de indemnizações pela queda de um avião UTA, sobre o deserto de Tenere, no Níger, e que matou 170 pessoas. Khadafi comprometeu-se a pagar às famílias das vítimas francesas (50 dos 170) um total de 170 milhões de dólares.

    Contudo o anti-castrista Luis Posada Carriles, ex-destacado agente da CIA com um currrículo invejável: participação na invasão de Cuba (Baia dos Porcos) em 1962, atentado terrorista contra um avião cubano com a morte de 73 passageiros em 1976, atentados terroristas em zonas turísticas em Havana em 1977, várias tentativas (falhadas) de assassinato de Fidel Castro, nem sequer foi extraditado pelos USA para a Venezuela quanto mais punido. E nunca se falou nas indemnizações aos 73 passageiros cubanos mortos.

    De Anonymous Margarida, em julho 21, 2007 11:32 da tarde  
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